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Ler por aí

Ler por aí

08
Jul18

Arcanum Unbounded: The Cosmere Collection: The Eleventh Metal, de Brandon Sanderson

Patrícia

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(spoilers para a série Mistborn)

 

Quem leu o Império Final sabe que o Kelsier espera que o 11º Metal ajudasse o bando a depor o Lord Ruler. Deve também lembrar-se que lhe perguntaram várias vezes onde tinha ouvido as histórias que o levavam a ter essa esperança.

 

Com este "The Eleventh Metal" o Brandon Sanderson, dá-nos um rebuçado e conta-nos precisamente essa história. 

Para além de sabermos onde encontrou o Kersier um metal que lhe desse tamanha esperança (e todos sabemos como isso acabou, não é?) acompanhamo-lo numa parte do seu treino enquanto Mistborn. 

Após se ter tornado Mistborn nos Pits of Hathsin e ainda quebrado pela traição de Mare e por todos os acontecimentos nos Pits, Kelsier está no início da sua jornada para se tornar naquele que conhecemos no primeiro livro da trilogia inicial. 

 

“No,” Gemmel muttered. “No, I like him. He almost never complains. The other three complained all the time. This one is strong. No. Not strong enough. No. Not yet. He’ll learn.” Behind Gemmel was a pair of lumps on the wall top. Dead guards, leaking trails of blood along the stones. The blood was black in the night. The mists seemed … afraid of Gemmel, somehow. They didn’t spin about him as they did other Allomancers.”

 

“He looked at Kelsier, imperious. And Kelsier found himself smiling. Really smiling, for the first time since the Pits. Since the betrayal.”

 

Excerpt From: Brandon Sanderson. “Arcanum Unbounded: The Cosmere Collection.”

 

A colectânea Arcanum Unbounded é um presente precioso para os leitores de Sanderson que se interessam por Cosmere.

 

“Once I wrote The Bands of Mourning, it became clear to me that I’d need to get an explanation to readers out sooner rather than later. This set me to working on the story more diligently. In the end, I’m very pleased with how it turned out. It is a little disjointed, as I worried. However, the chance to finally talk about some of the behind-the-scenes stories going on in the Cosmere was very rewarding, both for myself and for fans.”

Excerpt From: Brandon Sanderson. “Arcanum Unbounded: The Cosmere Collection.” 

Através de vários contos ou novelas o autor fala-nos de Cosmere, conta-nos a história que está atrás da história, responde-nos a perguntas que não sabíamos que tínhamos. 

Acho que este livro só interessa àqueles que pretendem mergulhar mais fundo nas obras do BS. Não é necessário conhecer nada sobre Cosmere para gostar da trilogia Mistborn (ou de qualquer outro dos seus livros)... é simplesmente muito mais interessante ler Mistborn sabendo mais algumas coisas sobre Cosmere. E este Arcanum Umbounded é uma enciclopédia sobre Cosmere.... e eu estou a adorar!

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04
Jul17

The Alloy of Law, de Brandon Sanderson (Mistborn #4)

Patrícia

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 Regressar a Scadrial é sempre bom. Ter a "Allomancy" (Alomância) e a "Feruchemya" (será Feruquímia em português? não faço ideia), de volta às minhas leituras é sempre positivo.

Este foi um livro bastante divertido de ler. 300 anos depois, Kel, Vin e Elend fazem parte da história, das lendas e da religião. Há comboios, electricidade e armas convencionais. Mas também há Twinborns que queimam metais e têm determinadas capacidades de armazenamento. 

Wax, é um destes TwinBorn. Para além de conseguir "empurrar" metais também consegue armazenar o seu peso, tornando-se extremamente leve ou pesado sempre que dá jeito. Já Wayne, o seu homem de confiança e também TwinBorn, tem outros poderes, igualmente importantes: através da Allomancy consegue fazer "ganhar tempo" (enquanto dentro da bolha que cria, o tempo corre normalmente, fora dela tudo parece parar) e através da Feruchemya, armazena saúde.

Depois de muitos anos como "homem da lei" nas fronteira da terra conhecidas como Roughs, Wax assume o seu lugar em Elendel como chefe de família, após a morte do seu tio, deixando no passado a sua vida . Mas quando a mulher com quem pretende casar é raptada tudo muda...

Este livro está cheio de lutas intermináveis (depois de dizer ao meu marido que "tenho que ir acabar de ler a luta de ontem" ele perguntou-me se estava a ler o Dragon Ball) mas com alomância até isso é aceitável.

Gostei bastante das personagens deste livro. Confesso que tenho um fraquinho pelas meninas (o Brandon Sanderson tem jeito para criar personagens femininas).

Apesar de não ser o meu livro favorito do autor (The Way of Kings e o Words of Radiance têm um lugar muito especial no meu coração) é uma boa forma de esperar pelo Oathbringer. Acredito que só quem já leu a trilogia Mistborn vai gostar a sério deste livro. Quanto a mim, espero continuar a ler as aventuras de Wax e Wayne, nesta espécie de western à moda do Sanderson.

 

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imagens daqui 

 

17
Ago16

Bora ler Fantasia Épica?

Patrícia

Para além de estar a ler o livro (bem mais lentamente do que gostaria) ando a ouvir opiniões (sem spoilers) e a ler muito do que se escreve por aí sobre o The Way of Kings de Brandon Sanderson.

Claro que me apetece reler a trilogia Mistborn (provavelmente irei comprar os ebooks que me faltam e reler a série em Inglês) e tudo o resto que o autor escreveu. Acho que vou passar os próximos anos a ler muita fantasia épica com alguns interregnos para ler os livros da comunidade de leitores a que pertenço (o próximo livro a ser discutido será o A Gramática do Medo, que já está lido). Gosto muito de fantasia e sinto-me feliz porque encontrei bons livros dentro do género. Há algumas séries de alguns escritores que quero  acabar/começar (Ursula Le Guin, Philip Pullman, Robert Jordan, Patrick Rothfuss e claro Brandon Sanderson), tenho a maioria dos livros destes escritores em ebook pelo que é mesmo uma questão de enfrentar uns milhares de páginas e divertir-me. 

É provavel que este blog passe a ter muitos post que só farão sentido para quem lê Fantasia Épica ou mesmo para quem já leu o The Way of Kings. Mas isso é o que reflecte as minhas leituras atuais. Pelo menos uma vez por mês deverá haver uma opinião sobre um livro diferente. 

E claro, as opiniões da Catarina continuarão a marcar a diferença por aqui.

Podem deixar-me sugestões de boa fantasia ou podem ler também o The Way Of Kings e vir conversar comigo sobre o livro.

Para já deixo-vos uma entrevista do Peter Orullian Talks ao Brandon Sanderson que, apesar de já ter alguns anos, é super interessante para perceber o autor atrás desta enorme série (diz que vão ser 10 volumes).

Boas leituras e até já...

 

 

 

09
Ago15

O poço da ascensão (Mistborn #2), de Brandon Sanderson

Patrícia
 
 
Kel, Vin e companhia venceram a batalha mas o custo pago pela derrota do senhor supremo deixou-lhes (e a nós) um gosto amargo e uma enorme incerteza acerca do futuro. A responsabilidade de manter a salvo a cidade de Luthadel recai nos ombros dos (previsíveis e imprevisíveis) sobreviventes.
Neste segundo volume da saga dos Nascidos nas Brumas, Vin e Elend assumem o protagonismo dividindo-se entre a luz e as sombras, entre a política e a força.
O grupo de Skaa reunidos por Kel tem agora que provar ser digno o bastante para se manter ao redor de Elend e, mesmo sendo este a mais imprevisível escolha para suceder ao senhor supremo, apoiá-lo na que parece ser a missão mais impossível de todos os tempos. Depois da vitória inicial tudo se torna mais difícil. Luthadel é cobiçada por muitos e Vin, a mais talentosa dos nascidos nas brumas, encontra adversários à altura e terá que, vezes sem conta, contrariar a sua própria natureza e relembrar a mais importante lição que Kellhe ensinou: a confiar.
 
Num volume muito mais lento que o primeiro (o que é inevitável uma vez que o mundo e sociedade estão já devidamente apresentados – e essa é sempre a melhor parte quando lemos fantasia, a surpresa da novidade) assistimos ao crescimento de Vin e Elend enquanto pessoas e líderes.
Grande parte do livro é bastante lento, debruçando-se sobre as dúvidas de Vin, acerca do passado, do futuro, das suas capacidades e da relação com os outros. 
Personagens incontornáveis como Sazed ou o Coxo e o Ham continuam a ser parte importante desta história - afinal serão sempre o grande suporte de Vin- mas alguns perdem protagonismo para novos personagens que chegam para surpreender. Alguns até ficam um bocadinho esquecidos – mas ou muito me engano ou serão importantes no próximo volume.
 
Na verdade prefiro não falar sobre a história – surpreendam-se como eu– mas tenho que admitir que adorei mergulhar no fantástico mundo criado por Brandon Sanderson, que a Vin entrou direta e destacadamente para o top das minhas personagens femininas favoritas e que espero ansiosamente pela continuação (é já no dia 04 de Setembro) desta história.

 

Se gostam de fantasia não hesitem: leiam a saga Nascidos nas Brumas, os dois primeiros volumes não vos irão desiludir.
 
 
28
Abr15

O império Final (Mistborn #1) de Brandon Sanderson

Patrícia
 
 
 

 

 
 

Chegar a casa e ter um presente é óptimo. O presente ser um livro, é Fantástico. Esse livro ser uma “novidade” do meu género “(not, que não estou para isso) guilty pleasure” é perfeito.

Por isso, numa semana em que o trabalho me estava a matar estive a ler este livro. E entre as muitas horas de trabalho a minha forma de “desanuviar” foi ler. Claro que me estiquei e roubei horas ao sono. Mas é tão bom ler até à exaustão. Ler pelo prazer de ler, mesmo quando essa leitura não nos ensina nada de mais, mesmo quando o livro não é assim TÃO bom. Ler até às 3h da manhã (a loucura para quem tem que estar a trabalhar no topo da forma às 8h do dia seguinte – as saudades de ser jovem e inconsciente!!!) .
 
O Império Final é o primeiro volume da saga Mistborn – Nascida das Brumas. Já li algures que a série será interminável (tudo o quetenha mais de 5 volumes é-o) mas para já estão escritos 4 volumes, 2 dos quais publicados em Português. Há em ebook (weee) mas também são caríssimos tal como o livro físico (gostava de ter a colecção em livro mas, se não encontrar rapidamente uma promoção de 50% acho que vou mesmo comprar o segundo volume em ebook apesar de custar quase 14 euros).
O mundo que Brandon Sanderson nos apresenta é “ligeiramente” diferente do nosso. Uma sociedade extremamente estratificada, com diferentes povos/raças (para já conhecemos os Terrisanos, os Skaa e os outros, os nobres mas tenho a impressão que ainda podemos vir a conhecer muitos mais) com diferentes poderes/funções. Para já sabemos que no poder absoluto está o Senhor Supremo um alomante poderoso.
 
A alomância é a capacidade de retirar poder da manipulação (queima) de determinados metais (há 10 conhecidos) que permitem aumentar certas capacidades (capacidades sensoriais, força, manipulação de emoções, etc) e é exclusiva da raça dos Nobres. Os terrisanos (habitantes de Terris) são Guardiões e têm a capacidade de armazenar capacidades. Os Skaa, até ver, não têm nenhuma capacidade especial (para além da capacidade de sofrimento) e acabam por ser escravizados com relativa facilidade. Mas podem facilmente imaginar o que acontece com alguém descendente de duas raças, certo?
Como habitualmente nestes livros a injustiça desta sociedade é imensa e é a história da resistência a este império que começamos a conhecer neste livro.
 
Kelsier é o único sobrevivente dos “poços” e tem a audácia de tentar o impossível: reúne um grupo de ladrões Skaa  para tentar derrubar o império final. No meio desse grupo de especialistas está Vin, uma miúda com enorme talento e descendente de um nobre e que é “nascida das Brumas”. E mais não conto, se quiserem saber vão ler o livro.
Uma das coisas que mais me agradou neste livro foi a ausência de romance. Ok, a Vin tem uma paixoneta mas nada de especial. Foram a amizade e a confiança os sentimentos protagonistas do livro e isso é refrescante.
Nalgumas críticas que li por aí mencionavam a ausência de referências à existência de "classe média/operária" mas, apesar de serem breves e raras, há referências a actividades comerciais (de famílias de nobres) e à existência de artesãos (nomeadamente a loja do Coxo) pelo que se intui a existência de uma classe (transversal) de trabalhadores especializados mesmo que esses não sejam protagonistas nesta história.
Fiquei com vontade de ler mais e gostei imenso de voltar a ler algo (bom) de um dos meus géneros favoritos: Fantasia.