Ler por aí
 
09 de Outubro de 2011




“Este é um romance sobre uma mentira, mas também sobre a amizade e o amor, o dinheiro e a traição, o medo e a ambição. 
A acção desenrola-se em Paris. Duas irmãs. Iris é uma mulher muito bonita, rica, elegante e sofisticada, mas vive desencantada com a vida e com o seu casamento. Joséphine é uma intelectual, historiadora, muito menos bonita do que a irmã e com uma vida bem mais difícil. Casada, tem duas filhas, vive nos subúrbios e trabalha para pagar as contas. Certo dia, num jantar, Iris faz-se passar por escritora. Presa na sua mentira, convence a irmã a escrever o livro que ela própria assinará. Abandonada pelo marido, cheia de dívidas, Joséphine submete-se, como sempre, aos caprichos da irmã. Mas esta é uma decisão que vai mudar o destino destas duas mulheres.A escritora francesa Katherine Pancol traça com mestria um retrato real e vivo de mulheres que tentam triunfar na carreira profissional, na vida familiar e alcançar o reconhecimento social. Mas que, por baixo desta aparente vida de sucesso, escondem uma profunda infelicidade, falta de confiança e frustração. Os Olhos Amarelos dos Crocodilos é uma verdadeira lição de vida. Este romance, um verdadeiro best-seller em Espanha e França, dá-nos a conhecer as mulheres que somos, as que queremos ser, as que nunca seremos e as que talvez sejamos um dia. Mulheres à procura de um caminho na vida, em busca de si próprias e à descoberta de novos amores.”

Duas irmãs, Íris e Joséphine, são as protagonistas desta história. Iris, casada com Philippe e mãe de Alexandre é linda, confiante, talentosa, rica e feliz. Josephine, casada com Antoine (amante de Myléne) e mãe de Zoe e Hortense é pobre, gordinha, acha-se feia e não tem grande sucesso na vida. Apesar de inteligente falta-lhe a confiança necessária para triunfar.
Todas estas personagens são-nos apresentadas de início e vão sendo desenvolvidas (ou não, depende do ponto de vista) ao longo da trama.
O livro lê-se num instante e é porreiro para a praia. Lembrou-me aqueles romances típicos da adolescencia cheio de clichés e que têm o intuito de passar uma mensagem moral e de ensinar. O problema é que o livro é aparentemente direccionado para um público adulto. Tendo vendido imenso em vários países confesso que esperava mais. No entanto já ia com um pé atrás após ter lido a opinião da Célia (Estante de livros). E concordo com ela. Não vou tão longe como ela porque li o livro sem esforço e passei algumas horas divertidas a ver se aquilo me conseguiria surpreender de alguma forma. não conseguiu.
Ao contrário do pretendido pela autora (imagino eu) não gostei minimamente da personagem da Joséphine. Para alguém tão inteligente era um bocadinho burra demais. É verdade que às vezes uma pessoa inteligente se deixa esmagar de tal forma que fica sem ser capaz de reagir, mas confesso que me irritou profundamente que aquela auto-confiança final tenha vingado, mais uma vez, devido à presença de um homem. não me pareceu minimamente que a confiança tenha vindo das vitórias pessoais da senhora.
Para um livro que passa  lição de moral e bons costumes, as atitudes da menina Hortense e a forma passiva como a Jo a aceitou (burra como sempre) não ficaram lá muito bem.
Não me parece que o livro retrate a realidade, qualquer realidade. 
É um livro light, óptimo para quem anda a começar as lides das leituras e para ler na praia. Para quem está à espera de um livro que faça pensar e como qual aprenda qualquer coisa não é, de todo, o livro certo.






publicado por Patrícia às 21:17 link do post
Porque é porreiro para a praia? Não fica cheio de areia?
Rafeiro Perfumado a 11 de Outubro de 2011 às 12:43
é por ser um livro de crocodilos.... a areia tem medo deles e não se cola.
Patrícia a 11 de Outubro de 2011 às 18:56
pesquisar neste blog
 
email
ler.por.ai@sapo.pt
mais sobre mim
tags

2017

adam johnson

afonso cruz

afonso reis cabral

agatha christie

alexandre o'neill

alguém quer este livro?

amin maalouf

ana cristina silva

ana margarida de carvalho

ana saragoça

ana teresa pereira

anna soler-pont

anne bishop

anne holt

antonio garrido

as paixões antigas

biblioteca de bolso

brandon sanderson

carla m. soares

carlos campaniço

carlos ruiz zafón

chimamanda ngozi adichie

colleen mccullough

conversas (sur)reais

cosmere

cristina drios

curtas

dan brown

danuta wojciechowska

david soares

diário de leitura

direitos dos leitores

dulce maria cardoso

elena ferrante

filipe melo

frank mccourt

george r.r martin

gonçalo m. tavares

greg mortenson

haruki murakami

helena vasconcelos

ildefonso falcones

inês pedrosa

isabel allende

jo nesbø

joão tordo

jodi picoult

josé eduardo agualusa

josé luís peixoto

josé rodrigues dos santos

josé saramago

juan cavia

julia navarro

juliet marillier

ken follet

l.c. lavado

ler em português

leya em grupo

lídia jorge

livros

luís miguel rocha

mai jia

maria manuel viana

mário zambujal

marion zimmer bradley

meg wolitzer

mitos e outros temas livrescos

mónica faria de carvalho

natal

nuno nepomuceno

opinião

os meus amigos também gostam de ler

patrícia müller

patrícia reis

paulo m. morais

podcast

richard zimler

robert wilson

robin sloan

roda dos livros

rosa lobato faria

rui cardoso martins

rui zink

sandra carvalho

sonhos

stephenie meyer

stieg larsson

stormlight archives

tarita

the way of kings

tiago carrasco

trudi canavan

ursula k. le guin

valter hugo mãe

vasco ribeiro

victoria hislop

words of radiance

youtube

zoran živković

todas as tags

blogs SAPO