Ler por aí
 
13 de Maio de 2016

Para quem ainda não tem programa para amanhã à tarde...
Que tal virem falar de livros connosco? Preparámos (mais ou menos, que connosco é tudo meio caótico) temas engraçados para podermos falar de livros convosco. Para quem tem curiosidade sobre a roda dos livros, o Trampolim Gerador é uma excelente oportunidade para nos conhecer. Amanha, entre as 15h30 e as 18h estaremos à vossa espera no Restaurante Maria da Mouraria para falar de livros.
É uma óptima oportunidade para aumentar a lista de livros a comprar na Feira do Livro (que está por aí a chegar) e para nos ajudar a descobrir novos autores e livros para lá de espetaculares. Apareçam, vamos gostar de falar convosco.

 

Cracha_RodadosLivros.jpg

 

publicado por Patrícia às 22:14 link do post
06 de Fevereiro de 2014

Eu queria muito ter gostado deste livro, até porque meapaixonei por esta capa à primeira vista. Namorei-a tantas vezes na livraria. Eas críticas a este este livro? Cada uma melhor que a outra. Devia terdesconfiado. Não devia ter deixado as expectativas crescerem.
Mas atenção: eu não detestei este livro. Confesso que lhefiquei um bocadinho indiferente. E ler as últimas 100 páginas foi um suplício. Lia contrarrelógio, algo que detesto fazer e acabei por me obrigar a ler mesmoquando não me apetecia muito ( e mesmo assim levei 2 semanas a lê-lo, não foiuma leitura rápida nem fácil).
Já não é novidade para quem lê os meus textos que às vezesassocio cores a livros. Neste caso a predominância do creme/castanho na capaatraiu-me mas a cor que associo a este livro é o cinza. Uniforme. Banal. Feio.Cor de rato. Uma cor triste, que se esquece facilmente. Porque este livro falade gente assim, amorfa, triste, trágica (mas sem a força das grandes tragédias,sem o negro que lhe está associado). E isto não tem nada a ver com o facto dobairro Amélia ser de ricos ou de pobres. Esta sensação de ausência de cor, deausência de calor não tem a ver com dinheiro, tem mesmo a ver com a ausência deforça, de coragem, de garra… sim, principalmente de garra. Alguns dos personagens,dos habitantes deste bairro até podem tê-la, mas rapidamente são esquecidos napanóplia de “entradas” deste livro.
E essa parte foi algo de que também não gostei. Isto não éum livro, com princípio, meio e fim. É o conjunto de uma série de entradas (aindapor cima por ordem alfabética, exceto uma) em que cada uma conta a história (ouum pouco da história, ou um acontecimento que a envolve) de uma personagem.Cada personagem é-nos apresentada dessa forma. Há entradas para personagens,entradas para acontecimentos. E pronto. O livro é isto.
Falta-lhe um rumo, um objetivo. Ou então eu é que não opercebi, porque como comecei a dizer a crítica geral (e mesmo a do goodreads) éótima.
E nem posso dizer que detestei o livro. Não me provocou arepulsa de Baltazar Serapião ou a angustia de um Desumanização. Simplesmenteeste livro não me transmitiu (quase) nada. Ou fui eu que não percebi nada. Provavelmentefoi isso.
Mas não deixo de o aconselhar.
Está muito bem escrito e apesar de não ter achado o “todo”interessante (até porque acho que o “todo” não existe), gostei das “partes”.Acho que o livro faz um fantástico retrato de um bairro naquelas condições. Umretrato de época excelente.

(E só uma perguntinha: já vi este livro ser considerado umpolicial. Não percebo. Alguém me explica, por favor?)
publicado por Patrícia às 16:21 link do post
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