Ler por aí
 
19 de Agosto de 2015



Continuofascinada pela saga de Terramar da Ursula K. Le Guin e é sempre muito interessantevoltar à companhia de Gued. Agora, pela Extrema Sul, na companhia de Arren,Gued busca respostas para perguntas que nem sabe bem quais são. É o instinto ouo próprio destino que o leva a partir para tentar perceber o porquê da magiaestar a desaparecer do mundo. Partir acompanhado por um jovem sem magia é algoque nem todos compreendem. Mas Gued há muito aprendeu que o próprio destino seencarregará de mostrar o caminho.
Este é acimade tudo um livro calmo, para pensar e aprender. Gued é professor e ao mesmotempo aluno. Arren, transforma-se e cresce tanto ao longo destas páginas quenos força a crescer com ele.
Cada vezmais acho esta coleção uma pérola (quase) esquecida e como gostava de a terlido na minha adolescência. Tenho a certeza que teria lido e relido e que, acada leitura, teria aprendido mais um pouco.
Aqui a Mortee Vida são temas incontornáveis neste livro. E é inevitável que algumasquestões nos obriguem a refletir. O medo da morte far-nos-á perder o importanteda vida? Até que ponto vale a pena prolongar a existência? De que estamosdispostos a abdicar? De quem estamos dispostos a abdicar? Até que ponto somosinfluenciados pela inevitabilidade da morte?
Mas nem sóde temas escuros se faz este caminhode Terramar. Afinal a confiança e amizade são sempre temas presentes.
E a escrita da autora é, sem surpresas, a cereja no topodo bolo. Simples (e não banal) mas cuidada, da que dá gosto ler e nos envolve earrebata. O tipo de livros que gostava de ver lidos e analisados nas nossasescolas
publicado por Patrícia às 16:11 link do post
02 de Outubro de 2014


Precisava ler qualquer coisa mais leve, algo que me ajudasse a libertar da carga emocional do livro que tinha acabado de ler. Nada como ler algo de fantasia. Mas eu e a fantasia andamos meio desavindas, culpa dos livros YA que tenho andado a ler. Mas a Roda dos Livros não falha e as meninas que gostam de fantasia aconselharam-me esta colecção (apresentada várias vezes como tetralogia mas na realidade é, desde 2001, composta por 5 livros).

Para já li o primeiro livro.  Como a capa indica, é um livro juvenil mas engane-se quem o julga um "Livreco para miúdos".  Achei este livro adequado para todas as idades. Basta gostar de fantasia e de uma história bem contada. E, acima de tudo, de um livro extremamente bem escrito.

O nosso feiticeiro é o Gavião (tem um nome verdadeiro que não vos vou dizer porque os nomes verdadeiros têm muito poder) que cedo descobre um talento inusitado para a magia. Depois de dar mostras desse talento meio por acaso (ou por talento inato) acaba por ir desenvolver os seus poderes para uma escola de magia. Mas o orgulho e a raiva são perigosos quando crescem a par com o poder e o Gavião terá que aprender da pior maneira possível. 

É inevitável fazer comparações com o feiticeiro mais conhecido da actualidade (mr. Harry Potter, of course) mas de facto não tem nada a ver. Este é um livro muito mais sombrio que os do HP, com excepção dos dois últimos volumes da saga, e apesar de ambos terem escolas de magia, estas são tão diferentes que não há comparação possível. Mas tenho a convicção de que os fãs de HP (eu sou uma delas) irão gostar deste Ciclo de Terramar.

Uma curiosidade: este primeiro volume foi publicado pela primeira vez em 1968.

Adoro esta capa. Senti-me atraída para ela desde o primeiro minuto e imediatamente uma palavra me saltitou no pensamento: Danuta. Fui ver de quem era a capa e não consegui deixar de sorrir ao ver o nome "Danuta Wojciechowska"! Impressionante. É de facto a minha ilustradora favorita. E eu, uma naba completa nesta cena das artes (a sério, sou mesmo muito má) reconheço uma ilustração "Danuta" a léguas. E quando tenho que comprar livros para crianças são os livros ilustrados por ela que procuro. São maravilhosos. Adoro, Adoro, Adoro.

publicado por Patrícia às 19:51 link do post
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