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Ler por aí

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21
Ago15

Curtas #13 (2015): Releituras

Patrícia
  Há quem ache que reler livros é deixar passar a oportunidade de ler mais um livro. E como eu compreendo a sofreguidão de ler o mais possível, de embarcar na loucura de querer ler mais e mais. Para quem é viciado em livros é um tormento saber que a probabilidade de ler “O” livro, aquele capaz de nos mudar a vida é ínfima, quase nula, assim perto da probabilidade de ganhar o Euromilhões.
  Às vezes também alinho nessa loucura. Quero ler tudo. Mas ainda assim... leio pouco. E a verdade é que adoro reler livros.
Para mim reler um livro é reencontrar novos amigos, é conhecer as potencialidades reais do livro.
  Ler um livro pela primeira vez é fantástico. Mas a necessidade de lhe conhecer o final não me deixa absorver tudo o que aquele livro tem para me dar. E quase sempre que releio um livro descubro pormenores que antes tinha deixado escapar por entre as linhas.
  Por tudo isso resolvi reler um livro que há muito tempo estava na estante. Li-o pela primeira vez quando tinha 17/18 anos. Chegou-me por correio, um presente do outro lado do Atlântico. Lembro-me de ficar fascinada com a capa do livro de bolso. E também me lembro de ter tido algum medo pela quantidade de páginas em Inglês. Foi o primeiro grande livro que li em inglês. Uns anos mais tarde reli-o, ainda em inglês. Acabei por comprá-lo em português por várias razões. Por um lado sabia que um dia ainda o iria reler na minha língua (e por muito bem que eu leia em inglês, é diferente) e por outro lado queria dá-lo a ler a algumas pessoas.

 

  Chegou o momento de o reler. O próximo post será com a minha opinião da releitura do maravilhoso “O último acto em Lisboa” ou “A small death in Lisbon” de Robert Wilson.