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Ler por aí

Ler por aí

17
Set19

Memórias de um dia perfeito

Patrícia

Um dia perfeito tem livros. E amigos. (e achetagues maravilhosas... mas isso é outra história)

Quando os livros são dos amigos e os amigos são dos livros, torna-se tudo ainda mais brilhante.

Foi o caso da apresentação do livro da Márcia Voar no quarto escuro. Houve livros, amigos, gargalhadas e sorrisos emocionados. Foi bonita a festa, pá!

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Os sorrisos destes 3 já contam a história desta tarde. A editora Sara, que apostou na Márcia e a acompanhou ao logo do processo, a Márcia, orgulhosa do seu "mais novo" e o Ricardo Duarte que tão bem e tão ao seu jeito apresentou este livro. 

Foi tão bom ouvi-los conversar e ver a Márcia em versão "escritora convidada da comunidade de leitores" :) 

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Foi bom ouvir a Ana, outra amiga dos livros, a ler alguns excertos dos livros (a inevitável gargalhada da minha desaparecida colega de blog foi prova disso).

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E foi bom rever amigos dos livros, conhecer amigos dos livros - isto dos blogs tem coisas maravilhosas, oh se tem!

As fotos são do Gil Cardoso, como sempre :). Obrigada por mas deixares usar!

Foi a primeira vez Márcia, não será a última certamente :) Parabéns!

 

10
Set19

Ai q'horror, programas da manhã e novelas!!!

Patrícia

Uma pausa nos livros para um post sobre algo mais pertinente do que aquilo que podem pensar: novelas e programas da manhã.

(por acaso há uns anos, num outro blog, escrevi sobre este assunto e ganhei uma grande amiga, eheh)

A novela e os programas da manhã são, ao mesmo tempo, as ovelhas negras e as galinhas de ovos de ouro da TV.

Está na moda e é culturalmente chique e bem visto falar mal destes programas.

Ai q'horror, novelas, que lixo. Ai como é possível ver os programas da manhã e tarde, ai a voz da Cristina, ai a voz da Júlia, ai, ai ai). Ai que estão a enganar velhinhos (bem, esta parte não deixa de ser em parte verdade Ai que as novelas são tão más. Ai que não dão programas de qualidade.

Ora o que me irrita nesta postura pedante e arrogante é a total insensibilidade e falta de empatia que demonstra.

As pessoas que dizem isto não são o público-alvo deste tipo de programa. 

O público-alvo destes programas são, na sua maioria, pessoas que, devidos à idade ou problemas de saúde vários, estão em casa todo o dia, geralmente sozinhos e que precisam ser distraídos e acompanhados ou vão passar toda o dia a remoer nos seus próprios problemas. 

Estas pessoas não são, na sua maioria, pessoas que vejam séries e filmes (muitas não conseguem ler legendas, outras não têm capacidade para acompanhar uma série porque adormecem e acordam várias vezes), não podem passar o dia a ler (muitos não o conseguem fazer de todo e ninguém consegue ler o dia inteiro, todos os dias), muitos não têm dinheiro para ter netflix nem sequer canais pagos e experimentem vocês ter um dos canais de notícias ligado o dia inteiro e digam-me se no fim de dois dias não têm vontade atirar qualquer pesada à TV depois de ouvirem pena trigésima vez a mesma "notícia".

A maioria das pessoas que vê TV àquelas horas é alguém que, tipicamente, está sozinho e precisa companhia. A TV ligada é uma necessidade e os apresentadores dos programas da manhã são a grande companhia. Por isso, a Cristina fala alto? óptimo, há muitos velhotes meio surdos. Ri muito? Óptimo, eles precisam de alegria. A Júlia conta histórias de fazer chorar as pedras da calçada? Quem não gosta de uma boa tragédia e de uma história de superação? São a base de toda a literatura, cinema e tv deste o principio do mundo (literário, pelo menos)

E sim, a publicidade a determinados produtos pode ser até perigosa, é verdade. E o dinheiro gasto em telefonemas tb me dá nervos... mas para cada pessoa que cai numa destas há toda uma família, filhos e netos, sobrinhos e afins que não deu assistência, que não fez companhia, que não passou meia hora a fazer companhia e a falar com estas pessoas.

Ptto, não me lixem. Sou e serei sempre, defensora destes programas. Eu não preciso de os ver - até porque geralmente estou a trabalhar - mas há quem precise e quem deles dependa para rir e passar o tempo e isso é tudo. Ainda bem que existem. 

 

 

 

 

04
Set19

Há livros e livros, há YA e YA

Patrícia

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Li, há pouco tempo, o Skyward, do Brandon Sanderson , um YA de ficção cientifica e, por ter gostado tanto, resolvi ignorar a auto-censura que faço aos YA em geral e aos YA de fantasia em particular e dar uma hipótese à escritora Cassandra Clare a ao seu Cidade dos Ossos. 

O do Sanderson li porque... bem, é Sanderson. Acho que aquele homem conseguia fazer da lista telefónica uma cena interessante e o da série Caçadores de Sombras li porque veio bem recomendado. Vou a meio deste Cidade dos Ossos e estou a ter muita dificuldade em continuar, confesso. 

É, para mim, perfeitamente claro porque é que gostei tanto do Skyward e porque é que o Cidade dos Ossos não me consegue sequer manter interessada.

Lembram-se de vos ter falado da teoria dos três níveis numa história? Pois, eu vivo (vá, leio) para momentos nível 3. 

Para quem não percebeu muito bem essa teoria, este talvez seja o exemplo certo.

Skyward é uma história bastante competente no nível 1(vário momentos Top Gun, com a sua escola de voo), como FC encaixa-se tipicamente num nível 2 (a Ficção cientifica por natureza é uma crítica e uma análise à sociedade actual) mas tem momentos nível 3 fenomenais.

Boa parte do livro reflecte sobre a noção de coragem e cobardia. O que é, o que define um cobarde? Quem, na sociedade, define estes conceitos? A presença de M-Bot, uma nave cheia de personalidade e humor muito especial leva-nos às questões éticas que rodeiam a inteligência artificial. O luto é assunto central e o medo e a reacção humana à morte é abordada quando M-Bot tenta compreender porque é que os Humanos têm medo de morrer. Sem esquecer que este livro é um YA, estes temas estão lá, são incontornáveis e fazem com que o livro cumpra uma das principais funções da literatura: acrescentar algo, transformar o leitor.

O Cidade dos Ossos cumpre a função de entretenimento -nível 1,  e isso não é de ignorar ou menosprezar mas não cumpre, pelo menos até meio do livro, nenhum dos outros níveis. Há uma duas tentativas mal conseguidas de ter um momento nível 3 mas mais nada. 

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Para já ainda não me quero prenunciar sobre o mundo dos Caçadores de Sombras nem a magia existente por lá (sem grandes novidades para já mas talvez ainda seja cedo para o dizer taxativamente) mas posso também dizer que a tradução não ajuda (para verem o nível há lá uma parte em que - to score - no sentido "safou-se com a moça" é traduzido por "fazer um golo" ).

 

29
Ago19

Voar no quarto escuro, de Marcia Balsas

Patrícia

 

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Entrar na cabeça de uma mulher não é fácil. Entrar na cabeça de muitas mulheres é uma loucura. Mas a literatura tem uma dose enorme de loucura.

Li este “Voar no quarto escuro” com um misto de espanto (ena, a Márcia escreveu isto tudo), orgulho (ena, a Márcia escreveu isto tudo!) e um nó na garganta.

Ainda bem que não é um livro muito grande  ou tornava-se claustrofóbico. Não é um livro fácil de ler.

A empatia com aquelas mulheres é quase imediata - quem nunca se sentiu mal na sua própria pele? Quem nunca arriscou o julgamento dos outros para ser feliz? Quem nunca quis fugir do seu trabalho? Quem nunca se sentiu menor? – e, também por isso, passei todo o livro a querer saber o que lhes ia acontecer (e confesso, tive muitas vezes vontade de lhes bater).

É, acima de tudo, Um livro sobre a solidão. A solidão acompanhada, auto imposta, infligida, envergonhada. E é um livro sobre a coragem de sermos quem queremos ser, quem sabemos (ou não) ser.

 

Está à venda.

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Márcia, esta será provavelmente a única vez que alguém acha o teu livro uma excelente almofada :)

 

16
Ago19

E os livros fazem sempre parte da parte boa da vida...

Patrícia

Passei todo o ano com a sensação de que andava a ler pouco. Vi muitas séries de TV, passei muito tempo a "não fazer nada" e o meu ritmo de leitura abrandou. Mas, olhando para os números que o GR me mostra, a coisa não foi assim tão má. São até números bastante aceitáveis. 

Mas o melhor de tudo é ter a percepção que li coisas muito boas, que li quase todos os livros que comprei por impulso e que consigo recomendar abertamente quase todos esses livros. 

Li contos (e eu não sou nada fã de contos) e sobrevivi. Vá, até gostei. Gostei dos que fazem parte do Arcanum Unbounded, do Sanderson  e um deles tem o título mais espectacular de todos: Shadows for Silence in the Forest of Hell. 

Acho que tenho que considerar o Norse Mythology, do Neil Gaiman, como uma antologia de contos e devo dizer que gostei bastante. Ainda bem que o li depois do Ragnarok: O fim dos deuses, da A.S. Byatt porque, por um lado, já saber algo sobre as lendas nórdicas ajudou-me a entrar com toda a facilidade no livro do Gaiman e, por lado, ajudou-me a fazer as pazes com o primeiro, que foi claramente prejudicado pela minha ignorância. 

Reli um livrinho que adoro, chamado O Conde de Monte Cristo, e a voracidade com que o devorei mostrou-me que uma história bem contada continua a ser o verdadeiro objectivo da literatura e que aos 14 anos eu já tinha um incrível bom gosto  para escolher as minhas leituras. Ah e empurrou-me para uma espécie de releitura do Os três mosqueteiros. Digo espécie de releitura porque li este livro em versão juvenil e agora estou a ler a versão original (traduzida).

Confirmei que escritores como a Patrícia Reis, o João Pinto Coelho, a Dulce Maria Cardoso e o Hugo Gonçalves estão de pedra e cal na lista de autores que  vou continuar a ler até já não haver mais livros deles para comprar.

Em 2019 continuei fã de audiobooks. Muito fã. É uma excelente forma de ler. Vão continuar a fazer parte das minhas viagens.

Voltei a ficar orgulhosa dos livros que os meus amigos escritores escreveram e publicaram. O livro do Nuno foi publicado em Janeiro e o livro da Márcia sairá no próximo dia 29. Sou uma privilegiada porque tenho a sorte imensa de ser amiga destas duas pessoas maravilhosas.

Li, finalmente, o maravilhoso "A mão esquerda das trevas" da Ursula K. le Guin. Nunca consigo recomendar o suficiente os livros desta escritora.

Li livros marcantes, que me magoaram e me fizeram ter um bocadinho menos fé na humanidade. Continuo a ser "pró-asteróide" e se o dito nos fizesse um reset provavelmente não se perdia muito. Mas também conheci pessoas fabulosas, capazes de me fazerem querer ser mais e melhor.

E os livros fazem sempre parte da parte boa da vida...

15
Ago19

Em estado Selvagem, de Roxane Gay

Patrícia

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A violência deste livro é algo que não esquecerei facilmente. 

A capa não nos prepara para o que nos acontece logo nas primeiras páginas deste livro. O título remete-nos para algo animal (tamed significa domesticado), visceral mas, ainda assim, tem um certo ar romântico (também o título em Português, Em estado selvagem, apresenta esta dualidade). Mesmo que julguemos o contrário, só compreenderemos verdadeiramente este título perto do fim. Mas a esperança, essa, perdemo-la logo no início.

A crueza com que Roxane Gay nos conta uma e outra e ainda outra vez o que acontece a Miri ao longo do seu cativeiro não nos permite ser indiferente a este livro. Por um lado, e sendo uma história contada na primeira pessoa, sabemos que sobreviveu. Como e com que consequências não o sabemos.

No Haiti, os sequestros tornaram-se habituais e quase rotina. Após o pagamento do resgate as vítimas regressam a casa (quase) incólumes e nada se passa - ou pelo menos é isso que muitos acham.

Mireille, filha do Haiti mas educada nos Estados Unidos, está de férias com o marido e o filho, com quem forma uma tríade de cumplicidade, quando é raptada. Um milhão de dólares é o resgate pedido. Valor não negociável. Mas o pai de Miri também não aceita negociar com raptores - se ceder, será toda a família a sofrer e tem que pensar em Mona, a outra filha, na mulher e restantes membros da família. Demonstrar fraqueza não é, simplesmente, uma opção. Miri tem que descobrir como sobreviver até que o impasse se resolva. A força, a resiliência, sempre foi a qualidade mais importante e esta mulher sabe quem é e quem precisa ser para sobreviver.

E sim, este é um livro sobre sobrevivência. Mas não é um livro sobre justiça. Nem é um livro sobre esperança. Não é propriamente um livro sobre o Haiti apesar de se passar no Haiti. Poderia igualmente passar-se em Moçambique ou, por exemplo, na Nigéria. Gostava de acreditar que não se poderia passar em Portugal e talvez não pudesse... na forma. Porque no conteúdo, sim. Poder-se-ia passar em qualquer sítio onde houvesse homens e mulheres. Onde houvesse homens cruéis e homens gentis. 

A violência sobre uma mulher é levada ao extremo. Tê-la assassinado teria sido incrivelmente mais piedoso. Mas uma das coisas que mais me impressionou neste livro é a forma como alguns homens - e até os mais  gentis - ainda precisam que seja ela a ajudá-los a ultrapassar tudo o que se passou. Seria rísivel se não fosse tão normal.

Lorraine. Tenho que vos falar desta mulher. Foi ela quem me levou à beira das lágrimas (e toda a gente sabe o quão "pedra" eu sou a ler um livro). Foi a presença silenciosa daquela mulher que me devolveu a fé na humanidade, bem, pelo menos um bocadinho.

Que livro, este. Não sei ainda porque é que a Dora resolveu oferecer-me este livro. Mas muito obrigada, Dora. Vou agora tentar recuperar da sova que levei ao lê-lo.

 

 

 

 

09
Ago19

A minha versão dos desafios de leitura

Patrícia

Lembram-se de vos ter dito que ia encaixar as minhas leituras nuns desafios de leituras?

Olhem, estou espantada e orgulhosa de mim.

Quer isto dizer que li tudo e cumpri os desafios? Claro que não, tenham juízo, alguma vez isso acontecia? Eu faço batota (sem remorsos), salto etapas (sem remorsos) e talvez nem assim consiga chegar ao fim (guess what... sem remorsos).

Mas o desafio A ler vamos chamar o Verão, da Maria João Diogo e da Maria João Covas, não está a correr nada mal.

Ora, cá ficam as minhas escolhas (a cinza, o que ainda não foi lido):

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07
Ago19

As crianças invisíveis, de Patrícia Reis

Patrícia

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"Mas havia sempre a culpa, a ideia de que ser difícil não é desejável, a vontade de encaixar, a vergonha de ser quem se é por não se saber ser melhor. Não tendo a certeza da possibilidade de regresso ao lugar que conhece, M. considerou que era melhor concordar, fazer o jogo do estou-bem"

 

Quão invisíveis são as crianças institucionalizadas? Suponho que essa invisibilidade seja directamente proporcional à falha da sociedade para com eles. 

Patrícia Reis, neste belíssimo livro - como objecto é extremamente cuidado, como já seria de esperar, desde a textura da capa à cor dos separadores dos capítulos (não me ouvem dizer isto muitas vezes mas este livro merecia uma edição em capa dura) - conta-nos a história de M. durante o tempo da sua institucionalização na "Casa".

Ao longo destas (poucas) páginas, vamo-nos debruçar e reflectir sobre uma realidade que, tantas vezes, apenas conhecemos na teoria e que, como geralmente acontece nestes casos, julgamos conhecer e atrevemo-nos a julgar e opinar. 

A institucionalização - algo que me parece um mal necessário - de crianças em risco e o drama que é, por vezes, a tentativa de as inserir numa família. O horror que é a possibilidade de devolução de uma criança nos primeiros 6 meses. O tipo de laços criados numa instituição, o tipo de família que, também aí se cria, e o seu futuro.

Acho que é unânime a opinião de que todas as crianças merecem ter uma família - seja mais ou menos tradicional - e a protecção e amor que lhes permitam crescer em segurança e com oportunidade para serem tudo o que quiserem ser.

Mas, e este é o ponto mais importante deste livro, será esta solução (a adopção) a mais certa para todas as crianças? Até que ponto, a nossa noção do que é "certo" entra em colisão com aquilo que é necessário, com aquilo que aquela menina ou menino, aquela pessoa, quer e precisa?

Gostava de ter tido mais tempo com M. e com Conceição para estabelecer com estas personagens uma ligação maior. Provavelmente isso iria implicar mais páginas e que a acção não abrangesse um período de tempo tão longo. Não me importava nada até porque a autora levantou várias questões que acabou por não aprofundar.

Doeu-me ler este livro e isso é o maior elogio que lhe posso fazer. Sem qualquer sombra de dúvida será um dos livros deste ano.

 

 

 

 

06
Ago19

Um primeiro romance!

Patrícia

Nem imaginam o orgulho e a alegria que sinto ao dizer-vos que O livro da Márcia vai sair em breve e já está em pré-venda.

Conheci a Márcia na Roda dos Livros e tornámo-nos amigas. Vi a Márcia crescer como leitora. Vi como lutou para se tornar escritora. Conto a conto, que li, sempre com assombro e mais do que uma ponta de orgulho, escreveu e conseguiu publicar o seu primeiro romance. 

Deixo-vos sinopse e a maravilhosa capa (de Ana Aragão) deste Voar no quarto escuro e a certeza de que ainda vão ouvir falar muito deste livro.

Para já, está em pré-venda até dia 29 de Agosto. 

 

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«Sou eu a minha prisão, agora. Até acordar cercada por grades, algures.»

Eduarda apenas sonhara em refazer a sua vida após a morte do marido, que a deixou sozinha no mundo com uma filha adolescente. Não desconfiou que essa nova casa, com um novo companheiro, a conduziria a uma vida de violência, destinada ao esquecimento.

Anos de submissão encaminham-na para uma noite de tempestade. Este é o momento em que as paisagens tão dissonantes da vida de seis mulheres se entrelaçam de uma forma inegável, numa demanda pelo significado da vida. Mães, filhas, amigas, amantes, casas devastadas pela dúvida e pela loucura – todas obrigadas a enfrentar o medo de voar no quarto escuro.