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Ler por aí

Ler por aí

23
Mar18

Um livro por escritor ou um escritor e muitos livros?

Patrícia

Sou, desde sempre, uma leitora de "escritores". Quando gosto de um escritor procuro sempre (quase) todos os seus livros. Há quem diga que prefere ler muitos livros de escritores diferentes que muitos livros de um só escritor. Respeito mas não compreendo. 

Eu sou uma leitora fiel. E gosto de ter "por ler" livros de que sei que vou gostar. Mais do que "gostar" a verdade é que preciso disso. Há alturas em que é preciso "voltar a casa", à zona de conforto. Eu gosto de conhecer novos escritores mas gosto muito mais de ler livros novos de escritores que amo (felizmente não tenho que escolher uma ou outra coisa).

Há sempre o perigo de enjoar. De nos desiludirmos. De um dia dizermos: "chega, não leio mais nada deste escritor". Aconteceu-me com vários, para dizer a verdade. Há escritores por quem tenho muito carinho, foram importantes algures no tempo, gostei muito de alguns dos seus livros mas que dificilmente voltarei a ler (incluo aqui, por exemplo, a Juliet Marillier, a Anne Bishop ou o Christian Jacq). Quando sinto que estou sempre a ler o mesmo livro, mas com roupagens diferentes também está tudo estragado: por mais que goste, desisto (é o caso de Afonso Cruz - acho que só voltarei a pegar nos seus livros daqui a muito tempo). 

Mas depois há uma lista imensa de escritores de que quero ler tudo ou quero, pelo menos, ter todos os seus livros para ir lendo.

Não gosto da sensação de não ter mais nenhum livro novo de um escritor de quem gosto para ler. Aconteceu-me com a Marion Zimmer Bradley, por quem me apaixonei com a Brumas de Avalon e de quem não tenho mais nada para ler (não sou fã das Darvover novels). E é por não gostar desta sensação que leio com muita parcimónia os livros da Rosa Lobato de Faria. Estão ali na estante e são livros para "as ocasiões", são livros conforto. 

Entre os escritores dos quais quero tudo estão, claro, a Maria Manuel Viana, o Gonçalo M. Tavares, o Brandon Sanderson, a Ursula K. Le Guin, o Carlos Campaniço, o José Saramago, a Jane Austin, o Rui Zink, o Richard Zimler, o Murakami e os escritores de que sou, mais que leitora, uma (espécie) de amiga como o Nuno, a Márcia, a Carla, a Ana... 

Terei vida para ler tudo isto? Não faço ideia, até porque a lista é bem maior do que esta e tem tendência a crescer exponencialmente. Mas se é verdade que posso não ter vida para ler tudo, também é verdade que vai ser uma vida muito bem aproveitada.

 

 

 

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