Ler por aí
 
09 de Setembro de 2016

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Quase dois meses depois fechei o The Way of Kings com um misto de saudade e de vontade de pegar no Words of Radiance, o segundo volume destes The Stormlight Archive. Para todos os que me seguem no Twitter é óbvio que adorei este livro. Os que me seguem no Goodreads talvez tenham ficado surpreendidos quando dei "apenas" 4 estrelas a este The Way of Kings e não 5. Deixem-me começar este post por explicar isso. 4 estrelas significam a esperança que algum(s) dos 9 seguintes volumes da saga ainda seja melhor que este. Se não for, então prometo que vou lá alterar para as 5 estrelas.

 

A saga Stormlight Archives, que se diz ir ter 10 volumes, é do género fantasia épica e apresenta-nos mais um mundo (Roshar) de Cosmere, o Universo que está paulatinamente a ser criado Brandon Sanderson. Depois de ter ficado completamente agarrada com a série Mistborn (The final empire, The wall of ascencion e The Hero of ages) decidi (muito por culpa da Diana) começar a ler o The way of Kings e, subitamente, vi-me envolvida numa mega saga da fantasia épica (Cosmere) que ainda mal entendo mas que quero muito desvendar e conhecer. E eu, que prefiro livros adhoc ou na pior da hipóteses séries terminadas, vejo-me a ler e a fazer planos para ler livros de séries que mal estão começadas e a não me chatear nem um bocadinho com isso. E como já devem der percebido ando aqui a engonhar porque nem sei bem o que vos dizer acerca deste livro. Mas vamos lá...

 

Este primeiro volume apresenta-nos a Roshar, um mundo (que sim, também é protagonista) onde o poder está nas mãos de quem tem os olhos mais claros. É vários vezes discutida no livro a arbitrariedade da escolha de quem lidera.

Este é, sem dúvida, um livro de World Building, de construção de um mundo. Começamos por assistir ao momento em que 9 dos 10 heralds, no final de uma guerra (Desolation) contra os Voidbringer, se recusam a voltar para o Inferno lá do sítio (Damnation) quebrando um pacto antigo (the Oathpact).

 Os protagonistas deste livro são vários, Dalinar, Kaladin, Syl, Shallan, Jasnah, Szeth. É sobretudo pela voz e mão de Kaladin que somos guiados para este mundo e que começamos a compreender a estratificação desta sociedade onde a cor dos olhos é importante, as mulheres devem esconder a mão esquerda e onde ler ou escrever é apenas uma atividade feminina. Os sinais de alerta são tão gritantes que nem o mais tolo dos tolos consegue dizer que este é um livro que nada tem de real e que não levanta questões importantes e extremamente atuais. E ainda por cima fá-lo com uma história com personagens maravilhosos e interessantes e com magia.

Um Rei foi assassinado pelo Thruthless Szeth, os seus filhos e irmão vão vingar a sua morte nas Shattered Plains, numa guerra que mais parece um jogo entre nobres do que uma guerra que se pretende, efetivamente, ganhar. Dalinar (irmão do rei morto) vive na angustia de não perceber se as visões que tem durante as HighStorms são reais ou significam que está à beira da loucura. Kalinar e a sua mania de se manter afastado das Shardbades atiram-no para a escravatura. Jasnah, uma soulcaster, procura o verdadeiro significado para a morte do pai (o Rei Gavilar) e Shallan acaba por ir dar uma volta a Shadesmar sem saber bem como.

A verdade é que não faz qualquer sentido contar-vos esta história. Se vos agucei a curiosidade leiam o livro e depois podemos falar sobre ele. Não se assustem com o número de páginas. É muito mais fácil entrar neste mundo do que parece. Talvez faça sentido lerem primeiro outras coisas de Brandon Sanderson, talvez vos prepare melhor para estes Stormlight Archives. Há também imensos textos de apoio, explicações e ilustrações que podem encontrar por aí e que vos podem ajudar a situar-se na história. No final do vosso livro estão dicas, consultem-nas. Ao longo da história há mapas e ilustrações fundamentais.

Resta-me desejar-vos uma ótima aventura através de Roshar e deixar-vos uma imagem do prólogo. Cada capítulo começa com este género de frases, aparentemente sem uma grande ligação à história mas que, quando as percebemos, nos embrulha o estômago de uma maneira insuportável.

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publicado por Patrícia às 13:41 link do post
Apesar de ainda não estar terminada, temos sempre a sorte do Brandon Snaderson escrever quase à velocidade da luz quando comparado com outros escritores :b
Fiquei sim com bastante curiosidade nesta série nova. Agora só falta ganhar coragem :)
Beijinhos!
Marina Pinho a 11 de Setembro de 2016 às 12:08
Ainda bem que ele escreve rápido. Não aguentava outro Martin na minha vida :)
Quando te apetecer uma série de fantasia interminável, esta é a certa. Gosto tanto.
Boas leituras e obrigada pela visita
Patrícia a 14 de Setembro de 2016 às 08:35
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