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Ler por aí

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14
Mar19

The Assassin's Apprentice, de Robin Hobb

Patrícia

Assassin's apprentice.jpg

Fitz fitz fice fitz. Fatz sfitz

FitzChivalry Farseer, bastardo de Chivalry, o príncipe herdeiro dos Six Duchies é entregue à família do pai aos 5 anos. Sem lugar na corte, acaba por crescer, sem nunca conhecer o pai (que acaba por abdicar do trono), aos cuidados de Burrich, o responsável pelos animais em Buckkeep. Um bastardo tem que encontrar o seu lugar. Mas não deixa de ser uma falha no plano, uma carta fora do baralho, que cria todo um leque de novas possibilidades.

"Do you think I keep you alive because I am so entranced with you? No. It is because you create so many possibilities. While you live you give us more choices. The more choices, the more chances to steer for calmer water. So it is not for your benefit, but for the Six Duchies that I preserve your life. And your duty is the same. To live so that you may continue to present possibilities.”

Este primeiro livro da série, conta-nos o crescimento de Fitz, o bastardo, como King's Man, como aprendiz de assassino, como ajudante de tratador de animais, como adolescente.

Não posso dizer que tenha sido o melhor livro de fantasia que li na vida. Não me foi difícil entrar na história mas foi complicado convencer-me a continuar - confesso que, de início, não me interessei muito pelo que andava Fitz a fazer mas sabendo a paixão que a Célia e a Carla tem por esta saga tinha mesmo que chegar ao fim. E senti muito a falta de um verdadeiro anti-herói, de um verdadeiro antagonista.

Tendo ouvido o audiobook, narrado por Paul Boehmer, fiquei bastante surpreendida quando, numa busca para perceber como raio se escreviam o nome dos personagens (tenho sempre este problema), percebi que este livro é de 1995. Nem imaginam como gostaria de ter lido este livro nessa altura - não só teria gostado muito mais como o teria lido inúmeras vezes (que é como os livros de fantasia devem ser livros) e nenhum dos seus segredos me teria passado ao lado.

Mas, não tendo sido o melhor dos livros de fantasia que já li, é um bom livro e tem um enorme potencial. 

(a partir de agora poderá haver alguns spoilers... nada que estrague a leitura mas sigam por vossa conta e risco)

 

Fitz, o nosso protagonista, conta-nos a sua história na primeira pessoa, o que significa que ao longo de todo o livro vemos os acontecimentos pelos olhos de miúdo. Às vezes vemos um bocadinho mais que ele (aquela mania de ser um King's man... vá, convenhamos que todos a percebemos quando o Verity contou ao Fitz o que Chiv tinha feito ao Galen quando eram miúdos) outras deixamo-nos enganar, sorrimos e sofremos com ele. Mas ainda não me "apaixonei" por esta personagem. Falta qualquer coisa nem vos sei explicar bem o quê. A personalidade dele ainda não está bem formada, as escolhas ainda não são bem dele e só no fim, mesmo no final deste livro, comecei a interessar-me pelas suas escolhas.

Mas gostei imenso de algumas das personagens deste Assassin's Apprentice.

Burrich ainda nos irá surpreender. É, desde o início, óbvio que também possui o talento para a ligação provocada pelo Wit e tem sido um bocadinho irritante por causa disso mas é daqueles que ainda vai aprender. E é, de facto, o pai do Fitz. Não o progenitor mas o pai.

Adoro a Lady Patience. Adoro. Deposito algumas fichas nela e no papel que ainda vai desempenhar.

E gosto muito do Verity. Ele e a Kettricken ainda vão provocar bons momentos de leitura. Da Molly e do Shrewd será inevitável falarmos nos próximos livros mas para já nem um nem outro me deixaram grande impressão.

O Galen desiludiu-me como vilão. Demasiado a preto e branco. A história do Chivalry com ele lá lhe deu alguma cor mas foi só de passagem. O Regal é, para já, apenas irritante e ainda terá que crescer muito para se tornar realmente o antagonista desta história (mas é ele a minha primeira aposta para o lugar) a não ser que apareça alguém verdadeiramente marcante nos Red-Ship (esta parte bem que podia ter sido um bocadinho mais desenvolvida mas lá chegaremos, não é?)

Já perceberam para quem vai o meu amor e entusiasmo nesta história, não é?

Pois, isto valeu pelo Fool e pelo Chade. Quem ou que género de criatura é o Fool? E o que vou sofrer quando o Chade morrer? Gosto tanto dele mas o mentor morre sempre... (ca nervos). 

Outro ponto forte do livro é o(s) sistema(s) de magia. Wit e Skill. Quero muito saber mais sobre ambas e se tivesse que escolher uma para mim, nem hesitava. Wit, obviamente. Ainda não recuperei do destino que Nosy e Smithy tiveram. Não se faz.

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