Ler por aí
 
02 de Junho de 2013



Anéis entrelaçados. Assim como os do símbolodos jogos Olímpicos. É a imagem de anéis entrelaçados que me vem à cabeçaquando penso neste livro.
Ando a ler os livros de Jo Nesbø numa sequência que não lembra o diabo. Comecei pelo 4º e passei agorapara o segundo. Não fazer o trabalho de casa antes de ir à livraria é no quedá. Adiante, que isso não me incomodou assim tanto.
Anéis entrelaçados. Histórias dentro dehistórias, vidas que se enrolam umas nas outras. Gostei. Gosto dos personagensprincipais, gosto de Harry Hole e de Beate. Gosto muito da Beate Lønn. Acho que ela e o Hole fazem uma óptima parceria.
Um assalto a um banco (com uma vitima mortal)dá o mote. Mas o crime que nos leva a ler página atrás de página é a morte deAnna Bethsen, uma antiga namorada de Hole que está na cidade. Hole ésimultaneamente investigador e suspeito desta morte. Curiosos? Leiam o livroque acerca e um policial não se diz grande coisa.
Não é propriamente o mistério e aidentificação dos culpados que me faz gostar de um policial. Aliás devo dizerque desde o inicio adivinhei o culpado da morte de Anna e que cedo percebi otruque da história do Banco. Foram os porquêsque me agarraram.  Foi o como. Foram os fios condutores que melevaram a conhecer um pouco melhor Hole que me agradaram.
Como único ponto negativo tenho a apontar ahistória atrás da história (já vos tinha dito que isto me lembra anéis entrelaçados?)e o envolvimento do Waaler. Esta parte vai arrastar-se quanto tempo? Por quantoslivros? Claro que convém haver um fio condutor a ligar os livros mas ser umarqui-inimigo do qual só se vai conhecendo migalhas não me agrada por aí alémuma vez que o mais atrativo dos policiais é podermos fechar o livro com osentimento de “fim”. Coisa que não acontece nestes livros.
E agora acho que vou mudar de estilo de livropor algum tempo e vou arrumar as armas e os policiais. Mas vai ser apenas porpouco tempo.  
publicado por Patrícia às 18:35 link do post
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24 de Março de 2013


Gosto de policiais mas não sou grande conhecedora eos nomes que me vêm imediatamente à mente são Agatha Christie e Arthur ConanDoyle , autores que li avidamente na minha adolescência. Depois comecei a leroutras coisas e os policiais ficaram na estante. Uns anos mais tardeofereceram-me o fantástico “A small death in Lisbon” que me deu a conhecerRobert Wilson. Dele adorei este, o “Uma companhia de estranhos” e “O cego de Sevilha”.Mas não fiquei fã da série Javier Fálcon, para dizer a verdade.
Foi após ter visto os filmes suecos Millenium quefiquei fã da série e tive mesmo que ler os livros. Adorei. E agora apetecia-memais. Depois de umas voltinhas na blogosfera e de pedir conselhos a quem sabedecidi-me por Jo Nesbø e em boa hora o fiz. Escolhi este livro por total ausênciade outras escolhas. Era absolutamente triste a oferta de livros deste escritorna Fnac. Mas assim que tive oportunidade atirei-me ao “A Estrela do Diabo”.
Assim que comecei a ler apercebi-me de que este nãoé o primeiro livro da saga Harry Hole, um inspetor pouco convencional,alcoólico mas brilhante.
Teria preferido ter lido os livros por ordem masisso não prejudicou assim tanto a leitura.
Harry Hole está obcecado com um crime passado ondea vítima foi Ellen, a sua parceira. E está convencido que o criminoso é umoutro inspetor da polícia. Essa obsessão está a destruir-lhe a vida: não só nãoconsegue provar as suas suspeitas, tem a vida amorosa destruída e voltou a mergulhar no alcoolismo. Está no fundo do poço (e com um pé forada polícia) quando os crimes começam a acontecer. Sem perspectivas de futuro(apesar de ter um proposta envenenada) dedica-se a perseguir um serial Killernas ruas de Oslo.
E já chega de falar sobre o enredo, que isto é umpolicial e eu não tenho a intenção de estragar a leitura a ninguém.
Tive alguma dificuldade com os nomes dos inúmerospersonagens. Nunca sabia exatamente quem eram, se eram homens se mulheres. Tivemesmo que arranjar uma cábula na primeira metade do livro. E senti-mecompletamente manipulada pelo escritor. Acho que suspeitei de quem ele quis quesuspeitasse. E admito sem qualquer problema que só umas páginas antes da granderevelação me passou pela cabeça quem podia ser o assassino. E eu gosto dissonum policial. Não faço um esforço imenso por descobrir quem é mau da fita,gosto de me levar pela leitura, tenho geralmente uma suspeita que não largo atéao fim (e aposto que era capaz de resultar na mesma, mas demasiado óbvioprovavelmente) e gosto de ser surpreendida.
Quem, como eu, é fã da série “Mentes Criminosas”vai  encontrar muita coisa já conhecidana análise do comportamento dos serial Killer (que afinal são característicos dosEstados Unidos da América, não é?)
Achei a história bem construída, gostei dospersonagens principais, das histórias paralelas e fiquei com imensa vontade deler mais de Jo Nesbø. 
publicado por Patrícia às 11:59 link do post
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