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Ler por aí

Ler por aí

15
Mar19

Fantasia?

Patrícia

O post do Craig Hanks no blog do Legendarium Podcast "The Rising Cost of Entry to the Nerd Tribe" vale a pena ser lido na integra mas deixo-vos aqui alguns excertos e algumas considerações (mas ide lá ler tudo, sff).

O género Fantástico sempre foi um dos meus preferidos mas, a verdade, é que não tive muitas oportunidades de o explorar quando era miúda e tinha tempo para ler e reler os livros (e que é como a fantasia precisa ser lida). Sou uma apaixonada mas não conheço assim tanta coisa. Agora, mais adulta do que às vezes gosto de admitir (e não tem nada a ver com a idade que vivo bastante bem com os 40 anos que tenho), falta-me o tempo para lhe dedicar -  e a verdade é que gosto demasiado de outros géneros de literatura para apenas me dedicar a um. 

Ainda assim, tenho imensa pena de não ser uma total geek da fantasia que acho um género de eleição porque, na verdade, permite tudo. Mas tudo mesmo. O Craig fala neste texto um bocadinho disso.

Há uns anos teria dúvidas se ainda era possível que alguém se tornasse um "geek" deste género literário - com a quantidade de livros que existem por aí - mas depois de conhecer Cosmere deixei de questionar.

Ser fã, mas fã a sério, de fantasia é sempre motivo para um sorriso e para se ser absolutamente posto de lado... mas isso apenas revela burrice porque, a verdade, é que ser fã de fantasia dá mais trabalho e exige mais dedicação do que vocês possam pensar. 

E consome "espaço no disco". Um verdadeiro fã sabe pormenores. Leu e releu as obras.. várias vezes. Conhece as personagens de dentro para fora. E não esquece. Não são livros que possamos pôr na estante e esquecer o enredo, deixando espaço para os próximos. Nós vamos acumulando... não só porque sabemos que aquilo nos vai fazer falta mas porque não conseguimos esquecer. Aqueles personagens agarram-se a nós, fazem parte da nossa vida. E ajudam-nos a conhecer bem melhor a realidade do que aquilo que vocês possam pensar.

The year 2001 was a major turning point for nerd culture. The holiday season that year saw the release of two major, era-defining movies, the debuts of two franchises: Harry Potter in November and The Lord of the Rings in December. (...)

There had always been a pretty vivid line separating nerds from the rest of the mainstream culture. Even with something as widely loved as Star Wars, there were fans, and there were fans. (...)

With the release of LotR and HP, that vivid line in the sand had just been washed over by the tide and nobody was sure where to redraw it. And if you think nerds didn’t badly want it redrawn, you’re mistaken. It’s tempting to think that we want everyone else to love the things we love. But that’s not always (usually?) the case. We want some people to love the things we love. Our people.

Like any art form, a good fantasy novel teaches us something about human nature, about ourselves and our purpose, about how to relate to the people around us. And that deserves to be shared.

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