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Ler por aí

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15
Set18

The Bands of Mourning, de Brandon Sanderson

Patrícia

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Sendo o terceiro livro da Era 2 de Mistborn (após The Alloy of law e Shadows of Self) é o segundo livro da segunda trilogia Mistborn, uma vez que The Alloy of Law é um livro "A solo". Na verdade, acho que não faz sentido ler Shadows of Self sem ter lido The Alloy of Law.

Esta trilogia tem ficado cada vez melhor. The Bands of Mourning leva-nos à infância de Wax e Telsin na Terris Village para depois regressar ao presente e ao casamento de Wax com Steris. Quer dizer... ao casamento falhado de Wax e Steris (têm uma oportunidade para adivinhar quem e porquê...). Wax ainda está a tentar lidar com a (segunda) morte de Lessie quando aceita acompanhar Marasi, Wayne e MeLaan na recuperação de um dos espigões de VanDell, um Kandra que procurava as míticas Bands Of Mourning, as mentes metálicas do Lord Ruler. Wax não consegue esquecer o dever e quer, acima de tudo, encontrar a irmã, Telsin, refém do grupo SET. 

Como sempre, o melhor dos livros do Sanderson é a dinâmica entre os personagens. E a estrela deste livro é, surpreendentemente Steris. A Steris que, em determinada altura, decide dar a todos uma pontuação dependendo da sua utilidade... e é das coisas mais tristes que já li.

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A Steris consegue tornar-se numa das melhores personagens deste livro... Já Marasi ainda não se conseguiu impor. Tem algumas passagens interessantes, continuo a conseguir fazer um paralelismo com Elend e começo a achar que será uma daqueles personagens que, por mais que faça, nunca conseguirá dar o salto para o palco principal.

Já Wayne consegue provar, sempre que aparece, porque é que dá nome à série (não esquecer que é The Wax and Wayne series). A visita que faz a Ranette no início do livro é de partir o coração, a amizade dele com Wax é de nos reconstruir o coração que acabou de ser partido e a relação dele com MeLaan é simplesmente m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a (bem a MeLaan é maravilhosa mesmo sem o Wayne). Nestas cenas com ele consigo sempre dar uma gargalhada e ficar com uma lágrima no canto do olho. Sem dúvida, Wayne é das minhas personagens favoritas de todos os livros.

Deixo-vos um pequenino exemplo:

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O final deste livro é o melhor da Era 2. Os diálogos. A conversa de Wax com Deus. Simplesmente perfeita.

E claro deixa-nos com muitas perguntas e uma enorme espera pelo grande final.