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Ler por aí

Ler por aí

16
Ago19

E os livros fazem sempre parte da parte boa da vida...

Patrícia

Passei todo o ano com a sensação de que andava a ler pouco. Vi muitas séries de TV, passei muito tempo a "não fazer nada" e o meu ritmo de leitura abrandou. Mas, olhando para os números que o GR me mostra, a coisa não foi assim tão má. São até números bastante aceitáveis. 

Mas o melhor de tudo é ter a percepção que li coisas muito boas, que li quase todos os livros que comprei por impulso e que consigo recomendar abertamente quase todos esses livros. 

Li contos (e eu não sou nada fã de contos) e sobrevivi. Vá, até gostei. Gostei dos que fazem parte do Arcanum Unbounded, do Sanderson  e um deles tem o título mais espectacular de todos: Shadows for Silence in the Forest of Hell. 

Acho que tenho que considerar o Norse Mythology, do Neil Gaiman, como uma antologia de contos e devo dizer que gostei bastante. Ainda bem que o li depois do Ragnarok: O fim dos deuses, da A.S. Byatt porque, por um lado, já saber algo sobre as lendas nórdicas ajudou-me a entrar com toda a facilidade no livro do Gaiman e, por lado, ajudou-me a fazer as pazes com o primeiro, que foi claramente prejudicado pela minha ignorância. 

Reli um livrinho que adoro, chamado O Conde de Monte Cristo, e a voracidade com que o devorei mostrou-me que uma história bem contada continua a ser o verdadeiro objectivo da literatura e que aos 14 anos eu já tinha um incrível bom gosto  para escolher as minhas leituras. Ah e empurrou-me para uma espécie de releitura do Os três mosqueteiros. Digo espécie de releitura porque li este livro em versão juvenil e agora estou a ler a versão original (traduzida).

Confirmei que escritores como a Patrícia Reis, o João Pinto Coelho, a Dulce Maria Cardoso e o Hugo Gonçalves estão de pedra e cal na lista de autores que  vou continuar a ler até já não haver mais livros deles para comprar.

Em 2019 continuei fã de audiobooks. Muito fã. É uma excelente forma de ler. Vão continuar a fazer parte das minhas viagens.

Voltei a ficar orgulhosa dos livros que os meus amigos escritores escreveram e publicaram. O livro do Nuno foi publicado em Janeiro e o livro da Márcia sairá no próximo dia 29. Sou uma privilegiada porque tenho a sorte imensa de ser amiga destas duas pessoas maravilhosas.

Li, finalmente, o maravilhoso "A mão esquerda das trevas" da Ursula K. le Guin. Nunca consigo recomendar o suficiente os livros desta escritora.

Li livros marcantes, que me magoaram e me fizeram ter um bocadinho menos fé na humanidade. Continuo a ser "pró-asteróide" e se o dito nos fizesse um reset provavelmente não se perdia muito. Mas também conheci pessoas fabulosas, capazes de me fazerem querer ser mais e melhor.

E os livros fazem sempre parte da parte boa da vida...

15
Ago19

Em estado Selvagem, de Roxane Gay

Patrícia

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A violência deste livro é algo que não esquecerei facilmente. 

A capa não nos prepara para o que nos acontece logo nas primeiras páginas deste livro. O título remete-nos para algo animal (tamed significa domesticado), visceral mas, ainda assim, tem um certo ar romântico (também o título em Português, Em estado selvagem, apresenta esta dualidade). Mesmo que julguemos o contrário, só compreenderemos verdadeiramente este título perto do fim. Mas a esperança, essa, perdemo-la logo no início.

A crueza com que Roxane Gay nos conta uma e outra e ainda outra vez o que acontece a Miri ao longo do seu cativeiro não nos permite ser indiferente a este livro. Por um lado, e sendo uma história contada na primeira pessoa, sabemos que sobreviveu. Como e com que consequências não o sabemos.

No Haiti, os sequestros tornaram-se habituais e quase rotina. Após o pagamento do resgate as vítimas regressam a casa (quase) incólumes e nada se passa - ou pelo menos é isso que muitos acham.

Mireille, filha do Haiti mas educada nos Estados Unidos, está de férias com o marido e o filho, com quem forma uma tríade de cumplicidade, quando é raptada. Um milhão de dólares é o resgate pedido. Valor não negociável. Mas o pai de Miri também não aceita negociar com raptores - se ceder, será toda a família a sofrer e tem que pensar em Mona, a outra filha, na mulher e restantes membros da família. Demonstrar fraqueza não é, simplesmente, uma opção. Miri tem que descobrir como sobreviver até que o impasse se resolva. A força, a resiliência, sempre foi a qualidade mais importante e esta mulher sabe quem é e quem precisa ser para sobreviver.

E sim, este é um livro sobre sobrevivência. Mas não é um livro sobre justiça. Nem é um livro sobre esperança. Não é propriamente um livro sobre o Haiti apesar de se passar no Haiti. Poderia igualmente passar-se em Moçambique ou, por exemplo, na Nigéria. Gostava de acreditar que não se poderia passar em Portugal e talvez não pudesse... na forma. Porque no conteúdo, sim. Poder-se-ia passar em qualquer sítio onde houvesse homens e mulheres. Onde houvesse homens cruéis e homens gentis. 

A violência sobre uma mulher é levada ao extremo. Tê-la assassinado teria sido incrivelmente mais piedoso. Mas uma das coisas que mais me impressionou neste livro é a forma como alguns homens - e até os mais  gentis - ainda precisam que seja ela a ajudá-los a ultrapassar tudo o que se passou. Seria rísivel se não fosse tão normal.

Lorraine. Tenho que vos falar desta mulher. Foi ela quem me levou à beira das lágrimas (e toda a gente sabe o quão "pedra" eu sou a ler um livro). Foi a presença silenciosa daquela mulher que me devolveu a fé na humanidade, bem, pelo menos um bocadinho.

Que livro, este. Não sei ainda porque é que a Dora resolveu oferecer-me este livro. Mas muito obrigada, Dora. Vou agora tentar recuperar da sova que levei ao lê-lo.

 

 

 

 

09
Ago19

A minha versão dos desafios de leitura

Patrícia

Lembram-se de vos ter dito que ia encaixar as minhas leituras nuns desafios de leituras?

Olhem, estou espantada e orgulhosa de mim.

Quer isto dizer que li tudo e cumpri os desafios? Claro que não, tenham juízo, alguma vez isso acontecia? Eu faço batota (sem remorsos), salto etapas (sem remorsos) e talvez nem assim consiga chegar ao fim (guess what... sem remorsos).

Mas o desafio A ler vamos chamar o Verão, da Maria João Diogo e da Maria João Covas, não está a correr nada mal.

Ora, cá ficam as minhas escolhas (a cinza, o que ainda não foi lido):

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07
Ago19

As crianças invisíveis, de Patrícia Reis

Patrícia

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"Mas havia sempre a culpa, a ideia de que ser difícil não é desejável, a vontade de encaixar, a vergonha de ser quem se é por não se saber ser melhor. Não tendo a certeza da possibilidade de regresso ao lugar que conhece, M. considerou que era melhor concordar, fazer o jogo do estou-bem"

 

Quão invisíveis são as crianças institucionalizadas? Suponho que essa invisibilidade seja directamente proporcional à falha da sociedade para com eles. 

Patrícia Reis, neste belíssimo livro - como objecto é extremamente cuidado, como já seria de esperar, desde a textura da capa à cor dos separadores dos capítulos (não me ouvem dizer isto muitas vezes mas este livro merecia uma edição em capa dura) - conta-nos a história de M. durante o tempo da sua institucionalização na "Casa".

Ao longo destas (poucas) páginas, vamo-nos debruçar e reflectir sobre uma realidade que, tantas vezes, apenas conhecemos na teoria e que, como geralmente acontece nestes casos, julgamos conhecer e atrevemo-nos a julgar e opinar. 

A institucionalização - algo que me parece um mal necessário - de crianças em risco e o drama que é, por vezes, a tentativa de as inserir numa família. O horror que é a possibilidade de devolução de uma criança nos primeiros 6 meses. O tipo de laços criados numa instituição, o tipo de família que, também aí se cria, e o seu futuro.

Acho que é unânime a opinião de que todas as crianças merecem ter uma família - seja mais ou menos tradicional - e a protecção e amor que lhes permitam crescer em segurança e com oportunidade para serem tudo o que quiserem ser.

Mas, e este é o ponto mais importante deste livro, será esta solução (a adopção) a mais certa para todas as crianças? Até que ponto, a nossa noção do que é "certo" entra em colisão com aquilo que é necessário, com aquilo que aquela menina ou menino, aquela pessoa, quer e precisa?

Gostava de ter tido mais tempo com M. e com Conceição para estabelecer com estas personagens uma ligação maior. Provavelmente isso iria implicar mais páginas e que a acção não abrangesse um período de tempo tão longo. Não me importava nada até porque a autora levantou várias questões que acabou por não aprofundar.

Doeu-me ler este livro e isso é o maior elogio que lhe posso fazer. Sem qualquer sombra de dúvida será um dos livros deste ano.

 

 

 

 

06
Ago19

Um primeiro romance!

Patrícia

Nem imaginam o orgulho e a alegria que sinto ao dizer-vos que O livro da Márcia vai sair em breve e já está em pré-venda.

Conheci a Márcia na Roda dos Livros e tornámo-nos amigas. Vi a Márcia crescer como leitora. Vi como lutou para se tornar escritora. Conto a conto, que li, sempre com assombro e mais do que uma ponta de orgulho, escreveu e conseguiu publicar o seu primeiro romance. 

Deixo-vos sinopse e a maravilhosa capa (de Ana Aragão) deste Voar no quarto escuro e a certeza de que ainda vão ouvir falar muito deste livro.

Para já, está em pré-venda até dia 29 de Agosto. 

 

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«Sou eu a minha prisão, agora. Até acordar cercada por grades, algures.»

Eduarda apenas sonhara em refazer a sua vida após a morte do marido, que a deixou sozinha no mundo com uma filha adolescente. Não desconfiou que essa nova casa, com um novo companheiro, a conduziria a uma vida de violência, destinada ao esquecimento.

Anos de submissão encaminham-na para uma noite de tempestade. Este é o momento em que as paisagens tão dissonantes da vida de seis mulheres se entrelaçam de uma forma inegável, numa demanda pelo significado da vida. Mães, filhas, amigas, amantes, casas devastadas pela dúvida e pela loucura – todas obrigadas a enfrentar o medo de voar no quarto escuro.

30
Jul19

Como acalmar um neurónio amalucado*

Patrícia

Sabem aquelas alturas em que o cansaço é grande, têm finalmente tempo para dormir (uma das melhores coisas do mundo)  mas os vossos neurónios estão em modo "piolho nervoso" e precisam de algum trabalho ou entram em ressaca com sintomas de abstinência? (juro que isto me acontece regularmente)

As melhores formas de desabituar os neurónios e lentamente os levar a ter um comportamento normal em vez de um comportamento de excitação exagerada são ler e ver TV. 

É nessas alturas que leio livros "pastilha elástica" e vejo ou revejo séries de TV como se não houvesse amanhã.

Escolher um livro para estas alturas é bastante mais difícil e complicado do que um não-leitor poderia pensar.

Por um lado não pode ser um livro muito exigente - nada de Virginia Woolf ou Gonçalo M. Tavares (nenhum deles ajuda os neurónios a acalmar, geralmente o efeito é o contrários e eles - os neurónios - entram em modo "viciados em trabalho"). Também não pode ser um livro muito básico ou mauzinho -nada de YA manhosos ou livros juvenis (porque aí os neurónios sentem-se enganados e entram em modo vingativo combinado com sintomas de abstinência e isso é perigoso). 

Comigo geralmente um (médio/bom) livro de fantasia funciona. Ou um Thriller. Claro que há que ter cuidado porque se o livro de fantasia for mau o resultado não é bonito...  

Com as séries é ligeiramente mais fácil - as más séries de TV sempre tiveram o dom de me ajudar a limpar a cabeça, que é como quem diz, adormecer metade dos meus neurónios.

E vocês, que tipo de livros vos ajuda a descansar?

 

* Ou "eu não estou boa da cabeça mas isto passa"

 

 

 

24
Jul19

ponto de situação

Patrícia

Voltei de férias (acabei o As crianças invisíveis, da Patrícia Reis; li Essa Puta tão distinta, do Juan MarséUma Morte Conveniente, de Sofie Sarenbrant; um livro mistério de que vos falarei nos próximos tempos - e que adorei). Entretanto comecei e acabei o Eliete, da Dulce Maria Cardoso e já me atirei de cabeça para o Norse Mythology do Neil Gaiman e ainda comecei o Maus  de Art Spiegelman (estou a fazer um enorme esforço para ler este devagar). 

Bem... já perceberam que ando a mil à hora, que trabalho o dia inteiro e ainda depois disso, não é? Sempre que estou nestas loucuras de trabalho leio bastante. Não me perguntem como, isto é coisa que sempre me aconteceu, deixo de conseguir descansar como deve ser, entro em modo non-stop e aproveito todos os minutos para ler. Desde que a coisa não se prolongue por muitas semanas, isto faz-se sem grandes stresses. 

A leitura ajuda-me sempre nestas fases e fico cheia de vontade de ler fantasia - daí ter pegado no Norse Mithology. Diz que era uma vergonha nunca ter lido Neil Gaiman!

Por estranho que pareça, tenho conseguido encaixar as leituras nos passatempos e isso já me rendeu um abraço da Maria João e participações (mais ou menos) interessantes nos passatempos livrescos que por aqui andam.

Ah e ando  a ver a terceira temporada do La Casa de Papel. Não está mal, não senhor. 

Mas Dark que vi há umas semanas é que me encheu as medidas. Aí está uma série que devem espreitar. Peguem em papel e caneta e atrevam-se a ver uma série diferente. Muito boa mesmo.

Boas leituras e um excelente verão!

14
Jul19

O que vende um livro?

Patrícia

Todos nós, leitores, sabemos responder a esta pergunta.

Depende

Pois. Depende de vários factores, não é?

Uns dirão que, definitivamente, o preço tem que ser levado em conta, outros afirmarão que a qualidade é fundamental, todos concordaremos que a publicidade que lhe é feita é determinante e é, provavelmente, o factor decisivo para se vender pouco ou muito, para dar ou não o salto para além-fronteiras

Este post não foi propriamente pensado, nasceu de duas situações distintas.

Ontem, no grupo de leitura, a meio da conversa, disse qualquer coisa do género: "há quem avalie um livro mesmo sem o ler, principalemten se for de determinados escritores". Hoje, vi uma reportagem no Jornal da Tarde da SIC (salvo erro) sobre o novo livro do escritor Alberto S. Santos (Amantes de Buenos Aires).  

Vou já admitir: eu sou capaz de recomendar um livro sem o ter lido. Mas não sou capaz de dizer que é bom ser o ter lido. Sou capaz de generalizar - recomendo à partida todos os livros* da Chimamanda Ngozie Adichie e do Brandon Sanderson e sei que não tenho interesse em pegar em nenhum livro da E.L James, por exemplo. Mas não consigo dizer se o "Coisa à volta do teu pescoço" é um 4 ou 5 estrelas. 

E sim, eu compro, à confiança, livros de determinados escritores. Aliás, quando eu gosto de um escritor faço os possíveis por ler todos os seus livros. Foi assim com a Enid Blyton, a Agatha Christie, a Marion Zimmer Bradley e mais recentemente a Chimamanda e o Sanderson, entre tantos outros.

Mas para gostar e me tornar leal a um escritor tenho que o conhecer, ou seja, tenho que me interessar o suficiente para comprar um seu livro (ou ir à biblioteca procurar um). E isso só acontece quando há publicidade eficiente.

E sim, eu vejo algumas coisas nos blogs e canais que me levam a comprar livros, não rejeito essas plataformas e a sua importância na divulgação da literatura. Também reconheço a enorme importância do boca-a-boca que é ainda maior do que a dos blogs e canais (basta ter em consideração a quantidade de leitores que não faz puto de ideia de que existem canais e blogs sobre livros).

Mas haverá algo que bata uma reportagem em horário nobre? Ter a Cristina a falar de um livro ou ter uma reportagem no jornal da noite deve fazer aqueles livros venderem como pãezinhos quentes. Pena é que tão poucos livros e escritores tenham essa oportunidade. 

*propositadamente vou apenas considerar escritores estrangeiros

 

 

 

13
Jul19

Direitos dos leitores (parte 13): não falar sobre livros

Patrícia

Ando aqui há umas semanas (ou meses, já nem sei) a esforçar-me para arranjar tempo e vontade (é sempre mais vontade que tempo o que nos falta, não sejamos hipócritas) para vir aqui ao blog escrever as opiniões dos livros mas, às tantas, lembrei-me que um direitos indiscutíveis de cada leitor é ... não partilhar as suas leituras.

E é esse direito que aqui invoco e que vai marcar este blog nas próximas semanas (quiçá meses). Vou abrandar nas opiniões. Eu até ando a ler alguma coisa e vou tentar ir pondo aqui qualquer coisa acerca disso, nem que seja apenas uma foto e um ou outro comentário mas não me vou esforçar por escrever opiniões.

Se estiverem interessados podemos sempre trocar umas impressões nos comentários, estejam à vontade. 

Vou tentar (e tentar é mesmo o termo certo, sem qualquer género de promessas) vir aqui escrever qualquer coisa, variar no tipo de texto, sei lá, escrever o que me apetecer, se e quando me apetecer... no fundo exactamente como tenho feito sempre...excepto nas opiniões, essas vão escassear.

Para já leio o Eliete, de Dulce Maria Cardoso, mas estou muito no início, ainda não tenho opinião formada.

Recomendo o As crianças silenciosas, da Patrícia Reis e a opinião desse há-de sair, que já está meio escrita nos rascunhos deste blog. 

E vocês, que livros vos encantaram neste verão? Andam a escolher bem as vossas leituras?

 

26
Jun19

Leituras de verão

Patrícia

Quem me conhece (nem que seja por aqui vir de vez em quando) sabe que eu raramente, muito raramente, participo em qualquer projecto, maratona ou objectivo de leitura. Não o faço porque eu e leituras (mais ou menos) obrigatórias não nos damos lá muito bem.

Mas não há como negar, muitos de vocês, muitos daqueles  que lêem blogs ou assistem regularmente a vídeos do "booktube", gostam de participar em projectos destes. E a verdade é que estes são uma excelente forma para que leitores se conheçam, aumentem a sua lista de desejos e retirem um ou dois livros da estante... até porque há que arranjar espaço para os novos habitantes da casa, aqueles que surgem porque se participa neste tipo de projecto, não é?

Eu fico sempre muito surpreendida e grata porque o pessoal dos livros ainda não desistiu completamente de mim e continuam a convidar-me e a desafiar-me para participar nestas coisas. 

Por isso, e porque as minhas participações acabam geralmente com um rotundo fracasso (quando acontecem, de todo) resolvi divulgar os projectos que conheço e de que me lembro.

Se estiverem a organizar algum projecto e quiserem alguma divulgação... não contem comigo mas enviem-me um email e pode ser que faça um post catita de divulgação.

Ora, projectos giros que andam por aí.

Por brincadeira até fiz o meu cartão de participação.

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A ideia é ler livros cujo título ou autor comecem com as letras de MAIS VERÃO. 

De 21/06 a 20/07 MAI

21/07 a 20/08 SVE

21/08 A 20/09 RAO

E tenho a certeza que há por aí mais projectos, é procurarem aquele que vos enche as medidas e esvazia a estante...

Divirtam-se e leiam neste Verão