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Ler por aí

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04
Jun19

Agustina Bessa-Luís

Patrícia

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É um nome incontornável da nossa literatura. Agora, que morreu, tornar-se-á o ídolo que não foi em vida. É sempre assim por cá. 

A minha relação com os livros da Agustina Bessa-Luís é complicada. A Sibila foi a minha leitura obrigatória do 12º. Um 12º de Ciências, com uma professora tão pouco memorável que nem do seu nome me recordo (e acreditem que me recordo do nome de todas as minhas professoras de Português). Aquela leitura obrigatória estragou-me a Agustina. E isso é algo que não perdoo à escola.

Fiquei sempre com a sensação de que os livros da Agustina Bessa-Luís não eram mim e só há poucos meses ganhei coragem e tirei da estante da casa minha mãe o A Sibila. Na mesma altura comprei o "A ronda da noite" porque acho que, finalmente, tenho maturidade para ler esta escritora.

Numa das (sempre poucas) homenagens feitas a Agustina Bessa-Luís li esta frase e é com ela que lembro esta mulher que devia, merecia, ser mais lida do que é. Enquanto tiver leitores, Agustina viverá nos seus livros.

"quando aprendi a ler, no mundo fez-se luz e passei a compreender tudo"

 

 

 

 

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