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Ler por aí

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21
Jun18

Morreste-me, de José Luís Peixoto

Patrícia

 

morreste-me.jpg

 

"Pousei-te as mãos nos ombros fracos. Toda a força te esmorecera nos braços, na pele ainda pele viva. E menti-te. Disse aquilo em que não acreditava. Ao  olhar amarelo, ofegante, disse que tudo serias e seríamos de novo. E menti-te. Disse vamos voltar para casa, pai; vamos que eu guio a carrinha, pai; só enquanto não puder, pai; vá agora está fraco mas depois, pai, depois, pai. Menti-te. E tu, sincero, a dizeres apenas um olhar suplicante, um olhar para eu nunca mais esquecer. Pai. À hora, mandaram-nos sair. Quando saímos, agarrados como náufragos, a luz abundante bebia-nos."

3 comentários

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    Patrícia 22.06.2018

    Este livro lê-se de uma assentada. 
    Não é, para mim, o tipo de livro que possa apreciar literariamente. É um livro que me atinge visceralmente e que é o que é.
    Tive durante muito tempo este livro na estante. Não por não arranjar tempo para o ler mas porque sabia o que me ia fazer.
    Provavelmente o escritor escreveu-o porque precisava de o fazer e os leitores lê-lo-ão exactamente pela mesma razão.
    bjs e boas leituras
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    Patrícia 22.06.2018

    Não vou, obviamente, escrever nenhuma opinião sobre o livro. Essa citação é mais do que suficiente.
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