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Ler por aí

Ler por aí

16
Out21

dos livros para miúdos ou de como me estou bem a borrifar para isso

Patrícia

Quando o Harry Potter foi editado houve, em alguns países pelo menos, edições com uma capa mais "adulta". Havia quem se envergonhasse de ler livros para miúdos em público. As capas protectoras dos livros também têm uma dupla função: não só protegem a capa como escondem de olhares alheios os títulos e as capas dos livros. Nunca percebi bem esta coisa dos guilty pleasures literários porque a parte da "guilty" não me parece fazer sentido algum. 

Sim, há livros direccionados para determinadas faixas etárias. Faz todo o sentido que os haja. Mas se há regra para quebrar no que aos livros e literatura diz respeito é essa. Eu leio o que me apetece, quando me apetece. 

Por acaso não sou muito fã da maioria dos livros juvenis que por aí andam mas gosto de os conhecer. Quando o meu sobrinho andava nessa fase  de ler Cherub, pedi-lhe um para ler, por exemplo. E adorei ler os Harry Potter todos assim como o Ciclo Terramar, da Ursula K Le Guin, os His Dark Materials, do Phillip Pullman ou The Black Magician, da Trudi Canavan. Já os YA da Juliet Marillier pouco ou nada me disseram e acabaram por me afastar definitivamente da escritora e da fantasia YA que se edita em Portugal que é, convenhamos, muito mázinha.

As últimas semanas não têm sido fáceis e, apesar de estar a adorar o Beloved, tenho andado sem cabeça para me concentrar em leituras mas a precisar ler para não me fugir a concentração para outras coisas ou de outras coisas. Isto não faz sentido, pois não? Mas isto acontece-me quando há a conjugação perfeita de muito trabalho, algumas preocupações e uma boa dose de "humor depressivo" (aka, tristeza misturada com vontade de partir tudo à minha volta). Nestas fases escolho o audiobook mais viciante que tenho tenho (o ideial é que seja uma releitura) e oiço-o em tempo record. Se tiver o nome Sanderson na capa eu já sei que se insere nas categorias "viciante", "bom" e "grande", todos perfeitos para estas fases.

Foi assim que peguei na novela Sunreach ("novela" que tem 200 páginas") e voltei a Detroit, pela voz da FM. E de "cynotic slugs". Se a novela é boa? Digamos que é um bocadinho acima de aceitável mas foi a história certa no momento certo. Cheguei a rir-me e só eu sei o quanto preciso de me rir. Por isso assim que acabei de ouvir esta novela voltei ao príncipio e ouvi o Skyward novamente e lembrei-me o quanto o Mbot é divertido. E agora estou a (re)ouvir o Starsight. E tem ajudado.

Pergunto-me, porém, porque raio não traduzem isto para português. FC para jovens, divertida e onde, como em qualquer bom livro de FC, se reflecte sobre algumas das grandes questões da humanidade.

sunreach.jpeg

 

02
Out21

Anomalia, de Hervé le Tellier

Patrícia

Anomalia.jpg

 

Em resumo, e para vos preparar para o resto da minha opinião, uma excelente ideia que não conseguiu, para mim, cumprir as expectativas.

Peguei neste livro cheia de curiosidade. Afinal, não é sempre que, um avião, o mesmo avião que aterrou há 3 meses, volta a aparecer nos radares. O mesmo voo, as mesmas pessoas. Como explicar, como lidar com o impossível.

Quais as ramificações na vida de cada uma das pessoas daquele voo quando se encontram consigo mesmos na pessoas do seu eu 3 meses mais novo?

Tudo isto me pareceu bastante interessante e, de facto, li a maioria destas pouco mais de 200 páginas num instante. Gostei de conhecer cada um deles. E gostei de facto deste livro até bem perto do fim. Lê-se que é uma maravilha mas...

O problema é que cheguei ao fim e fiquei com a sensação de que todos os temas foram explorados de forma leve e displicente, grande parte resolveu-se de uma forma demasiado fácil (nem vou falar da parte da explicação para a anomalia) e, nestes casos, fico sempre um bocado irritada.

Talvez seja por ser leitora de FC e fantasia e gostar bastante de wordlbuilding bem feito, talvez não seja importante para este livro em particular e talvez tenha uma perspectiva redutora mas, de facto, acabei por ficar meio desiludida com a ausência de explicações, de tempo para o desenvolvimento das relações entre os personagens ou da exploração efectiva de um dos inúmeros temas abordados aqui.

22
Ago21

Audiobooks - uma nova ou antiga forma de ler?

Patrícia

Se os ebooks ainda não geram consenso e há quem não os considere livros, os audiobooks são claramente o membro mais menosprezado e ostracizado na família literária. 

Eu sou fã.

Há uns anos dei uma oportunidade aos audiobooks e nunca esperei gostar tanto. Não oiço audiobooks para "ler mais", isso não me interessa e na verdade não leio mais por isso. Não é difícil perceberem porque há quem goste de ouvi-los: perguntem a qualquer criança se e porque gostam que lhes contem histórias mesmo depois de aprenderem a ler. Simples assim.

Eu oiço audiobooks em várias situações. Oiço no carro quando estou sozinha. São óptimos para viagens longas. Eu não consigo apenas ouvir um livro. O ideal é ter a atenção dividida em 2 actividades, uma mais mecânica. Conduzir e ouvir um oudiobook são duas coisas que conjugam lindamente. E podemos rir, até deitar uma outra lágrima, que ninguém vê. Oiço quando estou a fazer coisas chatas que não exigem que pense muito mas que exigem que não me distraia. Algumas tarefas domésticas ou mesmo algum trabalho que exige mais repetição que pôr os neurónios a funcionar também são excelentes para quando oiço um livro. O Tico e o Teco estão distraídos com a história e quando dou por isso o trabalho está feito e o tempo não custou a passar.

Outra vantagem dos audiobooks é que me fizeram redescobrir a criança que há em mim... e que adormece profundamente enquanto lhe contam uma história. Tenho imensa dificuldade em adormecer e às vezes ir para a cama (ou acordar a meio da noite) é sinónimo de ansiedade, voltas a mais na cama, muitos "mas porque é que não adormeço?" e "eu preciso dormir". A verdade é que obrigar-me a não pensar nisso (porque me concentro numa história) é, tantas vezes, aquilo que preciso para descontrair mais depressa e voltar a adormecer (valha-me o timer, que ponho em blocos de meia hora e que me permitem voltar rápida e eficazmente à parte que estava a ouvir antes de adormecer). Quando ouvir um audiobook não me adormece permite-me que aquele tempo não seja totalmente perdido e passe muito mais depressa. Não há como falhar aqui.

Mas ouvir pode ser considerado "ler"?

Acho que depende do vosso objectivo quando lêem um livro. Se é a história que vos encanta então o audiobook é uma óptima forma de "ler" - ouvir um bom narrador é uma maravilha. Aliás, o que é um escritor senão um contador de histórias? E não é a tradição oral tão importante na nossa história cultural?

A verdade é que um bom ou mau narrador consegue salvar ou destruir uma história - mas também uma revisão ou tradução. 

Tal como os ebooks não me impedem de comprar livros físicos e adorar o objecto livro, também ouvir audiobooks não me impedem de pegar num livro e ler. Os aubiobooks não substituem livros, coexistem com eles. E, no meu ponto de vista, coexistem muitíssimo bem.

22
Ago21

The Reckoners, de Brandon Sanderson

Patrícia

Captura de ecrã 2021-08-22, às 17.24.05.png

The Reckoners é uma série YA do Brandon Sanderson e, apesar de eu evitar ler YA, tinha que a ler. Optei por ouvi-la (hei-de escrever mais um pouco sobre audiobooks num dos próximos post) e os dois últimos livros fizeram-me companhia nos último meses (o primeiro tinha lido/ouvido já há algum tempo).

Steelheart é uma história de vingança, com um worldbuilding à Sanderson e que se lê muito bem. Quando Calamity aparece nos céus e algumas pessoas começam a revelar super-poderes (Epics) e o pior de si, espalhando violência, morte e medo, há quem, como o pai de David, acredite que, um dia, os Épicos heróicos chegarão e salvarão o mundo. David cresce com sede de vingança e sonha matar o épico que matou o seu pai. A melhor forma de o fazer é conseguir juntar-se aos Reckoners, o único grupo que lhes faz frente e convencê-los a atacar Stealheart, o épico que reina em New Cargo e a transformou em aço. 

Firefight é o melhor dos 3 livros. David continua a ser péssimo em metáforas e desta vez acompanha o Prof e a Tia até Babylon Restored onde se juntam a uma célula de Reckoners que tenta depor Regalia. Na verdade, o objectivo de David é reencontrar Megan e ter, finalmente, algumas respostas. Com a dose certa de novidade e reencontro, temos um cenário fantástico (Babylon restored é brutal), confrontos com épicos novos quase em cada capítulo, vilões dignos desse nome, romance qb e algumas gargalhadas. 

Em Calamity, o grande final, deixou um pouco a desejar. Depois de engonhar (termo técnico, ok?) a maior parte do livro, tudo acontece (quase) sem explicação nas últimas páginas do livro. Não foi, de todo, um final como eu espero dos livros do Sanderson.

Ainda assim a série é das melhores YA qe já li e tenho pena que não estejam traduzidas e editadas por cá. 

19
Ago21

de passagem

Patrícia

Talvez não pareça, pela ausência que tem sido perceptível, mas sou uma defensora dos blogs. Gosto desta plataforma, do que permite e da cadência com que acontece. Se estranham a última frase deixem-me explicar: a maioria das redes sociais acontece depressa, a um ritmo demasiado rápido que não permite reflexão. Todas as redes sociais "palavrosas" tornaram-se campos de batalha. Apesar das redes em geral e algumas em particular serem bolhas que não reflectem a realidade do país em que vivemos, é lá que se dão algumas das batalhas mais importantes da política actual (e os tempos em que vivemos são os mais negros da vida de Portugal em democracia) e é lá que se extremam posições políticas e ideológicas. 

Há uns anos, nos tempos áureos dos blogs, as caixas de comentários eram lugar de batalhas campais, de discussões míticas - umas mais interessantes que outras - que foram, também, uma das razões para que os blogs deixassem de ter a importância que tinham. É que dava trabalho. Dava trabalho escrever, influenciar, dava trabalho comentar e manter um argumento. Num blog e numa caixa de comentários não há problemas de limitação de caracteres. Felizmente (para os blogs e infelizmente para algumas redes sociais mais palavrosas) os blogs tornaram-se, na sua maioria, lugares calmos, sem discussões acaloradas, sem insultos deliberados. 

Fiquei por isso bastante surpreendida quando andava a dar um giro por alguns blogs e apanhei mais do que um comentário odioso e ignorante (obviamente anónimo) num post absolutamente inócuo. O que raio se anda a passar? 

Por aqui os comentários anónimos são moderados e todos os IPs ficam gravados. Tomar a decisão de moderar comentários foi algo que tive que fazer há uns tempos mas foi, de facto, o melhor. 

05
Ago21

Piranesi, De Susanna Clarke

Patrícia

piranesi.jpg

 

Quando vi que a escritora do fabuloso Jonathan Strange and Mr Norrel tinha, finalmente, escrito outro livro tive mesmo que o comprar. 

Continuamos no domínio do fantástico mas Piranesi é outra coisa. Uma espécie de fantasia mais filosófica, talvez. 

Piranesi (chamemos-lhe assim, tal como faz o Outro) é um homem que não sabe como se chama e que vive numa enorme mansão, com milhares de salas, vestíbulos e estátuas, com marés que inundam os andares inferiores. Nos andares superiores é mundo das aves e dos céus. Piranesi acredita que é o 15º ser humano daquele mundo, que naquele momento apenas ele e o Outro estão vivos e que é seu dever velar pelos 13 que vieram antes dele e de cujas ossadas toma conta. Nos encontros das terças e quintas, ele e o Outro continuam a sua busca pelo Conhecimento Supremo.

Cedo na leitura nos apercebemos de todas as incongruências desta história, que nos é contada na primeira pessoa através das páginas do diário que Piranesi vai escrevendo, em que um homem sabe coisas que não devia saber e não sabe como as sabe. Quem é, quem foi Piranesi? Quem é o 16º ser que começou a deixar mensagens escritas pela casa? 

Num livro que "primeiro se estranha e depois se entranha" é escolha do leitor lê-lo como história de fantasia ou parar de vez em quando para pensar no ser humano, nas suas escolhas, no poder da solidão e nas escolhas que nos fazem humanos. Tal como em cada bom livro de fantasia. 

26
Jul21

Este não é o verão das nossas vidas

Patrícia

Talvez o último mês tenha sido um dos piores da minha vida, que já não vai assim tão curta. Não sei exactamente como serão os próximos, estou mais a viver no presente, dia a dia, que no futuro, esse sei lá a quem pertence. Fiquei sem chão, sem vontade para nada e, desta vez, nem ler me conseguia fazer pensar noutra coisa. Um dia falo disto por aqui, hoje não, ainda não é o dia. Os dias de verão vão correndo e este não é o verão das nossas vidas. Continuamos isolados de abraços, de beijos, de gente. Eu, pelo menos, continuo. Estou tão pertinho da tão ansiada segunda dose da vacina que até lá não me apetece arriscar, nem por mim nem pelos meus, nem pelos outros. Não estou fechada em casa, nem espero risco zero, que é coisa que não existe. Mas não compreendo qual é a dificuldade de perceber que a incidência é o número que interessa para a economia, para o turismo, para aquilo que é importante para quem se insurge e grita aos sete ventos que as restrições dão cabo da economia. A incidência é o número que nos põe e tira das listas "âmbar" dos vários países, que eles se estão a borrifar para os nossos mortos, para os nossos internados. Esses são nossos e só são importantes para quem os trata pelo nome. Para os outros são "estatisticamente irrelevantes". Ora, eu não quero fazer dos meus uma estatística. Portanto vou tendo os cuidados que acho correctos. Já nem ligo muito às restrições impostas, apenas o suficiente para não incumprir nenhuma. Há muito que decidi que até a malta cá de casa estar toda vacinada não vamos facilitar. 

Este pode não ser o verão das nossas vidas mas será sem dúvida o verão que nos vai marcar a todos. 2021 está a fazer de 2020 um ano fofinho.

25
Jul21

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA, de Hugo Gonçalves

Patrícia

Deus, Pátria, Família.jpg

Um livro que recomendo sem reservas e de que gostei muito apesar de não o ter achado aquilo que prometia.

Em DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA, Hugo Gonçalves apresenta-nos um retrato bastante fiel de uma época (na realidade de mais que uma) e isso é algo de que precisamos na literatura portuguesa.

Também aposta em mostrar-nos uma alternativa à história como todos a conhecemos partindo da premissa de "e se Salazar tivesse morrido?". É uma ideia magnífica que gostaria de ter visto bastante mais desenvolvida mas como distopia não me convenceu, confesso. Na verdade, senti-me sempre no Portugal de Salazar (excepto talvez nas últimas páginas mas aí era tarde de mais, o worldbuilding não pode ser feito quando a história está a acabar). Para a história não incomodou, pelo contrário, uma vez que talvez  fosse uma distracção demasiado grande para a história em si.

Gostei dos personagens deste livro e preferia tê-los visto mais desenvolvidos e aprofundados. Ainda assim Luís Paixão Leal é um digno protagonista e a sua história, passada presente e quiçá futura é interessante. Os outros personagens, de Rebeca a Inácio Capote, passando pelos policias, pides e não pides, pelas prostitutas, criadas e afins, eram um leque bastante consistente. 

Não é possível ler este livro sem que nos apercebamos da crítica feroz que o escritor fez à religião (católica) em geral e ao fenómeno de Fátima em particular. Também por isso este livro vale a pena. Há que lhe tirar o chapéu, Hugo Gonçalves não é minimamente condescendente. 

Qualquer livro que não pretenda ser um manual histórico reflecte e obriga-nos a pensar no presente, na história que vivemos. E aqui não é possível deixar de pensar no poder de desvio que uma virgula na história tem, na força da manipulação de massas (chamo-lo muitas vezes, benignamente, de populismo, retirando-lhe quiçá parte do perigo) e no quão presente isto está no Portugal dos nossos dias.

20
Jun21

Saga Joona Linna, de Lars Kepler

Patrícia

Capture.JPG

No Hipnotista conhecemos Joona Linna, o policia que tem a mania de ter sempre razão, o solitário por natureza, o bad boy para quem a hierarquia ou a opinião dos outros não tem grande valor. Mas Joona nunca desiste (ou quase nunca, vá) de tentar apanhar os maus da fita e de salvar as vítimas. Erik desistiu da hipnose há uns anos e tinha prometido nunca mais hipnotizar ninguem mas um miúdo, o único sobrevivente de um crime não consegue contar o que viu e Jonna convence-o a hipnotizar Joseph para tentar perceber o que é que o miúdo viu. 

No Executor, Saga Bauer (há um certo cliché na beleza de princesa da Disney em Saga mas como eu a imaginei sempre como Saga da série The Bron, essa parte passou-me sempre ao lado) junta-se a  Joona para desvendar uma série de crimes. Desta vez há um suícidio suspeito, e uma morte em alto mar. Este volume tem alguma política o que é sempre um ponto positivo. E tem a Saga e eu gosto da Saga.

A Vidente é interessante e põe-nos a pensar no que a mente é capaz de fazer. Traumas  e conversas com mortos. Não é o melhor da série mas lê-se bem.

O Homem da Areia apresenta-nos, finalmente Joona. E Jurek Walker. Os crimes parecem mesmo os de Jurek e atingem um nível de maldade impossível de imaginar mas Jurek está preso na ala psiquiátrica há 10 anos. E foi Joona que o pôs lá. Talvez seja um dos melhores da série, este volume.

Stalker apresenta-nos Margot. Joona desapareceu e é Margot quem tem que descobrir quem anda a filmar e assassinar mulheres. Este livro marca o regresso de Erik, o hipnotista, à acção e não sendo dos meus preferidos lê-se bem.

N'O Caçador uma prostituta de luxo presencia um crime com contornos bastante estranhos. Joona está preso mas isso não é impedimento para lhe pedir ajuda quando a pessoa certa está em perigo. Saga e Joona, novamente juntos e claro, este é um dos meus preferidos.

Lazarus é talvez aquele volume de que menos gostei. Revirei bastante os olhos ao longo de boa parte do livro, clichés, clichés. Os erros que os nossos protagonistas cometeram foram daqueles de mudar vidas e nada ficou bem no fim. Valeu por isso.

O Homem-Espelho foi lido já em cansaço. Demasiados livros da mesma série seguidos mas gostei. Os crimes voltaram a atingir requintes de crueldade dignos de um livro (espero sinceramente que este tipo de merda não aconteça na realidade), Joona foi igual a si mesmo, rebelde, violento e pouco propenso a cumprir ordens. O meu coração sofreu pela (ausência da) Saga todo o livro.

Resumindo: das sagas de policiais/thrillers mais competentes que tenho lido, com maus muito maus, com protagonistas cheios de traumas para serem manipulados. 

18
Jun21

coisas avulso

Patrícia

À beirinha do fim de semana e já se nota pela ausência do blog que regressei ao trabalho. Garanto-vos que já precisava de mais férias - foi uma semana curta e que mal deu para começar a descansar a de férias e longa esta de trabalho.

Estou neste momento a acabar o Homem-Espelho, de Lars Keppler e acho que estou preparada para largar os thrillers por uns tempos. Vamos ver se ganho coragem e, ainda este fim de semana, pego no Gente Independente que está em modo de pausa há mais de um mês.

Falando de eventos, na próxima quinta-feira vai acontecer, na FNAC do Colombo o lançamento da edição de coleccionador do O espião português do Nuno Nepomuceno. Se estiverem perto, podem dar lá um salto, comprar um livro e trazer um autógrafo do Nuno. Não se esqueçam da máscara e de que todos cuidados devem ser tomados, ptto nada de beijinhos ao Nuno, ok? 

Foi publicada a short list (aka finalistas) do prémio APE deste ano:

As telefones, de Djaimilia Pereira de Almeida
A noite das barricadas, de H. G. Cancela
Felicidade, de João Tordo
Cidade infecta, de Teresa Veiga
Contra mim, de Valter Hugo Mãe

Dos 5 livros, já li o Cidade Infecta e, desta vez, conheço todos os autores. Tenho bastante curiosidade com o A noite das barricadas de HG Cancela e já ouvi falar bastante bem no As Telefones da Djaimilia Pereira de Almeida. O Felicidade é sobejamente conhecido também. Não sei para que lado pende o Contra mim, do VHM, se para o lados dos livros do autor que adoro ou para o lado dos que detesto. Com este autor não há meio termo para mim.

 

Aproveitem, como eu espero fazer, o fim de semana para descansar, ler e dormir (não necessariamente por esta ordem). É fim de semana de futebol (um dia escrevo um post só a falar do meu amor/ódio por este "desporto") e vão ser 11 contra 11 mas desta vez esperemos que perca a Alemanha, de F1 (cá em casa leio muito ao som do vrum vrum dos carros da F1, da FE, da Nascar e de tudo o que meta carros) e de ficar em casa, não contribuindo para a disseminação dos bugs que por aí andam, ok?

Bom fim de semana e boas leituras

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