Ler por aí
 
13 de Janeiro de 2018

Impossível dizer melhor. 

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publicado por Patrícia às 11:09 link do post
20 de Novembro de 2017

Foi o próprio Brandon Sanderson quem me disse que tinha que antes de ler o Oathbringer, o terceiro volume da maravilhosa série de fantasia  The Sormlight Archive, deveria ler a novela Edgedancer. Calma, não tenho (infelizmente) linha directa para o senhor mas há uma nota do autor no início deste livro que diz isso mesmo. E eu fui por isso "obrigada" (uma chatice, convenhamos) a ir imediatamente comprar o Arcanum Unbounded, a colectânea de Short Stories (de Cosmere) que o senhor lançou no ano passado. Nesta colectânea estão pela primeira vez reunidas todas as novelas do universo Cosmere. Isso significa que aqui estão a novela gráfica White Sand e Edgedancer entre histórias que nos levarão de volta aos mundos de Mistborn e de Elantris.

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Uma vez que Edgedancer se passa entre os acontecimentos de Words of Radiance (WoR) e Oathbringer deve, para evitar spoilers e falta de informação, ser lido entre os dois. Além disso Edgedancer é "apenas" uma novela com uma das minhas personagens favoritas como protagonista: a doce, doida e maravilhosa Lift.

Quem já leu WoR deve ter-se apercebido que Lift é uma persoangem com futuro. Aliás, o autor já prometeu que será uma das personagens em destaque na segunda parte da saga dos Stormlight Archives (5+5 livros).

Nesta história acompanhamos a Lift (e o seu voidbringer de estimação) na sua transformação em Edgedancer, no percurso que a leva à proclamação das palavras que reforçam o laço existente entre ela e a spren. Ambos são deliciosos e super divertidos. É impossível não querer mimar aquela miúda, não sofrer com a sua solidão e não admirar a força necessária para fazer o que tem que ser feito, abraçar quem deve ser abraçado, mesmo (ou principalmente) quando isso custa muito.

Voltar a Roshar, acompanhar e compreender a queda de um deus na companhia de Lift é muito bom.

Até aqui, numa short story (há que entender o "short" na perspectiva do Sanderson, ok?), o autor é exímio no desenvolvimento das personagens.

As restantes histórias de Arcanum Unbounded ficam para mais tarde porque agora é tempo de rever o Kaladin e a Syl, o Dalinar, a Shallan e o Pattern e restante trupe em Oathbringer. 

 

publicado por Patrícia às 17:42 link do post
28 de Outubro de 2017

Sempre adorei ligações entre livros. Acho que a primeira vez que descobri uma ligação entre dois livros foi quando no livro da Marion Zimmer Bradley "O circulo de Blackburn" a Truth e a Light chamam uma à outra Deoris e Domaris... os nomes das protagonistas de "A queda da Atlântida".

Gosto sempre quando uma personagem salta de um romance para o outro e ganha vida ou como regressa para dar um ar de sua graça. Isto acontece mais vezes do que pensamos. Acontece, por exemplo, nos livros da Maria Manuel Viana com, pelo menos, duas personagens: a Ana B. e a Maria João que têm uma passagem no maravilhoso Teoria dos Limites e que têm romances em nome próprio (A vida dupla de Maria João e A paixão de Ana B.). Ou Sara K. que salta dos romances da Maria Manuel Viana para o "A construção do vazio" da Patrícia Reis (segundo a própria que, no A páginas tantas, comentava como é bom homenagear amigos e escritores nos próprios livros - qualquer coisa assim, não sei citar de cor).

Estas piscadelas de olho aos leitores sempre me fascinaram. 

Ora, O Brandon Sanderson - facilmente o meu escritor favorito no que ao género fantástico diz respeito - levou isto ao expoente máximo. O homem encetou uma empreitada louca ao imaginar Cosmere:

Many years ago, before I was even published, I had an idea. A crazy, ambitious idea. An idea for a large interconnected universe of fantasy series where the fundamentals of magic and cosmology were the same, but the stories were all separate. A “hidden epic” so to speak, where the longer the books were published, the more readers became aware of these little connecting threads.

Quando comecei e ler Brandon Sanderson e me apaixonei pela Vin, Kel e companhia não tinha a mais pequena noção de do que era Cosmere. Rapidamente descobri, claro. Mas só quando comecei a ler o The Way of Kings é que me comecei a interessar verdadeiramente pela história escondida e comecei a começar a compreender a genialidade (ou loucura, ainda não decidi) do homem. 

For now, most books have only hints. If you’re curious, watch for mentions of Hoid, a character who has appeared in all major books in the Cosmere. (Though he often goes by a pseudonym.) Look for mentions of Adonalsium—a god from long ago who was broken into sixteen pieces—and his Shards, beings who have taken bits of Adonalsium’s power and been elevated to deities themselves. Usually these are named after the intent of their power—Dominion, Devotion, Ruin, Preservation, Honor, Cultivation, and Odium are Shards of Adonalsium.

Mergulhar neste mundo é passar meses ou anos a ler e reler livros. Não é possível compreender uma história escondida sem reler, várias vezes, os mesmos livros. Não é possível compreender Cosmere sem ser um daqueles nerds para quem toda a gente olha com um misto de pena e fascinação. Não é possível compreender Cosmere sem investir tempo, muito tempo, naqueles livros. 

Para a maioria dos leitores um dos grandes dramas é não ter tempo, durante a sua vida, para ler todos os livros que pretende ler. A maioria dos leitores não gosta de reler, prefere continuar em frente e ler mais e mais. Mergulhar um épico escondido implica parar durante muito tempo esse caminho de continua descoberta de novos livros e novos escritores. 

E sim, eu estou meio decidida a mergulhar em Cosmere. Na verdade acho que não tenho grande escolha. Acho que mergulhei em Cosmere há meses. Os Audiobooks que andei a ouvir (The Way of kings e Words of Radiance, que já tinha lido em ebook) fizeram-me dar mais um passo nessa direcção.

Não quero deixar de ler outros livros e escritores. Especialmente não quero deixar de ler escritores portugueses. Mas quero perceber Cosmere. Quero ler os vários livros do Universo Cosmere, quero reler Mistborn na língua original.

Tenho pena que não haja (que eu saiba) em Portugal uma comunidade com quem seja possível ser absolutamente nerd e discutir Cosmere. Acho que apenas conheço uma pessoa que percebe mais ou menos do que estou a falar e que é, na verdade, a responsável por eu ter saltado de Scadrial para Roshar (qual worldhopper). Não conheço nenhum canal ou podcast dedicado a este tipo de livros (dedicado a GoT havia o A cabeça do Ned, por exemplo).

Se conseguiram chegar ao final deste post e estar minimamente interessados, então Welcome to Cosmere!

(as citações acima são do post do Brandon Sanderson que podem ler na totalidade aqui)

 

 

 

publicado por Patrícia às 14:55 link do post
22 de Outubro de 2017

Depois de ter mergulhado pela segunda vez nos Stormlight Archives (desta vez com os 2 audiobooks de The Way of Kings e The Words of Radiance) e enquanto espero pelo Oathbringer (14 de Novembro) decidi que o Warbreaker será a minha próxima leitura do género. No site do autor encontrei um texto curioso. Pessoalmente concordo com ele e eu sou assim (não só comprei ambos os ebooks como ambos os audiobooks dos Stormlights e sei que ainda vou ter uma cópia física deles na minha estante - provavelmente uma edição de coleccionador em Inglês e certamente as edições portuguesas - se alguma vez saírem). Mas e vocês? Comprariam um livro que já leram apenas porque acham justo recompensar o escritor por ter escrito aquele livro?

 

A while back—June 2006—I started work on the novel which would follow my Mistborn trilogy. At the time, I noticed the work of Cory Doctorow, who releases all of his books on-line at the same time as the hardback comes out from Tor. At first, I thought this was insane. If you give it away for free, nobody will buy it!

Then, I spent some more time considering. Readers can ALREADY get their books for free; I went to the library often myself as a youth. And yet, I still bought books. I often bought the very books I’d checked out from the library, as I liked them so much I wanted to read them again and loan them out to others. What do I really believe? In resenting libraries and used bookstores because they share my books without any direct profit to me? Or, would I rather look at all of that as free publicity?

I’ve been kind of annoyed with how the RIAA has treated the MP3 explosion. I also realize that something Cory says is very true—my biggest challenge as an author is obscurity. I believe in my novels, and believe that if people read them, they will want to read and buy more of them. I believe that readers like to own books and, yes, even like to buy them specifically to support authors they want to write more books.

And so, I did something crazy. I went to Tor and asked if they’d be okay with me posting the entire version of Warbreaker AS I WROTE IT. Meaning, rough drafts. The early, early stuff which is filled with problems and errors. They thought I was crazy too (my agent STILL thinks this project is a bad move) but the more I thought about it, the more I wanted to do something that would involve and reward my readers. For those who are aspiring novelists, I wanted to show an early version of my work so they could follow its editing and progress. For those who are looking to try out my novels, I wanted to offer a free download. (Hoping that they would enjoy the book a great deal, then go on to purchase or check out ELANTRIS or my Mistborn books.)

So, that’s what this novel is. It WILL be published in hardcover by Tor. It’s not some old work I pulled out, dusted off, and offered for free. This book will be coming out in 2009 sometime. And, I’m offering it years ahead of publication here for you to read.

Part of me still worries that I take a huge hit in sales when this thing is released, as my readers will have read it ahead of time. Another part of me worries that new readers will see the flaws and the rough sections of the early drafts, then assume that the finished project will be inferior, and not ever bother to read any of my other books.

The stronger part of me still believes that this will make better publicity, and a better experience for my fans, and is well worth the risk. So, for better or worse, I present WARBREAKER.

publicado por Patrícia às 19:14 link do post
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