Ler por aí
 
18 de Abril de 2018

So, using his pride like a shield against despair, dejection, an - most important - self-pity, Roaden raised his head to stare damnation in the eyes.

 

***tradução livre/lição a memorizar: A força necessária para enfrentar as situações mais complicadas da vida tem que vir de dentro. Usar o orgulho como escudo perante o desespero e a vontade de auto-vitimização. 

publicado por Patrícia às 15:31 link do post
12 de Abril de 2018

(haverá, neste post, spoiler aos livros Way of King, Words of Radiance e Oathbringer)

(continuaçao)

E falar no triângulo amoroso do momento implica falar do terceiro vértice, o Kaladin. 

200px-Kaladin_and_Syl.jpg

 

Uma das primeiras e mais marcantes cenas do Oathbringer é o regresso do Kal à casa dos pais. Apesar de ser um windrunner e do céu ser o seu lugar, o Kal não tem Stormlight suficiente para lá chegar antes da Everstorm. O encontro com os pais é super emocionante e finalmente ele pode partilhar com os pais o fardo da morte de Tien. Mas, em Hearthstone, o momento alto é o encontro com  com Roshone e o seu "That's was for my friend Moash". Pronto, este é o momento alto para os fãs do Kal. Mas o maravilhoso é a capacidade de superação, a força de carácter demonstrada, a seriedade e o compromisso para com os votos que fez.

 I will protect those who can't protect themselves

 

Na verdade todos sabemos que o Kaladin já praticava o segundo ideal muito antes de o dizer. O terceiro, o proteger mesmo aqueles que odeia é que foi desafiante. E ao longo deste livro isso fica muito, muito claro.

Uma das coisas mais fascinantes é que o autor, ao longo de todos estes livros, pega em algo que conhecemos ou julgamos conhecer, sobre o quais temos uma ideia formada e à custa de sofrimento e angustia, desconstrói tudo e obriga-nos a reavaliar as nossas posições.

A noção de Honra é-nos enraizada desde sempre. EmRoshar a Honra morreu. Restam apenas pequenos pedaços dispersos pelo mundo pelo que talvez a verdadeira imagem da Honra não seja ainda conhecida. Talvez não seja, nem de perto nem de longe, aquilo que esperamos. Mas uma coisa sabemos: a quebra de um juramento, de uma promessa - seja ela qual for - é suficiente para a matar (o que me leva a perguntar: que promessa foi necessária ser quebrada peloOdium e pelosListenners para matar o Almighty?).

O Nahel bond com uma Honorspren, tal como o que o Kal tem com a Syl, não suporta sequer a indecisão, a dúvida. Na verdade também não interessa o que é certo. Apenas importa o cumprimento da promessa feita. O espírito da promessa é muito menos importante que a letra da promessa.
Chega a ser angustiante ver a permanente dúvida sobre o que é certo. E como diz o Kal, aparentemente o certo é o que a Syl acha certo. Tenho a sensação que, algures no tempo, o Kal e a Syl vão ter ideias bem diferentes sobre o que é certo e errado e aí veremos quem cede e a que custo.

O momento, durante o cerco a Kolinar, em que o Kal se apercebe de que todos ali são inocentes, todos são seus amigos e que estão todos a morrer às mãos uns dos outros, é brutal. Acho que morri um bocadinho naquele momento. E, confesso, não morri de pena do Elhokar mas #FuckMoash pelo que aquele momento fez ao Kaladin.

A luta de Kaladin para dizer o quarto ideal e a coragem do autor de não o transformar no salvador da pátria em todos os livros foi um dos pontos positivos deste livro. Não acho que o Kal vá ser o primeiro a dizê-lo (aliás, acho que já há quem o tenha dito) nem acho que seja absolutamente necessário que o faça.

A bridge 4 continua a dar-nos alguns dos melhores momentos do livro e a deixar arcos com enorme potencial. Foi muito emotivo seguir a história do Teft  e o terceiro ideal dito por ele é de partir o coração(I will protect those I hate. Even if the one I hate most is myself), quero muito saber como raio o Rock conseguiu disparar aquele arco, acompanhar as meninas da equipa e continuar a rir-me com o The Lopen.

 

Life before death, strength before weakness, journey before pancakes

 

(e por falar em panquecas... temos que falar da Lift)

(Continua...)

publicado por Patrícia às 18:33 link do post
14 de Fevereiro de 2018

A sugestão desta semana é dirigida em especial aos fãs de fantasia.

O podcast The Legendarium é um dos meus favoritos por estes dias. Descobri-o quando andava à procura de material sobre Cosmere e os livros do Brandon Sanderson e fiquei fã. Vale também a pena ouvir os episódios sobre os livros da série do Robert Jordan (A roda do tempo) e Tolkien.

Na próxima sexta-feira hei-de escrever sobre o que eles chamam de "The Three Levels of Story".

Acima de tudo ouvir este podcast é perceber que o género do fantástico é muito mais do que o que habitualmente julgamos. Apesar de serem geralmente classificados como histórias do nível 1 têm imensos momentos de nível 2 ou 3.

 

 

publicado por Patrícia às 13:05 link do post
29 de Janeiro de 2018

 

00_wb_us.jpg

 Mais um livro do universo Cosmere lido. Talvez um dos ideais para começar a ler Sanderson. Aparentemente mais simples e leve que outros livros do autor tem, como sempre, uma fantástica construção de mundo e de personagens. 

Um novo sistema de magia, BioChromatic Breath, num mundo onde pessoas comuns, após morrerem, regressam como deuses. Lightsong é um deus que, apesar de ter retornado - e aparentemente ter morrido de forma heróica - não acredita na sua própria divindade e passa o tempo a tentar convencer as pessoas de Hallandren disso. Lightsong é um personagem delicioso. Acho que é impossível não ficarmos um bocadinho apaixonadas por ele. 

Siri e Vivenna, duas irmãs, princesas de um reino inimigo que não podiam ser mais diferentes. Vivenna é educada para, quando fizer 22 anos, ser entregue em casamento ao Deus-Rei de Hallandren mas acaba por ser Siri, a irmã rebelde, a ser enviada - sem qualquer preparação - para ser a mãe do próximo deus-rei.

Vasher e Denth, mercenários que entram nesta história sem revelar de imediato as suas intenções. Mas também eles terão um papel decisivo. 

Como sempre o desenvolvimento dos personagens e o sistema de magia são os pontos fortes da história. E como sempre Sanderson consegue fazer algo completamente diferente e surpreender-nos. 
Este é um mundo de cor. De diferentes níveis de cores. Um mundo onde o BioChromatic Breath é moeda de poder. Imaginem que este BioChromatic Breath é algo que todos nós temos. Um por pessoa. E que é o que nos permite ver o mundo em cores brilhantes, que sem ele passamos para um mundo a preto e branco. E que este BioChromatic Breath é transmissível. Podemos sobreviver sem ele mas os que retornam, os deuses deste mundo, precisam de um por semana para sobreviver. E quem tem muitos atinge vários níveis de poder. 

Como vos disse, LightSong é maravilhoso. O melhor personagem deste livro. Quer dizer, LightSong é o melhor personagem deste livro se não considerarmos Nightblood e o seu estranho sentido de justiça. E foi por causa de Nightblood que ouvi este livro. 

Sim, depois de ter relido o The Way of Kings e o Words of Radiance em audiobook, aventurei-me num audiobook em inglês sem ter lido o livro antes. Ao longo de algumas semanas, Lightsong e companhia fizeram-me companhia enquanto ia para o trabalho. Tinha algum receio mas a verdade é que consegui mergulhar neste mundo com relativa facilidade. E adorei. 

Não é o melhor livro do Sanderson mas é bom, é muito bom. E é importante para quem, como eu, está a ler os The Stormlight Archives. Vou ter que ir reler as partes do WoR em que a NightBlood dá um ar de sua graça (e sei que vou reler essa parte de uma forma absolutamente diferente) e que não consigo deixar de ter algum medo só de pensar nela em Roshar (Oh god, não vai bonito).

A maravilhosa magem que aqui está, foi descaradamente roubada do site do autor onde, para além dos já habituais comentários e fabulosa galeria de imagens, podem encontrar as várias versões - incluindo a final - deste livro. Sim, leram bem. O Sanderson partilhou com todos os seus leitores as várias fases da construção deste livro. Sim, podem lê-lo de borla. Ide lá e boas leituras.

 

Colors...

 

publicado por Patrícia às 07:00 link do post
13 de Janeiro de 2018

Impossível dizer melhor. 

Screen Shot 2018-01-13 at 11.15.36.png

 

 

publicado por Patrícia às 11:09 link do post
20 de Novembro de 2017

Foi o próprio Brandon Sanderson quem me disse que tinha que antes de ler o Oathbringer, o terceiro volume da maravilhosa série de fantasia  The Sormlight Archive, deveria ler a novela Edgedancer. Calma, não tenho (infelizmente) linha directa para o senhor mas há uma nota do autor no início deste livro que diz isso mesmo. E eu fui por isso "obrigada" (uma chatice, convenhamos) a ir imediatamente comprar o Arcanum Unbounded, a colectânea de Short Stories (de Cosmere) que o senhor lançou no ano passado. Nesta colectânea estão pela primeira vez reunidas todas as novelas do universo Cosmere. Isso significa que aqui estão a novela gráfica White Sand e Edgedancer entre histórias que nos levarão de volta aos mundos de Mistborn e de Elantris.

Screen Shot 2017-11-19 at 12.46.03.png

 

Uma vez que Edgedancer se passa entre os acontecimentos de Words of Radiance (WoR) e Oathbringer deve, para evitar spoilers e falta de informação, ser lido entre os dois. Além disso Edgedancer é "apenas" uma novela com uma das minhas personagens favoritas como protagonista: a doce, doida e maravilhosa Lift.

Quem já leu WoR deve ter-se apercebido que Lift é uma persoangem com futuro. Aliás, o autor já prometeu que será uma das personagens em destaque na segunda parte da saga dos Stormlight Archives (5+5 livros).

Nesta história acompanhamos a Lift (e o seu voidbringer de estimação) na sua transformação em Edgedancer, no percurso que a leva à proclamação das palavras que reforçam o laço existente entre ela e a spren. Ambos são deliciosos e super divertidos. É impossível não querer mimar aquela miúda, não sofrer com a sua solidão e não admirar a força necessária para fazer o que tem que ser feito, abraçar quem deve ser abraçado, mesmo (ou principalmente) quando isso custa muito.

Voltar a Roshar, acompanhar e compreender a queda de um deus na companhia de Lift é muito bom.

Até aqui, numa short story (há que entender o "short" na perspectiva do Sanderson, ok?), o autor é exímio no desenvolvimento das personagens.

As restantes histórias de Arcanum Unbounded ficam para mais tarde porque agora é tempo de rever o Kaladin e a Syl, o Dalinar, a Shallan e o Pattern e restante trupe em Oathbringer. 

 

publicado por Patrícia às 17:42 link do post
28 de Outubro de 2017

Sempre adorei ligações entre livros. Acho que a primeira vez que descobri uma ligação entre dois livros foi quando no livro da Marion Zimmer Bradley "O circulo de Blackburn" a Truth e a Light chamam uma à outra Deoris e Domaris... os nomes das protagonistas de "A queda da Atlântida".

Gosto sempre quando uma personagem salta de um romance para o outro e ganha vida ou como regressa para dar um ar de sua graça. Isto acontece mais vezes do que pensamos. Acontece, por exemplo, nos livros da Maria Manuel Viana com, pelo menos, duas personagens: a Ana B. e a Maria João que têm uma passagem no maravilhoso Teoria dos Limites e que têm romances em nome próprio (A vida dupla de Maria João e A paixão de Ana B.). Ou Sara K. que salta dos romances da Maria Manuel Viana para o "A construção do vazio" da Patrícia Reis (segundo a própria que, no A páginas tantas, comentava como é bom homenagear amigos e escritores nos próprios livros - qualquer coisa assim, não sei citar de cor).

Estas piscadelas de olho aos leitores sempre me fascinaram. 

Ora, O Brandon Sanderson - facilmente o meu escritor favorito no que ao género fantástico diz respeito - levou isto ao expoente máximo. O homem encetou uma empreitada louca ao imaginar Cosmere:

Many years ago, before I was even published, I had an idea. A crazy, ambitious idea. An idea for a large interconnected universe of fantasy series where the fundamentals of magic and cosmology were the same, but the stories were all separate. A “hidden epic” so to speak, where the longer the books were published, the more readers became aware of these little connecting threads.

Quando comecei e ler Brandon Sanderson e me apaixonei pela Vin, Kel e companhia não tinha a mais pequena noção de do que era Cosmere. Rapidamente descobri, claro. Mas só quando comecei a ler o The Way of Kings é que me comecei a interessar verdadeiramente pela história escondida e comecei a começar a compreender a genialidade (ou loucura, ainda não decidi) do homem. 

For now, most books have only hints. If you’re curious, watch for mentions of Hoid, a character who has appeared in all major books in the Cosmere. (Though he often goes by a pseudonym.) Look for mentions of Adonalsium—a god from long ago who was broken into sixteen pieces—and his Shards, beings who have taken bits of Adonalsium’s power and been elevated to deities themselves. Usually these are named after the intent of their power—Dominion, Devotion, Ruin, Preservation, Honor, Cultivation, and Odium are Shards of Adonalsium.

Mergulhar neste mundo é passar meses ou anos a ler e reler livros. Não é possível compreender uma história escondida sem reler, várias vezes, os mesmos livros. Não é possível compreender Cosmere sem ser um daqueles nerds para quem toda a gente olha com um misto de pena e fascinação. Não é possível compreender Cosmere sem investir tempo, muito tempo, naqueles livros. 

Para a maioria dos leitores um dos grandes dramas é não ter tempo, durante a sua vida, para ler todos os livros que pretende ler. A maioria dos leitores não gosta de reler, prefere continuar em frente e ler mais e mais. Mergulhar um épico escondido implica parar durante muito tempo esse caminho de continua descoberta de novos livros e novos escritores. 

E sim, eu estou meio decidida a mergulhar em Cosmere. Na verdade acho que não tenho grande escolha. Acho que mergulhei em Cosmere há meses. Os Audiobooks que andei a ouvir (The Way of kings e Words of Radiance, que já tinha lido em ebook) fizeram-me dar mais um passo nessa direcção.

Não quero deixar de ler outros livros e escritores. Especialmente não quero deixar de ler escritores portugueses. Mas quero perceber Cosmere. Quero ler os vários livros do Universo Cosmere, quero reler Mistborn na língua original.

Tenho pena que não haja (que eu saiba) em Portugal uma comunidade com quem seja possível ser absolutamente nerd e discutir Cosmere. Acho que apenas conheço uma pessoa que percebe mais ou menos do que estou a falar e que é, na verdade, a responsável por eu ter saltado de Scadrial para Roshar (qual worldhopper). Não conheço nenhum canal ou podcast dedicado a este tipo de livros (dedicado a GoT havia o A cabeça do Ned, por exemplo).

Se conseguiram chegar ao final deste post e estar minimamente interessados, então Welcome to Cosmere!

(as citações acima são do post do Brandon Sanderson que podem ler na totalidade aqui)

 

 

 

publicado por Patrícia às 14:55 link do post
22 de Outubro de 2017

Depois de ter mergulhado pela segunda vez nos Stormlight Archives (desta vez com os 2 audiobooks de The Way of Kings e The Words of Radiance) e enquanto espero pelo Oathbringer (14 de Novembro) decidi que o Warbreaker será a minha próxima leitura do género. No site do autor encontrei um texto curioso. Pessoalmente concordo com ele e eu sou assim (não só comprei ambos os ebooks como ambos os audiobooks dos Stormlights e sei que ainda vou ter uma cópia física deles na minha estante - provavelmente uma edição de coleccionador em Inglês e certamente as edições portuguesas - se alguma vez saírem). Mas e vocês? Comprariam um livro que já leram apenas porque acham justo recompensar o escritor por ter escrito aquele livro?

 

A while back—June 2006—I started work on the novel which would follow my Mistborn trilogy. At the time, I noticed the work of Cory Doctorow, who releases all of his books on-line at the same time as the hardback comes out from Tor. At first, I thought this was insane. If you give it away for free, nobody will buy it!

Then, I spent some more time considering. Readers can ALREADY get their books for free; I went to the library often myself as a youth. And yet, I still bought books. I often bought the very books I’d checked out from the library, as I liked them so much I wanted to read them again and loan them out to others. What do I really believe? In resenting libraries and used bookstores because they share my books without any direct profit to me? Or, would I rather look at all of that as free publicity?

I’ve been kind of annoyed with how the RIAA has treated the MP3 explosion. I also realize that something Cory says is very true—my biggest challenge as an author is obscurity. I believe in my novels, and believe that if people read them, they will want to read and buy more of them. I believe that readers like to own books and, yes, even like to buy them specifically to support authors they want to write more books.

And so, I did something crazy. I went to Tor and asked if they’d be okay with me posting the entire version of Warbreaker AS I WROTE IT. Meaning, rough drafts. The early, early stuff which is filled with problems and errors. They thought I was crazy too (my agent STILL thinks this project is a bad move) but the more I thought about it, the more I wanted to do something that would involve and reward my readers. For those who are aspiring novelists, I wanted to show an early version of my work so they could follow its editing and progress. For those who are looking to try out my novels, I wanted to offer a free download. (Hoping that they would enjoy the book a great deal, then go on to purchase or check out ELANTRIS or my Mistborn books.)

So, that’s what this novel is. It WILL be published in hardcover by Tor. It’s not some old work I pulled out, dusted off, and offered for free. This book will be coming out in 2009 sometime. And, I’m offering it years ahead of publication here for you to read.

Part of me still worries that I take a huge hit in sales when this thing is released, as my readers will have read it ahead of time. Another part of me worries that new readers will see the flaws and the rough sections of the early drafts, then assume that the finished project will be inferior, and not ever bother to read any of my other books.

The stronger part of me still believes that this will make better publicity, and a better experience for my fans, and is well worth the risk. So, for better or worse, I present WARBREAKER.

publicado por Patrícia às 19:14 link do post
04 de Julho de 2017

the-alloy-of-law.jpg

 Regressar a Scadrial é sempre bom. Ter a "Allomancy" (Alomância) e a "Feruchemya" (será Feruquímia em português? não faço ideia), de volta às minhas leituras é sempre positivo.

Este foi um livro bastante divertido de ler. 300 anos depois, Kel, Vin e Elend fazem parte da história, das lendas e da religião. Há comboios, electricidade e armas convencionais. Mas também há Twinborns que queimam metais e têm determinadas capacidades de armazenamento. 

Wax, é um destes TwinBorn. Para além de conseguir "empurrar" metais também consegue armazenar o seu peso, tornando-se extremamente leve ou pesado sempre que dá jeito. Já Wayne, o seu homem de confiança e também TwinBorn, tem outros poderes, igualmente importantes: através da Allomancy consegue fazer "ganhar tempo" (enquanto dentro da bolha que cria, o tempo corre normalmente, fora dela tudo parece parar) e através da Feruchemya, armazena saúde.

Depois de muitos anos como "homem da lei" nas fronteira da terra conhecidas como Roughs, Wax assume o seu lugar em Elendel como chefe de família, após a morte do seu tio, deixando no passado a sua vida . Mas quando a mulher com quem pretende casar é raptada tudo muda...

Este livro está cheio de lutas intermináveis (depois de dizer ao meu marido que "tenho que ir acabar de ler a luta de ontem" ele perguntou-me se estava a ler o Dragon Ball) mas com alomância até isso é aceitável.

Gostei bastante das personagens deste livro. Confesso que tenho um fraquinho pelas meninas (o Brandon Sanderson tem jeito para criar personagens femininas).

Apesar de não ser o meu livro favorito do autor (The Way of Kings e o Words of Radiance têm um lugar muito especial no meu coração) é uma boa forma de esperar pelo Oathbringer. Acredito que só quem já leu a trilogia Mistborn vai gostar a sério deste livro. Quanto a mim, espero continuar a ler as aventuras de Wax e Wayne, nesta espécie de western à moda do Sanderson.

 

alloy_symbols.jpg

imagens daqui 

 

publicado por Patrícia às 23:04 link do post
07 de Novembro de 2016

Stormlight 3.jpg

 

Óbvio que tinha que ir ouvir o Brandon Sanderson. Óbvio. Mistborn, Stormlight Archives. Cosmere. Dificilmente voltarei a ter a oportunidade de o ouvir e devo dizer que foi óptimo.

Para além da companhia (melhor combinado não tinha sido tão fácil encontrarmo-nos)  é sempre um privilégio ouvir um escritor que dá tanta importância aos seus leitores e que é um "cromo" (no melhor sentido da palavra) tão grande. Respect

Não fiquei para a foto e autógrafo por vários motivos. A fila era enorme, esperar uma ou duas horas por uma assinatura não é para mim, amanhã tenho um dia cheio e complicado e não podia esticar a corda...

Mas enquanto vinha para casa vinha não pude deixar de pensar em várias coisas.

(e aqui vem a incoerência do costume).

O evento foi organizado pela editora portuguesa do autor, a Saída de Emergência. 

Ora, não é novidade para quem me conhece que a divisão dos livros que a saída de emergência faz é algo que me irrita solenemente. Não acho aceitável que dividam um livro, o vendam (quase) ao dobro do preço e ainda por cima só publiquem a segunda parte meses depois da primeira.

Por outro lado passo a vida a defender as editoras Portuguesas e, como leitora, sinto-me responsável por fazer a minha parte - comprar os livros. 

Nesta sessão - organizada pela editora portuguesa que editou 3 livros (a saga mistborn original) - falou-se de tudo. A voz foi dada aos leitores que falaram de todas as séries do escritor . E a verdade é que pouco se falou da saga Mistborn. 

A maioria dos fãs (pelo menos foi isso que me pareceu) tinha versões em inglês dos livros e não vi muita gente a comprar livros - e a maioria pegava no livro em Inglês. 

A verdade é que editar um livro do Brandon Sanderson deve ser um pesadelo do caraças. Cada livro é enorme, a tradução é difícil e o preço final tem mesmo que ser alto. Eu juro que percebo o porquê de dividirem o livro às metades. Percebo a tentação de equilibrar o custo e lucro (sim, eu espero que tenham lucro). 

Não sei é se isso resulta...

O Sanderson tem inúmeros leitores fiéis... só que esses leitores não esperam por uma tradução em Português. O livro em Inglês, barato, em formato físico ou ebook, serve-lhes maravilhosamente. E esse está disponível imediatamente.

Os fãs - esses que pagariam bastante para ter uma edição de luxo do livro de culto - querem ler todos os livros do escritor. Agora. A série Mistborn é de 2006 - 2008 e só foi editada cá quase 10 anos depois. Os geeks da fantasia já a conheciam, já tinham lido e já andavam a navegar por Cosmere antes da editora portuguesa começar a publicar a série.

A maioria dos miúdos tão tem dinheiro para comprar um livro por 25 euros e mesmo que tenha prefere comprar os livros em segunda ou terceira mão no facebook, comprar (ou sacar) o ebook. E ninguém que leia um dos livros do Sanderson e goste, resiste a ler mais.

Além disso, depois de nos habituarmos a ler numa língua torna-se mais fácil continuar a ler nessa língua. 

Portanto, gostava imenso de ter números reais e saber se efectivamente editar estes livros por cá compensa. Porque sinceramente tenho muitas dúvidas.

E depois começo a sentir a consciência pesada e a achar que ainda devia comprar o Hero of Ages em Português. Porque, mal ou bem, a SdE é a única a publicar fantasia em Português e isso é importante. 

Arre, que devia ter ficado em casa hoje...

 

publicado por Patrícia às 22:19 link do post
pesquisar neste blog
 
email
ler.por.ai@sapo.pt
subscrever feeds
mais sobre mim
tags

2017

adam johnson

afonso cruz

afonso reis cabral

agatha christie

alexandre o'neill

alguém quer este livro?

amin maalouf

ana margarida de carvalho

ana saragoça

anne bishop

as paixões antigas

biblioteca de bolso

brandon sanderson

carla m. soares

carlos campaniço

carlos ruiz zafón

chimamanda ngozi adichie

colleen mccullough

conversas (sur)reais

cosmere

cristina drios

curtas

dan brown

danuta wojciechowska

david soares

diário de leitura

direitos dos leitores

dulce maria cardoso

elena ferrante

filipe melo

frank mccourt

george r.r martin

gonçalo m. tavares

greg mortenson

haruki murakami

helena vasconcelos

ildefonso falcones

inês pedrosa

isabel allende

jo nesbø

joão tordo

jodi picoult

josé eduardo agualusa

josé luís peixoto

josé rodrigues dos santos

josé saramago

juan cavia

julia navarro

juliet marillier

ken follet

l.c. lavado

ler em português

leya em grupo

lídia jorge

livros

luís miguel rocha

mai jia

maria manuel viana

mário zambujal

marion zimmer bradley

meg wolitzer

mistborn

mitos e outros temas livrescos

mónica faria de carvalho

natal

nuno nepomuceno

oathbringer

opinião

os meus amigos também gostam de ler

patrícia müller

patrícia reis

paulo m. morais

podcast

pot-pourri de assuntos

richard zimler

robert wilson

robin sloan

roda dos livros

rosa lobato faria

rui cardoso martins

rui zink

sandra carvalho

sonhos

stephenie meyer

stieg larsson

stormlight archives

sugestões à quarta

tarita

the way of kings

tiago carrasco

trudi canavan

ursula k. le guin

valter hugo mãe

vasco ribeiro

victoria hislop

virginia woolf

words of radiance

youtube

zoran živković

todas as tags

blogs SAPO