Ler por aí
 
16 de Novembro de 2014





Que não sou a maior fã de Saramago talvez já seja do vossoconhecimento. Ainda assim insisto em ler o único prémio Nobel da Literatura Português.Como leitora acho que é minha obrigação. Às vezes gosto mais, outras menos e sea minha estória favorita é sem dúvida a de “O ensaio sobre a cegueira”, o livroque mais gostei de ler foi Caim.
Este “A viagem do elefante” deixou-me mais ou menos indiferente, tenhoque confessar.
Nota-se que é um livro de Saramago. A sua escrita corrida, a ritmo deleitura que por vezes me obriga a ler em voz alta (para quem não se dá com estetipo de escrita e diz que não o percebe, tente isto mesmo. Leia em voz alta,conte a si próprio uma estória e vai ver como afinal tudo parece tão simples),as constantes alfinetadas na igreja católica, nos usos e costumes arreigados nopovo português, a capacidade que está somente ao alcance de tão poucos decontar uma história, de nos interessar a cada página por coisas que poucointeressam, o talento que todos lhe conhecemos.
Mas a mim faltou-lhe o génio que me faz gostar dos seus livros. Nãoacho especial piada à sua forma de escrever mas reconheço-lhe a originalidadeque me faz esquecer o resto.

Já este livro maçou-me. O que não parece nada de Saramago. A históriaaté começou por prometer mas às tantas já não me interessava. Não acho que sejaSaramago no seu melhor. Ou então, e admito essa hipótese, fui eu que nãopercebi qualquer coisa nas entrelinhas.
publicado por Patrícia às 20:46 link do post
11 de Agosto de 2013

 

 
Jogo-me para fora de pé e começo pelo único Nobel da Literatura português.
Sou uma leitora muito tardia do tio Saramago, tenteipor várias vezes ler o “Memorial do Convento” e não passava do primeirocapítulo. Fazia-me confusão o Sr. não usar uma pontuação como deve de ser,daquela aprendida na escola. Escrever como quemvai a correr cheio de pressa sem pontos sem vírgulas sem nada sem deixar umespacinho para respirar pelo menos nas "falas" colocar um travessão emudar de linha para sabermos quem é quem e mesmo assim fazer sentido a contaruma história não é para todos. E não era para mim ler este livro, por isso devolvi o Memorial a quem mo tinha emprestado e não pensei mais no assunto(mentira, isto ficou a remoer-me um bocado mas aprendemos a seguir em frente).Entretanto o Sr. Saramago foi escrever para a freguesia do infinito e maisalém, e eu pensei para mim própria: - CG és um ovo podre se não lês, pelomenos, um livro do único escritor português prémio nobel da literatura. Recorri à mesma amiga que me tinha emprestado oMemorial e ela cedeu-me temporariamente “As Intermitências da Morte”, que li emduas tardes de praia e adorei. Adorei logo a primeira frase - "No dia seguinteninguém morreu”. Adorei o sentido de humor irónico, que não sabia que oSaramago tinha. Adorei a crítica à sociedade em que vivemos, a maneira comodescreve as reacções dessa mesma sociedade se simplesmente as pessoas, todas aspessoas, não morressem, nunca. Adorei tanto que devolvi “As Intermitências da Morte”e trouxe emprestado o “Todos os Nomes”que li e também gostei, não adorei porque o Sr.José, escriturário, é superdeprimente. E novamente voltei a pegar no “Memorial do Convento”. Que li, finalmente, eque passou a ser um dos meus livros favoritos. O convento de Mafra é apersonagem principal, há ainda o padre maluco com a sua passarola, Portugal notempo da inquisição mas, a história fantástica de Baltasar Sete-Sóis e BlimundaSete-Luas é um dos romances mais espectaculares que já li. Entretanto já devolvi o“Memorial” emprestado e comprei a “História do Cerco de Lisboa”. Ainda nãopassei do primeiro capítulo.
 
 
publicado por Catarina às 16:04 link do post
22 de Junho de 2010


José Saramago, prémio Nobel da literatura, foi um grande escritor. Daqueles que vão ficar na memória. O escritor vai ficar na memória. O homem, nem por isso. Mas isso já é uma opinião muito pessoal. 
Há quem não gostasse do homem. Há quem não gostasse do escritor. Não gostar do escritor porque não se gostava do homem é simples burrice. Quanto ao homem, não tenho muito a dizer. Fez asneiras? a sério? quem não as fez? O homem será chorado por quem dele gosta (que isto do amor não acaba com a morte). O país chora a morte do escritor. O escritor escreveu em Português, ganhou um Nobel com livros escritos em Português. Vivia em Espanha? E então? Não somos um país de emigrantes? 
Eu li dois livros dele: O Evangelho segundo Jesus Cristo e O ensaio sobre a cegueira. Não gostei especialmente dos livros. Mas apenas porque não me dei lá muito bem com aquela escrita, assim corrida, como quem pensa. Mas sempre o achei um contador de histórias e dos livros achava-os criativos, inéditos, diferentes. Mas a escrita....
Bem da escrita não fui fã. O engraçado é que a minha Mãe, professora do primeiro ciclo do ensino básico, católica convicta e fã do Saramago, sempre disse que por causa dos livros dele passou a ter outra postura com os seus alunos. Apesar de ter sido sempre uma professora exigente, aprendeu "algumas" coisas com o Saramago e isso sempre me fez pensar...  Depois de ter lido dois dos seus livros decidi não voltar a ler mais nenhum. Simplesmente porque não me apetecia, porque já o tinha lido e sabia do que estava a desistir.
Mas na minha família, de católicos convictos há muitas fãs de Saramago e entre todos nós temos todos os seus livros. Assim, acabei por ser convencida (pela minha Mãe, claro) que não ler o Caim era um erro enorme. E acabei por lê-lo. Uns anos depois dos outros já não me foi tão complicado lê-lo. Até porque o livro é divertido. E um destes dias vou ler o "Memorial do convento", que é o livro preferido da minha Mãe e vou ler "A viagem do elefante" que a minha prima achou maravilhosamente divertido. Enfim, morreu o homem. Os livros ficam por cá, para serem lidos e relidos, porque gostando ou não da sua escrita, não se pode negar que o homem era um génio e escrevia muito.  

publicado por Patrícia às 19:41 link do post
16 de Março de 2010


“A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós , nem nós o entendemos a ele."

José Saramago


Para quem me conhece não é novidade nenhuma que eu não propriamente fã de José Saramago. Dele, até agora, li dois livros: o “Ensaio sobre a cegueira” e o “Evangelho segundo Jesus Cristo”. Não gostei de nenhum simplesmente porque não consigo gostar da forma como ele escreve. Até diria que era o meu gene “filha de professora primária” que não me permite gostar das “calinadas” na gramática dos livros dele se a minha mãe não fosse uma leitora ávida de Saramago. O resultado é que lá em casa há praticamente todos os livros do prémio Nobel mas de todos só li 2. Depois chegou “Caim” e a polémica. O drama atingiu proporções épicas e nunca ficou provado se foi também uma grande jogada de marketing ou se foi apenas mais uma tolice da igreja. Enfim, a minha mãe, católica praticante e inteligente, disse logo que tinha que ler o livro. E leu. E adorou. Talvez como só alguém que conhece a bíblia pode gostar. Desta vez convenceu-me a ler o livro também. E tenho que confessar que gostei. Pronto, continuo a não gostar daquela forma de escrever, corrida, sem pontuação, sem maiúsculas, sem parágrafos, que me obriga a ter atenção às palavras e não apenas à história. Mas isso já eu sabia que ia acontecer. O que eu não esperava era achar piada à história. Ou melhor, à confusão de histórias. Porque é isso mesmo que o livro é: uma fantástica e muito bem construída confusão. Não é apenas a história de Caim mas também a de Job, Abraão, Noah, Lilith, Adão e Eva, Noé e toda a sua família entre outros que conhecemos.

Saramago apresenta-nos o seu deus através de todas estas histórias, através da relação de Caim e de Deus. E fá-lo de uma forma extremamente divertida.

Não acho que haja razão para tanta polémica. Sinceramente acho que quem tanto criticou não deve ter lido o livro.

Ou seja, gostei e recomendo.
publicado por Patrícia às 15:46 link do post
24 de Novembro de 2008



Tinha curiosidade em ver este “Ensaio sobre a cegueira”. Já li o livro e não gostei especialmente, principalmente porque não gosto da forma de escrever de José Saramago. Ideias, lá isso ele tem, mas nunca consegui mergulhar numa das histórias dele e lê-la de fio a pavio. E isso é para mim fundamental. Mas adiante, que o post é sobre o filme e não sobre o livro.
O filme, esse surpreendeu-me pela positiva. Está muito bom. Muito bem conseguido, desde a cor aos sons, desde os actores escolhidos à música. E consegue ser fiel ao livro. Sem pretensões levando-nos a “ver” a decadência do ser humano, o regresso ao primitivo, o pior lado do homem.
Um fio condutor, uma mulher que tudo vê, a tudo assiste, o medo, o desespero, a esperança, a humanidade. Um filme repleto de emoções, de sensações, de imagens.
A humanidade representada naquele grupo de pessoas, a descida até ao fundo, a selecção natural, a coragem e a cobardia.

Um dia, hei-de revê-lo.
publicado por Patrícia às 13:10 link do post
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