Ler por aí
 
13 de Janeiro de 2018

Impossível dizer melhor. 

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publicado por Patrícia às 11:09 link do post
01 de Janeiro de 2018

Pois.. isso. Não há.

Lamento se vieram ao engano, pelo título, à espera de listas de livros que espero ler ou de metas númericas ou de projectos especiais.

Até acho piada a essas listas mas comigo nunca funcionam. Claro que espero ler alguns livros. Quero acabar o Oathbringer e continuar a ler livos no universo de Cosmere (cá em casa já estão o Elantris e o Arcanum Unbounded), quero ler o Os loucos da Rua Mazur de João Pinto Coelho, quero ler o Por este rio acima, da Patrícia Reis. Quero reler o Jerusalém do GMT e o O conde de Monte Cristo. Quero continuar a ler Virginia Woolf, Maria Manuel Viana e Jane Austen. Quero conhecer novos escritores, quero ler coisas diferentes. 

A verdade é que, por motivos pessoais, ando sem tempo nem cabeça para leituras. E não sei se isso vai mudar. Mas a literatura é e sempre será importante na minha vida. Não interessa se leio muito ou pouco. O importante é ler. 

Para vocês os meus votos são os do costume: boas leituras em 2018.

publicado por Patrícia às 10:26 link do post
28 de Dezembro de 2017

Relembrando um dos Direitos dos Leitores, mais especificamente o segundo, hoje venho falar-vos de não gostar de um livro.

Pessoas, vamos lá a perceber: é normal que haja quem não gosta daquele livro que nós adorámos. É normal que duas pessoas diferentes tenham opiniões diferentes acerca do mesmo livro. É normal que nós não gostemos de um livro que outra pessoa gostou.

Como diz uma amiga minha, é por isso que o mundo não tomba. Diria ainda mais: não é só normal como saudável e espectacular que 2 duas pessoas diferentes tenham opiniões diferentes acerca de um livro.

Quando alguém não gostar daquele livro que vocês gostaram, não façam birra, não se armem em crianças mal-educadas e não vejam isso como um ataque pessoal. Mesmo que a pessoa diga (ou escreva): “aquele livro é uma merda” não precisam ficar ofendidos, a grande probabilidade é que seja apenas um desabafo parvo e não uma ofensa mortal (e se ao dizer isso a pessoa vos estiver a tentar ofender, então tb ela se está a comportar como uma criança mal-educada que merece dois tabefes).

Quando alguém não gostar daquele livro que vocês gostaram, falem com essa pessoa, oiçam as suas razões, tentem mostrar-lhe outro ponto de vista, expliquem como e porquê gostaram do livro e acabem amigos como sempre. Ou um bocadinho mais amigos porque partilhar uma gargalhada (e este género de conversa entre 2 pessoas normais geralmente acaba em gargalhada) é o melhor caminho para fazer crescer uma amizade.

 

(sim, estou metida numa discussão porque alguém disse que o Warbreaker é “rubbish” e há pessoas super, mega ofendidas com isso. Oh gentinha mais palerma)

publicado por Patrícia às 16:57 link do post
27 de Dezembro de 2017

Em Janeiro começou o ano em que finalmente tive que me render às evidências e admitir que  Nem todas as baleias voam, que por mais que nos esforcemos por fugir, a realidade atropela-nos.  O lobo solitário que sou recusou, em Fevereiro, a companhia  Harry Potter e a Criança amaldiçoada e foi aí que comecei a escrever a minha história n'A máquina de Joseph Walser ... mas tal tornou-se desinteressante pelo que renascer como contado n' O Evangelho segundo Lázaro  foi a única opção.

Em Março mergulhei n'Os dez livros de Santiago Boccanegra  na excelente companhia dO velho e o Gato.  Mas Abril veio e como Não se pode morar nos olhos de um gato  cruzei-me com A mulher-sem-cabeça e o homem-do-mau-olhado  e a confusão foi tal que dava para escrever um O quinto evangelho e ainda assim não vos contava a história toda.

Depois da confusão e já No silêncio de Deus  encontrei em Maio Uma magia mais escura  que me permitiu reflectir, parar, fazer uma pausa  para que em Junho pudesse Aprender a rezar na era da técnica.

Em Julho regressei a Scadrial, cruzei-me com O homem Pintado*  e com o Hoid  na Liga da Lei (The Alloy of law).  Agosto foi um mês estranho, o calor que se sentia Noite e dia  fez-me pensar no que  Uma senhora Nunca, mas nunca deve fazer... Mas que faz. Porque é divertido. Mesmo que o mundo dê a volta e um'A lança do deserto*, numa espécie de efeito borboleta, nos transfome, a mim a Lisboa, n'A Avó e a Neve Russa .

Em Setembro, mesmo com o Way of kings** não houve forma de evitar um'A guerra diurna*  porque, em Outubro, o Orlando , com  Words of radiance*, deu a volta à Noiva do tradutor* e  acabaram por viver felizes para sempre em Novembro numa Edgedancer à moda de Cosmere.

 

* Livros (ainda) sem opinião escrita aqui no blog

**Audiobook (releitura)

publicado por Patrícia às 14:38 link do post
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19 de Dezembro de 2017

Nos últimos anos tenho lido muita coisa diferente. Participei em grupos de leitura. Entrei para o mais fantástico grupo literário de Lisboa e arredores (falo, claro, da Roda dos Livros). Descobri escritores fantásticos. Descobri a literatura portuguesa. Falei com escritores ou, o mais espectacular, ouvi-os falar e tantas vezes até conversei com eles. Fui a apresentações de livros não só por ter interesse no livro em si mas muito por sentir carinho por aquele escritor. Vi amigos passarem de leitores a escritores. Aplaudi-os com orgulho. Pedi autógrafos. Eu, a pessoa mais envergonhada do mundo, pedi autógrafos! Comprei livros. Mais do que os que consegui ler mas não faz mal. Escrevi muitas opiniões aqui no blog e (loucura das loucuras) li livros sobre os quais não escrevi nada. Tirei muitas fotografias do meu gato com os meus livros. Descobri que não me interessa o que quem quer que seja pensa sobre as minhas leituras. Leio com o mesmo prazer um livro que me obriga a parar e reflectir e um livro de leitura compulsiva. Descobri que os meus escritores favoritos são a Maria Manuel Viana (com quem já falei várias vezes mas de quem não tenho nenhum autógrafo) e o Gonçalo M.Tavares (a quem pedi um autógrafo na feira do livro) mas neste momento estou obcecada com os livros do Brandon Sanderson (por cujo autógrafo não esperei). Ouvi podcasts sobre livros. Ouvi os meus primeiros audiobooks. Fiquei fã de audiobooks, porque estes me salvaram a sanidade mental nos últimos meses. Li ebooks. Comprei livros que já tinha lido (em ebook ou emprestados) porque simplesmente tinham que fazer parte da minha estante. Li Virginia Woolf e adorei. Tive as mais espectaculares conversas sobre livros com as meninas que leram o "A gramática do medo". Descobri Cosmere e meu mundo literário nunca mais será o mesmo. Passei semanas sem ler. Esperei pelo lançamento de um livro com ansiedade. Li blogs, vi vídeos e descobri que o que gostava mesmo de fazer era um podcast. Dificilmente acontecerá mas é o formato de que mais gosto.

Tive gente a ler este blog mesmo que os post rareiem cada vez mais. Tive gente a comentar. A todos vocês um Muito Obrigada. Tem sido giro. 

publicado por Patrícia às 10:33 link do post
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06 de Dezembro de 2017

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Ontem, andava eu a fazer compras de Natal na Bertrand, dei de caras com a famigerada* Agenda Doméstica 2018 da Porto Editora (que ainda por cima estava em destaque) e a primeira coisa que pensei foi em pousar os livros que estava a comprar e sair dali. Mas olhei para o lado e vi o livro da Malala.  Depois de uma divertida conversa com os livreiros e da minha sugestão de que, em destaque, deveria estar o livro "O lápis mágico da Malala" em vez daquela coisa (e da desilusão de saber que aquilo vende) resolvi antes fazer discriminação positiva e comprar o livro daquela miúda que explica tão bem porque é que é tão importante ser feminista, lutar pela igualdade de oportunidades e direitos.

O livro, infantil, é delicioso, e uma excelente oportunidade de transmitir e incutir, aos mais pequenos, valores fundamentais para se ser um ser humano decente.

Qualquer criança é o produto da educação que pais, educadores e amigos transmitem. É muito engraçado isso estar tão patente neste livro. 

Portanto achei que não havia melhor forma de iniciar as sugestões livrescas para o Natal de 2018 do que com este "O lápis mágico de Malala".

Que cada um de nós rabisque o seu lápis um mundo melhor.

 

 

*Se não sabem o que é a Agenda Doméstica 2018 considerem-se felizes e não vão à procura (dá azia). 

publicado por Patrícia às 13:16 link do post
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24 de Novembro de 2017

Ando há demasiado tempo, por razões pessoais e profissionais, arredada dos eventos literários. Falhei, com grande tristeza minha, todos os festivais de literatura dos últimos meses. Mas hoje começo a "vingar-me". Vou regressar, em grande, aos eventos, às apresentações e às leituras (até isso ficou numa espécie de limbo nos últimos meses).

Ir a uma apresentação de um livro é sempre interessante mas é ainda melhor quando conhecemos a escritora. A Carla (e os seus livros) foram uma das coisas boas que este blog me trouxe. Comecei por acompanhar o seu monster blues, li alguns dos livros e, porque temos algumas paixões - a gata dela é linda, linda - e causas em comum, volta e meia vamos conversando, trocando impressões por essas redes sociais...

Hoje é dia de a ir apoiar e comprar o seu "Limões na madrugada". Para ajudar à festa, alguns excertos vão ser livros pela divertidíssima Ana Saragoça

É hoje, na Fnac do Oeiras Parque, às 19h. Vamos lá?

 

Limões.jpg

 

 

publicado por Patrícia às 10:18 link do post
20 de Novembro de 2017

Foi o próprio Brandon Sanderson quem me disse que tinha que antes de ler o Oathbringer, o terceiro volume da maravilhosa série de fantasia  The Sormlight Archive, deveria ler a novela Edgedancer. Calma, não tenho (infelizmente) linha directa para o senhor mas há uma nota do autor no início deste livro que diz isso mesmo. E eu fui por isso "obrigada" (uma chatice, convenhamos) a ir imediatamente comprar o Arcanum Unbounded, a colectânea de Short Stories (de Cosmere) que o senhor lançou no ano passado. Nesta colectânea estão pela primeira vez reunidas todas as novelas do universo Cosmere. Isso significa que aqui estão a novela gráfica White Sand e Edgedancer entre histórias que nos levarão de volta aos mundos de Mistborn e de Elantris.

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Uma vez que Edgedancer se passa entre os acontecimentos de Words of Radiance (WoR) e Oathbringer deve, para evitar spoilers e falta de informação, ser lido entre os dois. Além disso Edgedancer é "apenas" uma novela com uma das minhas personagens favoritas como protagonista: a doce, doida e maravilhosa Lift.

Quem já leu WoR deve ter-se apercebido que Lift é uma persoangem com futuro. Aliás, o autor já prometeu que será uma das personagens em destaque na segunda parte da saga dos Stormlight Archives (5+5 livros).

Nesta história acompanhamos a Lift (e o seu voidbringer de estimação) na sua transformação em Edgedancer, no percurso que a leva à proclamação das palavras que reforçam o laço existente entre ela e a spren. Ambos são deliciosos e super divertidos. É impossível não querer mimar aquela miúda, não sofrer com a sua solidão e não admirar a força necessária para fazer o que tem que ser feito, abraçar quem deve ser abraçado, mesmo (ou principalmente) quando isso custa muito.

Voltar a Roshar, acompanhar e compreender a queda de um deus na companhia de Lift é muito bom.

Até aqui, numa short story (há que entender o "short" na perspectiva do Sanderson, ok?), o autor é exímio no desenvolvimento das personagens.

As restantes histórias de Arcanum Unbounded ficam para mais tarde porque agora é tempo de rever o Kaladin e a Syl, o Dalinar, a Shallan e o Pattern e restante trupe em Oathbringer. 

 

publicado por Patrícia às 17:42 link do post
19 de Novembro de 2017

A minha primeira grande paixão literária foi a Marion Zimmer Bradley. Comecei pelo Presságio de fogo, seguiram-se as Brumas de Avalon mas foi o Salto Mortal que me conquistou definitivamente (livro que, para grande tristeza minha, não é um dos livros lidos ou falados quando se fala - e hoje fala-se tanto - da temática LGBT). Durante anos corria comprava os seus livros assim que eram editados em Portugal.  Há 20 anos eu andava mais preocupada em viver e estudar do que em estar a par do mercado editorial português (coisa que, ainda hoje, me interessa pouco) e nunca sabia que um livro dela ia ser editado. Limitava-me a comprá-lo assim que chegava à livraria mais próxima, da qual era cliente assídua.

Como disse nunca estive a par do mercado editorial o que levou a situações até um pouco tolas como quando comprei o 7º livro das Crónicas de Gelo e Fogo e só no final  - de de final não tinha nada - percebi que por cá os livros estavam a ser editados às metades. 

A maioria dos livros que li antes de estarem "na moda" foi por puro acaso: ou porque alguém me ofereceu o livro - como aconteceu com o A sombra do vento ou o Império Final ou porque um amigo me "obrigou a ler" como aconteceu com As crónicas de Gelo e Fogo.

Vocês já sabem que o Império Final foi o primeiro livro do Sanderson que li e o que deu início a esta minha nova "loucura". Pela primeira vez dou comigo a ler teorias na internet, a ouvir podcast e a procurar informação sobre cosmere (por enquanto o meu interesse limita-se ao universo dos livros de Cosmere). Comecei tudo ao contrário. Ainda não li os livros da série Elantris, comecei por Mistborn e estou profundamente concentrada em Stormlight Archives.

E pela primeira vez sinto a falta de boas traduções - ou apenas de traduções. Eu compreendo que traduzir e publicar Mistborn já foi um risco e que não terá comprensado largamente - o país é pequeno e boa parte de quem se interessa por este tipo de fantasia não tem problemas em ler em inglês e não tem pachorra para esperar por traduções ou por metades de livros. Mas sinto-lhes a falta na mesma. 

Confesso que nunca percebi a loucura de esperar ansiosamente pela edição de um livro. Nunca percebi as reclamações de "temos que esperar meses até que os livros sejam editados por cá" porque afinal há tantos livros para ler, para quê tanta parvoíce?

Agora, pela primeira vez estou a ler livros que, provavelmente, nunca serão editados por cá... ou se-lo-ão apenas quando (ou se) uma das séries do escritor for um sucesso televisivo. E irrita-me não poder comprar os livros em português. Irrita-me ser "obrigada" a lê-los em inglês - apesar de saber que é um privilégio lê-los na lingua original.

E se é verdade que é muito mais barato e rápido comprá-los em ebook estou um bocadinho triste por estar a ser difícil pôr as mãos no hardcover de Arcanum Unbounded, por exemplo. E eu quero muito esse hardcover na minha estante. E não, não quero ir à procura em sites de livros em segunda mão. Quero uma edição nova de coleccionador (oh eu a fazer birra!). O ebook já está cá em casa, claro. Não fui capaz de começar a ler o Oathbringer sem ler o Edgedancer. E confesso que estou a adorar. A Lift é uma das minhas personagens favoritas dos Stormlight Archives.

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publicado por Patrícia às 12:05 link do post
03 de Novembro de 2017

Provavelmente todos conhecem o Blog da Célia, o Estante de Livros mas  talvez vos tenha passado despercebida a rubrica Refletindo Sobre... . Até agora a Célia falou sobre Preconceito LiterárioO escritor Perez-Reverte e o número de livros que um leitor lê por ano mas esta será certamente uma rubrica para ter debaixo de olho.

 

Na mesma onda, a miúda Geek, também "patrocina" discussões interessantes lá pelo blog dela. Andou a reflectir sobre parcerias e sobre comentários nos blogs

A par das opiniões sobre as leituras que fazem, estes são dos posts que mais gosto de ler.. e comentar.

publicado por Patrícia às 17:42 link do post
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