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Ler por aí

Ler por aí

08
Ago18

As generalizações e um (certo) mea culpa

Patrícia

Há uns tempos fiz uma série de posts (diverti-me imenso a escrevê-los e o feedback foi muito bom) sobre Direitos dos Leitores que, acho, mostram bastante bem a minha opinião sobre o assunto. Estes direitos, o de ler qualquer género de livro, ler em todos os formatos ou até não ler, reflectem a minha opinião que basicamente se resume num: Leiam o que quiserem, se e quando quiserem. 

 

No entanto há, tantas vezes, pessoas que se sentem ofendidas por certas generalizações. E eu sei que tenho, por vezes, tendência a generalizar. E que tenho muitas vezes opinião e raramente me impeço de a verbalizar. 

Quando digo, por exemplo, que acho que os leitores deviam ler livros que os fizessem evoluir não estou a querer ofender ninguém, nem criticar o tipo de livro que lê. Acho sinceramente que é fantástico ler livros que nos transformam e ensinam.

Transponho algo que me faz bem, que acho importante e generalizo. 

Não falo para ninguém em particular e, para ser absolutamente sincera, estou a borrifar-me para os livros que vocês escolhem ler. Não me sinto ofendida se não gostarem do tipo de livro que eu leio, se escolhem não ler livros que eu adorei. Vou gostar de vos ler ou ouvir, vou gostar de saber de que livro gostaram e vou ficar feliz quando encontrarem um livro que vos entusiasme. Mas os critérios que vocês utilizam para escolher os livros que lêem não me incomoda, não me ofende e não acho que seja, sequer algo passível de julgamento, quanto mais crítica.

 

Quando digo que não gosto de objectivos numéricos como metas literárias ou que acho que ler desalmadamente para atingir metas surreais é uma parvoíce também não estou a querer ofender ninguém em particular. Estou a expressar a minha opinião. E se é isso que querem fazer, fixe, óptimo, até vos dou os parabéns por terem atingido o vosso objectivo e estou a ser sincera. Quero lá saber se vocês leram bem, mal, se saltaram capítulos. 

 

Quando digo que se devia ler mais autores portugueses (o único objectivo literário numérico que alguma vez tive foi, há uns anos, que 50% das minhas leituras fosse de livros de escritores portugueses) estou a exprimir uma opinião generalista. Quero lá saber se vocês não leram um único livro de autores portugueses nos últimos 2 anos. Não acho que sejam más pessoas por isso. Mas continuo a achar que é uma injustiça não ler escritores portugueses e que quem não os lê está a perder imenso.

 

Quando digo que se devia ler mais mulheres estou a exprimir uma opinião generalista. Quero lá saber se vocês não leram um único livro de uma escritora nos últimos 2 anos. Não acho que sejam más pessoas por isso. Mas continuo a achar que é uma injustiça não ler escritoras e que quem não os lê está a perder imenso.

 

O mais divertido de toda esta brincadeira de blogs e redes sociais é precisamente falar e comunicar com pessoas que têm opiniões diferentes das nossas (mesmo quando temos interesses em comum) e falar sobre isso. Especialmente no que aos livros diz respeito. Se livros e leituras também se tornar um tópico fracturante dá-me uma coisinha má...

 

Posto isto, que foi mais uma generalização e que não é nem pretende ser nenhum recado para ninguém, a rubrica dos Direitos dos Leitores vai regressar, lembrei-me de mais umas coisitas :)

 

 

 

 

06
Ago18

TAG – Compra de Livros

Patrícia
 
 Vi esta TAG no fantástico Estante de Livros (que a viu no canal de Youtube da Helene Jeppesen ) e resolvi responder.
 
 

1 – Onde é que compras os teus livros?

Actualmente a maioria dos livros que compro são no site da Kobo ou na Leya Online. Falo obviamente de ebooks.

Os livros físicos prefiro comprar em livrarias. Não me sinto muito tentada pelas livrarias online. Tenho (feliz ou infelizmente, depende do ponto de vista) uma Fnac no local de trabalho, onde me perco à hora de almoço sempre que o dia não me corre lá muito bem. Bertrand, Continente ou Feiras do Livro também são sítios que gosto de frequentar.

Os audiobooks compro na Audible.

2 – Costumas comprar livros em pré-venda, e se sim em lojas físicas ou online?

Nop. Os únicos livros que me lembro de comprar em pré-venda foram as colectâneas que foram editadas através de crowdfunding.

3 – Em média, quantos livros compras por mês?

Não faço ideia. Há meses em que não compro nenhum, outros em compro vários. A média talvez dê uns 2, mais coisa menos coisa.

4 – Usas a biblioteca local?

Pouco. Mas adoro bibliotecas. Quando posso passo por lá algumas horas mesmo que não traga nada para casa.

5 – Se sim, quantos livros podes/costumas levar emprestados de cada vez?

Quando trago é apenas 1. 

6 – Qual é a tua opinião em relação a livros da biblioteca?

São livros e isso basta-me.

Nunca fui esquisita com o estado dos livros. Como ainda há pouco disse a um amigo que me queria comprar um novo porque o que lhe emprestei sofreu um pequeno acidente: "tem todas as páginas? então não te preocupes, o livro fica com mais uma história para contar". E os livros das bibliotecas têm muitas histórias para contar.

7 – Qual é a tua opinião relativamente a livros de lojas de caridade/livros em segunda mão?

Compro sempre livros nos alfarrabistas da feira. Não sou fã de negociatas no facebook mas não tenho nada contra vender ou comprar livros em segunda mão. Só acho que quem faz disso negócios não deve fingir que é "porque tem demasiados livros em casa".

8 – Manténs juntos os livros lidos e os que tens por ler?

Tudo ao molho e "fé em deus". A minha estante é uma confusão. As estantes que tenho em casa da minha mãe são ainda piores. Só para verem o grau de confusão: na última "arrumação" que fiz, segui o critério de "este livro devia dar-se bem com este, este autor não suportaria ter os seus livros perto dos deste" . Ah e tenho uma prateleira apenas com livros de escritoras portuguesas. Manias :)

9 – Tencionas ler todos os livros que tens por ler?

Em teoria? sim, claro.

Na prática sei que nunca o vou fazer mas não é coisa que me tire o sono. Já foi mas já passei essa fase.

10 – O que fazes com livros que tens e que achas que nunca vais ler/de que não gostaste?

Posso doá-los à biblioteca ou à Cabine de livros, oferecê-los ou deixá-los na estante. Se detestei mesmo o livro e não o quero na minha casa (só aconteceu 2 vezes), ofereço-o.

Uma vez vendi alguns livros no OLX pensando: "vendo estes e com o dinheiro vou comprar outros que me interessam agora". Foi quando me apercebi das negociatas de vendas de livros no facebook e jurei para nunca mais. 

11 – Já doaste livros?

Bastantes.

12 – Já fizeste alguma greve à compra de livros?

Não. Às vezes tento não comprar mas rapidamente me esqueço dessa decisão. O meu marido não ajuda porque é o primeiro a perguntar "mas não compras porquê?deixa de ser parva, sff"

13 – Achas que compras demasiados livros?

Não. Isso não existe. Demasiados livros é um conceito no qual não acredito. E não, não gasto muito dinheiro em livros. 

Quando compro um livro, compro-o por querer muito ler o livro, ser de um escritor(a) de quem gosto, considerar importante ter aquele livro na estante, ter sido importante para mim (e ter lido um exemplar de um amigo ou de uma biblioteca). Essas razões são, para mim, válidas e fazem-me sentir bem. A compra de livros não me impede de fazer outras coisas (quando estava na faculdade e não queria pedir dinheiro à minha mãe para livros - apesar dela nunca mo ter negado, os livros sempre foram importantes lá em casa - cheguei a fazer algumas escolhas difíceis), por isso não, não compro demasiados livros. 

E vou continuar a comprar os livros que me apetecer.

05
Ago18

Este é o meu corpo, de Filipa Melo

Patrícia

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Foi na Roda dos Livros que ouvi falar deste livro da Filipa Melo. As opiniões da Cris e da Márcia foram mais do que o suficiente para ficar com o nome na memória. Quando a oportunidade apareceu (na Feira do Livro de Lisboa) comprei-o e ainda bem que o fiz.

"Este é o meu corpo" é um livro que não deixa nenhum leitor indiferente. É uma leitura dura, sim, mas a morte é daqueles temas a que ninguém fica indiferente. 

Este livro não é um policial, apesar de toda a trama rodar à volta de um homicídio. Uma mulher jovem é assassinada. As vozes que nos contam a sua história, à vez e sem pressas, são do médico legista que durante a autópsia dá voz ao corpo da jovem e lhe pede para contar os seus segredos e de outros que a rodearam em vida. 

Falar de morte é, sempre e acima de tudo, falar sobre vida. E falar sobre vida é falar sobre as relações entre as pessoas. E falar sobre as pessoas é, às vezes, falar sobre animais. Falar sobre raposas e ouriços pode ser mais surpreendente do que pensam.

 Este é um livro para ler, reler e guardar. E Filipa Melo é certamente mais uma escritora para acompanhar.

 Confesso-te que não demoro muito a matar tudo aquilo que amo, porque, morto, posso recordá-lo e porque a memória, mais do que a vida, é o contrário da morte. Porque, graças à memória, a consciência apazigua-se à distância. E eu conspiro com a memória para amar ainda mais aquilo que mato.

31
Jul18

Por este mundo acima, de Patrícia Reis

Patrícia

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E quando o mundo muda de repente e a vida, tal como a conhecemos, deixa de existir, o que fazemos? Numa sociedade distópica ou pós-apocalíptica ou pós "acidente", é sobre o ser humano que a Patrícia Reis escreve. Pelo menos foi assim que eu li este livro.

É através de Eduardo que olhamos a cidade. Ele sobreviveu. Foi dos poucos. Os amigos, tanto quanto sabe, não sobreviveram. Como continuar assim? Como sobreviver sem família, sem amigos - família escolhida - sem trabalho, numa cidade desfeita, vazia de gente? Antes de encontrar o futuro, Eduardo procura o passado nas histórias dos amigos. E ainda descobre O livro. Aquele que, enquanto editor, gostava de editar. 

Li várias opiniões acerca deste livro. Acho que cada leitor o lê de forma ligeiramente diferente. Mesmo sendo um livro extremamente triste, que me deixou de alma apertada várias vezes ao longo da leitura, relembro esta como uma história de amizade, de esperança. Uma história de recomeço.

E gostei muito. Mesmo muito. Leiam. 

 

 

27
Jul18

Norte e Sul, de Elizabeth Gaskell

Patrícia

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Foi, em primeiro lugar, o amor da Célia e da Carla a este livro que me fizeram dar-lhe atenção e pô-lo na minha lista de desejos (que na verdade só existe na minha cabeça). A Elisa também já me tinha falado da sua intenção de o comprar e alertou-me para o preço dele na feira do livro de Lisboa e eu, bem-mandada, fui mesmo comprá-lo lá. 

Para quem está à espera da minha opinião: sim, gostei muito mesmo, obrigada pela sugestão. E não, ainda não vi a série mas vou ver. Quero muito ver.

Deixem-me começar esta opinião de uma forma uma bocadinho diferente: O que faz de um livro um clássico? O que lhe permite sobreviver ao maior de todos os testes: o do tempo? O que lhe permite conquistar leitores de várias gerações? 

Mais do que apenas a escrita e a história, eu diria que é a capacidade que estes livros têm de se manterem actuais, pela forma como é criada uma ponte entre o livro e o leitor. Ora, este livro, consegue fazê-lo de uma forma magistral.

Sim, a escritora escreve maravilhosamente. Sim, o romance consegue tocar no nosso lado mais romântico. Mas é a análise social que, no meu caso, mais me interessou e conquistou.

Margaret, uma menina-mulher, filha de um pároco da igreja anglicana, regressa a casa depois de alguns anos em Londres (onde viveu, por forma a receber a melhor educação possível) e em vez da paz e sossego que esperava depara-se com uma crise de identidade do pai. Assim, toda família acaba por se desenraizar, deixar Helstone, aldeia do sul de Inglaterra, e estabelecer-se em Milton, uma cidade extremamente industrializada onde o Sr. Hale vai dar aulas particulares.

As diferenças e choques culturais entre o Sul e o Norte de Inglaterra do Sec XIX são-nos contadas através de vários personagens. John Thornton, o industrial rico, vê-se a braços com uma greve. Do lado dos trabalhores, um sindicalista, Nicholas Higgins e a sua filha Bessy são os rostos de uma revolução industrial que não teve apenas consequências positivas. Boa parte do livro debate questões sociais, analisa todos os lados desta greve e essa parte é extremamente actual. Os argumentos, parte a parte, são os mesmos de hoje em dia. A luta por melhores condições de trabalho, o desespero por parte de quem dá a vida a trabalhar e, ainda assim, se vê desvalorizado a cada passo. 

Não consegui deixar de comparar este romance, entre Margaret e Jonh com outro, com o de Elizabeth e Darcy, no Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Na verdade, orgulho e preconceito era algo que não faltava a Margaret e John. Mas nem isso me impediu de torcer por este amor, confesso. Fofinhos os dois. 

Gostei muito da forma como a escritora desenvolveu os personagens. O seu crescimento foi enorme ao longo do livro. Especialmente o de Margaret. John, um homem inteligente, capaz de ouvir, de inovar e de crescer sem perder a integridade. 

Confesso que criei desde as primeiras página uma enorme empatia com Margaret. Criei esta empatia porque acreditei nela. Acredito que o que vivemos nos molda. Acredito que os erros nos ensinam. Acredito que ser capaz de olhar para dentro de nós, com sinceridade, nos leva a julgar os outros com maior justiça. 

Poderia continuar a escrever sobre esta histórias e sobre os seus personagens, poderia falar-vos das mimadas Edith e Fanny, da maravilhosa Sra. Thornton, do Sr. Bell ou da Sra Hale e da sua mais fiel amiga. Mas deixo-vos conhece-los nas páginas deste Norte e Sul. 

26
Jul18

E vocês, o que andam a ler?

Patrícia

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Deveria, talvez, escrever a minha opinião sobre os livros que tenho lido. Deveria escrever-vos sobre as releituras da série Mistborn ou sobre o The Alloy of Law do Branson Sanderson, sobre o maravilhoso Norte e Sul da Elizabeth Gaskell  ou o perturbador Por este Mundo Acima, da Patrícia Reis.

Mas apetece-me falar-vos do acto de ler na praia.

Não consigo entender o acto de ir à praia sem um livro, uma revista, um jornal. A não ser que seja depois de uma noitada... a praia é mesmo o melhor sítio para curar a ressaca. Mas já nem me lembro a última vez que estive nessa situação, o que é o mesmo que dizer que não me lembro de ir para a praia sem um livro. 

Estranhamente o meu marido é igual. Ele, que nem sequer é um leitor voraz ou regular, lê que se farta na praia. Compreendo que seja estranho, para quem nos vê, um casal (mais ou menos) jovem que mal troca duas palavras, cada um mergulhado no seu livro. Na verdade, a sintonia é perfeita. Horas a ler, com umas pausas para uns mergulhos e a já tradicional bola de Berlim (sem creme, obviamente).

Não consigo deixar de olhar em volta e tentar perceber que outros livros, para além dos nossos, estão naquela praia.

Num dos dias o Paulo Coelho era rei e senhor. Um dos livros era o Brida, o outro não consegui perceber. A menina que num dia lia Jorge Amado, no dia seguinte lia Mia Couto (salvo erro, o Confissão da Leoa, mas não sou capaz de garantir). Hoje passei por um livro do Ken Follet. 

Na verdade não há muitos livros por ali mas é sempre bom encontrar outros leitores e tentar perceber o que lêem. Já eu... bem, eu troquei as voltas a quem tentou perceber o que estava a ler. É que mais cedo que esperava acabei de ler o Norte e Sul e depois dediquei-me aos livros que tenho no ereader.

E vocês, o que andam a ler?

 

15
Jul18

Arcanum Unbounded: The Cosmere Collection: Mistborn Secret History, de Brandon Sanderson

Patrícia

(Spoilers para a Trilogia Mistborn e para este Mistborn Secret History)

 

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Confesso-vos que estava com algum receio de ler este Mistborn Secret History. 

Por um lado, achava que a trilogia inicial Mistborn (Era1) se bastava - e basta - e não me apetecia voltar àquela história e descobrir que afinal o que eu achava ter acontecido não era bem assim (e todos sabemos como na fantasia em geral e o Sanderson em particular nos trocam as voltas). Por outro, fui apanhada por alguns "estragadores" e tinha medo. Muito medo. 

(ainda não leram Mistborn? ide embora. Já. A sério, não deixem que eu vos estrague a série)

(ainda não leram Mistborn Secret History? Vão embora, agora. Se continuarem é por vossa conta e risco)

 

Tinha medo porque regressos não é algo de que goste. Quando um personagem morre, é bom que fique morto e enterrado, que soluções milagrosas de última hora é coisa de que não gosto nem um pouco. Por isso quando ouvi dizer que o Kelsier ainda tinha um papel... bem, fiquei preocupada.

Mas eu deveria confiar no Sanderson e saber que ele sabia  o que estava a fazer. E de facto, o próprio Sazed passa o Hero of Ages a perguntar-se no que há depois da morte... 

E sim, o Kelsier morreu. E, tanto quanto sei, continua morto, podem estar descansados. Mas sendo o Kelsier como é... bem, quem se surpreende por ele não fazer o que é suposto fazer? 

“You,” the man said to Kelsier, “are very bad at doing as you’re supposed to.”

Como disse acima, a trilogia basta-se a si mesma... mas quem quer mergulhar mais fundo em Cosmere tem que ler este Arcanum Unbounded no geral e este Mistborn Scret History em particular. Este livro está escrito para os leitores de Cosmere. E que bom é. 

Tenho a certeza que, nesta primeira leitura, não apanhei metade das pistas, ainda assim em cada página reconhecia situações, explicações. Isto é uma enciclopédia sobre Cosmere. 

Foi muito bom rever o Kelsier e os grandes acontecementos que transformaram o império final. Foi interessante perceber a mão atrás de acontecimentos que, pensando bem, não tinham grande lógica. Foi óptimo preencher lacunas na história que nem sabia que existiam. 

Os momentos com Vin e aquela frase “You have a lot to learn about love, don’t you?” foram perfeitos (e fizeram-me perdoar o Sanderson por ter trazido o Kelsier de volta).

Once, you taught me an important lesson about friendship. I need to return that lesson. A last gift. You need to know, you need to ask. How much of what you’ve done was about love, and how much was about proving something?

Oh e as saudades que eu tinha do Wit? 

How about this?” the Drifter said. “We’ll have an insult battle. Winner gets to ask one question, and the other has to answer truthfully. I’ll start. What’s wet, ugly, and has scars on its arms?

Destroying the Pits, O scarred one. That was the only perpendicularity on this planet with any reasonable ease of access. This one is very dangerous, growing more so by the minute, and difficult to find. By doing as you did, you basically ended traffic through Scadrial. Upended an entire mercantile ecosystem, which I’ll admit was fun to watch.”

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11
Jul18

Leituras de Verão #1

Patrícia

Se forem como eu, não conseguem enfrentar um dia de praia/piscina sem um livro.

Por mais que eu goste de falar com quem vai para a praia comigo (e gosto) a verdade é que o conceito de “estar entendido tipo lagartixa ao sol” é coisa que não entendo.

Há lá melhor coisa que abancar na areia/relva/cadeira de piscina e passar umas boas horas a ler um livro (com pausas para dormir, mergulhar, comer bolas de berlim e gelados).

Para qualquer leitor uma das fases mais importantes do “fazer a mala” é precisamente escolher os livros que vai levar para as férias… mesmo que depois leia outra coisa qualquer. O importante é ir com a segurança de ter leitura suficiente para aqueles dias.

E confesso… o leitor de livros electrónicos é o meu melhor amigo nas férias. Mas tenho que levar sempre um livro físico também porque… coisas (vocês percebem).

Este ano a escolha não é difícil:

Livros electrónicos:

- The Alloy of Law, (Mistborn #4), de Brandon Sanderson

- Shadows of Self, (Mistborn #5), de Brandon Sanderson

- The Bands of mourning, (Mistborn #6), de Brandon Sanderson

Livros Físicos:

Norte e Sul, de Elizabeth Gaskell

 

Depois ainda levarei uns policiais/thrillers que são a leitura preferida do meu “companheiro de praia”.

 

E vocês? Já separam os livros para o Verão? Contem-me tudo...

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10
Jul18

O melhor do destino é a jornada

Patrícia

Journey before destination tem sido uma frase várias vezes utilzada neste blog. É, para quem não sabe (shame on you) parte de um dos ideais dos Knight Radiants (Life before death, strength before weakness, journey before destination) dos Stormlight Archives

Mas Jouney before destination é a frase que me vem à cabeça (há quem diga que estou demasiado obcecada com Cosmere) quando vejo tanta gente demasiado preocupada com o número de livros que acaba de ler

 

Pessoas querida deste blog, o melhor de um livro é sempre lê-lo. Não se preocupem tanto com o "chegar ao fim" e adicionar mais um à lista. Curtam a leitura. Aproveitem cada página. Voltem atrás e releiam aquela frase que vos ficou na cabeça. E se gostaram muito daquele livro e assim que o acabam querem voltar a lê-lo... façam-no. Não há nenhum problema nisso. 

 

 

 

 

 

 

08
Jul18

Arcanum Unbounded: The Cosmere Collection: The Eleventh Metal, de Brandon Sanderson

Patrícia

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(spoilers para a série Mistborn)

 

Quem leu o Império Final sabe que o Kelsier espera que o 11º Metal ajudasse o bando a depor o Lord Ruler. Deve também lembrar-se que lhe perguntaram várias vezes onde tinha ouvido as histórias que o levavam a ter essa esperança.

 

Com este "The Eleventh Metal" o Brandon Sanderson, dá-nos um rebuçado e conta-nos precisamente essa história. 

Para além de sabermos onde encontrou o Kersier um metal que lhe desse tamanha esperança (e todos sabemos como isso acabou, não é?) acompanhamo-lo numa parte do seu treino enquanto Mistborn. 

Após se ter tornado Mistborn nos Pits of Hathsin e ainda quebrado pela traição de Mare e por todos os acontecimentos nos Pits, Kelsier está no início da sua jornada para se tornar naquele que conhecemos no primeiro livro da trilogia inicial. 

 

“No,” Gemmel muttered. “No, I like him. He almost never complains. The other three complained all the time. This one is strong. No. Not strong enough. No. Not yet. He’ll learn.” Behind Gemmel was a pair of lumps on the wall top. Dead guards, leaking trails of blood along the stones. The blood was black in the night. The mists seemed … afraid of Gemmel, somehow. They didn’t spin about him as they did other Allomancers.”

 

“He looked at Kelsier, imperious. And Kelsier found himself smiling. Really smiling, for the first time since the Pits. Since the betrayal.”

 

Excerpt From: Brandon Sanderson. “Arcanum Unbounded: The Cosmere Collection.”

 

A colectânea Arcanum Unbounded é um presente precioso para os leitores de Sanderson que se interessam por Cosmere.

 

“Once I wrote The Bands of Mourning, it became clear to me that I’d need to get an explanation to readers out sooner rather than later. This set me to working on the story more diligently. In the end, I’m very pleased with how it turned out. It is a little disjointed, as I worried. However, the chance to finally talk about some of the behind-the-scenes stories going on in the Cosmere was very rewarding, both for myself and for fans.”

Excerpt From: Brandon Sanderson. “Arcanum Unbounded: The Cosmere Collection.” 

Através de vários contos ou novelas o autor fala-nos de Cosmere, conta-nos a história que está atrás da história, responde-nos a perguntas que não sabíamos que tínhamos. 

Acho que este livro só interessa àqueles que pretendem mergulhar mais fundo nas obras do BS. Não é necessário conhecer nada sobre Cosmere para gostar da trilogia Mistborn (ou de qualquer outro dos seus livros)... é simplesmente muito mais interessante ler Mistborn sabendo mais algumas coisas sobre Cosmere. E este Arcanum Umbounded é uma enciclopédia sobre Cosmere.... e eu estou a adorar!

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