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Ler por aí

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02
Ago10

Escolher um livro

Patrícia
Há muitos tipos de livros. Há os clássicos, os históricos, os técnicos, os de literatura erudita, os estranhos, os de fantasia, os romances, os romances de cordel (ou cor-de-rosa, como quer que lhe queiram chamar), os policiais, etc, etc, etc.
Escolher um livro nem sempre é fácil. Eu tenho n critérios para escolher os livros que leio.
Leio fantasia, porque adoro. É um dos meus guilty pleasures. Digo guilty pleasure, porque tanto leio leio livros de escritores conceituados e francamente muito bons (sendo a minha preferida a Marion Zimmer Bradley) como leio a uma qualquer treta que me passe pela mão. Fico muitas vezes com aquela sensação de ter perdido tempo, mas a verdade é que leio muitas vezes livros da treta, só porque são de fantasia. Neste campo o meu limite está nos livros “vampirescos”. Já li o que tinha a ler sobre esse assunto e fartei-me (vá, num dia de pura loucura sou capaz de abrir um excepção para o último volume da saga do Crepúsculo).
Leio romances históricos, porque adoro. Tenho um gostinho especial por tudo o que tem a ver com o Egipto e o Império Romano (a saga “o Primeiro Homem de Roma” é qualquer coisa de fantástico), mas ando a descobrir os romances históricos portugueses.
Leio romances porque adoro. “o deus das pequenas coisas”, “A sombra do vento” são dois dos exemplos de livros que para mim são “de culto”. Lindos, que me deixam de alma cheia. Mais leves, mas igualmente fantásticos, lembro-me do “Meia-noite ou o princípio do mundo” ou “A ilha”.
Leio policiais. Não é que goste muito (excepto da “tia” Agatha, que nunca passará de moda) mas leio principalmente quando gosto dos escritores. Por exemplo “O cego de Sevilha” é muito, muito bom. Mas também, escrito por Robert Wilson só podia ser.
Leio “Romances de cordel”. Não é que goste por aí além, mas já aconteceu não ter nada para ler e pegar num destes romances e ler. Aconteceu-me com Nicholas Sparks. Depois de anos a recusar-me a o que quer que fosse deste escritor, uma noite vi-me sem nada para ler e com todos os livros encaixotados (a casa estava em obras). O desespero (o barulho da festa da aldeia era tanto que não me deixava dormir) e peguei num livro do Nicholas Sparks que me tinham oferecido anos antes. Quase fiquei surpreendida por não ter ficado com urticária por ter lido aquele livro. Mas li e sobrevivi.
Leio biografias, porque adoro. Não são todas, mas se o sujeito foi interessante, não há melhor.
Leio livros técnicos porque… bem, geralmente porque tem que ser.
Leio revistas, jornais, blogs. Leio em papel. Leio ebooks.
Escolho livros pelo título, pela capa, pelo escritor, porque está na moda, porque tem boas críticas, porque tem péssimas críticas.

Depois de ter relido isto tudo chego à conclusão que não sou uma leitora muito exigente….

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