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Ler por aí

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Se fosse fácil era para os outros, de Rui Cardoso Martins


Estou indecisa sobre o que achei deste livro: não sei seadorei se o achei uma chatice. Talvez as duas coisas que, ao contrário do queparece, não são mutuamente exclusivas. Começo já pela parte chata (para mim,que acredito que haja alguém para quem a beleza do livro esteja precisamenteaí): as crónicas de uma viagem pelos Estados Unidos da América. Faltam-meconhecimentos geográficos e culturais para gostar dessa parte. Apesar de já terestado duas vezes nos EUA, não sinto por aquele país um fascínio assim tãogrande (excluamos NY desta minha opinião, ok) e parece-me que para acompanhar aviagem dos 5 amigos era necessário um conhecimento e/ou interesse que eu nãotenho.

Posto isto, vamos à parte boa que compensa bastante a má.

É o primeiro livro deste escritor que leio e (o escritor)foi-me bastante recomendado pelo que as expectativas eram altas.
No início o narrador vê-se confrontado com a morte da mulhere com o facto de, para efeitos de publicidade, várias instituições ignorarem oóbito. Assim no dia em que ela faria anos ele recebe várias cartas, incluindouma do banco a oferecer-lhe um cartão de crédito.
E é com esse cartão de crédito que 5 amigos (todos de malcom a vida) embarcam na viagem das suas vidas pelos Estados Unidos da América.Uma viagem recheada de peripécias, de conversas mais ou menos importantes, desilêncios e de partilha. E de solidão. Cada um dos 5 homens parece estar àprocura do sentido da vida ou da morte. Cada um deles busca o seu própriocaminho, procura purgar os seus desgostos e angústias.
Sem divulgar demasiado não posso falar mais mas há partes dolivro que são autênticos murros no estômago.

Comecei a ler este livro em Toronto, um ou dois dias depoisde ter visitado as Cataratas do Niagára (maravilhosas, já agora). Este livro vaificar sempre ligado (para mim) a este país. Qual não é o meu espanto quando meapercebo que o livro acaba precisamente neste local. Nas Cataratas, naplataforma do lado Americano.

“… uma autêntica cópia é o que somos hoje em dia, sou umaautêntica cópia do foragido do Oeste, autêntica cópia do homem que traz umpassado, a viver da autêntica cópia de um romance filosófico de ação, com diálogospelo meio, cópia autêntica de vivacidade, e sobrevivente da autêntica cópia doturismo de aventura.”

in Se fosse fácil era para os outros, Pág. 229,

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