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Ler por aí

Ler por aí

26
Mar21

Dia do livro Português

Patrícia

Foi a 26 de Março do ano de 1487 que se imprimiu em Portugal o primeiro livro (O "Pentateuco" em Hebraico).  Apesar do impressão do primeiro livro em Português ter sido a 04 de Janeiro de 1497, foi o 26 de Março o dia escolhido para chamar a importância para o livro e a língua portuguesa.

Tenho que confessar que ler livros de escritores portugueses não era, para grande tristeza da minha mãe, o meu forte. Sim, li os clássicos na escola e fora dela (e gostei bastante de muitos), li na infância muitos livros da Alice Vieira, da Ana Maria Magalhães e da Isabel Alçada (ainda hoje acho que a colecção Viagens no tempo é a melhor delas) mas só com o polémico e badaladíssimo "O amor é fodido" do Miguel Esteves Cardoso (sim, sou velha o suficiente para que este livro me tenha apanhado aos 15/16 anos - e naquele tempo este título era bastante "à frente") é que comecei a olhar com mais atenção para os escritores portugueses e  a verdade é que não me interessava especialmente. Achava que os escritores portugueses escreviam para uma elite e eu nunca gostei de elites. Traduzindo isso, acho que sentia que não havia, ou eu não conhecia, livros escritos por portugueses para jovens adultos que me interessassem. Não esqueçam que não havia internet para ir à procura de livros, dependia das idas esporádicas à livraria, do que se falava na televisão ou do que família e amigos sugeriam. 

A verdade é que continuo a achar que este segmento é bastante descurado, o que é uma pena. Não é que não haja livros - neste momento já há bastantes mas são pouco valorizados, editados, revistos o que faz com que não atinjam o seu potencial. Provavelmente este é um problema que afecta todos os livros, de todos os géneros mas nota-se mais nos género YA porque muitos jovens escritores apostam neste género (muitas vezes simplesmente por se inserirem nestas faixas etárias) e, bem, se qualquer livro precisa de edição, um primeiro livro, ainda precisa mais. E isto não é uma crítica - é a constatação de que os miúdos/as que começam a escrever têm pouco ou nenhum apoio, há muita auto-publicação e pouca coisa boa para os próprios sai da auto-publicação. A fantasia - outro género excelente para começar a ler - também não tinha qualquer expressão em português quando eu era adolescente. Agora já começa a haver algumas coisas mas é outro género muito desvalorizado por aqui.

Quando me comecei a interessar a sério pela literatura portuguesa fiquei admirada e nunca mais parei de descobrir escritores fabulosos. Escreve-se tão bem por cá. E no entanto ainda continuo a ouvir muitas vezes "eu não leio escritores portugueses". Porque é que desvalorizamos tanto os nossos? Há tanta coisa bem escrita, divertida, arrojada e com imensa qualidade escrita por escritores portugueses. 

 

 

24
Mar21

A aula de música

Patrícia

Vivi num palácio durante três anos. Qdo saía do carro da minha mãe e subia as escadarias do colégio já não reparava no quão maravilhoso aquilo era. As escadarias, a capela, o elevador que raramente funcionava, eram-me familiares ao ponto de nem achar estranho ir pelo túnel para as aulas quando chovia ou uma das minhas colegas ter leões em casa e nos ter trazido as crias para fazermos umas festinhas.

Mas às terças e às quintas acordava sempre com um nó na garganta que persistia e crescia até à hora de descer as escadas para a cave onde ficava a aula de música. Hoje consigo ver algum romantismo na coisa. O sítio onde os meus terrores, alguns pelo menos, se materializavam era uma cave onde uma bruxa velha (lamento, nunca consegui ver aquela professora de outra forma) me torturava com ditados musicais. Nunca consegui diferenciar um Dó de um Lá e nunca quis saber o que é uma colcheia. Aquelas aulas eram pura tortura. Quando acabavam corria escada acima sem nó na garganta e com uma leveza que não tinha uma hora antes.

Hoje senti-me assim outra vez. Em vez de aula de música tive outro género de conversa mas o sentimento de peso na ida e de leveza no regresso foi exactamente o mesmo mas acho que preferia ter feito um ditado musical. 

24
Mar21

A arte de escolher a próxima leitura

Patrícia

Nunca fui capaz de escolher com antecedência as minhas leituras. Não há cá listas de livros para ler durante o mês ou o ano (quer dizer, listas até há mas não existe a menor esperança de alguma as seguir) nem há sorteios e muito menos dou a outro a escolha da minha leitura. As únicas excepções que abri foi quando participei em clubes de leitura em que o livro era escolhido pelo moderador para ser analisado e discutido. Apesar de terem sido experiências de imensa aprendizagem vi-me bastantes vezes sem vontade de pegar naquele livro, naquela altura.

Assim que acabo um livro gosto de escolher, muitas vezes apenas mentalmente, a próxima leitura. Mesmo que depois não lhe pegue durante uns dias - há livros que precisamos de tempo para digerir - gosto de saber o que vou ler. Geralmente a escolha recai sobre algo diametralmente diferente do que acabei de ler. A não ser quando estou a ler uma saga e tenho à mão o próximo volume, gosto de variar leituras. 

Quando chega a hora de começar a leitura - como disse antes o tempos entre dois livros é bastante variável mas o mais comum é ser no dia seguinte - dá-se a verdadeira escolha: começo a ler aquilo que me apetecer na altura.

Eu sei, isto foi um autêntico anti-clímax. Mas é a verdade. Escolher um livro é perceber qual é o meu estado es espírito naquela altura. Estou com disponibilidade mental e coragem para começar a ler um livro desafiante, difícil e que me faça pensar? Tenho em cima da mesa de cabeceira o Viagens de Olga Tokarczuk à espera de um dia destes. Estou miserável e com vontade de enroscar no sofá a curtir toda a minha miserabilidade? É altura de uma releitura de um daqueles guilty pleasures. Estou à beira da loucura, cheia de trabalho, sem tempo e a precisar limpar a cabeça com eficácia e rapidez? Preciso de um bom livro de fantasia. Eventualmente um policial. Não estou em nenhum destes extremos? Talvez um clássico, um romance, enfim é pegar no livro, olhar-lhe e pensar "porque não?".

 

 

 

21
Mar21

A inquilina de Wildfell Hall, de Anne Brontë

Patrícia

a inquilina de Wildfell hall.jpg

Muitas vezes temos ouvido e lido que é importante analisar um texto à luz do seu tempo e não de acordo com os actuais valores sociais. Ora, esta frase, correcta e tão importante tem um quê de arrogância e de hipocrisia  que não me apetece neste momento esmiuçar. Mas o que dizer quando um livro publicado em 1848  retrata de forma tão real a actualidade e poderia passar, não fosse este ser um clássico bastante conhecido e aclamado, por um romance meio distópico carregadinho de crítica social? Não deixo de ter alguma vontade de rir (aquele rir meio desesperado) por acreditar piamente que Anne Brontë seria hoje considerada um misto entre beata e feminista histérica. 

Não me vou alongar muito a respeito da história (mas não aconselho a que quem não leu o livro continue a ler este texto) somente que se trata de um romance epistolar que conta a história de uma mulher, a sua luta pelo direito a ter uma palavra a dizer no seu destino, na sua vida e na educação do seu filho. 

É assustador como tanto tempo nos separa do momento em que foi escrito mas estão nestas páginas os piores medos e receios de tantas mulheres (e homens). A violência psicológica, a dependência patológica, a noção de posse por um lado e por outra o romantismo de "comigo ele muda, eu posso ser a diferença na vida dele, a influência que transforma o bad boy em moço decente". A violência física, aquela "se ela a isso me obriga, a culpa não é minha". A sociedade e os seus duplos critérios (aliás, no início do livro ficamos sem dúvidas sobre o tom do que se vai seguir) - e em caso de dúvida, ela é sempre a culpada. Não falta sequer o salvador, que sabe perfeitamente do que ela precisa, afinal só ele a pode salvar e proteger. Ela pode não o saber, afinal é mulher, mas ele bem o sabe e tem-lhe tanto amor e respeito que é sem dúvida aquele de quem ela precisa. Curiosamente e bem, também aqui fica bem patente que a violência não é apenas num sentido e que os homens também podem ser maltratados. 

Não posso deixar de realçar a relavância deste romance nos dias de hoje e a forma como Anne Brontë se tornou, com este livro, a minha favorita das irmãs Brontë.

 

18
Mar21

O Tempo é Relativo

Patrícia

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Quadro "a persistência da memória" de Salvador Dali

Um ano passou e continuamos em pandemia. Entraram palavras novas no nosso vocabulário e agora toda a gente sabe (mais ou menos) o que é um postigo (um parêntesis para vos dizer que fiquei muito surpreendida quando percebi que postigo era uma palavra que muita gente não conhecia. Como algarvia e serrenha, sempre conheci casas com postigo). Outras porém quase entraram em desuso. Ou outras actividades. "Jantar fora com amigos" já é uma expressão estranha. "Bora beber um copo"? parece uma proposta indecente. "Vem jantar cá a casa" é um convite ilícito. Mas todos, sem excepção, esperamos retomar a vida dentro em breve, voltar a abraçar sem medo, dar beijinhos aos mais velhos, conviver fora de casa sem máscara.

Agora que já vos relembrei da vossa situação miserável de quem ainda não pode fazer planos para o fim de semana que está aí à porta (e este ano a primavera parece ter vindo bem a tempo e horas) deixem-me pôr-vos uma situação hipotética. E se esta falta de liberdade fosse permanente ou pelo menos sem fim à vista? 

Imaginem saber que se vão passar anos até que que possam ir jantar fora com amigos, até que possam ir à noite a um bar, passar a passar algumas horas numa  esplanada ou aceitar qualquer convite em cima da hora. Imaginem que não sabem quando vão conseguir voltar a dormir até às 10 da manhã ou passar o dia de pijama no sofá. Imaginem que não podem desligar o telefone se vos apetecer. Imaginem que não têm tempo livre para ler um livro, ver um filme ou estar 30 minutos de olhos fechados.

Os "cuidadores informais", pessoas que têm outros a seu cargo, vivem vidas assim, dia após dia, ano após ano. Não acho que seja possível fazê-lo sem amor. Mas não é por haver amor que é mais fácil. Quer dizer, mais fácil é mas não é fácil. À necessidade de se escolher o outro em detrimento de si, ao cansaço físico, ao cansaço psicológico, às dificuldades financeiras, soma-se a dificuldade de ver o sofrimento e a dependência do outro, vê-lo a desaparecer.

Não escrevo sobre isto para vos dizer que esta situação que vivemos não é difícil, que não é uma merda, que ficar em casa no sofá não é difícil. Claro que é e podem queixar-se de tudo o que vos apetecer. O sofrimento dos outros é dos outros, não faz com que o vosso não exista. Não acho que seja sequer justo comparar sofrimentos.

Eu escrevo isto para vos fazer olhar para os outros com mais empatia. Não é possível saber o que sente um cuidador informal sem o ser. E mesmo entre os cuidadores informais há n situações distintas, umas mais fáceis que outros. Podem pensar no que estamos todos a viver e pensar no que os outros vivem e vão continuar a viver depois disto tudo passar. E podem ajudar. Podem não desvalorizar. Podem ouvir. Se tiverem alguém na família com esse género de responsabilidade podem substituí-los durante umas horas e deixá-los ir jantar fora ou dormir umas horas sem problemas. Podem ajudar a lutar pelos direitos destas pessoas no local de trabalho ou na vida. Podem deixar de os achar uns parasitas da sociedade como tantos acham. Se tiverem algum amigo nesta situação podem não fo cazer sentir culpado por não podem aparecer, por não aceitar convites. Podem, na loucura, ligar-lhe de vez em quando (já, agora, se ligarem não falem só de vocês a não ser que isso seja mais fácil para essa pessoa, oiçam tb um bocadinho). Podem perguntar-lhe como está. Podem fazê-lo sentir que ainda é gente, que ainda existe para além da sua situação. Podem pensar que um dia podem ser vocês e gostavam que não fosse mais difícil do que tem que ser.

 

Amanhã é dia do Pai e este texto faz mais sentido do que algum de vocês poderá pensar.

 

14
Mar21

Apneia, de Tânia Ganho

Patrícia

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Sei que não vou ter palavras para vos transmitir o quão impactante e importante este livro é.

Li-o em pouco mais de 24 horas, de forma compulsiva. Não me lembro de quando foi a última vez que me aconteceu ter necessidade e oportunidade para roubar tantas horas ao sono. Não vos vou conseguir dizer que gostei deste livro porque não há, nestas páginas, nada para gostar. É tanto sofrimento, tristeza, raiva, violência que se torna impossível mesmo respirar. Mas é um livro do caraças. Importante.

Não retrata algo com o que me identifique (e ainda bem porque, sinceramente, eu não aguentava aquilo) nem é um livro do qual me apeteça falar, discutir, partilhar. Mas é um livro que me marcou profundamente e esse é o maior elogio que lhe posso fazer. E agora tenho que ler todos os livros que a Tânia Ganho escreveu.

 

13
Mar21

Cidade infecta, de Teresa Veiga

Patrícia

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Eis um livro que comprei por impulso após ter ouvido imensos elogios à escritora. 

Foi um livro fácil de ler, muito bem escrito, mas não cumpriu as expectativas que tinha. Pelo que depois fui lendo e ouvindo por aí é opinião unânime que não é dos melhores da escritora e que o melhor é ler os seus contos antes de formar uma opinião definitiva. Apesar de não ser uma enorme apreciadora de contos, admito que talvez esta história tivesse funcionado melhor num conto.

Anabela e Rogério, Raquel e Pedro, dois casais que vamos acompanhando ao longo destas páginas. É estranho porque a primeira coisa que me vem à cabeça quando me lembro deste livro é que todas estas personagens são banais mas a verdade é que acho extremamente difícil sentir empatia com qualquer uma delas. Talvez porque seja difícil encontrar um adjectivo simpático para os descrever. Não há personagem nestas páginas que não seja mesquinho, oportunista, maldoso. Achei-o um (triste) retrato da realidade. E isso é o que ao mesmo tempo me faz gostar e não gostar deste livro.

 

12
Mar21

Assim se faz um leitor

Patrícia

Um pouco a propósito dos livros que tenho lido nas últimas semanas e até deste post que nasceu de um comentário da Paula neste post, hoje venho pensar um bocadinho sobre os livros importantes. Eu sei, eu sei, este tema é recorrente por aqui. Mas 

Há livros importantes. Há livros importantes para a literatura (chamamos-lhes clássicos) mas não é desses que estou a falar. Há livros que nos mexem com as entranhas, que nos mudam e que nos fazem crescer. Não têm necessariamente que ser livros importantes para outras pessoas (muitos são-o mas, outra vez, a esses chamamos, geralmente, clássicos) mas apenas para nós. E é a busca por esse(s) livro(s) que nos faz pegar em livro atrás de livro. 

Há sempre livros seguros, aqueles que sabemos ir gostar porque sim, e há sempre tiros ao lado, não digo tempo perdido mas desaproveitado. Mas há sempre, sempre a esperança que aquele seja um livro que nos vai marcar, fazer rir, chorar. Ler um livro que nos emocione é sempre o objectivo. 

Eu costumo dizer que, quando acabo de ler determinados livros, não me consigo lembrar se estava ou não bem escrito mas isso não é bem verdade. Não é possível que um livro me consiga marcar, emocionar, convencer se não estiver bem escrito. Há mínimos, sim. E para que nem sequer repare na qualidade da escrita, esta terá que ser bastante boa. E há escritores que são tão bons a escrever sobre "nada" ou sobre "coisas banais" que  têm o dom de nos fazer olhar, acima de tudo para a sua forma de brincar com as palavras, que têm o dom de mudar  fazer evoluir a língua. Mas esses os livros mais importantes.

Os livros importantes têm necessariamente três coisas: são (bem) escritos por verdadeiros contadores de histórias, contam uma história interessante  e têm um tema que é pessoal para nós (não tem que ser a nossa história mas temos que nos identificar literal ou metaforicamente com o que ali é contado). 

É quando um destes livros aparece que nos fazemos leitores. E toda a nossa existência enquanto leitores vai passar pela busca daquele momento em que estamos a ler o livro certo, na hora certa. 

 

12
Mar21

O Cardeal, de Nuno Nepomuceno

Patrícia

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Começar o ano de leituras com um livro do Nuno já se tornou uma tradição. É verdade que li este  livro em Fevereiro mas foi o primeiro que comecei em 2021 (sim, levei quase 2 meses a ler o Rhythm of War). 

Este é o quinto livro da série Afonso Catalão. Um óptimo livro (mas o Pecados Santos continua a ser o meu preferido) que li num instante. Capítulos curtos, leitura rápida como se quer num thriller. Tem, como não podia deixar de ser nesta série, uma grande componente religiosa. Mas cada vez mais o autor explora outros caminhos e isso foi algo que me interessou bastante. 

É perfeitamente possível lê-lo sem ter lido os anteriores mas a verdade é que nestas páginas há demasiados spoilers para os livros anteriores o que, para quem gosta de começar a ler cada livro sem saber nada da história, pode não funcionar muito bem. Por outro lado, a forma como o autor recupera alguns pormenores importantes dos livros passados, pode ser visto como uma espécie de provocação para quem não os leu. Quem tem "memória de peixe de aquário" e não gosta de séries porque "já não me lembro dos outros" pode começar esta leitura sem medo.

Logo de início somos confrontados com a morte de uma criança e de uma idosa. O principal suspeito já é um nosso conhecido, o Adam, e cedo na história percebemos que Afonso pretende descobrir se ele é, ou não, o culpado. Não pensem que os crimes do Nuno ficam por aqui, até porque, como já é habitual, neste livro são exploradas duas histórias distintas, a que se passa em Cambridge e a que se passa no Vaticano. E mais não digo porque não pretendo estragar-vos a leitura. Mas podem esperar crimes macabros, intrigas vaticanistas e uma investigação (também por parte dos nossos já conhecidos Diana e Afonso).

Prefiro chamar-vos a atenção para alguns pontos deste livro que me interessaram particularmente e que têm sido muito referidos nas muitas opiniões a este livro. Interessei-me mais pela história passada em Cambridge que pela passada no Vaticano (talvez porque os temas explorados nessa vertente da história já o tenha sido nos livros anteriores ou por a minha "relação" com igreja/vaticano não ser lá essas coisas).  

O Afonso é o fio condutor de toda série de livros e através dele temos acompanhado o percurso e a doença do Imã Yusef. Gosto que o Nuno não se esqueça de lhe fazer referências e que não seja mais uma personagem a desaparecer assim que a relevância do seu papel diminui. Essa preocupação demonstra o cuidado do autor na construção (e na coerência) dos personagens.

Também vos queria chamar a atenção para o destaque que o Nuno dá à função de cuidador. Independentemente do papel que este tema tem (ou não) para a história não queria deixar passar sem uma referência.

Houve várias perguntas que ainda ficaram sem resposta e por isso atrevo-me a dizer que a série Afonso Catalão ainda está para durar. Além de que preciso que o Nuno dê algumas vitórias à Diana.

Para quem ainda  não sabe há alguns contos que ajudam a perceber algumas coisas nos livros e há um podcast, o Assassino, que é também um complemento importante a este e aos outros livros. 

 

 

 

 

 

 

 

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