Ler por aí
 
10 de Dezembro de 2009



Sinopse

Cativante e profundamente comovente, o segundo romance de Victoria Hislop é tão inspirador como o seu romance de estreia e bestseller internacional, A Ilha.

Nas ruas calcetadas de Granada, sob as majestosas torres do Alhambra, ecoam música e segredos. Sónia Cameron não sabe nada sobre o passado chocante da cidade; ela está lá para dançar. Mas num café sossegado, uma conversa casual e uma colecção intrigante de fotografias antigas despertam a sua atenção para a história extraordinária da devastadora Guerra Civil Espanhola.

Setenta anos antes, o café era a casa da unida família Ramirez. Em 1936, um golpe militar liderado por Franco destrói a frágil paz do país, e no coração de Granada a família testemunha as maiores atrocidades do conflito. Divididos pela política e pela tragédia, todos têm de tomar uma posição, travando uma batalha pessoal enquanto a Espanha se autodestrói.

Amei este livro. Depois da “Ilha” este “O regresso” não me desiludiu em nada.

Duas amigas vão para Granada dançar salsa. Eu adoro Salsa e dança em geral pelo que o tema interessou-me logo de início. Depois é um romance histórico, género que eu adoro.

Aprendi imenso com este livro. Aprendi coisas que já deveria saber, considerando que Espanha é já aqui ao lado e que partilha tanto da sua história connosco. Sorri e chorei com este livro.

Conta-nos uma história de amor atípica, sem o rumo esperado, entre uma miúda “duende” e um cigano. Uma história de amor marcada pela música, pelas batidas da dança. Conhecemos uma família que foi completamente destruída pela guerra civil, onde irmãos se viraram contra irmãos, uma família que retratava a Espanha da época. Uma Espanha dilacerada pela guerra, por Franco, pela igreja, pelos resistentes. Numa guerra até pode haver um lado certo (ou mais certo) mas a verdade é que não há inocentes. Ambos os lados são capazes de tudo, das atitudes mais macabras e sujas que possamos imaginar.

Um livro triste e belo, que apesar de tudo nos transmite os cheiros , as cores e os sons vibrantes de Espanha.
publicado por Patrícia às 16:06 link do post
18 de Agosto de 2008

Vinda de férias, trago histórias para partilhar. Não das minhas férias, claro, mas de dois livros e de um fantástico espectáculo a que assisti.
Vamos por partes. 

Os livros: "Meia-noite ou o princípio do mundo" de Richard Zimler, e "A ilha" de Victoria Hislop.

"A ilha", foi o meu primeiro livro de férias. Numa altura em que estava a descomprimir do trabalho e dos estudos, peguei neste livro e li-o quase de uma assentada.
Uma jovem mulher, com algumas decisões para tomar, resolve investigar a história da fa
milia, que a sua mãe Sofia sempre insistiu em manter secreta. A história de Alexis rapidamente cai para segundo plano à medida que a saga da familia é contada. Com a lepra a dar o tom e a segunda guerra mundial a trocar as voltas à Grécia, este livro fala acima de tudo de preconceito e hipocrisia, de coragem e bondade. 
Sem ser um livro espectacular, vale bem a pena ler.

Numa feira do livro, na banca dos livros usados, encontrei um que já fazia parte da minha "lista de de
sejos" deste que está à venda.
"Meia-noite ou o princípio do mundo", um livro que gira à volta de John Zarco Stewart, meio Português, meio Escocês; meio Cristão, meio Judeu.... e isto tudo no Porto do início Sec. XIX.

A vida de John é marcada pelas muitas personagens que com ele se cruzam. Daniel, Violeta, Francisca, Memória, os pais, o boticário alquimista judeu e claro Meia-noite. 
Para John, Meia-noite é mais que amigo. É uma espécie de pai, que o salvou, e por quem Daniel luta durante toda a vida. A inquisição em Portugal está no fim, mas os Judeus ainda não se sentem seguros de se mostrar, por isso John nem sabe que é meio Judeu. A traição e a mentira são os principais condicionantes da vida dele. O amor e a verdadeira amizade o que o fazem continuar a viver. 
Um fantástico livro.
Especial, porque é mais um dos bons livros escritos sobre Portugal... e mais uma vez escrito por um estrangeiro. A não perder.

Agora o espectáculo: Jesus Cristo Superstar, De Tim Rice e Andrew Lloyd Webber, ou de  Filipe La Féria, como preferirem.
Num palavra: Fabuloso!!!!!
Filipe Ventura e Pedro Bargado, acompanhados pela Anabela e por mais de 50 actores/ músicos fazem de um palco simplista, um espectáculo músical que vale a pena ver. Engane-se quem pensa que é um espectáculo religioso, pois não o é, nem deve ser visto assim. Luz e som, numa ópera rock, inovadora nos palcos do nosso país. Vozes brutais, num teatro com sátira social e politica actual, e que conta uma história antiga. Deixando de lado a tristeza, canta-se a traição e a amizade.
Um palco sem nada, para além de uma tela, andaimes laterais, e muita gente com talento e grandes vozes, fazem daquelas duas horas algo de especial.
Quer gostem ou não dele, o La Féria, fez deste um grande espectáculo. Eu vi o Amália, o My Fair Lady, mas foi este Jesus Cristo Superstar que me encantou.  
Deixo aqui a "Canção de Judas" interpretada pelo Pedro Bargado (Judas), para mim o melhor personagem do músical.





publicado por Patrícia às 18:34 link do post
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