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Ler por aí

Ler por aí

02
Nov12

Again, reedições 2

Patrícia
A reedição de que falo hoje é de Pássaros Ferido, de Colleen McCullough, uma das minhas escritoras favoritas.
Li este livro quando tinha uns 16 ou 17 anos e voltei a lê-lo anos mais tarde. Deixo-vos as capas das
 edições que conheci.



Li a primeira, tenho a terceira  e agora está  sair a 4ª.
Em termos de preço acho que os leitores não perdem muito com esta nova edição. Este livro sempre foi ridiculamente caro. Eu li-o emprestado e acabei por comprar a edição que saiu com a Sábado por apenas 1 €. É um daqueles livros que gosto de ter em casa.
02
Nov12

Curtas 24: Liberdade

Patrícia
Eu "dou" aos outros a liberdade de gostarem de livros de que eu não gosto, de lerem livros que eu nunca lerei. Dou-lhes a liberdade de não concordarem comigo, de opinarem por aqui e de me tentarem fazer mudar de opinião (é sempre interessante conhecer o outro lado das coisas).
Espantem-se: até dou aos outros a liberdade de nunca mais lerem este blog.
 
ah... e a partir de hoje "dou-me" a liberdade de apagar todos os comentários parvos, especialmente de "anónimos" (como se as identidades blogosféricas já não fossem anónimas o suficiente), porque em "minha casa" quem manda sou eu e o resto são cantigas.
01
Nov12

A confissão da leoa, de Mia Couto

Patrícia
Adorei este livro. É a minha estreia com o escritor e não podia ter corrido melhor.
Um livro escrito a duas vozes: uma feminina, a de Mariamar e outra masculina, a do Arcanjo Baleio, o caçador. Duas perspectivas duma mesma história. E não podiam ser mais diferentes.

Os leões estão a matar no Norte de Moçambique e, por razões políticas (sempre por razões políticas!), é organizada uma caçada aos leões assassinos. Arcanjo Baleiro, 16 anos depois de ter sido contratado para matar um crocodilo no rio, volta a Kulumani para caçar os leões.

A premissa desta história parece simples mas neste livro tudo se complica, o real mistura-se com a superstição, a crença enleia-se com místico, o preconceito esconde-se na tradição. Nada é completamente real nem completamente fantasioso. 

Mia Couto conta-nos uma realidade de extremos, expõe o lado selvagem do ser humano, desumaniza o homem, endeusa a mulher, aproxima gente e animais selvagens. A guerra, a fome, o preconceito, a superstição, a maldade são tudo condimentos que constroem esta fábula.
Mariamar é uma personagem maravilhosa. Arcanjo nem por isso, pelo menos na minha opinião. Mas a verdade é que são sempre as personagens femininas que me fascinam. 

Não vou falar mais da história porque esta é uma leitura para ser apreciada por quem a lê. Com uma escrita maravilhosa (deve ser impossível traduzir este livro e manter intacta a sua essência) acredito que cada um de nós a lerá de sua forma e dela tirará ensinamentos diferentes.

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