Ler por aí
 
04 de Julho de 2017

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 Regressar a Scadrial é sempre bom. Ter a "Allomancy" (Alomância) e a "Feruchemya" (será Feruquímia em português? não faço ideia), de volta às minhas leituras é sempre positivo.

Este foi um livro bastante divertido de ler. 300 anos depois, Kel, Vin e Elend fazem parte da história, das lendas e da religião. Há comboios, electricidade e armas convencionais. Mas também há Twinborns que queimam metais e têm determinadas capacidades de armazenamento. 

Wax, é um destes TwinBorn. Para além de conseguir "empurrar" metais também consegue armazenar o seu peso, tornando-se extremamente leve ou pesado sempre que dá jeito. Já Wayne, o seu homem de confiança e também TwinBorn, tem outros poderes, igualmente importantes: através da Allomancy consegue fazer "ganhar tempo" (enquanto dentro da bolha que cria, o tempo corre normalmente, fora dela tudo parece parar) e através da Feruchemya, armazena saúde.

Depois de muitos anos como "homem da lei" nas fronteira da terra conhecidas como Roughs, Wax assume o seu lugar em Elendel como chefe de família, após a morte do seu tio, deixando no passado a sua vida . Mas quando a mulher com quem pretende casar é raptada tudo muda...

Este livro está cheio de lutas intermináveis (depois de dizer ao meu marido que "tenho que ir acabar de ler a luta de ontem" ele perguntou-me se estava a ler o Dragon Ball) mas com alomância até isso é aceitável.

Gostei bastante das personagens deste livro. Confesso que tenho um fraquinho pelas meninas (o Brandon Sanderson tem jeito para criar personagens femininas).

Apesar de não ser o meu livro favorito do autor (The Way of Kings e o Words of Radiance têm um lugar muito especial no meu coração) é uma boa forma de esperar pelo Oathbringer. Acredito que só quem já leu a trilogia Mistborn vai gostar a sério deste livro. Quanto a mim, espero continuar a ler as aventuras de Wax e Wayne, nesta espécie de western à moda do Sanderson.

 

alloy_symbols.jpg

imagens daqui 

 

publicado por Patrícia às 23:04 link do post
17 de Agosto de 2016

Para além de estar a ler o livro (bem mais lentamente do que gostaria) ando a ouvir opiniões (sem spoilers) e a ler muito do que se escreve por aí sobre o The Way of Kings de Brandon Sanderson.

Claro que me apetece reler a trilogia Mistborn (provavelmente irei comprar os ebooks que me faltam e reler a série em Inglês) e tudo o resto que o autor escreveu. Acho que vou passar os próximos anos a ler muita fantasia épica com alguns interregnos para ler os livros da comunidade de leitores a que pertenço (o próximo livro a ser discutido será o A Gramática do Medo, que já está lido). Gosto muito de fantasia e sinto-me feliz porque encontrei bons livros dentro do género. Há algumas séries de alguns escritores que quero  acabar/começar (Ursula Le Guin, Philip Pullman, Robert Jordan, Patrick Rothfuss e claro Brandon Sanderson), tenho a maioria dos livros destes escritores em ebook pelo que é mesmo uma questão de enfrentar uns milhares de páginas e divertir-me. 

É provavel que este blog passe a ter muitos post que só farão sentido para quem lê Fantasia Épica ou mesmo para quem já leu o The Way of Kings. Mas isso é o que reflecte as minhas leituras atuais. Pelo menos uma vez por mês deverá haver uma opinião sobre um livro diferente. 

E claro, as opiniões da Catarina continuarão a marcar a diferença por aqui.

Podem deixar-me sugestões de boa fantasia ou podem ler também o The Way Of Kings e vir conversar comigo sobre o livro.

Para já deixo-vos uma entrevista do Peter Orullian Talks ao Brandon Sanderson que, apesar de já ter alguns anos, é super interessante para perceber o autor atrás desta enorme série (diz que vão ser 10 volumes).

Boas leituras e até já...

 

 

 

publicado por Patrícia às 10:22 link do post
09 de Agosto de 2015

 
 
Kel, Vin e companhia venceram a batalha mas o custo pago pela derrota do senhor supremo deixou-lhes (e a nós) um gosto amargo e uma enorme incerteza acerca do futuro. A responsabilidade de manter a salvo a cidade de Luthadel recai nos ombros dos (previsíveis e imprevisíveis) sobreviventes.
Neste segundo volume da saga dos Nascidos nas Brumas, Vin e Elend assumem o protagonismo dividindo-se entre a luz e as sombras, entre a política e a força.
O grupo de Skaa reunidos por Kel tem agora que provar ser digno o bastante para se manter ao redor de Elend e, mesmo sendo este a mais imprevisível escolha para suceder ao senhor supremo, apoiá-lo na que parece ser a missão mais impossível de todos os tempos. Depois da vitória inicial tudo se torna mais difícil. Luthadel é cobiçada por muitos e Vin, a mais talentosa dos nascidos nas brumas, encontra adversários à altura e terá que, vezes sem conta, contrariar a sua própria natureza e relembrar a mais importante lição que Kellhe ensinou: a confiar.
 
Num volume muito mais lento que o primeiro (o que é inevitável uma vez que o mundo e sociedade estão já devidamente apresentados – e essa é sempre a melhor parte quando lemos fantasia, a surpresa da novidade) assistimos ao crescimento de Vin e Elend enquanto pessoas e líderes.
Grande parte do livro é bastante lento, debruçando-se sobre as dúvidas de Vin, acerca do passado, do futuro, das suas capacidades e da relação com os outros. 
Personagens incontornáveis como Sazed ou o Coxo e o Ham continuam a ser parte importante desta história - afinal serão sempre o grande suporte de Vin- mas alguns perdem protagonismo para novos personagens que chegam para surpreender. Alguns até ficam um bocadinho esquecidos – mas ou muito me engano ou serão importantes no próximo volume.
 
Na verdade prefiro não falar sobre a história – surpreendam-se como eu– mas tenho que admitir que adorei mergulhar no fantástico mundo criado por Brandon Sanderson, que a Vin entrou direta e destacadamente para o top das minhas personagens femininas favoritas e que espero ansiosamente pela continuação (é já no dia 04 de Setembro) desta história.

 

Se gostam de fantasia não hesitem: leiam a saga Nascidos nas Brumas, os dois primeiros volumes não vos irão desiludir.
 
 
publicado por Patrícia às 21:33 link do post
28 de Abril de 2015

 
 
 

 

 
 

Chegar a casa e ter um presente é óptimo. O presente ser um livro, é Fantástico. Esse livro ser uma “novidade” do meu género “(not, que não estou para isso) guilty pleasure” é perfeito.

Por isso, numa semana em que o trabalho me estava a matar estive a ler este livro. E entre as muitas horas de trabalho a minha forma de “desanuviar” foi ler. Claro que me estiquei e roubei horas ao sono. Mas é tão bom ler até à exaustão. Ler pelo prazer de ler, mesmo quando essa leitura não nos ensina nada de mais, mesmo quando o livro não é assim TÃO bom. Ler até às 3h da manhã (a loucura para quem tem que estar a trabalhar no topo da forma às 8h do dia seguinte – as saudades de ser jovem e inconsciente!!!) .
 
O Império Final é o primeiro volume da saga Mistborn – Nascida das Brumas. Já li algures que a série será interminável (tudo o quetenha mais de 5 volumes é-o) mas para já estão escritos 4 volumes, 2 dos quais publicados em Português. Há em ebook (weee) mas também são caríssimos tal como o livro físico (gostava de ter a colecção em livro mas, se não encontrar rapidamente uma promoção de 50% acho que vou mesmo comprar o segundo volume em ebook apesar de custar quase 14 euros).
O mundo que Brandon Sanderson nos apresenta é “ligeiramente” diferente do nosso. Uma sociedade extremamente estratificada, com diferentes povos/raças (para já conhecemos os Terrisanos, os Skaa e os outros, os nobres mas tenho a impressão que ainda podemos vir a conhecer muitos mais) com diferentes poderes/funções. Para já sabemos que no poder absoluto está o Senhor Supremo um alomante poderoso.
 
A alomância é a capacidade de retirar poder da manipulação (queima) de determinados metais (há 10 conhecidos) que permitem aumentar certas capacidades (capacidades sensoriais, força, manipulação de emoções, etc) e é exclusiva da raça dos Nobres. Os terrisanos (habitantes de Terris) são Guardiões e têm a capacidade de armazenar capacidades. Os Skaa, até ver, não têm nenhuma capacidade especial (para além da capacidade de sofrimento) e acabam por ser escravizados com relativa facilidade. Mas podem facilmente imaginar o que acontece com alguém descendente de duas raças, certo?
Como habitualmente nestes livros a injustiça desta sociedade é imensa e é a história da resistência a este império que começamos a conhecer neste livro.
 
Kelsier é o único sobrevivente dos “poços” e tem a audácia de tentar o impossível: reúne um grupo de ladrões Skaa  para tentar derrubar o império final. No meio desse grupo de especialistas está Vin, uma miúda com enorme talento e descendente de um nobre e que é “nascida das Brumas”. E mais não conto, se quiserem saber vão ler o livro.
Uma das coisas que mais me agradou neste livro foi a ausência de romance. Ok, a Vin tem uma paixoneta mas nada de especial. Foram a amizade e a confiança os sentimentos protagonistas do livro e isso é refrescante.
Nalgumas críticas que li por aí mencionavam a ausência de referências à existência de "classe média/operária" mas, apesar de serem breves e raras, há referências a actividades comerciais (de famílias de nobres) e à existência de artesãos (nomeadamente a loja do Coxo) pelo que se intui a existência de uma classe (transversal) de trabalhadores especializados mesmo que esses não sejam protagonistas nesta história.
Fiquei com vontade de ler mais e gostei imenso de voltar a ler algo (bom) de um dos meus géneros favoritos: Fantasia.
publicado por Patrícia às 12:00 link do post
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