Ler por aí
 
13 de Dezembro de 2012


Está agora na moda aauto-publicação. O mundo digital, os ebooks permitem que toda a gente se façaescritor e dê a sua obra a conhecer ao mundo. Cada vez mais há editoras que sãoespecializadas numa espécie de auto-publicação. Na realidade parece-me que háuma primeira edição sem grandes riscos (os aspirantes a autores disso seencarregam) e pouco mais. Há a publicidade no site da editora, imagino que hajaalgum trabalho de edição, mas a verdade é que uns dias depois a editora jápassou para outro escritor.
E isso tem imensas vantagens. Mas pessoalmente vejo-lhe mais desvantagensque vantagens.

Acredito que publicar um livro seja um sonho de muitos. Às vezes há talentoenvolvido outras vezes há apenas uma grande vontade. Eu acho que se é apenas arealização de um sonho façam vocês a edição do livro e ganhem os 100% dareceita da venda e não apenas 10% (sim, implica um investimento grande, semdúvida, mas pelo menos são vocês que mandam. E podem sempre oferecer a amigosque vos podem dar criticas reais e consistentes. Peçam para eles mandarem aosamigos que não vos conhecem de lado nenhum...)
Agora aparecem as inúmeras oportunidades de publicar os ebooks, departilhar com quem queira ser a outra metade, de o fazer gratuitamente. O que éfantástico. Para quem escreve, porque tem uma hipótese real de enfrentar acrítica do público e para quem lê, porque tem uma hipótese de ler gratuitamentee de, quem sabe, descobrir bons escritores desconhecidos.
Masa mim parece-me que a grande oportunidade é das editoras: sem qualquertrabalho, sem qualquer risco, vão descobrir aqueles autores que vendem e vãoagarrá-los com unhas e dentes. Não vai interessar propriamente a qualidade, vãointeressar o número de “gosto” e de downloads. Já não é propriamente novidade.Mas a mim continua a parecer-me batota.
publicado por Patrícia às 12:51 link do post
Olá!

Deixei um selinho para o blog em: http://howtoliveathousandlives.blogspot.pt/2012/12/campanha-de-incentivo-leitura-selo.html

Boas leituras! ;)
Mónica Silva a 15 de Dezembro de 2012 às 16:29
Precisamente Patrícia...! As editoras permitem que sejam os autores a determinar o seu (in)sucesso e, se as coisas correrem bem, têm as margens de lucro do costume.
Talvez seja interessante para dar a conhecer textos que temos escondidos na gaveta, mas isso não acontece já com outras ferramentas da blogosfera? E, obivamente, há serviços que só as editoras costumam prestar. Se autopublicarmos, como é feita a promoção?
É um pau de dois bicos...!
Boas leituras!
djamb a 18 de Dezembro de 2012 às 14:16
Sem publicidade (e custos inerentes) mas com lucros. Mais uma mina de ouro para estas editoras fantásticas. A mim, confesso, irritam-me os grandes grupos. E logo a mim que nunca na vida liguei a editoras: sempre escolhi os livros por outros motivos.
Mas agora quando vou à feira do livros tenho tendência a fugir dos grandes grupos (coisa que está a ser cada vez mais difícil.
Bjs
Patrícia a 18 de Dezembro de 2012 às 21:48
Sem dúvida sorte :)
Mas é assim com tudo, não é?
Baste vermos 5 minutos de um qualquer programa de talentos de voz para encontrarmos pessoas muito mais talentosas que grandes nomes da música. O que os distingue é a sorte de uma oportunidade :)
Liliana Lavado a 19 de Dezembro de 2012 às 10:15
É tudo muito bonito, mas os responsáveis parecem esquecer-se (propositadamente) de mencionar detalhes como a questão da exclusividade de 5 anos (ler o modelo do contrato), sem que isso represente qualquer tipo de vantagem comercial para os autores, uma vez que a única coisa que a plataforma oferece é mesmo a distribuição. A distribuição, por si só, não justifica a retenção de 75% dos valores das vendas, enquanto os autores (que têm o trabalho criativo) ficam apenas com 25%.

Este modelo de autopublicação não recompensa devidamente os autores e, além disso, assenta numa estrutura arcaica se o compararmos com, por exemplo, as plataformas de autopublicação da Amazon e do Smashwords. Estas duas plataformas oferecem uma maior margem de lucro e, ao contrário da Escrytos, permitem a alteração do preço de venda após a publicação, bem como o carregamento de um manuscrito revisto caso sejam encontrados erros ou gralhas após a publicação.

Nestas condições, optar por publicar na Escrytos em vez de o fazer na Amazon e no Smashwords poderá ser o equivalente a descer de cavalo para burro.
Anónimo a 23 de Dezembro de 2012 às 17:13
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