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Ler por aí

Ler por aí

29
Jan22

Evershore, de Brandon Sanderson e Janci Patterson

Patrícia

evershore.jpg

Posso dizer que me diverti mais com esta novela que com o livro 3 da saga? oh well, digo-o de qualquer forma. 

Evershore é a terceira novela escrita a meias (?) com a escritora Janci Patterson e conta-nos mais uma aventura na preparação para o grande confronto com a superioridade, desta vez na perspectiva de Jorgen. 

Desta vez Jorgen e a sua equipa tentam resgatar Gran-Gran e Cobb que ficaram presos em Evershore, o planeta dos Kitsen. Quem lê a série pode imaginar que os fofos e divertidos Kitsen vão proporcionar-nos boas gargalhadas ao longo do livro mas é o crescimento de Jorgen que faz deste um livro especial.

Com Spin presa no Nowhere e depois do que aconteceu em ReDawn, Jorgen não está no seu melhor estado, como é facilmente perceptível. E esse luto, esse sofrimento, essa necessidade de ultrapassar os últimos acontecimentos torna-se central aqui. 

O lugar de destaque das emoções é um dos pontos fortes destes livros. Tendo em consideração que os adolescentes são o público-alvo deste livro então isso faz ainda mais sentido.

E a verdade é que é bastante divertido ouvir estas histórias. Têm um bom equilibro entre acção, worldbuilding, romance e amizade. E as "lesmas" continuam a ser adoráveis e super divertidas.

Raramente temos oportunidade de ter outras perspectivas para além da da protagonista e é refrescante ver personagens secundários crescer, tomar forma e tornarem-se tão ou mais queridos.

Depois destas novelas e como o santo diz: está o tabuleiro montado para o grande final. 

27
Jan22

parem o mundo que eu quero sair

Patrícia

Vamos falar de coisas sérias.

Hoje é o dia Internacional em memória das vítimas do holocausto. A 27 de Janeiro de 1945 deu-se a libertação do Campo de Concentração e Extermínio Nazi de Auschwitz-Birkenau. 

Hoje li que mais um livro foi banido de uma escola dos Estados Unidos*. As razões? O livro contém palavrões e nudez. O livro? Maus, de Art Spiegelman**, uma novela gráfica. 

Um dos argumentos é que é possível ensinar história aos miúdos sem aquele tipo de palavreado e sem nudez. Deixem-me aqui referir que a novela gráfica retrata o que passaram os pais do escritor no holocausto, mostrando os judeus como ratos e os nazis como gatos. Nudez. Ratos e Gatos. 

Avancemos. Palavrões e nudez. 

A censura de livros não é novidade. É e sempre foi preocupante e um reflexo da sociedade em que vivemos. Proibir este livro, por estas razões, é mais que ultrajante. É vergonhoso. É assustador.

Uma das razões porque cada vez leio menos livros sobre o holocausto é porque me irrita profundamente a romantização feita à volta deste tema. Há temas que precisam de fealdade, de chocar, de deixar marcas. Há quem consiga escrever (ou desenhar) o mal e emocionar-nos, tornar-nos melhores pessoas, envergonhar-nos. O Maus (ou o Se isto é um homem, ou o Diário de Anne Frank, para apenas mencionar alguns dos mais conhecidos e que deviam ser de leitura e releitura obrigatória em várias fases da nossa vida) é um deles. Proibir um livro destes é, outra vez, desumanizar todos as vítimas do holocausto. É transformar uma das páginas mais negras da humanidade numa nota de rodapé da história e com isso permitir que possa, uma e outra vez, acontecer.

E antes que me respondam que isto só poderia passar-se nos USA, pensem no que assistimos na Europa, em Portugal, ao nosso lado todos os dias, no crescimento da extrema-direita, na forma como abertamente se diz que uns têm mais direitos que outros, no nacionalismo crescente, no racismo, na homofobia descarados. 

Parafraseando a grande Mafaldinha: parem o mundo que eu quero sair

* o link é do NY times, que não econtrei uma notícia decente sobre isto nos jornais PT

** se não conhecem o livro comprem-no, ofereçam-no aos vossos filhos, leiam com eles

22
Jan22

interlúdio

Patrícia

Hoje não li quase nada. Na maioria das vezes posso julgar os livros pela quantidade de páginas que leio. Ao contrário de tantas pessoas dia bom é dia de livros. Por razões, pandémicas e outras, raramente tenho oportunidade para ir laurear a pevide e ter dias de cansaço físico mas de outras aprendizagens, pelo que um dia de leitura significa, geralmente, um dia para mim, um dia em que posso passar  tempo como bem me apetecer. Ainda assim, não sendo um dia em que fui dona do meu tempo não foi um mau dia, foi, aliás, um dia bom. Um dia de amor e carinho. Não sei ainda que livro vou começar a ler, hipóteses não me faltam, seja em livros físicos, seja em ebooks. Provavelmente irei pegar no segundo volume do A roda do tempo ou no último livro da série Afonso Catalão, A noiva Judia. Isto, se não mudar, entretando, de ideias. Raramente faço planos para as leituras  porque sei que acabado quase sempre por pegar num livro por impulso, dependendo do estado de espírito, de me apetecer ler num formato específico ou, vá, do que tenho à mão.

22
Jan22

O Alegre Canto da Perdiz, de Paulina Chiziane

Patrícia

O-Alegre-Canto-da-Perdiz.jpg

Fiquei fascinada nas primeiras páginas. Esse assombro pela forma como alguém pode escrever desta forma não me deixou durante toda a leitura. Paulina Chiziane transforma as palavras em imagens, embeleza-as mesmo quando o que conta é feito. Acho que ela tem razão e contadora de histórias assenta-lhe melhor que escritora. Ela é mais que "apenas" uma escritora (como se fosse pouco, ser escritor). Este foi o primeiro livro da escritora que li e envergonho-me um pouco por admitir que até ela ganhar o prémio Camões não a conhecia. Esta é, também, a importância dos prémios, dar visibilidade a quem a merece. Este é um livro que ganhava ainda maior poesia em formato áudio. 

Neste livro contam-se histórias de mulheres, de racismo, de colonialismo, de morte. Em cada página perguntamo-nos como é possível convencer alguém que é menos, que é menor, por ser mulher ou por causa da cor da pele. Como é possível tratar gente como coisa que se compra e se vende, que não tem valor ou tem o valor de mercado. Em cada página olhamos para as consequências do passado, que continuam a escrever o presente. Este é um livro cheio de África, de mulheres africanas a quem lhes foi roubada a vida dos braços, filhos, irmãos, pais, e que se tornaram raizes do mundo. 

"Os mais velhos suspiram por ela:  Delfina, como era bela! Delfina, a rainha! Que desafiou brancos, desafiou o sistema, entrou na guerra, ganhou e perdeu, e pela vida se perdeu. Por isso a sua vida foi transformada em canto, em conto, em poema. Ela é parábola e ditado. Provérbio. Esta é a Delfina"

"Foi a partir desse momento que começou a olhar em volta. E viu que os negros eram muito negros. Que os brancos eram muito brancos. Diante dos pretos chamavam-lhe branca. E não queriam brincar com ela. Afastavam-na, falavam mal da mãe e diziam nomes feios. Diante dos brancos chamavam-lhe preta. Também corriam com ela, falavam mal da mãe e chamavam.lhe nomes feios"

"Mãe, porque me fez assim tão escura?"

 

21
Jan22

Cytonic, de Brandon Sanderson

Patrícia

cytonic-1.jpg

 

Cytonic é o terceiro volume da série Skyward, uma série juvenil de ficção cientifica. Depois do primeiro volume em Detritus e do segundo em Starsight, este terceiro volume passa-se numa série de fragmentos no Nowhere. Como livro de aventuras da Spin é divertido e ternurento, como habitualmente. Como parte da série "skyward" é, perdoem-me a expressão, um livro de "encher-chouriços". Sim, há aqui algumas explicações para o que são os Delvers e a apresentação de uma série de raças de aliens bastante engraçadas mas o contributo para a série é muito, muito, pequeno. Não era de todo o que esperava deste terceiro livro. Achei-o muito ao nível das novelas que entretanto saíram. Previsível quanto baste.

Mas não estou a ser justa se não olhar para este livro do ponto de vista do público-alvo. Este livro foi escrito para miúdos, não para adultos. E é como miúda (cof, cof, cof) que tenho que o julgar.

Apesar de ser apenas um instante na vida desta história este livro é um manual sobre sentimentos.

Porque sentimos o que sentimos? Porque são os nossos sentimentos contraditórios? O que devemos fazer com eles? Como reconhecemos o que sentimos quando tantas vezes não sabemos sequer dar-lhe um nome? Como podemos ultrapassar esses sentimentos, que nos engolem, e agir? Como escolher entre a cabeça e o coração? 

Imagino-me adolescente, cheia de coisas a que mal sabia dar nome quanto mais gerir, e sentir-me completamente representada nas páginas deste livro. E isso é maravilhoso. Não foi escrito para mim mas é fácil lê-lo e sentir ternura. E rir. O M-bot continua a ser o meu personagem preferido desta história e acabou por ser ele o grande protagonista. 

Gostava imenso de ver esta série traduzida para português só para a poder oferecer a todos os adolescentes que conheço. Acho-a com potencial para criar leitores e para se tornar um daqueles livros que nos mudam para sempre. 

 

 

16
Jan22

Shut Down

Patrícia

Pouso o telefone. Pego no livro, leio umas páginas, páro, terei resposta?, leio mais um pouco, pego no telefone, sou tola, não perdi absolutamente nada, pego novamente no livro e, depois de mais umas páginas lidas, páro e volto a pegar no telefone, apenas para ver uma resposta, um comentário, uma foto.

Eu, que leio, que sempre li, em todo o sítio; que quando era miúda lia livros de uma assentada; que não ouvia (juro que não ouvia) quando falavam comigo; que passava horas seguidas a ler; que rejeitava convites para brincar antes de acabar aquele livro, dou por mim a ter dificuldade em ler uma, duas horas seguidas sem parar para ver o que se passa naquele mundo tão pouco real. 

E isto assusta-me p'ra caraças.

As redes sociais têm coisas maravilhosas. O que já aprendi, os amigos que já fiz. Os livros que já descobri. As gargalhadas que já dei. As lágrimas que já chorei. Os abraços que já partilhei.

Mas esta dependência está a começar a enervar-me. E eu só tenho 1 rede social e meia. Twitter e Instagram.  No instagram passo muito pouco tempo. O twitter é que dá cabo de mim e me rouba tempo a mais. 

Tenho que reaprender a não pegar, quase sem pensar, no telefone. Eu já acabei há muito com as notificações, agora tenho que acabar com este vício. Estabelecer regras, limites, reduzir a minha presença online. Há muito que o meu sonho é poder ir para qualquer sítio, desligar o telefone durante uns dias e não ser nada. Nem filha, nem amiga, nem prima, irmã ou vizinha. Apenas ser eu (e ele, claro). E é tão fácil (e tão difícil) fazer isto virtualmente.

Hoje vou apontar quantas vezes pego no telefone sem que ele toque, quantas vezes esse tempo foi perdido ou quantas vezes me trouxe algo positivo. Vou fazer um esforço para evitar as redes sociais e perceber o nível de ansiedade ou de paz que isso me traz. Vou começar a dar mais atenção a este meu comportamento para o tentar alterar. 

Parece, e é, contra-senso escrever  um post sobre isto. E não, não é por ser público, que a decisão tem um peso maior, não é por ser público que a probabilidade de não esquecer um objectivo aumenta, não é por ser público que não falharei. Até porque não estou a estabelecer nenhum objectivo, não vou apagar as contas nas redes sociais onde estou (já o fiz no passado e, por exemplo apagar o facebook, foi das melhores coisas que fiz na vida. Escrever aqui nunca me tirou horas de vida. Minto, houve uma altura que todos os dias ia ler os post novos de uma infinidade de blogs. Usava agregadores, tinha categorias e durante anos não perdi um post. Mas essa fase passou e agora tenho uma relação absolutamente saudável com os blogs: volta e meia dou uma volta pelos meus preferidos mas sem uma cadência definida. E isso para mim está óptimo. É isso que quero para todas todas as redes sociais: que sejam mais, que acrescentem e não me façam ser menos.

10
Jan22

Food for thoughts

Patrícia

Não sou a maior fã de YA mas o Sanderson quer à força que me torne numa.

Ando a ouvir o Cytonic, o terceiro volume de uma colecção de ficção cientifica escrita pelo Brandon Sanderson e, apesar das aventuras da Spin serem interessantes qb, é o M-bot que me fascina. 

Para vos dar algum contexto, estes livros contam as aventuras da Spin, uma miúda que se torna piloto de caças, numa planeta distante onde subsiste uma colónia de humanos. No meio das dificuldades por que passa, encontra uma nave espacial com tecnologia IA que responde pelo nome de M-Bot. O M-bot é deliciosamente divertido e o seu esforço para descobrir se está ou não vivo já me proporcionaram grandes gargalhadas (e alguns nós na gargante, confesso).

Neste terceiro livro, M-bot anda a descobrir as emoções, o que são, porque existem e o que deve fazer com elas. 

E eu não consigo deixar de pensar que, para um adolescente, um livro destes deve fazer todo o sentido e tem tudo para se tornar num daqueles importantes, daqueles que fazem leitores e nos mudam a vida. Há ali tanto para ser discutido entre pais e filhos ou para ser, simplesmente, "food for thoughts" para a miudagem.

09
Jan22

O Coração é um Caçador Solitário, de Carson McCullers

Patrícia

carson mccullers.png

 

Há livros que têm cores e este é todo em tons de cinza e castanho.

Uma fascinante teia de histórias, com um surdo como o ponto de convergência. À sua volta gravitam uma miúda cheia de música, um barman com um estranho sentido de estética, um comunista bêbado e um médico desiludido. Cada um destes personagens faz de Singer o seu melhor ouvinte e dele constrói uma imagem à medida da sua imaginação e vontade. A solidão de Singer rivaliza com a de cada um deles e deixa-nos a nós, leitores, com o coração apertado.

Um magnífico livro sobre solidão, amor e amizade, temas que são abordados de uma forma dolorosamente realista e desesperançosa.

01
Jan22

O primeiro dia

Patrícia

Dizia-me a tia de 89 (espectaculares) anos "amanhã faz de tudo um pouco para também fazeres de tudo um pouco durante o ano". Ri-me e respondi-lhe que iria fazer o menos possível.

O dia 01 de Janeiro é aquele dia cheio de boas intenções mas que geralmente corre mal. 

"no próximo ano vou começar a correr", "vou fazer uma dieta", "vou arrumar uma gaveta por dia", "vou começar a acordar cedo", "vou deixar de comer açúcar".

Depois acordamos, com dor de cabeça pelo que comemos/bebemos na noite anterior (ou simplesmente porque os vizinhos fizeram uma mega festa e não nos deixaram dormir), o frigorífico cheio de restos que não se podem estragar e que nos vão permitir não cozinhar no primeiro dia do ano e todas aquelas boas decisões e intenções são, às vezes inconscientemente até, passadas para dia 02 (ou para quando os restos acabarem) e todos sabemos que nem a Fevereiro chegarão quanto mais ao final do ano que agora começa.

Sim, há um ou dois que conseguirão manter as promessas e projectos de ano novo e que conseguirão mudar de vida. Não desesperem. Tal como há sempre quem ganhe o euro milhões ou o prémio dos programas da manhã, vocês podem ser a excepção que confirma a regra. Haja esperança e força de vontade. Força, coragem e perseverança.

Mas há uma trupe a quem o dia de ano novo costuma correr de feição e de acordo com o planeado. Falo dos leitores, claro.

No dia de ano novo é fácil ler. Aposto em como é, dos dias do ano, aquele em que mais se lê. Para já é sempre feriado, geralmente não há grandes planos e mesmo um almoço em família é coisa para terminar relativamente cedo. E os leitores estão ansiosos por acabarem (ou começarem) o primeiro livro do ano. 

Os projectos de leituras conjuntas devem estar a bombar, as agendas ou os cadernos estão prontos a estrear, a meta do goodreads está de novo em modo "tudo é possível" e é preciso esquecer o desastre que foi o ano passado ou superá-lo e ainda hoje é preciso pôr uma foto no Instagram com o livros do momento. Aposto que há maratonas de leitura a acontecer agora mesmo.

E eu, confesso, adoro ver este entusiasmo. Raramente participo dele mas percebo-o tão bem. E espero ler bastante hoje. 

Ler é sempre uma boa forma de começar o ano. 

Para todos um ano cheio de boas leituras, de livros novos e empolgantes, de regresso a livros conhecidos e amados. E de saúde e sucessos e sonhos. 

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