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Ler por aí

Ler por aí

31
Jan18

Sugestões à Quarta: Os Inéditos do Expresso

Patrícia

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Ora aqui está uma óptima ideia. O expresso está a oferecer, a quem assina ou compra o semanário, contos de vários escritores em vários formatos: livro, audiobook e ebook.

Claro que o formato que neste momento mais me interessa é o audiobook. Tenho andado a ouvir audiobooks em Inglês e vai ser óptimo comparar essa experiência com esta. Já ouvi um bocadinho do primeiro (Macau Noir, de Clara Ferreira Alves) na voz da Rita Redshoes. Para já estou a gostar da escolha da voz - coisa importantíssima num audiobook e do conto em si mas preciso de o ouvir com algum sossego para, de facto, o aproveitar.

A voz masculina de alguns dos contos será de Bento Rodrigues.

Para já estão disponíveis os volumes 1 e 2, mas abaixo fica a lista completa (surripada, assim como as imagens da página do Expresso)

 

Volume 1 | 20 de janeiro | Clara Ferreira Alves | Bruno Vieira do Amaral
Volume 2 | 27 de janeiro | Afonso Cruz | João Tordo
Volume 3 | 3 de fevereiro | Maria Teresa Horta | Patrícia Reis
Volume 4 | 10 de fevereiro| Afonso Reis Cabral | Isabela Figueiredo
Volume 5 | 17 de fevereiro | Nuno Camarneiro | Isabel Rio Novo
Volume 6 | 24 de fevereiro | Nuno Júdice | Matilde Campilho
 

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29
Jan18

Warbreaker, de Brandon Sanderson

Patrícia

 

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 Mais um livro do universo Cosmere lido. Talvez um dos ideais para começar a ler Sanderson. Aparentemente mais simples e leve que outros livros do autor tem, como sempre, uma fantástica construção de mundo e de personagens. 

Um novo sistema de magia, BioChromatic Breath, num mundo onde pessoas comuns, após morrerem, regressam como deuses. Lightsong é um deus que, apesar de ter retornado - e aparentemente ter morrido de forma heróica - não acredita na sua própria divindade e passa o tempo a tentar convencer as pessoas de Hallandren disso. Lightsong é um personagem delicioso. Acho que é impossível não ficarmos um bocadinho apaixonadas por ele. 

Siri e Vivenna, duas irmãs, princesas de um reino inimigo que não podiam ser mais diferentes. Vivenna é educada para, quando fizer 22 anos, ser entregue em casamento ao Deus-Rei de Hallandren mas acaba por ser Siri, a irmã rebelde, a ser enviada - sem qualquer preparação - para ser a mãe do próximo deus-rei.

Vasher e Denth, mercenários que entram nesta história sem revelar de imediato as suas intenções. Mas também eles terão um papel decisivo. 

Como sempre o desenvolvimento dos personagens e o sistema de magia são os pontos fortes da história. E como sempre Sanderson consegue fazer algo completamente diferente e surpreender-nos. 
Este é um mundo de cor. De diferentes níveis de cores. Um mundo onde o BioChromatic Breath é moeda de poder. Imaginem que este BioChromatic Breath é algo que todos nós temos. Um por pessoa. E que é o que nos permite ver o mundo em cores brilhantes, que sem ele passamos para um mundo a preto e branco. E que este BioChromatic Breath é transmissível. Podemos sobreviver sem ele mas os que retornam, os deuses deste mundo, precisam de um por semana para sobreviver. E quem tem muitos atinge vários níveis de poder. 

Como vos disse, LightSong é maravilhoso. O melhor personagem deste livro. Quer dizer, LightSong é o melhor personagem deste livro se não considerarmos Nightblood e o seu estranho sentido de justiça. E foi por causa de Nightblood que ouvi este livro. 

Sim, depois de ter relido o The Way of Kings e o Words of Radiance em audiobook, aventurei-me num audiobook em inglês sem ter lido o livro antes. Ao longo de algumas semanas, Lightsong e companhia fizeram-me companhia enquanto ia para o trabalho. Tinha algum receio mas a verdade é que consegui mergulhar neste mundo com relativa facilidade. E adorei. 

Não é o melhor livro do Sanderson mas é bom, é muito bom. E é importante para quem, como eu, está a ler os The Stormlight Archives. Vou ter que ir reler as partes do WoR em que a NightBlood dá um ar de sua graça (e sei que vou reler essa parte de uma forma absolutamente diferente) e que não consigo deixar de ter algum medo só de pensar nela em Roshar (Oh god, não vai bonito).

A maravilhosa magem que aqui está, foi descaradamente roubada do site do autor onde, para além dos já habituais comentários e fabulosa galeria de imagens, podem encontrar as várias versões - incluindo a final - deste livro. Sim, leram bem. O Sanderson partilhou com todos os seus leitores as várias fases da construção deste livro. Sim, podem lê-lo de borla. Ide lá e boas leituras.

 

Colors...

 

01
Jan18

Planos literários para 2018

Patrícia

Pois.. isso. Não há.

Lamento se vieram ao engano, pelo título, à espera de listas de livros que espero ler ou de metas númericas ou de projectos especiais.

Até acho piada a essas listas mas comigo nunca funcionam. Claro que espero ler alguns livros. Quero acabar o Oathbringer e continuar a ler livos no universo de Cosmere (cá em casa já estão o Elantris e o Arcanum Unbounded), quero ler o Os loucos da Rua Mazur de João Pinto Coelho, quero ler o Por este rio acima, da Patrícia Reis. Quero reler o Jerusalém do GMT e o O conde de Monte Cristo. Quero continuar a ler Virginia Woolf, Maria Manuel Viana e Jane Austen. Quero conhecer novos escritores, quero ler coisas diferentes. 

A verdade é que, por motivos pessoais, ando sem tempo nem cabeça para leituras. E não sei se isso vai mudar. Mas a literatura é e sempre será importante na minha vida. Não interessa se leio muito ou pouco. O importante é ler. 

Para vocês os meus votos são os do costume: boas leituras em 2018.