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Ler por aí

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15
Ago12

A ignorância do Sangue, de Robert Wilson

Patrícia

Sinopse
A abrasadora cidade de Sevilha ainda está a recuperar de um chocante e ainda não solucionado ataque terrorista quando um violento e espectacular acidente de carro faz incidir a luz sobre outra ameaça. Um gangster morto e uma mala cheia de dinheiro significam que a máfia russa se encontra no caminho do Inspector Jefe Javier Falcón. 

À medida que emerge uma intensa guerra entre bandos rivais, Falcón encontra-se, assim como aqueles que lhe estão mais próximos, no centro da disputa e vê-se como alvo de forças letais subitamente desencadeadas. Perante um ataque tão brutal, Falcón decide retaliar com uma impiedade que o surpreende tanto quanto aos seus adversários… mas que terá um desenlace trágico.
Continuo na onda dos policiais e como tal resolvi que este livro de Robert Wilson era o ideal para me fazer companhia na praia. E a ausência deste escritor na lista de autores deste blog era já absurda. "Conheci" Robert Wilson com o "O último acto em Lisboa", livro que li no original e que demorei anos a descobrir em Português (A tradução de "A small death in Lisbon" por "O último acto em Lisboa tramou-me) e que já ofereci a imensa gente. Adorei o livro e tenho mesmo que o reler... outra vez. Depois li o "Uma companhia de estranhos", também sobre Portugal e o grande responsável pela minha opinião sobre o "Enquanto Salazar dormia". Na minha opinião Wilson põe Domingos Amaral a um canto.
O Cego de Sevilha é o início da saga Javier Falcón e agradou-me bastante. Não tanto como os outros dois, mas gostei. E agora, passado alguns anos, resolvi pegar neste "A ignorância do sangue" que comprei num dos alfarrabistas da feira do livro. É o 4º livro da série Javier Fálcon e acho que não devia ter dado este salto na série. Há por ali muita coisa que me passou ao lado (e isso era claramente perceptível) o que estragou um bocadinho o prazer de ler este livro. Mas mesmo assim gostei. Temos o Falcón, inteligente e humano como sempre, mafiosos maus, decisões que podem passar um bocadinho a linha da ética ( e por acaso houve aqui uma nuance que não me agradou sobremaneira - é que é certo que da intenção aos actos ainda há alguma distância, mas arranjar uma solução daquelas, não é bem o que esperava de Robert Wilson), amigos  e amor qb. Num policial não dá para falar muito sem contar a história por isso fico-me por aqui...