Ler por aí
 
22 de Fevereiro de 2016

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Allende, é sempre Allende. Mesmo quando não é fantástico, é sempre bom regressar aos livros de Isabel Allende. Mais que escritora é uma enorme contadora de histórias. E eu adoro uma história bem contada. Não interessa a volta que dê, é sempre a história o que mais me agarra, o que me fascina, o que me faz leitora.

Posto isto, não, não é o melhor do livro de Isabel Allende. Mas lê-se que é uma maravilha, aquece-nos a alma e faz-nos companhia durante umas boas horas.

Isabel Allende vem contar-nos histórias de amor. Daquelas que sobrevivem ao tempo, daquelas que vencem batalhas, das que são vencidas pelo preconceito, das que vencem os preconceitos. Allende conta-nos a amizade (o maior de todos os amores), conta-nos a beleza, o talento, a resignação, a força. 

Uma jovem, Irina, vai trabalhar para um lar de idosos onde conhece Alma, uma utente, e, através dela, Seth. Temos então a primeira história de Amor. Seth apaixona-se loucamente pela Irina e torna-se visita habitual da Avó, que aproveita desavergonhadamente a situação (não só é a forma de ver mais o neto mas o achar que Irina será o escândalo perfeito para o neto).

Seth e Irina vão juntar-se para "descobrir" a história de Alma. Quem será o homem com quem Alma se encontra regularmente? Quem lhe envia as cartas amarelas?

Mas desengana-se quem acha que apenas de amor se faz este livro. Aprendi bastante (campos de concentração de japoneses em território americano? Não fazia ideia) e reflecti bastante. Eutanásia, droga, suicídio, velhice, morte enfim... vida. 

Vale sempre a pena ler Allende.

publicado por Patrícia às 11:42 link do post
18 de Novembro de 2015

Quando terminei de ler o Jogo de Ripper fui dar uma voltinha pelo site da Isabel Allende, coisa que não fazia há algum tempo, e percebi que há um livro que não só não li como nem sequer o tenho:

E porquê?

Porque tem uma capa horrorosa e eu, que não ligo nada a capas, não escolho livros por elas e compro sempre os livros desta escritora, não me decidi a trazer este para a minha estante.

Até já confirmei que a capa da edição portuguesa e espanhola são iguais, isto vai ficar a moer-me …

publicado por Catarina às 19:15 link do post
17 de Novembro de 2015

 

Amigo! Há tanto tempo que não te via!

É isto. Voltar a ler Isabel Allende é como reencontrar um velho amigo com quem não falamos há séculos depois começamos a conversar e parece que foi ontem.

Leio Isabel Allende parece-me desde sempre, li os contos, as histórias grandes, a trilogia para adolescentes (ou young adult como se diz agora com siga YA e tudo, super moderno) as memórias, os históricos e também as receitas afrodisíacas. É um autor que compro sem sequer ler a sinopse porque sei que vou gostar. Este nem sequer foi comprado, porque foi uma prenda, (obrigada Pat!) é ainda melhor.

É diferente de todos os outros livros dela, é um género de policial em que os investigadores são adolescentes, vivem em várias partes do mundo e jogam Ripper, um jogo de mistério online onde Amanda, a protagonista, é a mestre do jogo. Gostei muito da cumplicidade entre Amanda e o avô, que também participa no Ripper como Kabel o esbirro, é giro.

E depois esta mulher fala de tudo, não só de mutilação genital feminina (sim ainda é um assunto, continua a acontecer no séc. XXI, ainda é um assunto), gravidez na adolescência, guerra e stress pós-traumático, lutas de cães, trabalho imigrante clandestino, anorexia mas também de romances policiais de autores escandinavos mencionando a trilogia Millenium, refere a série Crepúsculo, e ainda consegue encaixar o marido, William C. Gordon, como escritor de livros policiais e pai do personagem detective privado. Tudo em bom.

Reconheço esta história como de Isabel Allende pela descrição das pessoas, dos lugares e pela personalidade dos animais, Salve-o-atum o gato e Atila o cão.

Se é o melhor policial de todos os tempos? Não, também não é o melhor livro de Isabel Allende (pelo menos para mim) mas é bom e vale a pena, se não mo tivesse oferecido ia comprá-lo na mesma.

Só tenho a apontar que achei esta edição um bocado pobre tem 2 ou 3 erros ortográficos e não tem as páginas guarda brancas no início e no fim do livro.

Mais um bocado e os agradecimentos estavam escritos na capa, forretas.

publicado por Catarina às 19:36 link do post
23 de Julho de 2014

 
Disclaimer: Allende, mesmo quando não está no seu melhor, é uma das minhas escritorasfavoritas pelo que esperarem uma opinião completamente isenta da minha partenão é algo que devam fazer….

 Um policial escrito pela Isabel Allende não é usual. Paramim foi uma aposta ganha. Para quem é fã de policiais nórdicos, cheio de sanguee de cenas macabras com as suas teorias de que as sociedades perfeitas escondemsempre uma podridão imensa, este não é o livro ideal. Este livro é bastantedivertido e muito pouco negro, apesar da violência de alguns dos homicídios.

Allende é exímia a descrever personagens e isso nota-seaqui. Ficamos rapidamente a conhecer os personagens principais e a ter umapanóplia de informações que, não sendo fulcrais para o livro, são a melhorparte de tudo (e muita gargalhada dei eu com algumas das peripécias contadas –o Ryan e a sua namorada fã das cinquenta sombras de grey arrancaram-me algumasdelas) . Quase sem dar conta vi-me completamente envolvida e a torcer pelaAmanda e pelos seus amigos de Ripper. A relação de Amanda com o seu esbirro éternurenta, os nomes dos gatos são… ridiculamente divertidos? Sim, que um gatochamar-se “salve-o-atum” ou coisa do género é algo que não lembra às mentesmais loucas.

Ou seja, este é um policial fantástico para gente pequenacomeçar a ler policiais. Lembro-me que, na minha adolescência, lia imensoAgatha Chistie e Sir Arthur Connan Doyle e este livro ter-se-ia encaixadomaravilhosamente nessa altura da minha vida. Quem não gostou do “A cidade dosdeuses selvagens” provavelmente também não vai gostar deste “O jogo de Ripper”mas eu gostei imenso e aconselho incondicionalmente.
 


Sinopse
Indiana e Amanda Jackson sempre se apoiaram uma à outra. No entanto, mãe e filha não poderiam ser mais diferentes. Indiana, uma bela terapeuta holística, valoriza a bondade e a liberdade de espírito. Há muito divorciada do pai de Amanda, resiste a comprometer-se em definitivo com qualquer um dos homens que a deseja: Alan, membro de uma família da elite de São Francisco, e Ryan, um enigmático ex-navy seal marcado pelos horrores da guerra.
Enquanto a mãe vê sempre o melhor nas pessoas, Amanda sente-se fascinada pelo lado obscuro da natureza humana. Brilhante e introvertida, a jovem é uma investigadora nata, viciada em livros policiais e em Ripper, um jogo de mistério online em que ela participa com outros adolescentes espalhados pelo mundo e com o avô, com quem mantém uma relação de estreita cumplicidade.
Quando uma série de crimes ocorre em São Francisco, os membros de Ripper encontram terreno para saírem das investigações virtuais, descobrindo, bem antes da polícia, a existência de uma ligação entre os crimes. No momento em que Indiana desaparece, o caso torna-se pessoal, e Amanda tentará deslindar o mistério antes que seja demasiado tarde.

publicado por Patrícia às 14:03 link do post
01 de Junho de 2011


Sinopse

O amor pelo Chile e uma grande nostalgia são a origem deste livro. A presença contínua do passado, o sentimento de ver-se ausente da pátria, a melancolia por essa perda, a consciência de ter sido peregrina e forasteira: em “O Meu País Inventado”, Isabel Allende recolhe toda a emoção que isso implica, e transmite-a com inteligência e humor. Analisado pelo olhar e pelas recordações da autora, o Chile torna-se num país real e simultaneamente fantástico, uma terra estóica e hospitaleira, de homens machistas e mulheres fortes, apegadas à terra. Mas, essencialmente, é o cenário da sua infância que aparece retratado: evocados com graça, aqui ganham vida de novo a sua original família, a casa dos avós, o cerimonial dos almoços, as histórias de infidelidade... e os espíritos que sempre a acompanharam.
Em "O Meu País Inventado", Isabel Allende reúne todos os seus sentimentos para recriar duas histórias entrelaçadas, a do seu país e a sua própria, num tom intimista, de confissão autobiográfica poética.


Gosto muito da escrita da Isabel Allende. Gosto desde que li o “A casa dos espíritos”.
Este “O meu país inventado” é completamente diferente dos outros livros da escrito se bem que os completa, ou melhor conta a história por detrás da estória. O livro, muito autobiográfico, fala principalmente do Chile, dos Chilenos e de Isabel Allende enquanto Chilena. Claro que, como Isabel Allende vai avisando ao longo do livro, este Chile que nos é apresentado é um misto de realidade e imaginação como qualquer memória que tenhamos, em que exageramos nas qualidades e desprezamos os defeitos. Enquanto lia o livro pensei imensas vezes “tenho que vir copiar esta passagem para pôr no blog. É perfeita para ilustrar a minha opinião” mas depois continuava a ler e nunca mais me lembrava de pelo menos apontar a página.
É um livro à “Allende” e fez-me ter vontade de ler os livros dela que me faltam “A filha da fortuna”, “Soma dos dias” e “Paula” (que já tentei começar a ler algumas vezes, mas depois desisto sabendo que vai ser triste, triste).
publicado por Patrícia às 11:56 link do post
03 de Junho de 2010


A Ilha debaixo do Mar
de Isabel Allende
Edição/reimpressão: 2009Páginas: 512
Editor: Caracter Editora
ISBN: 9789896810009

Para quem era uma escrava na Saint-Domingue dos finais do século XVIII, Zarité tinha tido uma boa estrela: aos nove anos foi vendida a Toulouse Valmorain, um rico fazendeiro, mas não conheceu nem o esgotamento das plantações de cana, nem a asfixia e o sofrimento dos moinhos, porque foi sempre uma escrava doméstica. A sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e a conhecer as misérias dos amos, os brancos. Zarité converteu-se no centro de um microcosmos que era um reflexo do mundo da colónia: o amo Valmorain, a sua frágil esposa espanhola e o seu sensível filho Maurice, o sábio Parmentier, o militar Relais e a cortesã mulata Violette, Tante Rose, a curandeira, Gambo, o galante escravo rebelde… e outras personagens de uma cruel conflagração que acabaria por arrasar a sua terra e atirá-los para longe dela. Quando foi levada pelo seu amo para Nova Orleães, Zarité iniciou uma nova etapa onde alcançaria a sua maior aspiração: a liberdade. Para lá da dor e do amor, da submissão e da independência, dos seus desejos e os que lhe tinham imposto ao longo da sua vida, Zarité podia contemplá-la com serenidade e concluir que tinha tido uma boa estrela

Que sou fã da Isabel Allende não é novidade para ninguém. Por isso também não é surpreendente que considere este mais um livro a não perder.

Teté (Zarité) nasce escrava e teima em não morrer apesar de todos os esforços de sua mãe para que isso aconteça. Uma mulher escrava e mãe prefere não deixar que os seus filhos nasçam para uma vida de escravidão.

Isabel Allende é uma das poucas escritoras com a capacidade de nos contar uma história de escravidão, de sangue e lágrimas, uma história tristíssima com extrema doçura. Teté é um misto de força e bondade, de coragem e lealdade. Submissa e orgulhosa conta-nos uma história de sangue, suor e lágrimas que nos levam desde os campos da cana-de-açúcar no Haiti até Nova Orleães, da escravidão até à liberdade. O preço da liberdade é, para muitos, demasiado alto. Num mundo em que a cor da pele define o ser gente ou coisa, em que o pedaço de papel faz toda a diferença, onde nem todos têm alma e em que a crueldade é habitual a lealdade paga-se com traição.

Um livro a não perder cheio de personagens interessantes que enchem de cor e alegria uma história triste.


publicado por Patrícia às 13:23 link do post
28 de Outubro de 2009



Sinopse



O protagonista deste épico e intimista romance, Gergory Reeves, é um gringo que se fará a si próprio no mundo dos hispanos da Califórnia, e que encarna muitos dos defeitos e virtudes da nossa sociedade. Ao longo do livro, o leitor vai encontrar-se com os sentimentos de marginalização social e do racismo, com a paixão da actividade política, com os contrastes entre opulência e pobreza, com a patética realidade da guerra do Vietname, com a experiência da evolução do conceito de família, com a incessante busca e vivência do amor... que ao mesmo tempo leva Gergory Reeves ao seu pessoal Plano Infinito, intuído na sua infância quando o pai pregava.



Um dos livros que comprei com a revista Sábado por apenas €1.5! E que grande livro.

Não posso dizer que me surpreendeu mas sim que não me desiludiu. A qualidade a que a escritora Isabel Allende nos habituou está mais uma vez patente neste livro.

Um conto, uma vida. Gregory Reeves, filho de um pregador errante e de uma mulher distante e fria cresce órfão de pai e sem o amor e a dedicação da mãe numa comunidade de Latinos. Lá encontra aqueles que serão o seu exemplo de pais, Pedro e Imaculada Morales, aquela que será sua amiga toda a vida Cármen Morales, aquele (Juan José) que partilhará consigo a experiência de morte e guerra no Vietname.

O seu “plano infinito” mostra-nos a busca pelo amor, pela amizade, pela busca de si próprio num desfiar de erros e desafios. Temas como o suicídio, a morte e o racismo estão presentes neste livro.

A escrita é, como sempre, maravilhosa. É fantástico como um livro denso pode ser tão fácil de ler. Isabel Allende é realmente uma das grandes escritoras da actualidade.

publicado por Patrícia às 13:49 link do post
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