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Ler por aí

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13
Dez15

A verdade sobre o caso Harry Quebert, de Joel Dicker

Patrícia

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Um policial que pisca o olho aos leitores e aos aspirantes a escritores.

Quem? Como? Porquê?

A 30 de Agosto de 1975 uma rapariga de 15 anos, Nola Kellergan, desaparece e a última pessoa que a viu, Deborah Cooper, é assassinada.

33 anos depois, o corpo de Nola é encontrado no jardim da casa do escritor Harry Quebert. “Adeus querida Nola” é a mensagem escrita numa cópia do livro “Origens do mal” encontrada junto ao cadáver.

 

Quem matou Nola? Como conseguiu fazer o corpo desaparecer sem deixar rasto? E a pergunta mais importante: Porquê?

 

Marcus Goldman é um escritor que não consegue escrever. Depois de um fulgurante início de carreira não consegue escrever um segundo livro e cumprir os prazos acordados com a editora. Assim Marcus, o formidável, faz o melhor sabe fazer: foge e procura os conselhos do seu mentor de sempre, Harry Quebert.

Provar a inocência de Harry torna-se a missão de Marcus que forma uma improvável dupla com o investigador Gahalowood na busca pela verdade. Afinal o que aconteceu na pacata Aurora naquele verão e que culminou na morte de uma jovem?

Ao mesmo tempo Marcus escreve o livro que lhe permite resolver os problemas da sua carreira.

E enquanto acompanhamos a investigação (e somos completamente manipulados pelo escritor suspeitando, à vez, de quase todos os suspeitos), debatemo-nos com questões como “pode um homem de 34 anos realmente apaixonar-se por uma criança de 15 ou é simplesmente pedofilia?” ou “no mercado editorial vale mesmo tudo?”. Este livro é um policial que se lê de forma compulsiva, que tem tantos twists ao longo da história que nos baralha completamente (e talvez este tenha sido o ponto que menos me agradou – gosto de mistérios mais lineares), que consegue ser divertido na conta certa (as conversas de Marcus com a mãe são hilariantes precisamente por não serem demasiadas) e que nos põe a pensar em temas tão distintos como pedofilia, religião, amor, violência doméstica, escolhas, arte ou amizade.

Escuso de dizer que gostei imenso deste livro, gostei tanto da parte policial, como da parte da construção de um escritor. Diverti-me a lê-lo e que apesar de ter algumas coisas óbvias adorei quando todas as peças do puzzle se encaixaram.

 

 

 

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