Ler por aí
 
28 de Janeiro de 2013


Para quem o conhece não é surpresa que a escolha recaíria sobre este livro. Apesar de poder ter escolhido também o livro que ele próprio escreveu. Mas o "O Macaco Nu" é o livro que o Vasco já tentou impingir a toda a gente. E uma paixão destas só se pode traduzir em algo positivo.


OMacaco Nu (Naked Ape)

Consideroeste livro de 1967, um despertar de consciências. Desmond Morris, Biólogo deformação, explica-nos o comportamento humano nas suas vertentes sociais tendocomo base o estudo dos símios e a própria psicologia humana. Um fervorosoadepto da genética, tenta passar para o leitor a realidade sobre as grandesdificuldades e desafios do Homem ao longo da sua vasta história, num mundo cadavez mais acelerado e megalómano. O lado genético não teve grandes evoluçõesdesde os primordial Homo Neandertal, daí, podermos admitir que somos e seremosviolentos na protecção do nosso espaço ou dos nossos mais chegados tal comotodos os símios. Esta agressividade e poder são um obstáculo à real evoluçãoHumana, que não consegue acompanhar a tecnologia que vai desenvolvendo com umaelevação racional das suas ligações sociais. O Bicho homem, como somosretratados, torna-se num alvo fácil e vulnerável na mão dos seus semelhantes.Morris Levanta questões de fundo e de difícil resposta abrindo as nossas mentespara uma melhor compreensão de nós próprios. Um livro que considero basilarpara quem se interessa sobre a condição humana e porque somos, como somos.
                                                                      Vasco Ribeiro

 

“Alguns sãooptimistas e sentem que, desde que criamos um alto nível de inteligência e umforte instinto inventivo, seremos capazes de modificar qualquer situação emnosso benefício; que somos flexíveis e capazes de refazer o nosso modo de vidapara satisfazer algumas das novas exigências criadas pela nossa condição deespécie em rápido desenvolvimento; que seremos capazes de resolver, no devidotempo, a aglomeração exagerada, a tensão, a falta de privatividade e deindependência de acção; que modificaremos os nossos tipos de comportamento eviveremos como formigas gigantes; que dominaremos os nossos instintosagressivos e territoriais, os nossos impulsos sexuais e as nossas tendênciaspaternalistas; que seremos capazes de nos tornar macacos produzidos em sériecomo os ovos chocados artificialmente, se assim for necessário; que a nossainteligência pode dominar todos os nossos instintos biológicos fundamentais.Para mim, tudo isso é conversa fiada. A nossa crua natureza animal nunca nospermitiria isso.” Desmond Moris in Macaco Nu.


*AqGdL: Amigos que gostam de ler
publicado por Patrícia às 11:31 link do post
12 de Outubro de 2010

Quando um homem é reduzido a um número, o que resta da sua humanidade?

As portas abriram-se. Primeiro os mortos, depois os loucos e por fim, nós, os tristes, que a todo o custo queríamos ficar vivos. Pareciámos formigas que seguem sempre a que está à frente. Dei um punhado de passos e já me encontrava noutro vagão. Toda a gente falava em Theresienstadt, talvez a nossa última morada. Num acto de desespero, pessoas, agrediam os guardas só para morrerem, pois não aguentavam mais aquela loucura.

Eis um livro que está quase, quase a chegar às livrarias. O primeiro deste escritor. Ainda voltarei a este livro aqui blog para uma opinião mais personalizada, para uma critica "à séria". Já o li, em versão conto e em versão um pouco mais alargada mas ainda não li a versão final, a versão livro.
Mas não posso deixar de fazer um pouco de publicidade a este "Judeu 2357", um livro improvável (ou nem tanto) para quem conhece o Vasco. Um tema difícil, mas interessante.
Garanto-vos que se lê bem.
publicado por Patrícia às 13:18 link do post
pesquisar neste blog
 
email
ler.por.ai@sapo.pt
mais sobre mim
tags

2017

adam johnson

afonso cruz

afonso reis cabral

agatha christie

alexandre o'neill

alguém quer este livro?

amin maalouf

ana cristina silva

ana margarida de carvalho

ana saragoça

ana teresa pereira

anna soler-pont

anne bishop

anne holt

antonio garrido

as paixões antigas

biblioteca de bolso

brandon sanderson

carla m. soares

carlos campaniço

carlos ruiz zafón

chimamanda ngozi adichie

colleen mccullough

conversas (sur)reais

cosmere

cristina drios

curtas

dan brown

danuta wojciechowska

david soares

diário de leitura

direitos dos leitores

dulce maria cardoso

elena ferrante

filipe melo

frank mccourt

george r.r martin

gonçalo m. tavares

greg mortenson

haruki murakami

helena vasconcelos

ildefonso falcones

inês pedrosa

isabel allende

jo nesbø

joão tordo

jodi picoult

josé eduardo agualusa

josé luís peixoto

josé rodrigues dos santos

josé saramago

juan cavia

julia navarro

juliet marillier

ken follet

l.c. lavado

ler em português

leya em grupo

lídia jorge

livros

luís miguel rocha

mai jia

maria manuel viana

mário zambujal

marion zimmer bradley

meg wolitzer

mitos e outros temas livrescos

mónica faria de carvalho

natal

nuno nepomuceno

opinião

os meus amigos também gostam de ler

patrícia müller

patrícia reis

paulo m. morais

podcast

richard zimler

robert wilson

robin sloan

roda dos livros

rosa lobato faria

rui cardoso martins

rui zink

sandra carvalho

sonhos

stephenie meyer

stieg larsson

stormlight archives

tarita

the way of kings

tiago carrasco

trudi canavan

ursula k. le guin

valter hugo mãe

vasco ribeiro

victoria hislop

words of radiance

youtube

zoran živković

todas as tags

blogs SAPO