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Ler por aí

Ler por aí

16
Dez25

Natal com Livros #7 - Journey before destination

Patrícia

Quem segue este blog sabe a minha obsessão com esta série de livros. Este O Caminho dos Reis é o início de uma jornada sem fim à vista, não apenas porque a série em questão está longe de acabar (apesar da primeira fase, que incluí os 5 primeiros livros, estar terminada) como também porque o autor - Brandon Sanderson - é o mais prolífico autor que eu conheço e há sempre mais um livro para ler.

o caminho dos reis.jpg 

Porquê? Para além de ser uma história de fantasia épica maravilhosa, este é daqueles livros capazes de criar leitores. É enorme, sim, mas quem o conseguir ler nunca mais vai parar. 

A quem? A quem goste de fantasia, claro. A adolescentes com tempo para gastar. E sim, funciona bem para rapazes e para raparigas.

15
Dez25

Natal com livros #6 - Uma gota de água

Patrícia

Este é um dos livros que me maravilhou este ano. Escrevi sobre ele no Blog da Roda dos livros e, a chegar ao fim do ano, confirmo que foi um dos melhores. Também há rios no céu é a sugestão de hoje.

rios no céu.webp

Porquê? Não só é um livro que se lê facilmente (apesar do tamanho) como é um livro que nos encanta, nos ensina e é, efectivamente, muito bem escrito.

A quem? A todos os que gostarem de uma boa história, bem contada.

14
Dez25

Natal com Livros #5 - Feminismo

Patrícia

Gosto de mulheres destemidas e desobedientes. E há mulheres que foram muito importantes na nossa história. Esta é a história de uma delas.  

a desobediente.jpg 

Porquê: Uma mulher do caraças que ousou ser livre. Uma mulher que marcou o seu tempo e a quem devemos muito.

A quem: a todos, adultos ou adolescentes. Hoje em dia, mais que nunca, precisamos ser desobedientes!

13
Dez25

Natal com Livros #4 - literatura ou religião

Patrícia

A publicação de mais um volume da Bíblia, na tradução de Frederico Lourenço, é sempre um momento agridoce.  Sempre que saia um volume a minha mãe oferecia-mo e, às tantas, isso simplesmente deixou de acontecer. Enfim, adiante.

Saiu o último volume da tão esperada tradução do Grego e eu não podia deixar de sugerir este livro. Aproveito e sugiro em dose dupla, os Evangelhos apócrifos são uma excelente opção para quem não se quer meter na empreitada da Bíblia (por outro lado tinham presentes para os próximos Natais).

evangelhos apócrifos.jpg biblia.jpg 

Porquê: Porque a tradução literária da Bíblia é sempre interessante, as notas do tradutor são uma mais-valia incrível e este é um livro que ainda molda a nossa vida e a nossa cultura, quer sejamos ou não crentes, ainda se mata por ele, ainda se morre por sua causa. 

A quem: Crentes ou não crentes, interessados na história, nos "como" e "porquê" da nossa sociedade.

12
Dez25

Natal com Livros #3 - desenhar poemas

Patrícia

Bom dia

Foi na feira do livro deste ano que comprei este livro. Assim que a Márcia mo mostrou eu percebi que precisava dele na minha estante. Tem, afinal, um dos meus poemas favoritos (Fim) em forma de desenho.

Mario-de-Sa-Carneiro-Antologia-Poetica.jpg 

Porquê? Porque é maravilhoso. Os desenhos são fantásticos e os poemas também. Eu, que nem sou dada à poesia (lamento, não tenho o gene) adoro a poesia de Mário de Sá-Carneiro.

A quem? A todos. Basta que tenham alguma sensibilidade para gostar deste livro. E é perfeito para todos os que não gostam de ler, dizem não ter paciência nem tempo para ler um livro. Aqui não há desculpas, toda a gente, desde que saiba ler, consegue ler este livro. 

 

** da mesma editora há a Antologia poética de Fernando Pessoa, ilustrada por Pedro Proença e de Florbela Espanca, ilustrada por Joana Rêgo.

11
Dez25

Natal com Livros #2 - A curiosidade

Patrícia

Tenho que vos confessar que este livro foi um presente de natal. De 2025. E sim, abri e já li um bocadinho. Shame on me. Mas Obrigada, Jo, é realmente maravilhoso. 

Falo do E se...?, de Randall Munroe.  São "respostas científicas a perguntas absurdas. São, por exemplo, precisas 6 páginas, com desenhos incluídos, para responder à pergunta "E se um copo de água ficasse, de repente, meio vazio?" e 5 para saber de que altura é necessário largar um bife para estar cozinhado quando chegasse ao chão.

e se....jpg 

Porquê? Acima de tudo porque é divertido aprender com perguntas absurdas. Porque este é o livro que precisava e não sabia. Porque a curiosidade e a imaginação têm que ser estimuladas. E porque é fascinante alguém se dar ao trabalho de dar respostas científicas a perguntas parvas.

A quem? A adolescentes. A Adultos curiosos e com sentido de humor. A adultos sem sentido de humor e sem curiosidade como forma de os tornar mais interessantes.

 

10
Dez25

Natal com Livros #1 - Ofereçam livros

Patrícia

Somos bombardeados com sugestões de presentes de natal. A publicidade da televisão destaca perfumes, jóias, relógios, marcas e afins. Nos jornais crescem as listas de "presentes baratos", "presentes assim-assim", ou "presentes vou gastar todo o subsídio de natal num presente para mim e os outros que se lixem". Raramente vejo livros incluídos nestas listas. Há algumas excepções, sim, com destaque para livros de cozinha, auto-ajuda ou biografias mas é pouco, muito pouco.

E eu continuo a achar que oferecer livros é muito mais que oferecer apenas um presente. Quem é leitor sabe a felicidade que sente por receber um livro. Já ter muitos livros não é uma razão para não querer mais. E um talão de troca faz com que qualquer livro seja o livro perfeito. Não, nunca há demasiados livros e sim, é uma desilusão abrir um presente e não ser um livro. E não interessa se no ano passado (e em todos os natais passados) o presente era um livro. Tentem apenas que não seja o mesmo livro, parece mal.

Para quem não é um maluquinho dos livros, um livro também é um excelente presente, basta ter algum cuidado e escolher o livro certo. 

Um livro é algo que fica, que dura. Daqui a uns anos alguém vai abrir aquele livro e lembrar-se de quem o ofereceu (podem deixar um cartão com uma mensagem dentro do livro - assim, quem o recebeu pode trocá-lo sem problemas).

Um livro não tem que ter letras e obrigar à leitura. Há livros que vivem das imagens. Novelas gráficas ou simplesmente livros de fotografias.

Os livros podem ter uma utilidade imediata: livros de cozinha ou guias turísticos (cuidado com estes, é preciso saber que a pessoa tem uma viagem marcada ou que aquele é um destino de sonho).

Oferecer um livro a uma criança é oferecer amor, sonhos em formato de papel. 

Oferecer um livro a um adolescente é oferecer-lhe possibilidades, mundos novos, esperança, oportunidades.

Por isso resolvi voltar ao Natal com Livros que fiz em 2022 e vou fazer alguns posts com sugestões. Todas as sugestões serão apenas isso, eu a dizer-vos porquê e a quem ofereceria aquele livro. Não tenho parcerias, não recebo livros e não tenho ligação com nenhuma editora, não há qualquer interesse nas escolhas.

A primeira sugestão vai ser o livro que estou neste momento a ler. A Chuva que lança a areia do Saara, de Ana Margarida de Carvalho. 

Porquê? Porque tenho gostado de todos os livros da escritora, porque os títulos são fantásticos (neste caso, uma frase de uma música do Caetano), porque ela escreve bem que se farta, porque são livros diferentes, estimulantes e tramados. 

A quem? Apenas a leitores habituais. Acho que nunca ouvirão a expressão "leitura fluída" aplicada a esta escritora. Mas se têm um amigo/a ou familiar daqueles que tem imensos livros está sempre com algo diferente nas mãos ou um que se arma ao pingarelho com "os livros da moda", este é o livro certo. 

amc.jpg

 

09
Dez25

As Sombras de uma azinheira, de Álvaro Laborinho Lúcio

Patrícia

as sombras de uma azinheira.jpg 

Catarina nasce no dia 25 de abril de 1974 e, nesse mesmo dia, perde mãe e pai. A mãe morre no parto; o pai morre para a vida e para a filha naquele momento. Assim, Catarina cresce sem saber bem quem é, com a vida entrelaçada com a democracia, e o nome herdado de outra Catarina. Nem o amor dos tios, que a criam como sua, consegue colmatar o vazio que sente. João Aurélio, o pai, vive à espera de morrer, sem conhecer a filha, a quem não perdoa a morte da mãe, sem perdoar à democracia que decidiu chegar logo naquele dia.

É com a democracia como centro que Álvaro Laborinho Lúcio nos vai contando a história de uma família e de um país, antes e depois do 25 de Abril.

Gostei mais do que esperava deste livro. Gostei das pessoas que o habitam: do Honório, do Diogo e da Catarina. E até do João Aurélio. Gostei das suas histórias. Gostei que as histórias de amor deste livro não fossem de paixão, mas de amizade.

E gostei de pensar a democracia, o presente à luz do caminho que fizemos até aqui. Estamos, não apenas em Portugal, mas também na Europa, numa encruzilhada, e o futuro não parece feliz. A literatura tem aqui um papel importante, e este livro é uma boa forma de relembrar questões importantes.

(uma excelente escolha para presente de Natal!)

 

04
Dez25

A Costa dos Murmúrios, de Lídia Jorge

Patrícia

a costa dos murmúrios.jpg

Que livro!

Como é que nunca tinha lido este livro, se até o tinha em casa, na estante à minha espera? Eu, que até gosto bastante dos livros da Lídia Jorge, nunca tinha lido a sua obra-prima (ou o seu primeiro sucesso). Que falha. Mas uma das coisas maravilhosas da leitura é que nunca é tarde para ler um livro. O livro que li é uma 2.ª edição, de 1988, que foi oferecida à minha mãe por uma amiga que, por acaso, foi uma das minhas professoras da escola primária. Mas as coincidências engraçadas não se ficaram pela dedicatória, mas também por um papel que ficou esquecido (?) dentro do livro: a lista de coisas que o colégio onde fui interna pedia para aquele ano letivo. Tantas memórias.

A primeira parte, intitulada "Os gafanhotos", conta-nos uma história interessante q.b., que acaba por ser completamente desconstruída por Eva que, 20 anos depois, repõe a verdade dos factos. Afinal, ela é também Evita, uma das personagens principais. E é através dos olhos desta mulher que mergulhamos no período da guerra colonial, com ela refletimos sobre o tempo da história, a verdade da história, o papel da mulher numa guerra e num tempo de homens, a crueldade, o papel do colonizador e do colonizado.

A forma como toda a história é contada, através de fragmentos, triângulos amorosos, pequenos acontecimentos do dia a dia no Stella Maris, o hotel onde ficavam as mulheres dos combatentes enquanto estes iam para o mato, é rica em imagens e poderosa nas palavras.

Fala-se pouco da guerra colonial, do que fez às nossas pessoas, aos homens que lá chegaram meninos e que de lá saíram homens cruéis ou homens quebrados. Pouco se fala das mulheres que os acompanharam. Pouco se fala de quem fomos, do que fomos nessa altura, e Lídia fá-lo de uma forma magistral. A literatura serve para isto: preservar memórias, obrigar à reflexão.

 

 

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