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Ler por aí

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24
Mar13

A Estrela do Diabo, de Jo Nesbø

Patrícia

Gosto de policiais mas não sou grande conhecedora eos nomes que me vêm imediatamente à mente são Agatha Christie e Arthur ConanDoyle , autores que li avidamente na minha adolescência. Depois comecei a leroutras coisas e os policiais ficaram na estante. Uns anos mais tardeofereceram-me o fantástico “A small death in Lisbon” que me deu a conhecerRobert Wilson. Dele adorei este, o “Uma companhia de estranhos” e “O cego de Sevilha”.Mas não fiquei fã da série Javier Fálcon, para dizer a verdade.
Foi após ter visto os filmes suecos Millenium quefiquei fã da série e tive mesmo que ler os livros. Adorei. E agora apetecia-memais. Depois de umas voltinhas na blogosfera e de pedir conselhos a quem sabedecidi-me por Jo Nesbø e em boa hora o fiz. Escolhi este livro por total ausênciade outras escolhas. Era absolutamente triste a oferta de livros deste escritorna Fnac. Mas assim que tive oportunidade atirei-me ao “A Estrela do Diabo”.
Assim que comecei a ler apercebi-me de que este nãoé o primeiro livro da saga Harry Hole, um inspetor pouco convencional,alcoólico mas brilhante.
Teria preferido ter lido os livros por ordem masisso não prejudicou assim tanto a leitura.
Harry Hole está obcecado com um crime passado ondea vítima foi Ellen, a sua parceira. E está convencido que o criminoso é umoutro inspetor da polícia. Essa obsessão está a destruir-lhe a vida: não só nãoconsegue provar as suas suspeitas, tem a vida amorosa destruída e voltou a mergulhar no alcoolismo. Está no fundo do poço (e com um pé forada polícia) quando os crimes começam a acontecer. Sem perspectivas de futuro(apesar de ter um proposta envenenada) dedica-se a perseguir um serial Killernas ruas de Oslo.
E já chega de falar sobre o enredo, que isto é umpolicial e eu não tenho a intenção de estragar a leitura a ninguém.
Tive alguma dificuldade com os nomes dos inúmerospersonagens. Nunca sabia exatamente quem eram, se eram homens se mulheres. Tivemesmo que arranjar uma cábula na primeira metade do livro. E senti-mecompletamente manipulada pelo escritor. Acho que suspeitei de quem ele quis quesuspeitasse. E admito sem qualquer problema que só umas páginas antes da granderevelação me passou pela cabeça quem podia ser o assassino. E eu gosto dissonum policial. Não faço um esforço imenso por descobrir quem é mau da fita,gosto de me levar pela leitura, tenho geralmente uma suspeita que não largo atéao fim (e aposto que era capaz de resultar na mesma, mas demasiado óbvioprovavelmente) e gosto de ser surpreendida.
Quem, como eu, é fã da série “Mentes Criminosas”vai  encontrar muita coisa já conhecidana análise do comportamento dos serial Killer (que afinal são característicos dosEstados Unidos da América, não é?)
Achei a história bem construída, gostei dospersonagens principais, das histórias paralelas e fiquei com imensa vontade deler mais de Jo Nesbø. 

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