Ler por aí
 
17 de Outubro de 2016

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Algumas respostas, muitas perguntas. Algumas respostas a perguntas que nem sequer sabíamos que existiam.

Para quem já leu o The way of Kings só tenho uma coisa a dizer: You know nothing

A imaginação do autor não tem limites, é impressionante como neste segundo volume da saga épica temos a noção de que ainda estamos na parte de caracterização de personagens e de construção do mundo. (para quem leu o The way of kings: achavam que esta parte já tinha passado e que agora ia começar a coisa a sério, não era? Pois, também eu).

Uma vez mais não vou dar 5 estrelas a este volume e ao contrário do primeiro não ponho a hipótese de o fazer. Não por não ter gostado, que gostei. Muito. Mas porque este é um livro de transição. A genialidade da construção do mundo está no primeiro volume (apesar de algumas coisas muitooo importantes só se perceberem no final deste), a maioria dos personagens foram caracterizadas no primeiro volume (Kaladin, Dalinar, Shallan, Syl, Adolin) e aqui “apenas” desenvolvidas. Das novas personagens só se tem um “cheirinho” (como não amar a Lift, aquela pirralha maravilhosa, que acredita ter capturado um voidbringer e que tanto nos faz recordar a Vin? Ou como não esperar grandes coisas da Eshonai?).

E as batalhas são memoráveis, sim. Aquela luta entre o Kaladin e o Seth, em que passamos o tempo todo a desejar que nenhum seja magoado a sério. E os duelos do Adolin? Muito bons.

Regressar ao passado com a Shallan, ver crescer uma personagem como ela, é muito bom. Aliás, este formato, em que cada livro é mais focado numa personagem, mostrando-nos os porquê e os como é exemplificativo do “show, not tell” do autor. E apesar deste “truque” não ser novidade, é muito bem explorado por Brandon Sanderson. Afinal o presente mais não é do que a consequência do passado e é isso que o escritor nos passa grande parte do tempo a mostrar: o passado.

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 E por falar na Shallan, devo dizer-vos que adoro o Pattern.

***alerta de mini-spoiler***

E, a todos os que leram o The Way of King e se apaixonaram pelo Kal, devo dizer-vos que passei grande parte deste livro com vontade de lhe bater. Com muita força. Homem irritante e burro que não aprende. A quantidade de asneiras que aquele homem faz ao longo destas páginas é impressionante. Tantas vezes que disse “A sério Kaladin? A SÉRIO???”

Acho, sinceramente, esta uma grande saga de fantasia. Do género que eu gosto. 

Depois do penúltimo “Como???” (eu digo muitos “como?”, “ãh?”, “não…” - e outras coisas que não posso escrever aqui- enquanto estou a ler estes livros) de The Way of Kings  comprei o ebook do segundo volume de Stormlight archives. Assim que acabei de ler um livro de 1283 páginas, comecei a ler um de 1093. Infelizmente vou ter muito que esperar pelos restantes volumes (o escritor vai a 78% do Stormlight 3).

Entretanto, enquanto espero que saia a continuação, vou querer ouvir os audiobooks, que parece que são muito bons.

publicado por Patrícia às 16:21 link do post
09 de Setembro de 2016

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Quase dois meses depois fechei o The Way of Kings com um misto de saudade e de vontade de pegar no Words of Radiance, o segundo volume destes The Stormlight Archive. Para todos os que me seguem no Twitter é óbvio que adorei este livro. Os que me seguem no Goodreads talvez tenham ficado surpreendidos quando dei "apenas" 4 estrelas a este The Way of Kings e não 5. Deixem-me começar este post por explicar isso. 4 estrelas significam a esperança que algum(s) dos 9 seguintes volumes da saga ainda seja melhor que este. Se não for, então prometo que vou lá alterar para as 5 estrelas.

 

A saga Stormlight Archives, que se diz ir ter 10 volumes, é do género fantasia épica e apresenta-nos mais um mundo (Roshar) de Cosmere, o Universo que está paulatinamente a ser criado Brandon Sanderson. Depois de ter ficado completamente agarrada com a série Mistborn (The final empire, The wall of ascencion e The Hero of ages) decidi (muito por culpa da Diana) começar a ler o The way of Kings e, subitamente, vi-me envolvida numa mega saga da fantasia épica (Cosmere) que ainda mal entendo mas que quero muito desvendar e conhecer. E eu, que prefiro livros adhoc ou na pior da hipóteses séries terminadas, vejo-me a ler e a fazer planos para ler livros de séries que mal estão começadas e a não me chatear nem um bocadinho com isso. E como já devem der percebido ando aqui a engonhar porque nem sei bem o que vos dizer acerca deste livro. Mas vamos lá...

 

Este primeiro volume apresenta-nos a Roshar, um mundo (que sim, também é protagonista) onde o poder está nas mãos de quem tem os olhos mais claros. É vários vezes discutida no livro a arbitrariedade da escolha de quem lidera.

Este é, sem dúvida, um livro de World Building, de construção de um mundo. Começamos por assistir ao momento em que 9 dos 10 heralds, no final de uma guerra (Desolation) contra os Voidbringer, se recusam a voltar para o Inferno lá do sítio (Damnation) quebrando um pacto antigo (the Oathpact).

 Os protagonistas deste livro são vários, Dalinar, Kaladin, Syl, Shallan, Jasnah, Szeth. É sobretudo pela voz e mão de Kaladin que somos guiados para este mundo e que começamos a compreender a estratificação desta sociedade onde a cor dos olhos é importante, as mulheres devem esconder a mão esquerda e onde ler ou escrever é apenas uma atividade feminina. Os sinais de alerta são tão gritantes que nem o mais tolo dos tolos consegue dizer que este é um livro que nada tem de real e que não levanta questões importantes e extremamente atuais. E ainda por cima fá-lo com uma história com personagens maravilhosos e interessantes e com magia.

Um Rei foi assassinado pelo Thruthless Szeth, os seus filhos e irmão vão vingar a sua morte nas Shattered Plains, numa guerra que mais parece um jogo entre nobres do que uma guerra que se pretende, efetivamente, ganhar. Dalinar (irmão do rei morto) vive na angustia de não perceber se as visões que tem durante as HighStorms são reais ou significam que está à beira da loucura. Kalinar e a sua mania de se manter afastado das Shardbades atiram-no para a escravatura. Jasnah, uma soulcaster, procura o verdadeiro significado para a morte do pai (o Rei Gavilar) e Shallan acaba por ir dar uma volta a Shadesmar sem saber bem como.

A verdade é que não faz qualquer sentido contar-vos esta história. Se vos agucei a curiosidade leiam o livro e depois podemos falar sobre ele. Não se assustem com o número de páginas. É muito mais fácil entrar neste mundo do que parece. Talvez faça sentido lerem primeiro outras coisas de Brandon Sanderson, talvez vos prepare melhor para estes Stormlight Archives. Há também imensos textos de apoio, explicações e ilustrações que podem encontrar por aí e que vos podem ajudar a situar-se na história. No final do vosso livro estão dicas, consultem-nas. Ao longo da história há mapas e ilustrações fundamentais.

Resta-me desejar-vos uma ótima aventura através de Roshar e deixar-vos uma imagem do prólogo. Cada capítulo começa com este género de frases, aparentemente sem uma grande ligação à história mas que, quando as percebemos, nos embrulha o estômago de uma maneira insuportável.

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publicado por Patrícia às 13:41 link do post
18 de Agosto de 2016

There are four whom we watch. The first is the surgeon, forced to put aside healing to become a soldier in the most brutal war of our time. The second is the assassin, a murderer who weeps as he kills. The third is the liar, a young woman who wears a scholar’s mantle over the heart of a thief. The last is the highprince, a warlord whose eyes have opened to the past as his thirst for battle wanes.

 

Há quatro que vigiamos. O primeiro, o cirurgião, forçado a desistir de curar para se tornar um soldado na mais brutal guerra do nosso tempo. O segundo é o assassino, o que lamenta enquanto mata. O terceiro a mentirosa, uma jovem mulher que usa o manto dos estudiosos sobre o coração de uma ladra. O último, o príncipe, um senhor da guerra cujos olhos se abriram para o passado à medida que a sede pelas batalhas se desvaneceu. *

 

*tradução (minha) livre

publicado por Patrícia às 08:41 link do post
12 de Agosto de 2016

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publicado por Patrícia às 15:00 link do post
12 de Agosto de 2016

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publicado por Patrícia às 12:15 link do post
12 de Agosto de 2016

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publicado por Patrícia às 11:54 link do post
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