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Ler por aí

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26
Nov12

O Vale dos Cinco Leões, de Ken Follet

Patrícia
    
    Ler Ken Follet significa ter expectativas altas. Afinaldepois de ter lido os Pilares da Terra e a Queda de Gigantes não poderia serdiferente. Eu sabia que este “O Vale dos 5 Leões” não era um romance históricomas sim um policial (?) ou algo parecido.
    Tal como é hábito nos livros deste escritor a linguagem ébastante simples e acessível a todos, o ritmo de leitura torna-se bastanteelevado uma vez que o livro é interessante o suficiente para que nos apeteçaler sempre mais um bocadinho… pelo menos até perto do fim.
    Mas há diversos pontos menos bem conseguidos neste livro (pelomenos na minha opinião): a total ausência de mistério, a parcialidade naanálise do conflito Afegão e o final chato, chato.
    O início do livro é promissor: um agente infiltrado da CIAdesmascara uns terroristas russos a operar em França. Para se infiltrar nogrupo aproxima-se de Jane e acaba por se apaixonar por ela. Quando ela descobrequem é Ellis na realidade sente-se traída, abandona-o e acaba por ir para oAfeganistão com Jean-Pierre, com quem se casa, e que na realidade é agente daKGB.
    As descrições da vida de Jane e Jean-Pierre (médico) no Afeganistãosão bastante interessantes, assim como o é perceber um pouco mais sobre aguerra Afeganistão-União Sovietica. Esta parte perde-se um bocadinho porque olivro é extremamente parcial e completamente pró-USA o que , considerando tudoo que sabemos acerca do pós apoio Americano aos Talibans, não é das coisas queeu mais goste.
    Queria eu que o livro tivesse sido menos previsível e a Janefosse um bocadinho mais mulherzinha, mas não se pode ter tudo pelo que vá, ospersonagens Jane e Ellis safam-se.
    O fim arrastou-se indefinidamente, sem nada de muitointeressante (basicamente as dificuldades repetiam-se n vezes).
    Como conclusão digo que o livro se lê bem, tem partesinteressantes, é baratinho em livro de bolso mas que não é um “Follet”, pelomenos daqueles a que estou habituada. Vou continuar a esperar pacientementepelo Inverno do Mundo (com sorte o Pai Natal vai lembrar-se de mim e destepost) e vou assobiar para o lado quando vir outros Follet à venda nas livrarias-mesmo que em livro de bolso.

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