Ler por aí
 
19 de Setembro de 2013


O Kobo e a quantidade de livros eletrónicos disponíveis em Inglês já começaram a fazer estragos.
Sabendo que este livro era um livro de contos e que, em livro físico e em Português, custa à volta de 20€, não pensava comprá-lo mas já o tinha em ebook, à espera do e-reader.

Para os fãs da trilogia das jóias negras este livro é... um rebuçado. A sério, é assim que o vejo, um doce para quem se quer despedir das personagens que mais interessam (é aliás um livro apenas para ser lido pelos fãs da série, não interessa mesmo a mais ninguém). É o fechar de algumas histórias, o continuar de outras. Não vos vou contar as histórias (se querem spoilers, procurem na net, há mais que muitas) e não esperem grandes revelações. Nem sequer esperem um livro cheio da negritude habitual da  autora. Esperem reencontrar todos os vossos personagens favoritos, umas batalhas, umas mortes e principalmente um "fim". Acho que a palavra certa para o que eu senti com este livro é "closure". 

Como de qualquer doce, gostei. 
publicado por Patrícia às 15:21 link do post
04 de Março de 2013

Um conto, em forma de livro de bolso. Gostei. Não será AnneBishop no seu melhor, mas é uma história interessante.
Uma nota de esperança no meio da negritude de que o serhumano é capaz. A importância que tem uma voz discordante. Uma história queilustra bastante bem o quão perigoso é não pensar, não ter opinião. E mostra opior lado das dinâmicas de grupo, dos procedimentos instituídos. 
 
Quando comprei este livro (6 euros, pois tive 20% dedesconto) já sabia que era pequenino. Só não sabia que para além de serpequeníssimo ainda incluía uma parte de um outro livro.
Ora isto não é novidade. Acontece em imensos livros. E eu,que olho para a quantidade de páginas que ainda me falta para acabar o livro,sou muitas vezes apanhada de surpresa dcom o final (e raramente estou preparadapara o fim). Confesso que me sento sempre um bocadinho roubada e que nunca leioessas páginas, nem compro livros com base nessas páginas.
publicado por Patrícia às 14:53 link do post
03 de Janeiro de 2013


 
No primeirodia do Ano resolvi começar o Ano com o Fantástico e o 1º livro que termineieste ano foi o “A casa de Gaian” que fecha a trilogia que Anne Bishop iniciou comOs pilares do Mundo e Luz e Sombras.

Ler AnneBishop é ler compulsivamente e acabar com uma certa sensação de pena. Pena porter acabado. Acho que esta autora tem uma imensa imaginação e que constróimundos fantásticos. Depois do Inferno dos Sangue e de Efémera agora é na Serrada Mãe, nas terras da Casa de Gaian que se passa esta história.

Devo dizerque a autora conseguiu surpreender-me neste terceiro volume. Estava com algumreceio de que o final desta saga fosse demasiado previsível e que não trouxessenada de novo. Mas pareceu-me que o equilíbrio entre o que era previsível e anovidade foi bastante bem conseguido. Mantendo a coerência da história e odesfecho que (quase) todos os leitores pretendiam, Anne Bishop conseguetrocar-nos as voltas na medida certa. Aliás é do equilíbrio entre a luz e assombras, o bem e o mal que esta trilogia vive.

De certaforma fez-me lembrar a Marion Zimmer Braddley e as suas Brumas de Avalon.Personagens femininas fortes e o poder no feminino, a presença de personagenscomplexas e cheias de uma dualidade que as faz verdadeiras – ninguém écompletamente bom ou mau – com exceção do flagelo das bruxas, encarnação do malque achei exagerado, demasiado unidimensional para me interessar.

Gostei dosnovos personagens que apareceram neste terceiro livro. Parece-me no entanto quealguns estão lá apenas para serem a ligação a ser usada noutros livros. Pessoalmentepreferia que a escritora fechasse o mundo aqui, não o explorasse mais (tal comoo mundo dos sangue deveria ter acabado na trilogia das jóias negras ou Sevenwatersnunca deveria ter sido explorado numa segunda trilogia).

Em conclusão:gostei, claro. Aliás Gostei muito mais do que esperei aquando da leitura doprimeiro livro. Como sempre ler Anne Bishop é uma excelente forma de sair darealidade por algum tempo (mas para um mundo algo negro, como sempre).
publicado por Patrícia às 16:12 link do post
23 de Dezembro de 2012

Luz e Sombras é o segundo volume da trilogia, de Anne Bishop, Os Pilares do Mundo.
Do primeiro volume Os Pilares do Mundo já falei, chegou agora a vez (um ano depois) deste Luz e Sombras.
Achei este livros um compasso de espera, uma ponte para o final da história (o que não é de estranhar num segundo volume). É uma Anne Bishop diferente, a destes livros, menos sensual, mais juvenil, apesar da extrema violência, não tantos das cenas do livro mas de algumas ideias que por aqui andam.
Gostei das personagens e continua a gostar especialmente da ceifeira. Tenho curiosidade sobre quem vai ficar com ela (vou ficar muito desiludida se for o Liam - demasiado previsível) e acho que a relação de Breanna com o Falco pode ser interessante (embora também previsível).
E esse é o grande defeito que encontro nesta trilogia: previsibilidade. Os personagens ainda não me surpreenderam (nem sequer Ashk), coisa estranha num universo Bishop.
Espero que o terceiro volume traga algumas surpresas e que a Morag seja, finalmente, a protagonista.


publicado por Patrícia às 10:21 link do post
10 de Dezembro de 2011



Anne Bishop é o género de escritora que nos consegue prender à história, mesmo quando ela não é grande coisa.  Um livro que se lê sem parar, num fôlego só.
A saga das jóias negras foi uma pedrada no charco. Não estava habituada a esse género de fantasia e fiquei presa aos 3 volumes da trilogia. Os seguintes já foram um pouco demais, tanto que ainda não tenho, nem li, o final da saga. Já conheço a história (li todos os spoilers disponíveis) e não sei se quero que, para  mim, o final seja aquele. Depois, com Sebastian e Belladonna, Anne Bishop demonstra, outra vez, a fantástica imaginação que tem e cria um mundo completamente diferente. E Belladonna é, talvez, a minha personagem favorita dos universos de Bishop.
Com esta nova trilogia temos novamente um mundo novo, com algumas semelhanças aos outros (sonhos tornados realidade, lembram-se?) e com personagens incompreendidas, fascinantes e simpáticas.
Mas começa a parecer-me “mais do mesmo”, com a sexualidade em primeiro plano (se bem que desta vez muito, mas muito mais soft) a par com a violência/maldade extrema, uma história que varia pouco e um grande fascínio pela morte. Por acaso é mesmo a Ceifeira a minha personagem favorita e é ela a única razão para que vá ler os próximos dois volumes da trilogia.
publicado por Patrícia às 21:33 link do post
01 de Abril de 2011

 Há setecentos anos, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de sonhos e visões.

Aliança das trevas

A ex-rainha Bhak é agora apenas Cassidy, uma habitante de Dharo que perdeu o seu privilégio após a sua corte ter preferido servir a deslumbrante e bem relacionada Kermilla. Numa terra dizimada pelo seu passado - em tempos governada por rainhas corruptas que foram banidas após uma vaga de destruição e violência - o Principe Senhor da Guerra Theran Grayhaven, procura uma parceira para o ajudar a restaurar a sua terra e a sua linhagem. O seu povo vive sem líder e sem esperança e precisa de uma rainha que se recorde do código de honra e dos costumes antigos. Com a ajuda de Saetan - Senhor do Inferno - Theran descobre Cassidy, que parece ser a mulher ideal. Tudo parece bem até que o casal se depara com as suas incompatibilidades e Cassidy conhece um misterioso servente que apela ao seu coração. Será Cassidy forte o suficiente para convencer um povo amargurado a servir novamente uma rainha?



A senhora de Shalador

Durante longos anos, o povo de Shalador suportou as crueldades das Rainhas corruptas que reinavam, proibindo tradições, punindo quem se atrevia a desafiá-las e forçando muitos à clandestinidade. Pese embora os refugiados tenham encontrado abrigo em Dena Nehele, nunca conseguiram considerar esse lugar como a sua terra. Agora, depois da aniquilação dos Sangue deturpados de Dena Nehele após a purificação, a Rainha de Jóia Rosa, Senhora Cassidy, assume como seu dever restaurar a terra e dar provas das suas capacidades como soberana. Ciente de que para assumir tal tarefa irá precisar de todo o ânimo e coragem que conseguir reunir, invoca o poder dentro dela que nunca fora posto à prova, um poder capaz de a consumir caso não consiga controlá-lo. Ainda que a Senhora Cassidy sobreviva à sua prova de fogo, outros perigos a aguardam. Pois as Viúvas Negras descortinam nas suas teias entrelaçadas visões de algo iminente que irá mudar a terra – e a Senhora Cassidy – para sempre.


O mundo negro criado por Anne Bishop é um dos meus “Guilty pleasures “ e por isso não resisti a ler as sequências da trilogia das jóias negras. Desta vez trata-se da história de Cassie, a rainha rosa. Convenhamos que a história de Cassie é (quase) banal e os livros valem pelas pontuais presenças dos membros do primeiro círculo de Jeanelle. Claro que apesar disso devorei os livros. “O Aliança das trevas” já li há bastante tempo e o a “Senhora de Shalador” li agora. Este último fez com que voltasse a ter vontade de ler a trilogia das trevas porque há alguns capítulos cujos “protagonistas” são Seatan e companhia.
Sempre achei que havia matéria suficiente para continuar a saga. Tanta coisa ficou por responder. E apesar de alguns lampejos aqui e ali ainda não houve resposta para a pergunta: qual o verdadeiro poder de Jaenelle? Ainda não é aqui que se responde.
Há personagens verdadeiramente fascinantes que não tiveram o protagonismo que deveriam (ou melhor, que eu gostaria que tivessem tido). Falo de Surreal e Karla por exemplo.
Enquanto procurava a sinopse destes livros encontrei algumas opiniões interessantes e algo que me despertou a curiosidade. Afinal vai haver mais um livro que, finalmente completa a saga. Chama-se “Twilight’s Dawn” e irá dar um final inesperado a este mundo. Sei que vou lê-lo e sei que me vou arrepender de o fazer. Se estiverem interessados ide ler mas atenção: a quantidade de spoilers é enorme e poderão não gostar do que por aí vem. Mas está tudo aqui .  
publicado por Patrícia às 17:31 link do post
17 de Setembro de 2009



Sinopse: Uma visita a uma velha mansão transforma-se num assunto de vida ou morte...Neste enfeitiçado volume do mundo das Jóias Negras, um escritor enlouquecido descobre que é descendente dos Sangue. Mas quando percebe que os seus sonhos de grandeza e fama são apenas uma fantasia, decide vingar-se. Os Sangue vão pagar caro por o substimarem e a primeira vítima vai ser a família SaDiablo. Surreal SaDiablo e o Príncipe Rainier recebem um convite para visitar uma velha mansão que personifica os mitos e poderes mágicos dos Sangue. Mas a mansão é, na verdade, uma poderosa armadilha mortal para capturar outros Sangue e usá-los como marionetas para inspirar a sua escrita. As suas vidas dependem agora de um jogo de enigmas. Enquanto Surreal e Rainier lutam para escapar à armadilha mortal, Daemon Sadi e o seu meio irmão Lucivar preparam-se para aparecer no máximo das suas forças. E prometem que quem os provocou, vai arrepender-se...
Mais um livro de Anne Bishop passado no mundo das trevas. É o reencontro com as personagens já conhecidas da Triologia das Jóias Negras. Confesso que este livro me deixou um bocadinho desiludida. Estava à espera de conhecer o real poder de Jaenelle e isso não aconteceu.
A história gira à volta de Surreal SaDiablo, mas também não explora o potencial da personagem (acho que Surreal tem um papel mais importante no último livro da triologia das Jóias Negras).
Gostei, porque gosto do mundo criado por Anne Bishop, mas não me agradou especialmente.
publicado por Patrícia às 09:49 link do post
19 de Junho de 2009




Sebastian
Bem-vindos a Efémera, onde a terra se altera em resposta aos mais profundos desejos e medos dos seus habitantes.
Há muito tempo, Efémera foi dividida em inúmeras paisagens mágicas ligadas somente por pontes. Pontes que podem levar quem as atravessa para onde realmente pertence e não ao local onde pretende chegar. Numa dessas paisagens habitada por demónios e onde a noite impera, o meio-íncubo Sebastian delicia-se em prazeres obscuros. Contudo, aguarda-o um destino devastador. Uma aprendiza descuidada libertou um mal antigo que agora se agita – e o reino de Sebastian poderá ser o primeiro a sucumbir… Mas em sonhos, ela chama por ele: uma mulher que não deseja mais do que ser amada e sentir-se protegida – uma mulher pela qual ele anseia mas que sabe poder vir a destruí-la. Ela é Lynnea, e o seu improvável romance está no centro da batalha que se trava entre a luz e as trevas.



Belladonna
Bem-vindos a Efémera, onde a terra se altera em resposta aos mais profundos desejos e medos dos seus habitantes.
Há muito tempo, Efémera foi dividida em inúmeras paisagens mágicas ligadas somente por pontes. Pontes que podem levar quem as atravessa para onde realmente pertence e não ao local onde pretende chegar.Uma a uma, as paisagens de Efémera estão a cair na sombra. O Devorador do Mundo está a espalhar a sua influência, manchando as almas das pessoas com dúvida e medo, alimentando-se das suas emoções mais negras. A cada vitória o Devorador aproxima-se da conquista final.Apenas Glorianna Belladonna possui a habilidade de frustrar os planos do Devorador. Mas os seus poderes foram mal interpretados e incompreendidos. Determinada a proteger as terras sob o seu domínio, Glorianna defrontará o Devorador sozinha se assim estiver no seu destino.



Dois livros, uma história. Mais uma de Anne Bishop.
No primeiro volume conhecemos Sebastian e Lynnea e todo um mundo saído da imaginação da autora. Um mundo dividido em paisagens que se moldam pela vontade da paisagista, que respondem aos apelos e desejos do seu coração, que reagem e interagem com a sua paisagista e com os habitantes que lhe pertencem. O mundo é Efémera, a paisagista Belladonna e Sebastian, um dos habitantes do Antro de devassidão que é, talvez, a mais negra das paisagens controladas por Belladonna.
Lynnea tem um desejo e Sebastian está no seu caminho... se ambos se conseguirem encontrar e seguir o coração. Lynnea vive na Luz, Sebastian no paisagem mais obscura que parece ter sido criada à sua medida....
Mas Éfemera está em perigo e este par improvável terá um papel importante na luta contra o mal.
Belladonna é o segundo livro da história... decidir-se-à a guerra contra o Ente, o Devorador do mundo que interfere não só nas paisagens de Belladona mas com o resto de Efémera.
Não tão negra, não tão sensual, esta história agradou-me mais que a triologia das Jóias Negras. Principalmente pela personagem principal, Glorianna Belladonna!
Glorianna Belladonna, a paisagista, é uma mistura de luz e escuridão, e é essa dualidade que lhe dará a capacidade para enfrentar o Devorador do Mundo, o Ente... maligno quanto baste consegue libertar-se e vaguear pelo mundo tirando partido do medo, das dúvidas, da inveja, semeando uma pequena planta de escuridão e mal nos corações. e como efémera reage aos desejos do coração há o perigo real de se tornal completamente maligna. Para enfrentar o mal que se libertou, há uma paisagista proscrita que conta com a ajuda de Lee, o construtor de pontes, de Sebastian, o meio-íncubo, de Nádia , a paisagista, de Michael, o mago, e de mais alguns amigos...
Belladona (curioso beladona ser um veneno) é a chave, o coração para vencer o mal. Ela própria o sabe. E sabendo que é diferente, que é uma verdadeira "guia do coração, e que o medo, o preconceito não permitirá que as restantes paisagistas a ajudem. No fundo sabe que terá que ser ela sozinha, a enfrentar o devorador do mundo. O "como" é que me surpreendeu e fascinou.
Afinal, porque é que há luz nas trevas e trevas na luz?
publicado por Patrícia às 22:04 link do post
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