Ler por aí
 
14 de Julho de 2016

way of kings.jpg

 

Ando a ler isto e a adorar, claro. Sou fã de fantasia. Mas de boa fantasia e não da eterna história da demanda, com paixão e sacrificio e afins, género de que até gostava até que algumas escritoras (sim, Juliet, estou a pensar em ti) estragaram por dela usar e abusar. Gosto de histórias grandes, complicadas, mundos tão diferentes do meu mas que depois de se estranhar se entranham de uma maneira fabulosa. E este The way of kings são 1271 páginas (na minha versão - ebook) de uma construção do mundo e personagens  fabuloso. Perfeito para as férias. Tenho pena de não ter dedicado todas as minhas férias a este livro - assim talvez o conseguisse acabar mas primeiro li o História do Novo Nome (volume 2 da tetralogia da Ferrante) e o As gémeas de Gelo (uma desilusão)...

publicado por Patrícia às 18:51 link do post
Também tenho esse, e o segundo, em ebook, e muita vontade de o ler; mas acho que ainda vou demorar a chegar a ele.
Gosto bastante de fantasia também, mas farto-me rápido do género (deste género de fantasia, há outros que nunca dispenso, como qualquer coisa que escreva Neil Gaiman, por exemplo), e acho difícil encontraar algo que me agrade. Da última vez que estive anos sem ler este género de fantasia, o que me trouxe de volta foi "Game of Thrones", em 2008 ou 2009. Depois passei anos outra vez sem ler nada de especial neste género e quando voltei a ficar com o bichinho, li Brandon Sanderson pela primeira vez. A trilogia "Mistborn" conquistou-me totalmente, portanto tenho grandes expectativas para esta nova série por ele escrita.
Vasco Barcelos a 16 de Julho de 2016 às 13:12
Vasco, comigo aconteceu o mesmo. Li muita "fantasia" quando era miúda e às tantas percebi que aquilo de fantasia não tinha nada, as histórias eram todas iguais e escritas especificamente para "miúdas". De vez em quando lá caía na esparrela e lia mais um mas nunca mais tive aquele mergulho num outro mundo (chegou perto, muito perto, com a trilogia da Trudi Canavan). A trilogia Mistborn, que me caiu nas mãos por puro acaso, trouxe-me de volta para o género. Acho que o grande trunfo do Sanderson é, para além da construção do mundo, a empatia que consegue que criemos com os personagens. E isso está igualmente bem conseguido nesta nova série. Acho que não vou ler o segundo logo de seguida (até porque o terceiro está previsto para 2017) mas é bom saber que tenho um livro de boa fantasia disponível para ler (este é mesmo o meu género-conforto).
Patrícia a 16 de Julho de 2016 às 15:43
E tenho mesmo que ler Neil Gaiman. Nunca li nada dele. Qual o melhor para começar?
Sinto sempre um acréscimo de responsabilidade ao dar estas opiniões, porque são sempre muito subjectivas e podem ter uma visão muito diferente da minha.
Acho que um bom livro para se ter uma boa noção do que é Neil Gaiman, talvez seja o último (romance) que publicou "The Ocean at The End Of The Lane". O primeiro que li foi o mais conhecido e falado "American Gods", mas não o aconselharia para primeira leitura do autor, provoca reacções muito distintas, há quem o ame e quem o odeie.

Penso que o "The Ocean at The End Of The Lane" é uma excelente montra, representa muito bem aquilo que é Neil Gaiman como autor, e cada vez mais. Uma história mágica, com um protagonista criança e uma escrita maravilhosa - Não posso opinar sobre a qualidade das traduções para português, mas aconselharia a ler Neil Gaiman no original. A escrita tem uma fluidez, uma musicalidade e uma certa magia que penso não conseguir ser captada numa tradução, deve-se perder um bocadinho daquele factor especial (estou mesmo a falar sem saber, porque nunca li nenhuma versão em português, mas fica a opinião na mesma). Acho que este livro mostra de tudo um pouco daquilo que é a sua obra, ou a maioria. Mágico, fantástico, um mundo que é o nosso e não é, inocência e beleza, e um toque de terror. Acho que deixa mesmo uma boa impressão daquilo que é Neil Gaiman. Quase que arriscaria a dizer que se não se gostar deste, não acredito que se goste dos outros (com algumas reservas, um "American Gods" é bastante diferente, por exemplo).

"The Graveyeard Book" também é muito bom, mais infantil na sua génese, mas vale a pena.
"Neverwhere (author's preferred text)" foi o seu primeiro livro sozinho e é uma boa fantasia urbana, grandes personagens (como em todas as suas obras, sempre com uma enorme diversidade a todos os níveis).
Se gostares de contos, uma das suas colectâneas, "Smoke and Mirrors" ou o recente "Trigger Warning", também são um bom ponto de entrada. Demonstra toda a sua versatilidade e contém todos os géneros que o caracterizam. Algo sempre mágico, um pouco de fairy tale, mas sempre original e diferente.

Já escrevi muito e não disse nada, é sempre um problema, desculpa. Também há o "Good Omens" escrito em colaboração com Terry Pratchet. É muito bom, mas numa categoria à parte, só porque não é uma obra apenas dele.
Disseste, pois... eheh, Obrigada pelas sugestões. Acho que lhe vou dar uma oportunidade em Inglês. Por norma reservo as leituras em Inglês para livros mais fáceis (o que para mim significa fantasia) mas até acho que tenho uns ebooks do NG na língua original.
Patrícia a 16 de Julho de 2016 às 20:15
Eu não sou grande fã de fantasia, mas gostei do "Oceano...". É naif , sombrio, nostálgico. Comecei a ouvir o audiobook do "Nobody Owens ", mas achei-o realmente um pouco infantil de mais. Talvez tente de novo depois do "Coraline ", que está na lista a ler.
Paula
Paula a 20 de Julho de 2016 às 01:31
Humm audiobooks para complementar os ebooks que tenho parece-me uma excelente ideia.
Patrícia a 22 de Julho de 2016 às 14:07
Vou meter o bedelho, porque gosto muito de Neil Gaiman, mas mais dos antigos ;) O Good Omens é muito bom para começar, porque é divertidíssimo. Neverwhere é muito bom, e American Gods é uai, mas grandote e pesadote. Os mais recentes deixaram-me assim a modos que meh.
Izzie a 19 de Julho de 2016 às 11:47
Gracias, tenho mesmo que ler NG...
Patrícia a 22 de Julho de 2016 às 14:08
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