Ler por aí
 
27 de Agosto de 2015

Não sou a maior fã de séries de livros mas já senti, comotodos os leitores, aquela vontade de que aquelelivro maravilhoso nunca acabasse. E já fui a correr comprar o segundo volume. Ejá apanhei desilusões terríveis com a continuação.
Definitivamente não gosto de livros às metades (ou aosquartos) que transformam em série um livro único - a minha mais recente birracom a editora Saída de emergência com a patética divisão do Herói das Eras é oexemplo mais recente mas basta-me relembrar os livros das Crónicas de Gelo eFogo, a “cara” divisão de “os Pilares da Terra ou a absurda divisão das Brumasde Avalon que é, no original, apenas um (não tão grande assim) livro parachegar à conclusão de que a moda não é nova e que, infelizmente, está paradurar. Ler metade de um livro e esperar meses pela segunda parte chateia qualquerleitor. Pagar por dois livros quando se devia pagar apenas por um é outro dosproblemas.
E há sempre a probabilidade de o restante de série não sereditada…. Se para quem lê (também) em Inglês é chato, para quem lê apenas emPortuguês é de uma injustiça tremenda.
A principal razão pela qual não sou grande fã de séries éporque acho que a maioria das histórias não precisa de mais de 500 páginas (naloucura, 700) para ser bem contada. A maioria das séries limita-se a ser “maisdo mesmo” ou seja, a mesma história contada de várias formas diferentes. Hágeralmente um (ténue) fio condutor que serve de desculpa para prolongar a coisade forma a agradar a editores e a leitores. Sim nós os leitores geralmente nãonos importamos nada com este prolongamento.
E no género do fantástico e do romance as trilogias e asséries estão na moda.
Alguns exemplos: Sevenwaters, uma trilogia que me apaixonou.Temos que admitir que não eram necessários 3 livros. Mas ainda bem que os houve(e o segundo será sempre o meu favorito). Desconfio que a segunda trilogia de Sevenwatersse insere na categoria de “mais do mesmo” (mas em pior) mas como não li(mentira, li o primeiro) não posso afirmar isso com toda a certeza.  E as trezentas trilogias da Nora Roberts? Tudoigual, sem tirar nem pôr. Bem, mas esta é uma das escritoras do tipo “quem lêum, lê todos”.
Por muito interessante que tenha sido regressar ao inferno e ao mundo dos Sangue achei completamente dispensáveis todos os livros que se seguiram àtrilogia das Jóias Negras de Anne Bishop.
Atualmente tento não começar a ler séries nem trilogias (sebem que às vezes acontece, como foi o caso da trilogia Mistborn) mas tenho queadmitir que há casos em que nada bate uma boa saga. Há casos em que eraimpossível (ou pelo menos, não era tão divertido) contar aquela história emmenos páginas.
Claro no topo desta minha lista está a mais genial de todasas séries. Harry Potter, claro está.
Uma série que começa devagarinho e que cresce a cada livro.O primeiro volume, simples, divertido mas já genial. O último, complexo, negroe absolutamente genial. Uma série que cresceu com os leitores. Uma série que jáé um clássico.
Ou a trilogia dos Senhor dos Anéis. A complexidade da históriajustifica os vários volumes. É de facto apenas 1 história, com princípio, meioe fim.
E se falarmos de sagas históricas, tiro o meu chapéu à saga “O primeiro homem de Roma” (ou “Senhores de Roma”, depende da edição que tiverem).7 volumes enormes que nos romanceiam a história de Júlio César (mais coisa,menos coisa). Era possível escrevê-la em menos páginas? Quero lá saber, assim éperfeita.

Portanto, sagas, séries, livros isolados, o que interessa énão estar a ler sempre o “mesmo” livro. 

publicado por Patrícia às 15:27 link do post
Olha essa é nova para mim. Não fazia ideia que no original as brumas de avalon eram só um volume (mas agora que me lembro, andei à procura dos volumes todos no goodreads e só encontrava um...duh).

É o problema de português ser um mercado pequeno. Além disso, por exemplo em livros técnicos (psicologia) só editam cá versões em brasileiro. Depois em inglês, apesar de mais barato confesso que me chateia um bocadinho a falta de cuidado deles com paginação, as páginas tão finas..mas pronto pode ser defeito profissional e de estar mal habituada.
Fuschia a 27 de Agosto de 2015 às 15:49
O meu filho, que é o reizinho dos factos inúteis, diz que dividiram o Senhor dos Aneis por nao haver dinheiro para publicar todo junto...
Como escritora, tenho aversão a escrever sequelas e continuações! Nunca me apetece...
Carla M. Soares a 27 de Agosto de 2015 às 15:56
Eu tenho as brumas em livro de bolso.... apenas 1 volume, sim.
Em Inglês tens várias hipóteses (coisa que por cá é quase desconhecida) e tens livro de bolso, capa dura, edição de colecionador, etc, etc... Eu gosto muito de ler em Português mas às vezes fico cansada e faço birra :)
Patrícia C. a 27 de Agosto de 2015 às 17:11
"Reizinho dos factos inúteis"? ahahahah, lindo.
Olha, senhor dos Anéis é aos terços? raios, e eu que pensava que era mesmo assim.
Eu compreendo que editar por cá é muito mais caro do que pensamos, que o mercado é ínfimo, se comparado com o Brasileiro ou o Americano mas não compreendo as divisões. Não estou à espera que vendam abaixo do preço de custo mas não aceito que aumentem os custos (2 distribuições, capas, etc, etc) só para fingirem que os livros não são caros. Sinto-me enganada e irritada (como se nota).
Como leitora só posso dizer: escreve o que te apetece :)
Patrícia C. a 27 de Agosto de 2015 às 17:18
Factos inúteis mas interessantes!
E sim, o meu filho diz que era para ser um só volume, mas foi dividido. Agora, onde é que ele foi buscar isso e se é mesmo assim... pois, não sei. :D Seja como for, se realmente foi dividido, foi logo na primeira edição e é assim, em trilogia, que o temos desde os anos 50. Eu sempre pensei que era e faz sentido.

Acho que as divisões cá não têm nada a ver com a redução de preços, mas com a acumulação de lucros: mesmo com os gastos e com um preço mais baixo por livro, ganham mais ao vender dois em vez de um ou quatro em vez de três. É o que acontece lá fora também com os filmes...
Carla M. Soares a 27 de Agosto de 2015 às 17:38
eu não tenho por hábito ler séries, a única excepção até à data foi o Outlander da Diana Gabaldon. Foram editados até à data 3 volumes. Não sei se teremos a hipótese de ler tudo em português. A série de televisão parece ter impulsionado as vendas, mas mesmo assim a continuação da série é incerta.

Eu sei que muitas séries ficam a meio e também sei que o mercado português è reduzido. Mas eu acho que o que falta é um estudo prévio para ver até que ponto seria rentável. No caso concreto do Outlander falta promoção por parte da Casa das Letras, o mercado é feroz é preciso promover.

Madrigal a 29 de Agosto de 2015 às 11:50
Ois,

Bem compreendo esse sentimento acho muito mal que dividam os livros :(

Bem mencionaste tantos livros que já li (fiacha é um corvo de Sevenwaters ehehe) mas a que mais gostei é sem duvida a serie 1º Homem de Roma, que grande saga o melhor que li até hoje de Romance Histórico, adoro a escritora ;)

Bjs
Fiacha a 14 de Setembro de 2015 às 14:21
É muito chato não conseguir acabar de ler uma série de que gostámos e em que investimos. Eu compreendo que às vezes é complicado para as editoras continuarem a publicar uma série cujas vendas não atingem o objectivo esperado mas a quebra de confiança com os leitores não lhes dará ainda mais prejuízo do que a continuação da série?

Ainda não li o Outlander. Apesar de tantas críticas positivas não me desperta grande interesse mas acho que se ler o farei em inglês (aliás, tenho os 2 primeiros volumes em ebook/inglês)
Patrícia C. a 16 de Setembro de 2015 às 16:04
A saga o Primeiro homem de Roma é brutal. É pena é que seja não difícil encontrar. Acho que a Bertrand ainda voltou a publicar o primeiro volume mas acho que não continuou...
Patrícia C. a 16 de Setembro de 2015 às 16:06
acho que quebra sim, leio muitos comentários de bloggers a dizer que só compram quando acabarem de publicar a série ou preferem ler em inglês precisamente porque receiam que não terminem em português.
Madrigal a 16 de Setembro de 2015 às 18:55
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