Ler por aí
 
22 de Outubro de 2017

Depois de ter mergulhado pela segunda vez nos Stormlight Archives (desta vez com os 2 audiobooks de The Way of Kings e The Words of Radiance) e enquanto espero pelo Oathbringer (14 de Novembro) decidi que o Warbreaker será a minha próxima leitura do género. No site do autor encontrei um texto curioso. Pessoalmente concordo com ele e eu sou assim (não só comprei ambos os ebooks como ambos os audiobooks dos Stormlights e sei que ainda vou ter uma cópia física deles na minha estante - provavelmente uma edição de coleccionador em Inglês e certamente as edições portuguesas - se alguma vez saírem). Mas e vocês? Comprariam um livro que já leram apenas porque acham justo recompensar o escritor por ter escrito aquele livro?

 

A while back—June 2006—I started work on the novel which would follow my Mistborn trilogy. At the time, I noticed the work of Cory Doctorow, who releases all of his books on-line at the same time as the hardback comes out from Tor. At first, I thought this was insane. If you give it away for free, nobody will buy it!

Then, I spent some more time considering. Readers can ALREADY get their books for free; I went to the library often myself as a youth. And yet, I still bought books. I often bought the very books I’d checked out from the library, as I liked them so much I wanted to read them again and loan them out to others. What do I really believe? In resenting libraries and used bookstores because they share my books without any direct profit to me? Or, would I rather look at all of that as free publicity?

I’ve been kind of annoyed with how the RIAA has treated the MP3 explosion. I also realize that something Cory says is very true—my biggest challenge as an author is obscurity. I believe in my novels, and believe that if people read them, they will want to read and buy more of them. I believe that readers like to own books and, yes, even like to buy them specifically to support authors they want to write more books.

And so, I did something crazy. I went to Tor and asked if they’d be okay with me posting the entire version of Warbreaker AS I WROTE IT. Meaning, rough drafts. The early, early stuff which is filled with problems and errors. They thought I was crazy too (my agent STILL thinks this project is a bad move) but the more I thought about it, the more I wanted to do something that would involve and reward my readers. For those who are aspiring novelists, I wanted to show an early version of my work so they could follow its editing and progress. For those who are looking to try out my novels, I wanted to offer a free download. (Hoping that they would enjoy the book a great deal, then go on to purchase or check out ELANTRIS or my Mistborn books.)

So, that’s what this novel is. It WILL be published in hardcover by Tor. It’s not some old work I pulled out, dusted off, and offered for free. This book will be coming out in 2009 sometime. And, I’m offering it years ahead of publication here for you to read.

Part of me still worries that I take a huge hit in sales when this thing is released, as my readers will have read it ahead of time. Another part of me worries that new readers will see the flaws and the rough sections of the early drafts, then assume that the finished project will be inferior, and not ever bother to read any of my other books.

The stronger part of me still believes that this will make better publicity, and a better experience for my fans, and is well worth the risk. So, for better or worse, I present WARBREAKER.

publicado por Patrícia às 19:14 link do post
Muito boa questão! Talvez análoga à questão "já fiz download do álbum/ouvi no youtube, para quê comprar o cd?", não?
Bárbara Ferreira a 25 de Outubro de 2017 às 20:44
Exacto... Apesar da maior parte dos músicos ser compensado pelos concertos. Antes faziam concertos para promover e vender CD's, agora fazem CD's (ou limitam-se a disponibilizar as músicas em plataformas digitais) para vender os concertos.
No caso dos escritores não há sequer essa possibilidade. Muitas vezes acho que até nós, os leitores, não lhes damos o valor que merecem.
Patrícia a 28 de Outubro de 2017 às 14:49
Isso é verdade - os concertos e o merchandise. Que, para livros, há relativamente pouco - e o pouco que há, nunca é ligado à editora, mas a outras marcas, ou mesmo independente.


Fora isso - a maioria dos livros que li, comprei-os. Alguns peço emprestados, mas a maioria é ao meu namorado, e planeamos juntar estantes já em 2018 :) portanto, na maioria das vezes, já comprei...
Nunca me aconteceu! O que já aconteceu sim, foi ler um livro emprestado. Ter adorado tanto que queria um para mim. Mas isso é diferente.
Acho justo compensar os autores pelo seu trabalho, mas não sei...Talvez dependesse do livro...agora fizeste-me pensar :)
Beijinho e boas leituras
Jardim de Mil Histórias a 27 de Outubro de 2017 às 09:58
Fazer pensar já é bom.
Não acho que haja nada de mal - muito pelo contrário - em ler livros emprestados, sejam por amigos, seja pelas bibliotecas. Nem acho que haja qualquer problema em comprar livros em alfarrabistas. 
Mas penso muitas vezes que não gosto de trabalhar de borla, ninguém gosta, mas que os escritores o têm que fazer. Nós leitores gostamos de usufruir do trabalho deles, achamos que têm a obrigação de falar connosco, escrever para nós e muitas vezes não pagámos nada por isso. Até achamos que já lhes fizemos um enorme favor em ler o seu livro. 
Patrícia a 28 de Outubro de 2017 às 14:54
pesquisar neste blog
 
email
ler.por.ai@sapo.pt
mais sobre mim
tags

2017

adam johnson

afonso cruz

afonso reis cabral

agatha christie

alexandre o'neill

alguém quer este livro?

amin maalouf

ana margarida de carvalho

ana saragoça

anne bishop

as paixões antigas

biblioteca de bolso

brandon sanderson

carla m. soares

carlos campaniço

carlos ruiz zafón

chimamanda ngozi adichie

colleen mccullough

conversas (sur)reais

cosmere

cristina drios

curtas

dan brown

danuta wojciechowska

david soares

diário de leitura

direitos dos leitores

dulce maria cardoso

elena ferrante

filipe melo

frank mccourt

george r.r martin

gonçalo m. tavares

greg mortenson

haruki murakami

helena vasconcelos

ildefonso falcones

inês pedrosa

isabel allende

jo nesbø

joão tordo

jodi picoult

josé eduardo agualusa

josé luís peixoto

josé rodrigues dos santos

josé saramago

juan cavia

julia navarro

juliet marillier

ken follet

l.c. lavado

ler em português

leya em grupo

lídia jorge

livros

luís miguel rocha

mai jia

maria manuel viana

mário zambujal

marion zimmer bradley

meg wolitzer

mistborn

mitos e outros temas livrescos

mónica faria de carvalho

natal

nuno nepomuceno

oathbringer

opinião

os meus amigos também gostam de ler

patrícia müller

patrícia reis

paulo m. morais

podcast

pot-pourri de assuntos

richard zimler

robert wilson

robin sloan

roda dos livros

rosa lobato faria

rui cardoso martins

rui zink

sandra carvalho

sonhos

stephenie meyer

stieg larsson

stormlight archives

sugestões à quarta

tarita

the way of kings

tiago carrasco

trudi canavan

ursula k. le guin

valter hugo mãe

vasco ribeiro

victoria hislop

virginia woolf

words of radiance

youtube

zoran živković

todas as tags

blogs SAPO