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Ler por aí

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01
Ago11

A Papisa Joana, de Donna Woolfolk Cross

Patrícia
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<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-wbgE9k2lhdY/Tjath_r_hMI/AAAAAAAABEI/75WqfHfDkZE/s1600/A+Papisa+Joana.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/-wbgE9k2lhdY/Tjath_r_hMI/AAAAAAAABEI/75WqfHfDkZE/s1600/A+Papisa+Joana.jpg" t$="true" /></a></div><div style="text-align: justify;"><em>Personagem histórica envolta em lenda, a papisa Joana protagoniza a notável ascensão de uma mulher que não aceita as limitações que a sua época lhe impõe. Dotada de uma inteligência esclarecida e de uma imensa força de carácter, atinge o mais elevado grau da hierarquia religiosa católica. Apoiado numa investigação rigorosa, este é um romance magnífico, cativante, que prende o leitor nas complexidades da luta pelo poder, das conspirações e segredos políticos e dos fanatismos sangrentos. O livro que inspirou um grande filme épico realizado em 2010.</em></div><div style="text-align: justify;"></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Comprei este livro na minha ronda pelos alfarrabistas e digo-vos: que boa escolha foi. Encarei-o de duas formas: uma puramente histórica (qual a veracidade, ou possível veracidade da existência de uma papisa?) e outra absolutamente lúdica.</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">A autora conta-nos a história de Joana, uma menina que tinha fome de saber e que teve o azar de nascer numa família disfuncional no séc.IX. Até para o séc. IX aquela família era descompensada, com um pai cónego, ruim como as cobras (quero acreditar que apesar da época havia homens um pouco mais “gente” e bondosos) e uma mãe pagã que lhe incute o respeito por outros deuses que não o do pai. Mateus, irmão mais velho de Joana, está destinado ao sacerdócio,a única via de educação e erudição da época. Joana sonha aprender a ler e o irmão, à revelia do pai, faz-lhe a vontade. Quando Mateus morre precocemente João, um outro irmão, é forçado a substitui-lo sem ter vontade ou talento para aprender.</div><div style="text-align: justify;">Joana e João acabam por ter a oportunidade de ir estudar, mas o talento estava na criança com o sexo errado e, após algumas peripécias Joana acaba por assumir a identidade do irmão e passar a ser o “irmão João”. O talento, a vontade, a inteligência e a sorte fazem o resto e João é eleito Papa, por mérito próprio. </div><div style="text-align: justify;">Como estória não há nada a apontar. Lê-se bem, é interessante e sem ser um livro memorável é bom q.b.</div><div style="text-align: justify;">Agora a parte histórica, que é sem dúvida a parte mais interessante deste livro. Terá Joana existido? Será que na história do Cristianismo houve uma papisa? Como eu gostava que assim tivesse sido. Se o foi ou não, não sei, as “provas” que há são inconclusivas (quero com isto dizer que há historiadores que negam a sua existência e outros que a admitem) e Joana está mais para lenda que para personagem histórica. </div><div style="text-align: justify;">Mas eu acredito que houve muitas Joanas ao longo da história, muitas mulheres que venceram como homens porque não tinham outra hipótese e tinham inteligência para tal. </div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Quão da nossa história terá sido escrita no feminino e não no masculino?</div>