Ler por aí
 
01 de Maio de 2014

 


 

Não sou leitora de contos e talvez por isso ando a adiar a escrita deste post, desta opinião sobre o livro “Tudo são histórias de amor”. Ou talvez seja porque, mesmo agora passado alguns dias de terminada a leitura, ainda não sei o que pensar sobre este livro.

Aqui, ao longo destas páginas, misturam-se a realidade e a ficção de uma forma que me surpreendeu e até me chocou. Não estava preparada para a crueldade de um livro chamado “tudo são histórias de amor” que fala de amor, pois claro, mas que também fala de morte, decadência, maldade. Isso não deveria surpreender-me. Afinal, como todas as verdades têm dois lados e a beleza não faz sentido sem a fealdade, são os extremos que se equilibram, que dão sentido ao mundo.

Será necessário chegar a extremos como esta escritora faz, para se falar de amor? Talvez não mas para fazê-lo e para funcionar é necessário que se seja dona das palavras, é necessário um imenso talento e isso é inegável que a autora é e tem.

Este livro não me encantou. Mas desconfio que este livro não tem o propósito de encantar. Muitos destes contos deixaram-me desconfortável. E tenho para mim que a intenção era precisamente essa. Surpresa, choque, culpa, desconforto e um ou outro sorriso foi aquilo que senti ao longo destas páginas.

Não sou leitora de contos mas este livro não me deixou indiferente. Não sou leitora de contos mas não me vou esquecer destes tão depressa.

Não acho que seja um livro ao gosto de toda a gente. Este livro, estas histórias de amor são, acima de tudo, uma provocação. Mais do que para ler, este livro obriga-nos a pensar.
publicado por Patrícia às 15:34 link do post
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