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Ler por aí

Ler por aí

09
Jun15

Curtas 10 (2015) : As leituras em números e outras considerações

Patrícia
Quando fui atualizar o meu ficheiro dos livros lidos este ano apercebi-me que dos 21 livros que já li este ano, 14 são de autores Portugueses. 66% dos livros que li são de autores Nacionais. :) E que boas leituras têm sido.
E 5 destes 21 livros foram ebooks. Cada vez compro mais ebooks. Gosto de ler ebooks.
 
Atualmente tenho um ereader (Kobo) e um Tablet. Leio em ambos. Só agora me apercebi da diferença que é ler num ereader e num tablet. Acreditem em mim, são coisas absolutamente diferentes. Caso só lesse no tablet nunca consideraria que um ebook era uma alternativa viável de leitura. Detesto ler no tablet, é desconfortável, os meus olhos ressentem-se, fico cansada após uma hora (mais coisa menos coisa e mesmo em modo de leitura). No ereader não. Posso ler durante horas que não me faz absolutamente diferença nenhuma. E descobri também que detesto ler com a luz do ereader. Dá jeito? sim. Gosto? não. Despachei o meu Kobo Glo para a minha mãe (a quem dá imenso jeito a luz) e fiquei com o dela e estou muito feliz. Quando preciso de luz, uso o tablet, não é confortável mas desenrasca a coisa.
Isto tudo para dizer que quem não gosta de ler ebooks porque "não é a mesma coisa" diga-me: Por acaso estão a ler no dispositivo correto?
E quem gosta de ler ebooks sente esta diferença ou sou eu que sou maluquinha?  

08
Jun15

Desamparo, Inês Pedrosa

Patrícia
 
 
Quase me envergonho de admitir que só li este livro porque foi o escolhido para a última reunião do Grupo de Leitura da LEYA. Depois de uma experiência menos feliz com um dos livros da escritora (e sinceramente já nem me lembro porquê mas desconfio que a idade e a maturidade tiveram qualquer coisa a ver com isso) comecei a deixar os livros da Inês Pedrosa para depois.Mas aviso desde já que me reconciliei com a escritora e com a sua escrita. Coma escritora porque nas horas que partilhou connosco foi extremamente simpática e interessante. Com a escrita porque, no final, gostei imenso deste livro. Ouvi-la na feira do livro foi um privilégio. E deixou-me com vontade de ler mais dos seus livros.
Mas falando deste Desamparo... Comecei mais ou menos interessada e até gostei da história que nos é contada na primeira metade do livro. É quase impossível não nos encantarmos com Jacinta, com as suas perdas e as suas dores,com as alegrias e a esperança que nunca perde. De uma forma ou de outra, todos conhecemos Jacintas, mulheres imperfeitas que ainda assim não merecem o desamparo e a solidão. Todos conhecemos ereceamos o abandono da velhice, o medo da solidão. Mas foi a Clarisse, a mulher da segunda metade do livro que me conquistou. O que querem? Às vezes são os personagens secundários que nos interessam e nos conquistam. E a Clarisse fez-me ficar a ler até às tantas. Nem sempre concordei com ela e amiúde apeteceu-me abaná-la mas, ainda assim,...
 

 

Acho que nunca me tinha acontecido não conseguir ler o livro antes da reunião do grupo de leitura e do respectivo encontro com o escritor mas (há sempre uma primeira vez) isso aconteceu com este livro e foi óptimo. Ouvir a escritora falar do livro fez-me prestar atenção a pormenores, a episódios da história, que de outra forma ter-me-iam passado despercebidos. E, um dia,quando me voltar a cruzar com a Inês Pedrosa, dir-lhe-ei que “sim, também me ri”.

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