Ler por aí
 
19 de Agosto de 2014

*** Post possivelmente ofensivo para quem é fã da Juliet Marillier***

 
Tenho tanta pena de não ter amadoeste livro. Juliet Marillier foi a minha grande paixão depois da Marion ZimmerBraddley. A trilogia de Sevenwaters agarrou-me da primeira à última página. Liaqueles 3 livros de forma compulsiva, li-os várias vezes. Os livros da “sagadas ilhas brilhantes” foram os primeiros que comprei com o meu dinheiro, o meuprimeiro ordenado no ano de 2003. As Crónicas de Bridei serão sempre uma dasminhas sagas preferidas. Mas depois disto, a escritora perdeu-se ou perdeu aimaginação ou sei lá o quê…
O que sei é já pouco me agrada. Oregresso a Sevenwaters, a aposta nos livros juvenis, a mesma fórmula repetidaincontáveis vezes… tudo isto ajuda a que esteja a ficar desiludida com estaescritora.
Depois do maravilhoso “Os demóniosde Álvaro Cobra” precisava de um livro leve, que me empolgasse, que me fizesseler compulsivamente e fazer a ponte entre dois capítulos das minhas leituras. Eescolhi este “Shadowfell”, da minha mui querida Juliet pensando que, por muitomauzinho que fosse, sempre seria um dos da Juliet e por isso “bom”.
Não foi. Lamento. Foi uma secatremenda. Entre ler e dormir… escolhi dormir (eu nunca escolho dormir, muitomenos de livre vontade). Entre ler e ver um filme… escolhi ver um filme (pior,escolhi rever o a Bússola Dourada, que nem sequer é um dos meus filmesfavoritos).
Neryn é uma idiota. Lamento, masé. Ai que agora confio em ti, ai que agora me metes nojo, ai que agora nãoquero a v/ companhia, ai que agora não quero estar sozinha. Ai que sou uma infeliz,ai que me dói os pés, ai que afinal gosto dele, ai que já não gosto.
(Pelo amor da santa. VoltemLiadan e Schorcha que por muito sofredoras que fossem tinham espinha dorsal elutavam pelos vossos até ao fim dos tempos.)
Li o livro até ao fim mas fiqueisem vontade alguma de ler os outros livros. Provavelmente se tivesse 12 ou 13anos teria gostado. Aliás, acho que a escritora escreve atualmente para essasidades e não para gente adulta. (e se vamos falar de livros para essa idadeprefiro mil vezes os Cherub a estes livritos da Juliet).
publicado por Patrícia às 14:47 link do post
22 de Maio de 2013




Já tinha visto várias vezes o livro “O filho das Sombras” àvenda. Mas foi uma referência à Marion Zimmer Bradley que me fez um diacomprá-lo. Depois de ter lido e relido a obra da MZB sentia a falta de algo nasminhas leituras. E confesso que, durante anos, a Juliet Mariller ocupou o lugardeixado vago pela MZB.

A filha da floresta, a Sorcha será sempre um personagem especial.A menina corajosa e os seus irmãos, todos diferentes, unidos sob uma maldição.O espírito de sacrifício, a pureza destas histórias remetem-me sempre para ashistórias de infância em que o bem e o mal era facilmente identificados, em quehavia sempre a “moral da história”. E embora goste de ler livros sobre gentereal, com personagens bem construídas e verosímeis onde as idiossincrasias  do ser humano estejam patentes, estashistórias de encantar serão sempre o meu guilty pleasure. A parte guilty érelativa, porque não tenho nenhum sentimento de culpa ao ler e reler esteslivros.

Tal como a MZB, os livros da Juliet são maioritariamente construídosà volta de personagens femininas fortes, interessantes e com coragem para dar evender. A minha personagem favorita é, sem qualquer dúvida, a Liadan, dosegundo volume da trilogia de Sevenwaters “O filho das sombras” (o meu livrofavorito de todos os da autora).  Oterceiro livro da trilogia, que conta a história da Fainne, filha da Niamh eCiarán foi um dos que tive mais dificuldade em gostar. Foi um caso de “primeiroestranha-se, depois entranha-se”.


Na saga das ilhas Brilhantes temos 2 livros, “O filho dethor” e “Máscara de Raposa”. Se o primeiro me é relativamente indiferente oMáscara de Raposa agarrou-me desde o início. É um livro ligeiramente diferente(se bem que não falta a heroína corajosa) e até um pouco desconfortável.




Ainda não descobri se as Crónicas de Bridei terão ou nãocontinuação. Gostaria que tivessem. Ao tentar recordar as histórias dos livrosa primeira coisa que me vem à cabeça é uma história com contornos negros, triste.Sei que não é bem assim, também nestes livros o “viveram felizes para sempre”acontece, mas nem sempre aquilo que esperamos que aconteça acontece. Estatendência que começou no “A máscara da Raposa” continua nesta saga.

 O espelho negroconta-nos a história de Tuala e Bridei. Gostei principalmente da Tuala. E no “Aespada de Fortriu” gostei (como toda a gente) do Faolan J e só descansei quando a suahistória foi finalmente contada no “O poço das sombras”.


Confesso que, para mim, a magia de Marillier acabou aqui.Não é que não tenha achado piada aos livros “Sangue do coração” e à sagaWildwood (esta absolutamente juvenil com o “Danças na floresta” e “O segredo de cibele”) mas nenhum deles correspondeu às expectativas criadas com a trilogiade Sevenwaters e com as Crónicas de Bridei.

 
A tentativa de regressar a Sevenwaters com o “Herdeiro deSevenwaters” desiludiu-me e preferi nem sequer ler o “A vidente de Sevenwaters”.

Espero ainda ler mais de Juliet Marillier. Coisas novas.Espero que ela (ou a editora, como já tenho lido por aí) não insistam emfórmulas testadas e  não contem,novamente, a mesma história.
publicado por Patrícia às 17:55 link do post
30 de Dezembro de 2010


Uma floresta assombrada. Um castelo amaldiçoado. Uma jovem que foge do seu passado e um homem que é mais do que parece ser. Uma história de amor, traição e redenção... Whistling Tor é um lugar de segredos, uma colina arborizada e misteriosa que alberga a fortaleza deteriorada de um chefe tribal cujo nome se pronuncia no distrito em tons de repulsa e de amargura. Há uma maldição que paira sobre a família de Anluan e o seu povo; os bosques escondem uma força perigosa que pronuncia desgraças a cada sussurro. E, no entanto, a fortaleza abandonada é um porto seguro para Caitrin, a jovem escriba inquieta que foge dos seus próprios fantasmas. Apesar do temperamento de Anluan e dos misteriosos segredos guardados nos corredores escuros, este lugar há muito temido providencia o refúgio de que ela tanto precisa. À medida que o tempo passa, Caitrin aprende que há mais por detrás do jovem desfeito e dos estranhos membros do seu lar do que ela pensava. Poderá ser apenas através do amor e da determinação dela que a maldição será desfeita e Anluan e a sua gente libertados...

Li no blog Estante de Livros que "mesmo no seu pior, Juliet Marillier é boa" e senti que é isto mesmo. Este não é de perto de nem longe o melhor livro da autora. Arrisco mesmo a dizer que é o pior (considero os livros mais juvenis da escritora um caso completamente à parte, mas mesmo assim gostei mais desses). Mas mesmo assim li compulsivamente este livro. Mesmo que nos conte outra vez a mesma história, Juliet Marillier consegue sempre prender-nos a atenção. A personagem principal, Caitrin, é simpática e Auluan é um misto pouco interessante entre herói e coitadinho. O "nosso" Bran dá-lhe de 10 a 0. Por outro lado considerei muitas outras personagens interessantes e muito pouco exploradas. Não vou falar da história pois isso iria estragar o prazer de quem lê o livro. 
publicado por Patrícia às 20:56 link do post
29 de Dezembro de 2009



Sinopse



"Os chefes de clã de Sevenwaters são há muito guardiões de uma vasta e misteriosa floresta, um dos últimos refúgios dos Tuatha De Danann, as Criaturas Encantadas que povoam as velhas lendas. Aí, homens e habitantes do Outro Mundo coabitam lado a lado, separados pelo finíssimo véu que divide os dois reinos e unidos por uma cautelosa confiança mútua. Até à Primavera em Lady Aisling de Sevenwaters descobre que está grávida e tudo se transforma. Clodagh teme o pior, uma vez que Aisling já passou há muito tempo a idade segura para conceber uma criança. O pai de Clodagh, Lorde Sean de Sevenwaters, depara-se com as suas próprias dificuldades, vendo a rivalidade entre clãs vizinhos ameaçar fronteiras do seu território. Quando Aisling dá à luz um filho varão - o novo herdeiro de Sevenwaters - Clodagh é incumbida de cuidar da criança durante a convalescença da mãe. A felicidade da família cedo se converte em pesadelo quando o bebé desaparece do quarto e uma coisa não natural é deixada no seu lugar. Para reclamar o irmão de volta, Clodagh terá de entrar nesse reino de sombras que é o Outro Mundo e confrontar o poderoso príncipe que o rege. Acompanhada nesta missão por um guerreiro que não é exactamente o que parece, Clodagh verá a sua coragem posta à prova até ao limite da resistência. A recompensa, porém, talvez supere os seus sonhos mais audazes..."


Clodagh e Cathal estão no centro de mais uma aventura pelas florestas de Sevenwater e do Outro Mundo. Foi bom re-encontrar as personagens já conhecidas, mas confesso que soube a pouco. Depois das aventuras de Sorcha, Liadan e Fainne esta história foi demasiado leve, sem me conseguir envolver muito. Um final previsível, sem surpresas de maior.


Não é um dos melhores livros de fantasia que já li, apesar disso foi interessante q.b.!


Ao contrário de todos os outros livros desta escritora, li este na língua original. E ao contrário do que geralmente acontece isso não foi muito bom. Estou muito habituada à tradução e este tipo de literatura tem expressões muito específicas, pelo que a leitura nem sempre foi muito fluida.
publicado por Patrícia às 17:10 link do post
03 de Junho de 2009

Gosto de fantasia. E esta colecção, esta "trilogia de Sevenwaters é algo de delicioso para quem gosta de fantasia e de contos de fada...
A Filha da Floresta é o primeiro livro da trilogia Sevenwaters, da autoria de Juliet Marillier.
Sinopse: Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era Lei e a magia uma força da Natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos.
O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e Criaturas Encantadas que deslizam pelos bosques vestidos de cinzento e mantêm armas afiads. Os invasores de fora da floresta, os salteadores do outro lado do mar, os Bretões e os Viquingues, estão todos decididos a destruir o idílico paraíso. Mas o mais urgente para os guardiões é destruir o traidor que se introduziu dentro do domínio: Lady Oonagh, uma feiticeira, bela como o dia, mas com um coração negro como a noite. Oonagh conquista Lorde Colum com os seus sedutores estratagemas,; mas não conseque encantar a prudente Sorcha. Frustrada por não conseguir destruir a família, Oonagh aprisiona os irmãos num feitiço que só Sorcha pode quebrar. Se falhar, continuarão encantados e morrerão!
Então os salteadores chegam e Sorcha é capturada, quando está apenas a meio da sua tarefa... Em breve vai ver-se dividida entre o seu dever, que lhe impõe que quebre o encantamento, e um amor cada vez mais forte, proibido, pelo senhor da guerra que a capturou.
Lembro-me que a primeira vez que li este livro o fiz num fim de semana em frente à lareira. A história de Sorcha e Red encantou-me e fiquei desejosa de conhecer as histórias seguintes.
O "Filho das sombras" não me decepcionou sendo dos 3 o meu favorito.
"Neste livro a personagem principal é Liadan, filha de Sorcha (personagem principal do livro anterior desta trilogia, A Filha da Floresta). Liadan é irmã gémea de Sean e tem uma irmã mais velha, Niamh. Liadan possui o dom da Visão e o poder de comunicar telepaticamente com o seu irmão Sean. Devido à magia presente no seu sangue, Liadan terá de enfrentar velhos e novos inimigos da sua família, numa luta pela sua sobrevivência e pela vida daqueles que mais ama."
O amor improvável entre Liadan e Bran, que abre caminho à concretização de uma profecia,cujo defecho se conhece na "Filha da profecia" o mais sombrio e triste dos três livros.
"Neste livro a personagem principal é Fainne, a filha de Ciarán e Niamh. Fainne é neta da poderosa feiticeira negra, Lady Oonagh mas também é neta de Sorcha, a bondosa heroína do primeiro livro "A Filha da Floresta". Neste livro, Fainne terá de desvendar o enigma de uma profecia e optar pelo bem ou pelo mal, pelo ódio ou pelo amor, numa verdadeira aventura recheada de mistérios, guerras, amor e magia."
Estes são do tipo de livros que se lê bem em qualquer parte, seja na praia ou numa esplanada e que nos deixa com um sorriso nos lábios. Livros leves, sem grande mistério, histórias de fadas, bruxas, missões impossíveis, charadas, romance, amizade. Enfim, os chamados "livros de gaja" que tantos homens gostam de ler (mas poucos o admitem) e que têm o poder de nos fazer acreditar.... e isso é algo que não deve ser menosprezado!
Eu sou, definitivamente, fã desta escritora.
publicado por Patrícia às 16:27 link do post
21 de Abril de 2009



"Danças na floresta", de Juliet Marillier, é o primeiro livro de mais uma série da escritora considerada por muitos a "herdeira" da Marion Zimmer Bradley. Aliás foi por isso que comecei a ler os livros desta escritora do fantástico.
Já dei a minha opinião sobre esta nova série quando falei do "Segredo de Cibele". Confesso que gostei mais desse livro do que deste, mas foi um livro que gostei de ler.
Mais um livro cheio de magia. 5 irmãs, um mundo mágico que as atrai, os perigos que espreitam em cada canto, as provas que têm de superar e ... um sapo enfeitiçado.
Poucas surpresas, uma história simples e previsivel, mas encantadora.
Uma óptima leitura para descontrair.
Desde "A cidade dos deuses selvagens" e os que lhe seguiram (Isabel Allende) não me lembro de recomendar nenhum livro à miudagem da família. Mas já o fiz com este. É um óptimo livro para ajudar um/a adolescente a apaixonar-se pela leitura. Eu sempre li muito, mas três livros foram o suficiente para me fazer mergulhar na leitura do fantástico e dos romances históricos. As incontornáveis "Brumas de Avalon" da MZB, o "Por amor de filae" de Christian Jacq e os "Pássaros feridos" da Colleen McCullough, devidamente surripiados da estante da minha prima. Na altura, como hoje, havia poucos livros para fazer a transição entre os livros juvenis e os livros de adultos. Daí que aos 14 anos eu misturava as aventuras de Isabel Alçada com os clássicos (o Conde de Monte Cristo, Ana Karennina e afins) e livros como "Os filhos da droga" ou "Viagem ao mundo da Droga". E não esquecendo os livros da srª dona Agatha Christie...
Hoje já há mais umas coisitas, mas geralmente metem dragões e são todos iguais. E são todos um bocadinho limitativos, não ajudam a fazer uma transição, sendo uma entrada num estilo muito próprio.
publicado por Patrícia às 18:30 link do post
26 de Janeiro de 2009


Já está! Recomecei a ler. E neste fim de semana mergulhei no "Segredo de Cibele". Mais um livro para ler sem parar, em todos os momentos livres do fim de semana. Sendo mais um da Juliet Marillier, do género do fantástico, tinha espectativas altas. E gostei muito. Um livro light, para jovens e menos jovens (é, ao contrário dos livros anteriores da autora um livro direccionado para um público jovem-adulto) um livro simples. Com as suas heroínas, Juliet Marillier veio, para mim, ocupar o lugar da Marion Zimmer Bradley.
Paula, uma mulher jovem, erudita, culta, apaixonada por livros e por enigmas, vai para Istambul com o pai, mercador, em busca da "Dádiva de Cibele", um artefacto antigo, que para além do valor material, possui uma história de mistério e é o objecto central do culto a Cibele.
Três personagens centrais: Paula, Stoyan, o seu guarda-costas Búlgaro e um Português, Duarte, meio pirada, meio mercador, inteligente, fiel à sua maneira. É através da amizade, confiança e da sabedoria conjunta que os três vão ter alguma hipótese de descobrir o Segredo de Cibele.
Um livro onde as cores e os cheiros de uma cultura diferente se misturam com a magia de Paula.
publicado por Patrícia às 11:39 link do post
pesquisar neste blog
 
email
ler.por.ai@sapo.pt
mais sobre mim
tags

2017

adam johnson

afonso cruz

afonso reis cabral

agatha christie

alexandre o'neill

alguém quer este livro?

amin maalouf

ana cristina silva

ana margarida de carvalho

ana saragoça

ana teresa pereira

anna soler-pont

anne bishop

anne holt

antonio garrido

antónio lobo antunes

as paixões antigas

biblioteca de bolso

brandon sanderson

carla m. soares

carlos campaniço

carlos ruiz zafón

chimamanda ngozi adichie

colleen mccullough

conversas (sur)reais

cristina drios

curtas

dan brown

danuta wojciechowska

david soares

diário de leitura

direitos dos leitores

dulce maria cardoso

elena ferrante

filipe melo

frank mccourt

george r.r martin

gonçalo m. tavares

greg mortenson

haruki murakami

helena vasconcelos

ildefonso falcones

inês pedrosa

isabel allende

jo nesbø

joão tordo

jodi picoult

josé eduardo agualusa

josé luís peixoto

josé rodrigues dos santos

josé saramago

juan cavia

julia navarro

juliet marillier

ken follet

l.c. lavado

ler em português

leya em grupo

lídia jorge

livros

luís miguel rocha

mai jia

maria manuel viana

mário zambujal

marion zimmer bradley

meg wolitzer

mitos e outros temas livrescos

mónica faria de carvalho

natal

nuno nepomuceno

opinião

os meus amigos também gostam de ler

patrícia müller

patrícia reis

paulo m. morais

podcast

richard zimler

robert wilson

robin sloan

roda dos livros

rosa lobato faria

rui cardoso martins

rui zink

sandra carvalho

sonhos

stephenie meyer

stieg larsson

stormlight archives

tarita

the way of kings

tiago carrasco

trudi canavan

ursula k. le guin

valter hugo mãe

vasco ribeiro

victoria hislop

words of radiance

youtube

zoran živković

todas as tags

blogs SAPO