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Ler por aí

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02
Dez16

Natal 2016 - Sugestões livrescas #4

Patrícia

os demónios de alvaro cobra.jpg

 

A maioria das pessoas opta por oferecer livros recentes mas a verdade é que, às vezes, a melhor opção é oferecer um livro já "testado" pelo tempo. Os bons livros não deixam de o ser só porque foram escritos há mais de ano e meio e geralmente estão bem mais baratos que os livros da moda. Tornam-se em presentes bastante interessantes e acessíveis.

Este "Os demónios de Álvaro Crobra" é uma das pérolas pouco conhecidas do panorama literário Português. Não conheço ninguém que já tenha lido este livro e que não tenha gostado. É mesmo um livro especial. E é muitas vezes a minha aposta para presente. Já o ofereci mais do que uma vez (curiosamente não o tenho mas espero comprá-lo em ebook).

As opiniões da Catarina, da Márcia, do pessoal da Roda dos Livros (link para as opiniões sobre todos os livros do escritor) e a minha, claro

 

01
Dez16

Natal 2016 - Sugestões livrescas #3

Patrícia

Claro que uma das minhas sugestões para este Natal  teria que ser o melhor livro que li em 2016.

Escrevi na altura que :

Para mim este é um livro sobre possibilidades, sobre escolhas e consequências. Sobre o que somos, como nos vemos e como os outros nos vêem. Na diferença entre essas três perspectivas. E no esforço que fazemos para que essas perspectivas se aproximem ou se afastem. E no que o que somos e as escolhas que fazemos influenciam os outros, os que, de alguma forma, convergem para nós.

 

Teoria dos limites.jpeg

 

Sinopse

A realidade é muito mais inverosímil do que a ficção, diz, a certa altura, uma das personagens deste romance. O aqui narrado parte da concepção fantasmática de um génio, uma espécie de mundo de ficção científica, com dois universos paralelos habitados por mónadas, essas substâncias simples, esses pontos metafísicos, essas individualizações infinitamente pequenas, como quartos sem portas nem janelas dentro de uma pirâmide cuja base tenderia ao infinito, onde bastaria uma ínfima coisa para passar de uma realidade para outra, e onde cada um de nós vê o seu duplo e pode escolher entre ser herói ou banal, amar ou resignar-se, sentir prazer ou raiva com a felicidade alheia, lutar pela liberdade ou jogar as regras do jogo, viver com dignidade ou ser passivo, aceitar a ignomínia ou revoltar-se, julgar o outro pondo-se no lugar dele, adoptar muitas perspectivas para perceber o todo, perguntar-se em que é que a ficção supera a realidade, se na beleza ou na construção não tão utópica quanto poderia parecer do melhor dos mundos possíveis

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