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Ler por aí

Ler por aí

Um por todos e todos por um*

Não sou a maior fã de séries de livros mas já senti, comotodos os leitores, aquela vontade de que aquelelivro maravilhoso nunca acabasse. E já fui a correr comprar o segundo volume. Ejá apanhei desilusões terríveis com a continuação.
Definitivamente não gosto de livros às metades (ou aosquartos) que transformam em série um livro único - a minha mais recente birracom a editora Saída de emergência com a patética divisão do Herói das Eras é oexemplo mais recente mas basta-me relembrar os livros das Crónicas de Gelo eFogo, a “cara” divisão de “os Pilares da Terra ou a absurda divisão das Brumasde Avalon que é, no original, apenas um (não tão grande assim) livro parachegar à conclusão de que a moda não é nova e que, infelizmente, está paradurar. Ler metade de um livro e esperar meses pela segunda parte chateia qualquerleitor. Pagar por dois livros quando se devia pagar apenas por um é outro dosproblemas.
E há sempre a probabilidade de o restante de série não sereditada…. Se para quem lê (também) em Inglês é chato, para quem lê apenas emPortuguês é de uma injustiça tremenda.
A principal razão pela qual não sou grande fã de séries éporque acho que a maioria das histórias não precisa de mais de 500 páginas (naloucura, 700) para ser bem contada. A maioria das séries limita-se a ser “maisdo mesmo” ou seja, a mesma história contada de várias formas diferentes. Hágeralmente um (ténue) fio condutor que serve de desculpa para prolongar a coisade forma a agradar a editores e a leitores. Sim nós os leitores geralmente nãonos importamos nada com este prolongamento.
E no género do fantástico e do romance as trilogias e asséries estão na moda.
Alguns exemplos: Sevenwaters, uma trilogia que me apaixonou.Temos que admitir que não eram necessários 3 livros. Mas ainda bem que os houve(e o segundo será sempre o meu favorito). Desconfio que a segunda trilogia de Sevenwatersse insere na categoria de “mais do mesmo” (mas em pior) mas como não li(mentira, li o primeiro) não posso afirmar isso com toda a certeza.  E as trezentas trilogias da Nora Roberts? Tudoigual, sem tirar nem pôr. Bem, mas esta é uma das escritoras do tipo “quem lêum, lê todos”.
Por muito interessante que tenha sido regressar ao inferno e ao mundo dos Sangue achei completamente dispensáveis todos os livros que se seguiram àtrilogia das Jóias Negras de Anne Bishop.
Atualmente tento não começar a ler séries nem trilogias (sebem que às vezes acontece, como foi o caso da trilogia Mistborn) mas tenho queadmitir que há casos em que nada bate uma boa saga. Há casos em que eraimpossível (ou pelo menos, não era tão divertido) contar aquela história emmenos páginas.
Claro no topo desta minha lista está a mais genial de todasas séries. Harry Potter, claro está.
Uma série que começa devagarinho e que cresce a cada livro.O primeiro volume, simples, divertido mas já genial. O último, complexo, negroe absolutamente genial. Uma série que cresceu com os leitores. Uma série que jáé um clássico.
Ou a trilogia dos Senhor dos Anéis. A complexidade da históriajustifica os vários volumes. É de facto apenas 1 história, com princípio, meioe fim.
E se falarmos de sagas históricas, tiro o meu chapéu à saga “O primeiro homem de Roma” (ou “Senhores de Roma”, depende da edição que tiverem).7 volumes enormes que nos romanceiam a história de Júlio César (mais coisa,menos coisa). Era possível escrevê-la em menos páginas? Quero lá saber, assim éperfeita.

Portanto, sagas, séries, livros isolados, o que interessa énão estar a ler sempre o “mesmo” livro. 

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