Ler por aí
 
25 de Julho de 2016

Foi hoje, à hora do almoço.
Esqueci-me, em casa, do livro que estou a ler (de propósito?).
Tinha de ir ao Alegro fazer uns recados e não trouxe marmita (de propósito) "- depois como lá qualquer coisa"
Fiz os recados, ia almoçar mas não tinha nada para ler "- deixa ver o que há na naquela loja cujo nome começa por F acaba em C e tem NA no meio..."
Numa quantas páginas o Paulo Varela Gomes a Ouro e Cinza pôs-me a chorar enquanto comia o meu shoarma no prato com molho extra.
Por causa dos Bichos, não só mas também, porque noutra vida fiz Biologia Aplicada aos Recursos Animais Terrestres e o meu pai é caçador.

A última vez que chorei a ler um livro foi hoje.

publicado por Catarina às 18:00 link do post
23 de Junho de 2016

ehh pois, sim, já tenho algumas palavras organizadas em frases (na minha cabeça) e algumas até já estão no papel electrónico, eventualmente virão aqui parar mas só queria dizer que o meu spot de leitura de Verão já está pronto.

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publicado por Catarina às 17:02 link do post
12 de Maio de 2016

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Este livro tem uma letra gordinha e uma escrita rápida que se lê num instante.

Por volta de 1860, Miguel Augusto está doente e resolve voltar do Rio de Janeiro para o Porto, trazendo a “afilhada” Guilhermina e a vontade de perfilhar Teresa Henriqueta Baldaia (nome lindo que eu também sou Henriqueta), filha da fidalga Camila Rosa Emília Baldaia que Miguel Augusto tinha desonrado anos antes. Há um bocadinho de “O Conde de Monte Cristo” quando Miguel Augusto volta do Brasil mas não vem para se vingar, embora voltar milionário já deixe toda a gente à sua volta, ricos e pobres, bem azedos.

Na contra capa Nuno Júdice fala em “tom novelesco da prosa camiliana” mas para mim é Camilo Castelo Branco encontra Edgar Alan Poe e vão os dois beber um café. Não vou fazer estragadores mas há 3 momentos na história em que dizemos - eh lá!! – e vamos reler para confirmar.

Então, Miguel Augusto instala-se no Porto num palacete chamado a Casa das Camélias (diz que a camélia é a flor da cidade do Porto) e contrata como governanta, Maria Ema Antunes, cruel e vil, aliás há uma cena em que parece mesmo a Cruella de Vil mas em vez de dálmatas fofinhos, têm de ler, já disse que não vou fazer estragadores. Ema tem um primo, Nicolau Kuntegard Sommersen, que perdeu a fortuna e assim passa a ser o par ideal para casar com Teresa. Nicolau ao princípio pareceu-me bem bom, dinamarquês, viking, alto, imponente e “muito lido” mas rapidamente se torna um chato, depois há ali um dos momentos eh lá!! mas está apaixonado pela mulher do melhor amigo e é um grande, enfadonho bocejo. A prima Ema é sempre coerente, acha que todos são medíocres e odeia toda a gente: “Ema sentiu o desaforo da velha como uma bofetada, ..., prometeu a si própria, de futuro, incluir os velhos e os pobres no seu ódio especial”. Tive pena que a Guilhermina fosse sempre tão apagadita durante toda a história, ela é mencionada logo na primeira página e esperava mais. A senhora Maria Adelaide Clarange, paixão de Nicolau, é uma grande sonsa.

Conheço um bocadinho do Porto e gostei de ir reconhecendo no meu mapa mental as ruas mencionadas, a ponte pênsil, sei onde ficava o Palácio de Cristal. A comparação entre o Porto e o Rio de Janeiro está excelente, a descrição da evolução da noite no Porto também. O título é totalmente compreendido e explicado ao longo da história que anda para trás e para a frente no tempo e faz pessoas que já morreram aparecerem novamente para contarem mais um pedacinho do que se passou. De tudo dispensava a poetisa Matilde Engrácia de Sousa e Ávila e o Epílogo, sei que estão lá com um propósito porque o narrador/escritor assim nos diz, “Não pensem que um escritor consciencioso escreve uma linha que seja com o intuito de encher papel” mas não entendi o porquê, falha minha com certeza.

Concluindo está muito bem esgalhado, sim senhora.

publicado por Catarina às 14:57 link do post
10 de Maio de 2016

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Guia Prático Para Cuidar de Demónios - Christopher Moore

Gosto de histórias parvas e humor negro e nesta há muita parvoíce e o humor é negríssimo. Catch é um demónio que gosta de ver televisão, ler bandas desenhadas, viajar no capot do carro e foi invocado acidentalmente por Travis, um jovem na altura. Agora com quase cem anos mas o mesmo aspecto jovem, Travis tem muito pouca vontade de continuar a ser o “cuidador” de Catch (já que Catch tem por hábito comer as pessoas com quem se vai cruzando). Travis quer-se livrar do mafarrico e acha que a forma de o fazer está em Pine Cove. Em Pine Cove é onde tudo acontece e onde vamos encontrar os outros participantes desta aventura, Augustus "Gus" Brine, responsável da “loja de iscos, material de pesca e vinhos de qualidade”, homem já velhote mas com a constituição de um urso, às vezes Pai Natal às vezes Odin, há o bêbado da vila, também temos a bruxa da vila, o bar chama-se Cabeça de Lesma, há o surfista janado, a empregada no café central que também é a ex do bêbado da vila e tem um caso com Travis e outras tantas personagens algumas das quais não duram muito tempo quando Travis e Catch lá chegam. A Pine Cove também vem dar Gian Hen Gian, rei dos Djinn, árabe muito velho, baixinho que há séculos persegue Catch e roga pragas do género “Que o IRS descubra que deduziste a tua ovelha de estimação em despesas de representação”.

De 0 a 10 é hilariantemente parvo.

 

 

Filipa de Lencastre – Isabel Stilwell

Aprendi mais de História neste livro do que nas aulas da escola. Fiquei a admirar Phillipa of Lancaster, inglesa, educada e inteligente que casou com o rei D. João I de Portugal aos 27 anos, considerado muito tarde na época, teve nove filhos, foi a mãe da ínclita geração e morreu aos 53 anos de peste negra. O livro está muito bem escrito lê-se com vontade de saber como acaba a história mesmo já sabendo o fim.

De 0 a 10 é muito bom.

 

 

O Dia dos Prodígios – Lídia Jorge

Tive dificuldade a seguir a esta história, parecia que estava numa reunião para organizar a festa da vila com toda a muita gente a falar com sotaque e ao mesmo tempo. Estamos em Vilamaninhos, pequena povoação rural no Algarve quando se dá o 25 de Abril, mas o que é a revolução para estas pessoas isoladas, pobres, analfabetas? Um grupo de soldados numa chaimite a anunciar o fim da ditadura ou uma cobra voadora.

De 0 a 10 Lídia Jorge, ainda não é desta.

 

 

Budapeste – Chico Buarque

“Devia ser proibido debochar de quem se aventura em língua estrangeira” é a primeira frase deste livro e conta a história do brasileiro José Costa, escritor fantasma, que por um imprevisto vai parar a Budapeste e fica fascinado com a língua húngara. Não fiquei fã da história em si que achei confusa mas gostei sim do amor às palavras, estrangeiras ou não, e do amor à escrita. O final é bastante estranho.

De 0 a 10 dou-lhe 5.

 

 

Fazendo as malas – Danuza Leão

Gosto de viajar e ler sobre viagens por isso este livro chamou-me a atenção. São 4 cidades, Sevilha, Lisboa, Paris e Roma e embora já tenha estado nas 4 a experiência da autora é muito diferente da minha, parece que são 4 cidades diferentes das que eu visitei. O passeio é giro mas a viajante é uma pedante um bocado brega mas armada em chique o que corta um bocado o nosso barato.

De 0 a 10 vale a pena pelo passeio.

 

 

Tóquio vive longe da terra – Ricardo Adolfo

São pequenos textos de um português a viver no Japão. Joga bem a carta do “lost in translation” é sempre engraçado ler histórias de encontros de culturas ou neste caso choque cultural.

De 0 a 10 é giro, os japoneses são um bocado esquisitos.

 

 

Hoje Não – José Luís Peixoto

Seis pequenas e variadas histórias sem ligação entre si, um bocado esquisitas demais para mim.

Legalize Airlines, Biografia sem dentes, Joana dos cabelos verdes, Eu e as poetisas, Fantasma escritor e :-) e :-(.

De 0 a 10 hoje não.

 

 

Crónica dos Bons Malandros – Mário Zambujal

Grande viagem no tempo aos anos 80. Renato Pacífico, Pedro Justiceiro, Flávio Doutor, Arnaldo Figurante, Adelaide Magrinha, Silvino Bitoque, Marlene e ainda um Lucien Obelix. Todos mais ou menos malandros com interesse e necessidade em mudar de vida, para isso resolvem dar um grande e final golpe, assaltar o Museu da Gulbenkian. Tem uma cadência rápida, cada um dos capítulos é mais ou menos a história de cada um dos personagens e de como se conhecem indo tudo dar ao assalto histórico. É bastante ligeiro e cómico em muitas partes e não esperava o final que não é assim tão ligeiro como isso.

De 0 a 10 gostei bastante.

 

 

Seis Suspeitos – Vikas Swarup

Fui enganada com o que está na capa “Se Agatha Christie tivesse escrito um policial sobre a Índia moderna, seria muito semelhante a Seis Suspeitos”

Há muita Índia mas muito pouco Agatha Christie. É verdade que o autor segue um tema policial mas dá tanta volta e o final é confuso e pouco verosímil.

De 0 a 10 gosto de policiais a sério.

 

 

Meia-noite e quatro – Stephen King

Não sei como só agora li este autor, tenho estado a perder histórias fantásticas. Viajamos no tempo e para dentro de mundos inventados mas em que acreditamos assim que começamos a ler.  Na primeira história um homem não devolve um livro dentro do prazo à Biblioteca e é perseguido por uma bibliotecária demoníaca. Na segunda história um miúdo recebe uma Polaroid Sun 660 e a máquina fotográfica tira fotografias a um cão diabolicamente selvagem, que se vai aproximando cada vez mais na imagem. Gostei das duas histórias talvez mais da primeira, O Policia da Biblioteca, porque o segundo título é muito mau, Um Bruto Muito Feio.

No entanto fui enganada pela Bertrand porque o “Meia-noite e Quatro” original, “Four past Midnight”, tem 4 contos (por isso se chama Four past Midnight, o primeiro conto é o “one past midnight o segundo conto é o “two past-midnight” etc …) e este da Bertrand só tem 2 contos os outros 2 estão noutro livro. Não faz mal, vou encontrá-los e vou lê-los.

De 0 a 10 é fantástico.

 

publicado por Catarina às 18:49 link do post
09 de Maio de 2016

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Queria muito ter adorado este livro mas não consegui acompanhar a escrita da autora. Li e reli frases a tentar perceber o que me queriam dizer mas muitas das margens do livro têm um “ãh?” rabiscado.

Não é um livro fútil de todo, o tema do cabelo é bem escolhido para contar a história de uma miúda neta de uma negra fula, com uma bisavó judia e uma trisavó de Macau, filha de pai português e mãe angolana: “cruzamento das vidas de um comerciante português no Congo, de um pescador albino de M’banza Kongo, de católicas anciãs de Seia, de cristãos-novos maçons de Castelo Branco” mas toda esta interessante mistura para mim perde-se em frases que não consegui entender.

Gostei do prosaico que reconheci:

“... sweatshirts largueironas com capuzes compradas na Praça de Espanha; apanhávamos a carreira”

“era o tempo da novela Tieta”

“Aguardava que eu levantasse voo a bordo de uma Abelha Maia mecânica que havia à porta de um café.

“subíamos a rua da Prata, parando a meio para um croissant, e íamos até ao Parque Eduardo VII onde uma cigana nos lia a sina.”

“Orgulhava-me de saber que tinha um passaporte e de conhecer Lisboa, aonde os amigos da escola nunca iam e se estendia, na minha cabeça, pouco além do Parque Eduardo VII, com a excepção marcante da Feira Popular.”

Perdi-me nos capítulos sem nome e nas frases longas:

“Não consigo manter-me lúcida enquanto recordo nem fixar uma moral da memória que, deixada à solta, me devolve o que sou sob a forma do duplo que me merece, ao mesmo tempo, repulsa e comprazimento, conduzindo-me à posição de execrar essa máscara para logo depois perceber que execrável é não ser capaz de acarinhar o conceito paupérrimo e emprestado daquilo que também sou.

Queria muito ter adorado este livro também porque foi uma prenda de quem gosta de ler e gosta de livros. Amiga Pat, já leste o “Esse Cabelo” da Djaimilia Pereira de Almeida? Tenho para te emprestar.

publicado por Catarina às 13:58 link do post
28 de Fevereiro de 2016

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Portugal rural e Portugal no mundo visto de uma maneira deliciosa e delirante. Nem o facto de haver um glossário no final do livro, que consultei afincadamente mas menos vezes do que previa, me fez desistir.

Há toda uma panóplia maravilhosa de personagens, a avó mística e meio maluca que tanto fazia partos e trazia vida à aldeia como era chamada para lavar e vestir os mortos.

A Rainha que morreu três vezes mas foi viúva muito mais vezes do que essas e que tinha uma irmã, que ao contrário dela era “seca e comprida como um rabo de bacalhau”.

Manuel Rato rapaz excêntrico, expulso do seminário por ler livros proibidos, que andava pelos montes, “Os caçadores viam-no pela noite, andando e saltaricando como um lobo, e pensavam que lhe tinha dado para a licantropia” e falava sozinho, “Uma melopeia interior que parecia um zumbido, como se tivesse engolido uma cana de toque ou um vibrante berimbau”, emigra para os EUA, volta, desaparece, volta outra vez, desaparece novamente...

Chichona a velha anafada ainda bonita que tinha sido prostituta na capital e acaba assassinada dando um mote de mistério à história.

Júlio Peixeiro que trazia as novidades à aldeia junto com os carapaus e as cavalas.

Zé Violeiro que quando deixou de beber perdeu a afinação dos cavaquinhos e violas, “Os tocadores queixavam-se do mau som que deles saía, um estalo quebradiço em que as notas pareciam trocadas” e assim abandonou as duas coisas de que mais gostava, a música e a branquinha.

Olivita a coleccionadora de santinhos que desaparece da aldeia para voltar toda emperiquitada a vestir meias de náilon, coisa nunca usada pelas outras mulheres da aldeia.

Tritão, o dono da tasca, comprou a primeira televisão e a partir desse dia a aldeia não voltou a ser a mesma.

O padre Sebastião que dizem é o pai do Manuel Rato e outros tantos personagens cada qual com os seus dramas a contribuir para a história alguns com morte e mistério. Mas os meus preferidos são o Labruaco que vivia das pedras e o Fogueteiro, negociante de explosivos. Juntos faziam uma sociedade e quando o primeiro homem chegou à lua o consenso foi geral: “Não passa de um calhau redondo, dizia. É boa para o Labruaco e o Fogueteiro irem para lá fazer rebentamentos!”

Uma das coisas que adorei neste livro foi o facto do autor nos dar pontos comparativos do que se passa no mundo com o que se passa na aldeia e em Portugal. Quando Io Apoloni está na capa da revista Plateia em Munique são assassinados atletas olímpicos israelitas. Na aldeia “após TV” discute-se porque não há estradas no espaço, no Chile morre o presidente. Quanto se começa a desobedecer ao regime e se canta canta Grândola, Vila Morena estreia A Golpada com Robert Redford e Paul Newman. Na capital estreia o filme Jesus Cristo Superstar mas “aquele Cristo do rock, de estilo pop e urbano, não era dali. O da aldeia estava bem preso à cruz e nunca de lá saía. Sofria a todo o instante e as suas chagas sangravam todos os dias”. E quando Paulo de Carvalho vai à Eurovisão cantar E depois do Adeus quem ganha são os Abba com Waterloo: “Para os homens da aldeia era unânime que, se os outros mandavam gajas boas e nós uns tipos manhosos, haveríamos de perder sempre.”

 

E finalmente o título explicado em duas frases que eu achei hilariante:

       "Não se pense que quando se enterra um cangalheiro tudo se passa tal como com o comum dos mortais. Os notabilíssimos homens da cangalha são recebidos em ovação no além e esperam-nos todos os que eles ajudaram a enterrar."

publicado por Catarina às 13:00 link do post
20 de Fevereiro de 2016

 

 

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Não sei de quem foi a ideia peregrina de ler este livro na versão brasileira, pois é... se calhar fui eu que me entusiasmei com o facto de ser só um euro numa Sebo de Curitiba.

A verdade é que me estava a enervar o facto de, ao ler o livro, só imaginar uma série de TV com “dublagem Herbert Richers”. Não estou a dizer que a tradução brasileira não seja boa, é com certeza, mas neste caso não é para mim.

Empunhando o bocal de bronze, a grande víbora cuspindo seu querosene peçonhento sobre o mundo, o sangue latejava em sua cabeça e suas mãos eram as de um prodigioso maestro regendo todas as sinfonias de chamas e labaredas para derrubar os farrapos e as ruínas carbonizadas da história. Na cabeça impassível, o capacete simbólico com o número 451 e, nos olhos, a chama laranja antecipando o que viria a seguir, ele acionou o acendedor e a casa saltou numa fogueira faminta que manchou de vermelho, amarelo e negro o céu do crepúsculo.

… enquanto os livros morriam num estertor de pombos na varanda e no gramado da casa.

 

Encontrado o mesmo livro em versão original, releio desde o princípio e é como se fosse um livro diferente logo à primeira página, até me chamuscou as bochechas.

...

With the brass nozzle in his fists, with this great python spitting its venomous kerosene upon the world, the blood pounded in his head, and his hands were the hands of some amazing conductor playing all the symphonies of blazing and burning to bring down the tatters and charcoal ruins of history. With his symbolic helmet numbered 451 on his stolid head, and his eyes all orange flame with the thought of what came next, he flicked the igniter and the house jumped up in a gorging fire that burned the evening sky red and yellow and black.

... while the flapping pigeon-winged books died on the porch and lawn of the house.

 

Confesso que sempre que leio clássicos fico com um pé atrás mas este, ao contrário de outros (desculpa Kerouac, desculpa Joyce), não me deixou ficar mal. Embora tenha sido escrito há mais de 60 anos a forma como está actual hoje em dia é maquiavélico e assustador. Se o autor não conseguiu imaginar os telemóveis e ainda fala em cabines telefónicas, imaginou as caixas multibanco, o desaparecimento dos jornais escritos em papel, continuação de guerras e os ecrãs gigantes em cada casa, a estupidificação das pessoas com programas rasca continuamente a passar nesses ecrãs.

A escrita é vívida, transporta-nos na história, o calor de tantos livros queimados aquece-nos e faz-nos ter medo. Seguimos o bombeiro Guy Montag na sua evolução de queimador de livros para fugitivo possuidor de livros e no final, a forma encontrada para fazer persistir os livros, senão na sua forma original mas numa alternativa, é muito engenhosa.

 

Conseguem imaginar? Se todos os livros fossem queimados da face da terra?

 

publicado por Catarina às 20:57 link do post
20 de Fevereiro de 2016

“When writers die they become books, which is, after all, not too bad an incarnation.”

— Jorge Luis Borges

 

Espero que seja verdade.

 

Umberto Eco

Janeiro 5, 1932 - Fevereiro 19, 2016

 

Harper Lee

Abril 28, 1926 - Fevereiro 19, 2016,

publicado por Catarina às 12:22 link do post
14 de Fevereiro de 2016

Eu tinha um plano que era escolher um livro da(s) minha(s) pilha de livros a ler:

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 Mas ontem fui à Roda do Livros e, não sei como, saí de lá com estes para ler:

livros roda.jpg

 Mas como combinado, aqui com a minha companheira de blog, vou ler este:

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publicado por Catarina às 22:03 link do post
14 de Fevereiro de 2016

Bondinho.JPG

 

 

Encontrei este Bondinho da Leitura quando passeava pelo “calçadão da 15” (como dizem os locais) que é a rua das lojas de Curitiba, Rua XV de Novembro, onde não passam carros. Estava um pouco vandalizado e sujo, não consegui perceber se estava fechado permanentemente ou se era devido ao adiantado da hora mas fiquei com muita curiosidade. Infelizmente não tive oportunidade de lá voltar.

Depois de uma pesquisa rápida na net encontrei: http://www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br/espacos-culturais/bondinho-da-leitura/. Existe desde 1973! E ainda funciona, quando passei por lá já eram umas sete da tarde por isso estava fechado.

Em Lisboa não temos um eléctrico da leitura (ideia bem gira!) mas temos uma fantástica Cabine da Leitura, já conhecem?

 

 

publicado por Catarina às 17:21 link do post
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