O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem
O tempo é uma coisa engraçada, sempre valioso quando é o nosso e irrelevante quando é o dos outros.
"Só tens tempo para ler porque não tens filhos" ou "também gostava de ter o tempo que tu tens para ler" são frases banais (e aqui entre nós, muito patetas) que oiço amiúde. Tenho a certeza que vocês terão os vossos próprios tesourinhos. E eu nem sequer leio muito. Esta semana tem sido uma miséria, apesar de estar a ler o maravilhoso Também Há Rios no Céu de Elif Shafak, não por falta de tempo, mas por falta de disponibilidade mental. A verdade é que bastava escolher o livro em vez da série que ando a ver (the office) para ler 1h por dia.
No fundo, são sempre escolhas. E porque o fim de semana está a chegar, venho dar-vos algumas sugestões.
Nas leituras, Lobos, de Tânia Ganho, A Morte de uma Livreira, de Alice Slater ou A mãe e o Crocodilo, de José Gardeazabal, todos com post de opinião no blog da Roda dos Livros. E como bónus o Boulder, de Eva Baltasar, no blog Efeito dos Livros.
Para ouvir (durante uma caminhada, na praia ou no carro) a Isabel Alçada no podcast Vale a Pena, que voltou há pouco de férias e a Safaa Dib no Biblioteca de bolso, que vai para a pausa de verão.
Não tenho séries para vos sugerir, ando a ver episódios do The Office e pergunto-me se hoje seria possível fazer algo assim. Provavelmente não, mas isso é tema para um outro post que poderá ou não existir, depende da minha vontade de me chatear.
Nos filmes, um que vi na semana passada e que ainda não me saiu da cabeça: O senhor Babadook, um filme de terror que tem mais que se lhe diga e que nos deixa a pensar, um efeito secundário de alguns filmes que eu aprecio bastante.
E aproveitem para estar sem fazer nada. Sim, algum tempo em que desligam o telefone, as redes sociais, a TV e ficam sem fazer nada. É mais difícil do que parece e mais interessante também. O tempo estica e lentamente começamos a respirar melhor. Não faz mal não ter nada para fazer e parar durante algum tempo.
Bom Fim de semana

