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Ler por aí

Ler por aí

10
Dez16

Natal 2016 - Sugestões livrescas #10

Patrícia

Vozes de Chernobyl.jpg

 

Da vencedora do prémio Nobel de 2015, Svetlana Alexievich conta-nos, de uma forma assustadoramente bela, histórias tristes, de dor e morte. As vitimas de Chernobyl ganhou voz nas palavras desta escritora. 

Não será o tipo de livro para oferecer a qualquer pessoa mas é um livro incontornável, na minha opinião.

(volta e meia ganho coragem e leio mais umas páginas. Não tenho pressa de o terminar, até porque será impossível esquecer o que já li)

08
Dez16

Natal 2016 - Sugestões livrescas #8

Patrícia

E porque hoje é dia de Nossa Senhora da Conceição a sugestão só podia ser uma das grandes novidades literárias deste ano. Falo, obviamente, da primeira parte da nova tradução da bíblia (por Frederico Lourenço) editada pela Quetzal.

Deixo tambem alguns links com textos ou entrevistas relevantes sobre o acontecimento literário  do ano da Quetzal

"Por ser um homem de letras são os textos das religiões que me interessam, com a consciência de que a palavra escrita é demasiado limitada para nos dar a dimensão de Deus"

 

 

bíblia.jpg

 

07
Dez16

Natal 2016 - Sugestões livrescas #7

Patrícia

Hoje a sugestão só pode ser o Adoração, da Cristina Drios. Hoje deveria ter ido à comunidade de leitores onde este livro foi comentado, discutido e esmiuçado. Infelizmente a vida lixou-me as voltas (apesar de ter sido por uma boa causa) e não pude ir ouvir a Cristina falar do seu "mai novo". Mas não hesito em sugeri-lo como presente de Natal (aliás, há uma pessoa que eu sei que o vai receber :) ).

 

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06
Dez16

Apresentação de "A célula adormecida", de Nuno Nepomuceno

Patrícia

A célula adormecida.jpg

 

Amigos reunidos para celebrar o sucesso do 4º livro do Nuno. Acho que acima de tudo foi isso. O orgulho e a amizade (mais ou menos ruídosa) eram os sentimentos que sentiam por ali.

Os discursos habituais tiveram, como sempre, a marca do Nuno. A humildade e simpatia que o caracterizam cada vez mais acompanhados por uma confiança que só lhe fica bem.

Tenho que destacar as palavras do Sheikh Munir, cuja presença foi, do meu ponto de vista, o maior dos elogios a este livro e a este autor. Foi muito especial estar ali, a ouvir aquele homem, que transmite confiança, simplicidade e paz em cada palavra.

Nuno, uma vez mais, desejo o maior dos sucessos ao "A célula adormecida", que não fique pela segunda edição. E claro, vou ficar à espera do próximo livro.  

 

Deixo apenas uma foto, tirada com o telemóvel antes da apresentação começar... Daqui a uns dias logo vos mostro as fotos a sério tiradas pelo Gil Cardoso.

Nuno Nepumoceno 1.jpg

 

 

 

 

 

06
Dez16

Natal 2016 - Sugestões livrescas #6

Patrícia

O Labirinto dos Espíritos

 Voltar ao cemitério dos livros esquecidos é sempre uma excelente opção.

 

Não me lembro quando li o "A sombra do vento" mas sei que foi antes de estar na moda. E lembro-me que foi uma oferta. E lembro-me quem mo ofereceu. A oferta de um livro especial deixa sempre uma marca.

Por isso este quarto e final volume da saga "O cemitério dos livros esquecidos" tinha que ser uma das sugestões para este Natal. 

Será, sem qualquer sombra de dúvida, um dos livros a ler em 2017.

A sombra do vento

O jogo do anjo

O prisioneiro do céu

 

 

 

 

Ah e ainda podem ir à apresentação deste livro e oferecê-lo autografado ...

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04
Dez16

Natal 2016 - Sugestões livrescas #5

Patrícia

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A sugestão do fim de semana é o livro "A gorda" da Isabel Figueiredo.

Decidi que tinha que ler este livro depois de ter ouvido a escritora do Biblioteca de Bolso (abaixo para quem quer ouvir e ainda não conhece este podcast semanal). É uma das minhas leituras atuais e acho que pode ser um presente de Natal supimpa. 

Nos próximos dias hei-de dar a minha opinião sobre este livro :)

 

 

 

02
Dez16

Adoração, de Cristina Drios

Patrícia

adorac3a7c3a3o.jpg

 

"Na verdade sois feito daquilo que o Caravaggio nos seus quadros pinta, sois feito de luz e sombra, de vida e morte, de culpa e perdão"

 

Quem não conhece a Cristina talvez não saiba mas ela tem uma voz extremamente característica. Ler este livro foi (quase) ouvi-la contar esta história.

O Adoração para mim será sempre o livro onde aprendi um pouco sobre Michelangelo Merisi, o Caravaggio. E acho que é isso que a Cristina pretende. Falar-nos de Caravaggio. Falar-nos de amor, de perfeição, de erros, de sombras, de obsessão, de luz, de vida.

A realidade e a ficção misturam-se (admiravelmente) nas várias histórias que nos são contadas. E dentro da ficção as várias histórias entrelaçam-se. Antónia Rei e a sua amizade por um pequeno cão, o remorso de Salvatorre Amato, a fuga de Caravaggio, a história de um quadro roubado e a história de amor, desprezo e obsessão de Matteo Mattei.

Só gostaria de ter conhecido melhor Antónia Rei, gostaria de lhe ter conhecido a força, a fúria, a coragem.

Alguns dias depois de acabar de ler este livro, a personagem que continua a fascinar-me é o duque de Nottetempo. Confesso que ainda não percebi muito bem porque é que este personagem me intrigou tanto uma vez que a palavra que usaria para o descrever seria “execrável” mas a verdade é que me fascinou e acredito que isso se deve à beleza que a autora empresta ao texto, às palavras.

Porque o melhor deste livro é, sem qualquer dúvida, a escrita da Cristina. Vi-me a marcar passagens para reler (logo eu, que nunca marco nada). Dei por mim a ler este livro com calma, saboreando as palavras.

 

"Caravaggio é, como todos os génios, o futuro que vive entre nós. Um homem cuja idade não se conta a partir do dia em nasceu, mas do dia em que nasceu Adão, e um homem que nunca morrerá por sempre ter sido futuro"