Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Ler por aí

Ler por aí

09
Out11

Os olhos amarelos dos crocodilos, de Katherine Pancol

Patrícia



“Este é um romance sobre uma mentira, mas também sobre a amizade e o amor, o dinheiro e a traição, o medo e a ambição. 
A acção desenrola-se em Paris. Duas irmãs. Iris é uma mulher muito bonita, rica, elegante e sofisticada, mas vive desencantada com a vida e com o seu casamento. Joséphine é uma intelectual, historiadora, muito menos bonita do que a irmã e com uma vida bem mais difícil. Casada, tem duas filhas, vive nos subúrbios e trabalha para pagar as contas. Certo dia, num jantar, Iris faz-se passar por escritora. Presa na sua mentira, convence a irmã a escrever o livro que ela própria assinará. Abandonada pelo marido, cheia de dívidas, Joséphine submete-se, como sempre, aos caprichos da irmã. Mas esta é uma decisão que vai mudar o destino destas duas mulheres.A escritora francesa Katherine Pancol traça com mestria um retrato real e vivo de mulheres que tentam triunfar na carreira profissional, na vida familiar e alcançar o reconhecimento social. Mas que, por baixo desta aparente vida de sucesso, escondem uma profunda infelicidade, falta de confiança e frustração. Os Olhos Amarelos dos Crocodilos é uma verdadeira lição de vida. Este romance, um verdadeiro best-seller em Espanha e França, dá-nos a conhecer as mulheres que somos, as que queremos ser, as que nunca seremos e as que talvez sejamos um dia. Mulheres à procura de um caminho na vida, em busca de si próprias e à descoberta de novos amores.”

Duas irmãs, Íris e Joséphine, são as protagonistas desta história. Iris, casada com Philippe e mãe de Alexandre é linda, confiante, talentosa, rica e feliz. Josephine, casada com Antoine (amante de Myléne) e mãe de Zoe e Hortense é pobre, gordinha, acha-se feia e não tem grande sucesso na vida. Apesar de inteligente falta-lhe a confiança necessária para triunfar.
Todas estas personagens são-nos apresentadas de início e vão sendo desenvolvidas (ou não, depende do ponto de vista) ao longo da trama.
O livro lê-se num instante e é porreiro para a praia. Lembrou-me aqueles romances típicos da adolescencia cheio de clichés e que têm o intuito de passar uma mensagem moral e de ensinar. O problema é que o livro é aparentemente direccionado para um público adulto. Tendo vendido imenso em vários países confesso que esperava mais. No entanto já ia com um pé atrás após ter lido a opinião da Célia (Estante de livros). E concordo com ela. Não vou tão longe como ela porque li o livro sem esforço e passei algumas horas divertidas a ver se aquilo me conseguiria surpreender de alguma forma. não conseguiu.
Ao contrário do pretendido pela autora (imagino eu) não gostei minimamente da personagem da Joséphine. Para alguém tão inteligente era um bocadinho burra demais. É verdade que às vezes uma pessoa inteligente se deixa esmagar de tal forma que fica sem ser capaz de reagir, mas confesso que me irritou profundamente que aquela auto-confiança final tenha vingado, mais uma vez, devido à presença de um homem. não me pareceu minimamente que a confiança tenha vindo das vitórias pessoais da senhora.
Para um livro que passa  lição de moral e bons costumes, as atitudes da menina Hortense e a forma passiva como a Jo a aceitou (burra como sempre) não ficaram lá muito bem.
Não me parece que o livro retrate a realidade, qualquer realidade. 
É um livro light, óptimo para quem anda a começar as lides das leituras e para ler na praia. Para quem está à espera de um livro que faça pensar e como qual aprenda qualquer coisa não é, de todo, o livro certo.






2 comentários

Comentar post