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Ler por aí

Ler por aí

09
Mar18

Os vários formatos dos livros

Patrícia

Tive o privilégio de ir à apresentação do livro "Todos os dias são meus" da Ana Saragoça e de ouvi-la ler-nos o primeiro capítulo deste livro. Como se isso já não fosse o suficiente ainda ouvi dois actores (João Ascenso e Ricardo Karitsis) a interpretar um outro capítulo do livro. Uma maravilha.

Fiquei a pensar que seria delicioso ter a versão áudio daquele livro. Podia ser na voz da Ana ou daqueles actores. Até a filha da Ana, que me ouviu dar esta sugestão, percebeu o potencial da coisa e disse logo que queria dar voz a uma das personagens.

Neste país isto é, provavelmente, um sonho irrealizável. E isso entristece-me. Saber que que não temos mercado para áudio-livros, que mal temos mercado para livros em formato electrónico, entristece-me. 

Entristece-me que os vários formatos - que não o físico - para livros sejam tão maltratados. O conteúdo, o texto, as palavras, são o livro. O formado é apenas o veiculo através do qual chega aos leitores. 

Ouvimos histórias na infância, ouvimos declamar poesia, vamos ao teatro... mas não ouvimos áudio-livros porque o que gostamos mesmo é "do cheiro das páginas". 

Todos os leitores - todos - se queixam do tempo que lhes falta para ler. Muitos leitores já descobriram que aproveitar o tempo no carro ou nas tarefas da casa a ouvir um livro é óptimo. Mas áudio-livros em Português é coisa rara. Comprar áudio-livros em Português é quase impossível. Ou não há ou têm preços proibitivos.

Mas é uma pena porque ter este livro em versão áudio era tão mas tão bom.

 

2 comentários

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    Patrícia 27.03.2018

    Mini mesmo. Se até os ebooks  para meia dúzia de leitores, nem imagino um audiobook. (ainda por cima os custos de um audiobook devem ser brutais)
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