Ler por aí
 
17 de Junho de 2014

 
“Por favor não matem a cotovia” “Mataram a cotovia” “O sol é paratodos”
 
Só a quantidade de títulos diferentes que este livro tem tido na língua Portuguesa nos prova que cada um lê no livro algo diferente. Cada leitor destaca o que mais o interessou, chocou ou, de alguma forma, o tocou. Muitas vezes lemos um livro e lemos lá exatamente o que queremos. Seremos capazes de ler um livro de um autor de quem não gostamos e ser imparciais na sua apreciação?
E na vida como na leitura...
Ver o mundo pelos olhos de uma criança, com a sua inocência, magia e total ausência de preconceito. Claro que isso só acontece porque Scout foi educada por um homem muito especial para a época. Atticus Finch é tudo menos um homem da sua época, tudo menos um pai normal mesmo considerando os padrões de hoje. Atticus Finch, um personagem muito interessante, permite que os seus filhos (Scout e Jem) cresçam meio “selvagens” no que às regras da sociedade da época diz respeito mas incute-lhes um sentido de dever, responsabilidade, de moral e de cavalheirismo fabuloso. Educar pelo exemplo, algo que está demasiado esquecido hoje em dia.
Scout, uma menina maria-rapaz de 7 anos admira o pai e o irmão acima de tudo e com eles aprende a pensar. E conta-nos esta história, com muitas histórias à mistura, com episódios divertidos, com momentos cheios de emoção,conta-nos o horrível com voz doce e uma inocência e confiança inabalável.
Depois de ter lido este livro percebo porque é que é tão famoso, porque se tornou um clássico, porque é tão mencionado em tantos livros e filmes. E é um clássico que apetece ler. Li-o em inglês, o que me causou algumas dificuldades porque está escrito de uma forma muito “oral” e muitas palavras/expressões/contrações de palavras não constam do dicionário, mas tenho a certeza que ainda o vou reler em Português. Li-o em ebook mas ainda o vou comprar em livro físico porque tem mesmo que fazer parte da minha estante.
Este livro mostra-nos o pior da humanidade, fala-nos de preconceito,racismo, maldade pura. Mas dá-nos o maior dos tesouros: a esperança de que a bondade, a honra e o respeito existam e que, de alguma forma, vão conseguindo ganhar o seu lugar na sociedade. A amizade é maravilhosamente contada nestas páginas.

 

É muito difícil escrever o que quer que seja sobre este livro. Por um lado já tudo foi escrito, por outro não é nada bom elevar as expectativas de um leitor. Mas atrevo-me a dizer que toda a gente devia ler este livro. Que é o livro ideal para que alguém comece a ler. Que devia ser um livro estudado nas escolas. E que vou ter que descobri-lo por cá porque vai ser o meu presente de Aniversário/Natal para muita gente este ano. Adorei, como é óbvio.
publicado por Patrícia às 13:02 link do post
Também me foi oferecido, adorei. Tenho em português, editado pela relógio de água com o fantástico título: mataram a cotovia.
Fuschia a 17 de Junho de 2014 às 14:39
(adoro quando contam o fim da história com o título)
Fuschia a 17 de Junho de 2014 às 14:41
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