Ler por aí
 
16 de Novembro de 2015

*** isto vai estar cheio de spoilers, não sei dar a minha opinião sem eles, por isso se não leram vão-se embora, depois não digam que não avisei)

as sombras da noite branca.jpg

 

 

Finalmente acabou. Muitos anos e 8 volumes depois a saga das pedras mágicas chega ao fim.

Passei por altos e baixos ao longo desta leitura, eu própria mudei enquanto leitora e certamente a Sandra Carvalho mudou enquanto escritora. Começo por referir que se notou uma enorme evolução entre o primeiro e o último volume desta saga e isso é maravilhoso.

Sou fã de fantasia e a Sandra Carvalho é das poucas escritoras Portuguesas deste género literário. Eu não podia deixar, por isso, de ler os seus livros.

O meu volume favorito foi o 6º (A sacerdotisa dos Penhascos) onde Kelda era uma protagonista à altura. Tinha algumas expectativas em relação ao final e às soluções encontradas para dar um nó em todas as pontas que se criaram ao longo dos 7 volumes anteriores.

Em relação a isto tenho que admitir que a escritora conseguiu. Fechou a história, deu um final a cada uma das personagens e agradou sobremaneira à leitora que eu fui quando comecei a ler esta saga. Quem dera que tivesse posto as mãozinhas nestes livros aos 16. Tinha adorado.

O problema é que tenho 36 e muitos livros já me passaram pelas mãos. Inclusive grandes livros de fantasia.

Continuei a adorar o Erebus e o Halvard. Um é a personagem com o qual sofremos, por quem torcemos e o outro é tão odioso, com uma dose de loucura tal que me foi impossível não odiar.

Mas a Kelda, que tanto prometia, tornou-se uma personagem irritante, sem personalidade , pegajosa e para quem não tive qualquer pachorra. O pseudo-romance com o Sigarr foi tolo e pouco credível, o romance com o Lysander foi de conto de fadas. E eu não gosto de contos de fadas. De uma Kelda forte e real, a voltas com a mistura de Arte obscura e Arte luminosa passamos para uma menina mimada, tola e cheia de dúvidas existenciais.

Mas o que me tirou mesmo do sério foi a quantidade de soluções mágicas que a escritora arranjou. Expoente máximo para a espada mágica. A sério? Errrrrr, acho que depois disso já valia tudo. Mas as curas miraculosas, as ressurreições, enfim, dava a sensação que, de cada vez que se via perante um problema, a escritora agitava a varinha mágica e uma solução aparecia. Fiquei com a sensação que este último volume (e o anterior já tinha parte disso, para dizer a verdade) foi uma sucessão de soluções mal-amanhadas.

É que eu adoro fantasia mas há limites para o que torna uma história do fantástico credível ou não e na minha opinião, neste livro esses limites foram claramente ultrapassados (a solução "bela adormecida" ao quadrado deu cabo de mim, confesso).

Tenho mesmo pena de ter acabado a saga com um misto de irritação e de desilusão apesar de ter a noção que, como disse acima, o meu eu dos 16 teria adorado.

publicado por Patrícia às 18:09 link do post
01 de Julho de 2012


Mais um livro da Saga das Pedras mágicas, mais um com uma protagonista conhecida. A Kelda continua a ser uma protagonista forte, justa e... injustiçada. Mas se esta protagonista foi a grande mais-valia do livro anterior (de todos, o meu preferido) neste livro consegue ser o seu calcanhar de Aquiles. Simplesmente porque é mais do mesmo. A sério que a Kelda tinha que, mais uma vez, ser maltratada por quem mais dela devia gostar? Essa parte não deveria já ter sido ultrapassada? Nem sequer foi o Lysander que me incomodou, mas sim o Rei da Lua. 
Mas gostei do livro, claro. Para quem chegou até aqui na saga (Sandrinha, não te estiques muito mais, ok? 8 livros é um bocadinho demais) é sempre interessante seguir o rumo desta história. E eu gostei do rumo que a escritora deu ao Sigarr. E gostei da Irís. E irritou-me profundamente o Lysander.  Mas o grande trunfo deste livro foi Halvard. Mais ruim que as cobras. Um vilão à moda antiga. Gostei.
Ah e o Erebus. Gosto dele.

publicado por Patrícia às 21:26 link do post
10 de Agosto de 2010

“Os três reinos”- 5º Volume da saga das Pedras Mágicas de Sandra Carvalho

A literatura fantástica conhece neste momento um estado de desenvolvimento que a aponta no caminho do crescimento. A Presença iniciou a colecção «Via Láctea», dedicada a este género, em 2002, tendo Sandra Carvalho passado a incluir um leque de ilustres autores em 2005, constituindo-se como a primeira escritora portuguesa a figurar na colecção. Na realidade foi a primeira voz feminina a dar cartas e a conquistar um vasto público, fidelizando-o desde o primeiro instante com a sua série A Saga das Pedras Mágicas, da qual já fazem parte quatro volumes. Agora na quinta história, encontramo-nos no ponto em que as sombras da morte e da guerra alastraram sobre o Norte do Mundo e Thora, a loba prateada, desespera ao saber do destino das suas irmãs. Do Império, a sul, chegam rumores de que aquele que traz consigo o propósito de lançar sobre a Terra a escuridão eterna e absoluta já encarnou o Homem. Que esperança restará aos defensores do Bem, quando até as pedras mágicas da feiticeira Aranwen estão agora nas mãos do inimigo? Estará a profecia dos Três Reinos condenada a perder-se nesta luta caótica sem jamais se concretizar?

Li o 5º Volume da saga das pedras mágicas porque não quero deixar esta saga por ler. Este livro não me agradou especialmente, confesso. A Guardiã da lágrima do sol não me atrai especialmente e a participação do guardião da lágrima da lua não é suficiente para me despertar o interesse.

Mais uma vez o pior que tenho a dizer do livro é isso e que o livro “lê-se”. Ou seja, mesmo não me tendo agradado especialmente li-o quase de uma assentada e ainda tive coragem para pegar no 6º volume. Como sempre o livro acaba num ponto fulcral da história e fica a curiosidade de saber o que vai acontecer depois.


A Sacerdotisa dos Penhascos- 6º Volume da saga das Pedras Mágicas de Sandra Carvalho

Os Guardiães das Lágrimas do Sol e da Lua vivem finalmente em plena união. Dos seus amores nasceram Halvard e Kelda, os gémeos sobre quem pairam profecias grandiosas e temíveis. Halvard está nas mãos de Sigarr, o Mestre da Arte Obscura, que espera treiná-lo para ser o Guardião do Conhecimento Absoluto, e usar o imenso poder deste em seu proveito.

Kelda, no topo da mais alta fraga da Ilha dos Penhascos, entrega o seu corpo dorido e espírito destroçado à violência da tempestade, enquanto as palavras da sua melhor amiga Oriana qual maldição : «Hás-de acabar sozinha e devorada pelo mal como o teu irmão!»

Como poderá lutar contra as forças negras do destino, se todos aqueles que ama lhe viram as costas? Será capaz de provar que os pais estavam enganados acerca da sua índole perversa? E resgatar Halvard do jugo dos Feiticeiros, cumprir os desígnios da Pedra do Tempo e salvar a sua própria alma? Ou está condenada a ceder ao apelo da Arte Obscura que pulsa no seu sangue e tomba ao abismo?

Em contraste com o volume anterior devo confessar que este foi o meu favorito. De toda a saga. Mais uma vez este volume me fez lembrar as histórias de Juliet Marillier. Não pela história propriamente dita, mas pelo género de personagens.
Gostei especialmente da Kelda. E, mais uma vez, fiquei desiludida com a Edwina. E com o Edwin.
E agora, talvez pela primeira vez ao longo da saga, as minhas expectativas estão altas. Espero que o próximo livro surpreenda e que não seja apenas um final mal amanhado.
publicado por Patrícia às 16:56 link do post
27 de Julho de 2010



No último volume Edwina assistiu ao desaparecimento do seu amado Edwin nas águas profundas do oceano. Na sombra, os mestres da Arte Obscura conspiram: não desistem de se assenhorear das Pedras Mágicas da feiticeira Aranwen. Julgando Edwin morto, Edwina, a Rainha do Sol, desposa Ivarr, e todos esperam dela um herdeiro que perpetue a linhagem dos reis vinquingues. Mas será que mistérios ainda ocultos virão alterar o rumo dos acontecimentos? Poderão, como profetizado, as essências do Sol e da Lua fundirem-se numa só, para darem origem a um Conhecimento superior, como o de um deus? Serão os nossos heróis capazes de superar todas as provas que lhes estão reservadas?





Continuo a ter sentimentos contraditórios em relação a esta saga. Se por um lado as parecenças com as histórias de Sorcha e companhia pararam, por outro lado a história não ganhou muito com isso.

Neste quarto volume, Edwina anda perdida. Sem Edwin, a protagonista cede a Ivarr e acaba por casar sem amor. Paixão, luxúria, sim, mas amor, não. Mas Edwina não se consegue impor nem como rainha do sol nem como princesa. E às vezes dá a sensação de amuar em vez de lutar para ser aceite e respeitada. Acho que este livro não acrescentou muito à história. Foi, quanto muito, um compasso de espera. Espero que a sequência seja menos previsível e mais interessante.

Acho que a escritora está a querer imprimir, às personagens principais, um lado humano: qualidades e defeitos, derrotas e vitórias, certezas e dúvidas. Mas acho que com a Edwina exagerou na dose. O Edwin tornou-se quase banal. A Thora perdeu aquela magia que tinha. A Freya ficou bem mais interessante.

Enfim, o livro lê-se. Mas não me agradou por aí além. Foi interessante apenas (e com algum esforço) o suficiente para me fazer ler o 5º volume.

E esta mania de escrever uma história em 7 (mais coisa menos coisa) livros também me transcende um bocadinho. Acho demasiado. Pessoalmente não gosto de levar “anos” a ler uma história nem de fazer pausas tão grandes entre os volumes. Há muito que decidi não ler nada que não esteja totalmente escrito e editado mas abri uma excepção com esta saga por já ter dois dos livros lá em casa. Vamos ver se valeu a pena.

publicado por Patrícia às 12:29 link do post
22 de Abril de 2010


Há poucos escritores Portugueses a escrever fantasia. Sandra Carvalho é uma delas com a sua “Saga das pedras mágicas”. Li estes três primeiros volumes há imenso tempo, mais ou menos na altura em que foram publicados. Na altura li-os mas não os achei grande coisa. A história pareceu-me demasiado parecida com outras histórias de fantasia. Comparar Sandra Carvalho e Juliet Marillier pode parecer uma injustiça mas tornou-se inevitável: as histórias de Catelyn e de Sorcha têm demasiados pontos em comum. E eu gosto muito da Shorcha. Então e acho que só por causa disso não gosto tanto da Catelyn. Depois, e porque cheguei ao meu limite com histórias inacabadas parei de comprar os livros desta saga.



Agora e depois de ouvir falar do sexto livro da série e porque me apeteceu regressar à fantasia, fui lê-los novamente. E desta vez gostei mais. No livro, conhecemos Catelyn e os irmãos. Foi aqui que me irritou um bocadinho a história: sete irmãos, uma mãe que morre e é substituída pela bruxa má, a nossa heroína sem saber ler nem escrever é a única capaz de vencer a bruxa e pronto… temos uma nova cinderela que se apaixona pelo seu captor (síndrome de Estocolmo, certo?) que afinal é bonzinho e honrado e tudo. Mais uma vez, qual Sorcha, a nossa Catelyn também fica sem voz e não consegue explicar muito bem quem é ali naquela terra distante. Depois disto a história ganha vida própria e consegue cativar. Catelyn e o seu guerreiro lobo têm um destino a cumprir. No terceiro volume a história para a ser a da filha de Catelyn, Edwina. Esta personagem, rainha do sol, tem como destino lutar com Edwin, que está a ser treinado pelo herdeiro da lágrima da lua. Claro que o destino faz das suas e entre os dois é forjada uma relação muito mais forte do que a educação, os treinos a que estão sujeitos e que qualquer profecia. Ficam para os próximos livros as histórias de Freya e da Loba prateada (Espero que não seja parecida à da Liadan….) e o desfecho desta luta entre o sol e as trevas.

publicado por Patrícia às 18:52 link do post
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