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Ler por aí

Ler por aí

08
Out18

Todos devemos ser feministas

Patrícia

O que tenho lido e ouvido nos últimos dias tem-me entristecido para lá do imaginável. 

As duas Ted Talks que aqui deixo (e já não são novidades neste blog) deviam de ser de visualização obrigatória... nas escolas e fora delas.

Parem de ter vergonha de ser feministas. Feminismo é a filosofia que defende a igualdade de OPORTUNIDADES, DIREITOS E DEVERES para todos!

 

 

 

 

 

30
Set18

E no fim, ela mata-se!

Patrícia

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5/9 foi o resultado à sondagem sobre spoilers que fiz no Instagram sobre spoilers.

Confesso que fiquei surpreendida por 5 pessoas terem respondido SIM. Se eu tivesse respondido, essa teria sido também a minha escolha mas talvez a razão para isso não seja a que estão a pensar.

Eu não gosto de saber o final de um livro antes de o ler (e, já agora, sabem de que livro é o spoiler no título? Aparentemente toda a gente já o sabe por isso ninguém se coíbe de o alardear!), nem fico tão ansiosa que precise saber o que vem depois. Os spoilers de que falo são de outro género.

 

Deixem-me dar um passo atrás: nos blogs, Book Tube e afins, é mais ou menos aceite que as opiniões estão livres de spoilers. Até há algum tempo eu dir-vos-ia que isso era, para mim, o mais adequado. E é, se tivermos determinados objectivos: partilhar o que achámos daquele livro e convencer os outros a lê-lo. Quando digo "convencer os outros a lê-lo" não falo de "vender livros". Acredito que quem tem parcerias, até deseje que haja quem o compre, de forma a justificar esse acordo (e todos os post/vídeos de divulgação não são mais do que isso: marketing com o objectivo da venda, coisa que é absolutamente normal e neste momento uma das poucas formas de dar a conhecer novos livros) mas a vontade de partilhar o amor aos livros em geral e àquele em particular é, não duvido, o mais importante.

Por isso pergunto-me porque raramente passamos a linha do spoiler e arriscamos o lado da verdadeira partilha de opiniões.

E eu sei que a maioria de nós sente falta dessa partilha: as leituras conjuntas que se vão fazendo, de forma mais ou menos esporádica, ou os grupos de leitura que ultimamente nascem como cogumelos (e que maravilha são) são apenas dois exemplos disso. 

Quem lê este blog sabe que ando há mais de um ano a ler bastantes livros num universo do fantástico e que passo a vida a queixar-me de que não tenho com quem falar daqueles livros. Ora, foi essa necessidade que me fez começar a procurar informação. Habituei-me ouvir um determinado podcast sempre que acabava de ler um livro e a verdade é que a experiência foi óptima. Ouvir o pessoal a esmiuçar o livro, chamando-me a atenção para passagens a que não tinha dado tanta atenção ou corroborando a minha opinião sobre determinado acontecimento foi óptimo. 

Praticamente todos os posts que fiz sobre os livros do fantástico que li estão cheios de spoilers. Fi-lo porque sei que esses posts são muito mais para mim que para vocês, são dos menos lidos por aqui mas a verdade é que são dos que mais me agradam porque não ficam a meio do discussão, porque não me refreei para não vos estragar a surpresa.

Já aqui disse várias vezes que, se tivesse tempo, é provável que me dedicasse a um podcast. Seria sempre algo que permitisse uma verdadeira discussão sobre um ou mais livros. O tipo de podcast para quem já tivesse lido aquele livro e não o contrário. Claro que eu sei que isso não teria qualquer género de sucesso mas seria exactamente o tipo de coisa que me dava gozo fazer.

Como sempre, boas leituras :)

19
Set18

Direitos dos leitores (parte 12): Esquecer o que se leu

Patrícia

Quem nunca, não é?

Quem nunca se viu na circunstância de já ter lido aquele livro e não se lembrar nem do principio, nem do meio, nem do fim?

Eu confesso, acontece-me muitas vezes. Claro que me acontece especialmente com livros que só li uma vez e há muito tempo ou com livros que não me marcaram especialmente.

Sempre ouvi dizer (qualquer coisa como) que o que realmente aprendemos é aquilo que sabemos depois de nos esquecermos do acessório.

Acho que com os livros é mais ou menos o mesmo: os importantes são aqueles que ficam. E na verdade não precisamos lembrarmo-nos da história com todos os pormenores... mas se nos lembrarmos do que sentimos quando os lemos ou de uma ou outra passagem mais especial é suficiente. Pelo menos para mim é. 

Já vos aconteceu começar a ler um livro para rapidamente descobrir que já o tinham lido? Não é muito comum (tendo a lembrar-me do título ou do autor) mas já me aconteceu. 

Esta é uma das razões pelas quais vou mantendo este blog: guardar um registo que, em apenas alguns minutos, me leve de regresso ao momento em que li o livro. 

 

Ler mais livros

Não gostar do livro que toda a gente gostou

Mudar de opinião acerca de um livro

"Viver" os seus livros

Ler em todo o lado

Ler em vários formatos e línguas

Não ler

Ler na diagonal ou saltar parágrafos/páginas

Ler...audiobooks

Ler vários livros ao mesmo tempo

Ler sem ser incomodada

15
Set18

The Bands of Mourning, de Brandon Sanderson

Patrícia

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Sendo o terceiro livro da Era 2 de Mistborn (após The Alloy of law e Shadows of Self) é o segundo livro da segunda trilogia Mistborn, uma vez que The Alloy of Law é um livro "A solo". Na verdade, acho que não faz sentido ler Shadows of Self sem ter lido The Alloy of Law.

Esta trilogia tem ficado cada vez melhor. The Bands of Mourning leva-nos à infância de Wax e Telsin na Terris Village para depois regressar ao presente e ao casamento de Wax com Steris. Quer dizer... ao casamento falhado de Wax e Steris (têm uma oportunidade para adivinhar quem e porquê...). Wax ainda está a tentar lidar com a (segunda) morte de Lessie quando aceita acompanhar Marasi, Wayne e MeLaan na recuperação de um dos espigões de VanDell, um Kandra que procurava as míticas Bands Of Mourning, as mentes metálicas do Lord Ruler. Wax não consegue esquecer o dever e quer, acima de tudo, encontrar a irmã, Telsin, refém do grupo SET. 

Como sempre, o melhor dos livros do Sanderson é a dinâmica entre os personagens. E a estrela deste livro é, surpreendentemente Steris. A Steris que, em determinada altura, decide dar a todos uma pontuação dependendo da sua utilidade... e é das coisas mais tristes que já li.

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A Steris consegue tornar-se numa das melhores personagens deste livro... Já Marasi ainda não se conseguiu impor. Tem algumas passagens interessantes, continuo a conseguir fazer um paralelismo com Elend e começo a achar que será uma daqueles personagens que, por mais que faça, nunca conseguirá dar o salto para o palco principal.

Já Wayne consegue provar, sempre que aparece, porque é que dá nome à série (não esquecer que é The Wax and Wayne series). A visita que faz a Ranette no início do livro é de partir o coração, a amizade dele com Wax é de nos reconstruir o coração que acabou de ser partido e a relação dele com MeLaan é simplesmente m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a (bem a MeLaan é maravilhosa mesmo sem o Wayne). Nestas cenas com ele consigo sempre dar uma gargalhada e ficar com uma lágrima no canto do olho. Sem dúvida, Wayne é das minhas personagens favoritas de todos os livros.

Deixo-vos um pequenino exemplo:

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O final deste livro é o melhor da Era 2. Os diálogos. A conversa de Wax com Deus. Simplesmente perfeita.

E claro deixa-nos com muitas perguntas e uma enorme espera pelo grande final.  

 

 

05
Set18

Direitos dos leitores (parte 11): Ler sem ser incomodada

Patrícia

Hoje vou falar-vos de um dos Direitos do Leitor que eu (e acredito que vocês) mais reclamo. Um daqueles direitos que nos é sistematicamente negado e/ou atropelado.

Tenho a certeza que já adivinharam: o direito de ler sem ser incomodado.

Estar a ler não é "estar sem fazer nada"!

Quando estou a ler num café, numa esplanada, numa praia, num parque não estou disponível para conversas, nem para que outros se sentem na minha mesa, à minha beira, a fazer conversa. Eu não levei o livro pelo "medo" de ficar sozinha ou sem nada para fazer. A grande probabilidade é que tenha ido propositadamente para aquele cantinho para ter alguns minutos/horas de sossego a ler o meu livro. Eu não estou desesperada pela companhia dos outros - aliás, o mais provável é que tenha ido para ali para me livrar da companhia dos outros.

Não me levem a mal. Há uma probabilidade grande de eu gostar de vocês, de serem muito importantes na minha vida mas, pelos amor de deus, deixem-me estar no meu canto quando estou a ler. 

"Olá, estás a fazer alguma coisa?" é apenas uma pergunta estúpida se eu tenho um livro na mão porque a resposta é óbvia: "sim, estou a ler".

"Olá, estás sozinha?" talvez não seja tão estúpida quanto a pergunta anterior... ou melhor, sim, é tão estúpida como a pergunta anterior porque se me viram é porque não são cegos e podem ver que não está ninguém ao meu lado. Ah e correm o risco de eu, com um olhar um bocado vidrado, responder: sim, estou com os meus amigos imaginados, os personagens deste livro.

"Olá, o que estás a ler?" - Se estiver a ler no Kobo, esta talvez seja uma pergunta inteligente... se estiverem dispostos a continuar a falar de livros. Se não, desamparem a loja, sff. Mas continuo a gostar de vocês. Um bocadinho menos, naquele momento, mas depois a coisa volta ao normal. Se estiver a ler um livro, a pergunta é estúpida, desenrasquem-se, façam o pino se for preciso e espreitem a capa do livro. 

"esse livro que estás a ler é fabuloso, podemos falar sobre ele?" - neste caso há uma enorme probabilidade de eu vos pagar um café.

 

("Ah, ah, ah, tens piada, tu. Mas não preferes conversar sobre (inserir assunto) um bocadinho? podes ler depois" - aqui há uma enorme probabilidade de eu não gostar de vocês nunca mais)

 

(pronto, estou a exagerar um bocadinho, eu gosto de algumas pessoas e gosto muito de conversar)

 

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29
Ago18

Como não me sentir sozinha na minha loucura

Patrícia

Quem me conhece sabe que ando absolutamente viciada em Cosmere e nos livros do Brandon Sanderson e que sou uma chata porque quero muito encontrar gente com quem falar sobre tudo o que se passa naquele universo.

A verdade é que até tenho conhecido algumas pessoas que lêem os livros e com quem vou trocando umas ideias mas a verdade é que são os podcast/canais do YT que me fazem sentir que não estou sozinha nesta loucura. 

Como já ouvi tudo o que o pessoal do Legendarium podcast gravou sobre o Sanderson passei para este The Sandersonian Institute Of Cosmere Studies (na verdade ouço em podcast que não tenho tempo para ver os vídeos). Isto é algo que eu gostava de fazer. Em podcast, claro. 

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26
Ago18

A Carne, de Rosa Montero

Patrícia

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O nome da personagem dá o mote a esta história. A Solidão é o grande tema deste livro. Soledad, uma mulher que aos chegar aos 60, profissional de sucesso mas que se sente uma mulher falhada. Esta mulher é o reflexo da nossa sociedade, que sente em cada ruga a pressão da idade, na solidão vê o preço do falhanço da falta de amor.

 

Confesso que adorei Soledad. Não posso dizer que me identifico com ela mas senti empatia com ela desde a primeira página. A imagem que se vê reflectida no espelho e que não se reflecte, de todo, com o que é.

Não vos vou falar muito sobre esta história. Basta-me dizer-vos que conta a história de uma mulher de 60 anos que contrata um gigolô bastante mais novo que ela. O objectivo é, inicialmente, provocar ciúmes no ex-amante mas... bem, a atracção entre ambos leva a que a história não se fique por aquela noite. 

Com a desculpa de uma exposição que Soledad está a preparar, Rosa Montero leva-nos, numa espiral de histórias, a conhecer uma série de escritores malditos, as suas histórias, os seus crimes, a sua genialidade. Somos constantemente desafiados a fazer uma pausa e a ouvir um pouco de música ou a pesquisar um pouco mais sobre um destes escritores malditos.

 

Acho que não preciso de vos dizer que gostei muito deste livro, que vos aconselho a sua leitura. Rosa Montero tem uma forma muito especial de escrever e eu fiquei rendida. Tenho, há muito, na estante o A louca da Casa, o seu livro mais famoso, que me tem sido repetidas vezes aconselhado e que será uma das minhas próximas leituras.

 

 

26
Ago18

Curtas 2018 #2 : Direitos dos leitores (parte 10)

Patrícia

Há quem seja fiel e há quem "tenha coração suficiente" para ler vários livros ao mesmo tempo. 

Eu sou, por princípio, leitora de um livro de cada vez. Bem gostava de praticar a "polileitura"  mas raramente o consigo. A única excepção são mesmo os audiobooks mas, para dizer a verdade, nem isso corre muito bem. A ideia era ouvir os audiobooks no carro e nas outras oportunidades de leitura, pegar num livro. A verdade é que ponho os auscultadores e pego no ebook (tenho sempre  o ebook do audiobook que vou ouvindo). Por isso quando estou a ler noutro formato tendo a ouvir mais podcast e menos audiobooks.

Mas há imensa gente que lê vários livros ao mesmo tempo, lendo consoante o humor e a vontade. As vantagens são imensas, claro. Há sempre alturas no dia em que não nos apetece ler aquele género de livro, há livros que não podemos carregar connosco (por serem pesados, emprestados ou especiais) e até há livros que só conseguimos "digerir" em doses homeopáticas. E a quantidade de páginas lidas por dia aumenta consideravelmente. 

Não é direito que eu reclame para mim, este de ler vários livros ao mesmo tempo, mas é mais um dos direitos dos leitores.

 

 

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23
Ago18

Curtas 2018 # 1 Direitos dos leitores (parte 9)

Patrícia

Ouvir um livro pode ser uma experiência bastante interessante. Há quem diga que ouvir um livro não é o mesmo que ler um livro. E eu concordo. Não é definitivamente a mesma coisa. 

Arrisco-me a dizer que haverá alguma diferença na forma como o cérebro processa as duas informações mas isso não faz com que quem ouve um livro seja menos leitor que quem o lê.

E na verdade, há vantagens em ouvir um livro.

Para além de nos permitir ler em vários situações (eu oiço audiobooks enquanto conduzo, durante o almoço ou durante caminhadas, por exemplo) também transforma a experiência de ler, tornando-a especial.

 

Na verdade, ouvir histórias é regressar ao passado. Antes, muitos antes, de se inventar a escrita já a literatura oral era uma realidade... e sem ela, a escrita nunca teria sido necessária ou imaginada. Porquê esta resistência aos audiobooks?

Um poema, por exemplo, só ganha em ser declamado. A própria declamação é uma arte nada menor.

A verdade é que ler, declamar, contar histórias não é para qualquer um. Por isso é tão importante a voz, o talento destes contadores de histórias.

 

O audiobook que estou a ouvir neste momento, Bands of Mourning (de Brandon Sanderson), ganha imenso no formato audiobook. Há diálogos hilariantes neste livro, há um personagem cujo talento para imitar vozes é brutal e a leitura tradicional não lhe faria justiça. A verdade é que dou por mim a rir à gargalhada a ouvir isto e sei que sem o talento do narrador do audiobook (Michael Kramer) não iria achar a mesma piada. Brandon Sanderson escreveu mas foi o Michael Kramer que lhes deu vida. 

 

Ler também é ouvir.

 

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20
Ago18

Shadows of Self, de Brandon Sanderson

Patrícia

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Um ano depois da execução de Miles Hundredlives, Marasi continua a apostar da carreira de policia , Wax é uma espécie de Xerife especial (a policia não fica tão mal na fotografia se lhe der carta branca) e Wayne... bem, Wayne é igual a si próprio e uma das personagens mais divertidas que Brandon Sanderson já criou. Claro que, sendo o Brandon Sanderson, isto não significa que lhe falte profundidade ou que ele não nos deixe de coração apertado e à beira da lágrima.

Mas antes de tudo, damos um salto ao passado e acompanhamos Wax, Wayne e Lessie numa aventura e conhecemos como começou a história de Wax e Lassie.

Depois de perseguirem um ladrão de bancos, uma espécie de Robin Hood de Elendel, este trio dá por si a investigar uma grande confusão que culminou com a morte do irmão do governador e de boa parte dos menos recomendáveis da cidade. 

Depois de Alloy of Law, que não me convenceu a 100%, este Shadows of Self fez-me regressar ao mundo de Vin, Kel e Companhia. E voltar a Scadrial é maravilhoso. 

Não é possível nem me apetece escrever sobre este livros sem spoilers e todos sabemos que os leitores deste blog não estão a seguir esta série comigo e que, por isso, poucos chegarão a esta parte... Mas sintam-se avisados: SPOILERS para a trilogia Mistborn Era1, para o Alloy of Law, para o Mistborn Secret History e para este Shadows of Self.

 

Vamos por partes (e teorias minhas)

Wax/Steris/Marasi: não sou fã de triângulos amorosos e, confesso, Steris não me aqueceu nem arrefeceu no Alloy of Law. Mas mudei de ideias. Wax e Marasi não fazem qualquer sentido juntos. A Marasi não é nem pretende ser a Lessie. E Wax não precisa de outra Lessie. Não há qualquer triângulo, há a possibilidade muito real de Steris ser uma personagem muito interessante em Bands of Mourning e talvez fique com o Wax. O Brandon não desilude e continua a não fazer do romance uma questão real. Go Sanderson, é por isso que gostamos tanto de ti.

Marasi: A personagem, para mim, menos conseguida deste livro. Sem grande evolução, simpática, inteligente, é o Elend da Era 2. Se isso for verdade e, à falta da preservation para a tornar Mistborn, talvez haja alguma Hemalurgia a caminho...

Wayne: Ah o Wayne. Não é possível não adorar o Wayne. O que me ri com ele. E quase chorei. A cena na universidade partou-me o coração. A "relação" dele com a Rennette é de ir às lágrimas... de tanto rir. A lealdade e capacidade de sofrimento faz-nos querer ter um amigo como o Wayne. E sim, apeteceu-me bater-lhe com a forma como falou com a Steris... mas acho que ele ainda vai engolir cada palavra. Aliás, já o faz, porque se há coisa que a Steris se recusa a ser é vítima. O título do livro terá muitas interpretações mas uma delas envolverá certamente o Wayne.

MeLaan: Kandra fofinha. E por falar em Wayne... aqueles dois ficam lindamente juntos. Isto é muito macabro para quem não os conhece mas a cena em que Wayne fica ofendido porque a MeLaan disse que os humanos não era saborosos e se ofereceu para le dispensar um bracinho... a sério, só o Sanderson para escrever isto e não ser absolutamente asqueroso.

E por falar em Kandra... Oh, as saudades que eu tinha do Teen Soon. 

E a  jornada do Wax... Oh well, ainda falaremos sobre isso. Mas tiro o chapéu ao Brandon Sanderson. Não estava à espera. Nem um bocadinho.

 

Agora vamos falar sobre religião. Harmony? Harmony? Não é ele, pois não? Não pode ser ele. Provavelmente não deveria ter lido o Mistborn Secret History antes mas a verdade é que li e que isso me fez pensar em todas as incongruencias daquelas conversas... e compreender que só uma pessoa era capaz de arranjar tal confusão. E por falar em Harmony... quem será a nova shard que está em Scadrial? 

Vamos tirar as teimas com o Bands of Mourning...